… a leitura dos comentários do enviado especial sindical ao Umbigo neste post, que se denomina Tótó umbiguista e fornece dados identificativos fictícios e navega com filtro para não ser identificado, não se percebe porquê. Mesmo se a técnica é facilmente detectável e quase seja possível adivinhar onde se senta a fazer este trabalho.

A forma sobranceira como se dirige a colegas de profissão que diz representar é notável, assim como o modo como tenta encobrir que o ano de 2010 foi desbaratado por quem colaborou activamente no estado a que isto chegou, graças a um acordo que deixou o Ministério das Finanças (e não o da Educação, com quem os nossos representantes se reúnem com frequência inaudita para os nulos resultados) com o terreno pacificado para avançar como bem entendeu.

Vamos ser sérios por uma vez: não estão em risco 30.000 horários porque a proposta que está na mesa é maximalista nos cortes e existirão recuos, assim como ninguém (ou quase) ainda pareceu perceber que a matriz curricular para o 1º CEB implica que boa parte dos horários lectivos de muitos docentes do 2º CEB venha a ser constituída ou completada (como já acontece com Matemática, por exemplo) no 1º CEB. E nos mega-agrupamentos, a medida poderá ainda atingir os docentes do 3º CEB ou Secundário, pois agora somos quadro de agrupamento e não quadro de escola ou de nível de ensino.

Em vez de gozarem com os colegas a quem depreciativamente chamam tótós, talvez alguns dos nossos iluminados representantes ou dos seus enviados aos blogues para gozar, fizessem bem melhor em esclarecer as coisas como efectivamente são e não a encobri-las com manobras de diversão e petições da treta, pois sabem muito bem que em 2011, mesmo que os cortes sejam menos graves do que parece, só haverá concurso nacional de ingresso para castelhano ou tic, o resto será tudo feito na base da mobilidade.

Deixem-se de tretas, falem a verdade.

Num aspecto são exactamente como o ME: apostam na ignorância ou na deturpação dos factos para atingirem os vossos objectivos tácticos, mesmo que isso signifique enganar as pessoas. Como em Abril de 2010 sobre os resultados da ADD e os concursos. Ou quando disseram que o ME tinha cedido em tudo em relação ao modelo de avaliação, aquele que agora dizem querer suspender. Não há um pingo de vergonha?

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