Reparem no número mais recente do Jornal de Letras… e digam lá se algo mudou…
Posso fazer uma aposta sobre um certo e determinado apoio da FLAD daqui por uns tempos?
Novembro 20, 2010
Reparem no número mais recente do Jornal de Letras… e digam lá se algo mudou…
Posso fazer uma aposta sobre um certo e determinado apoio da FLAD daqui por uns tempos?
Novembro 20, 2010
A situação é caricata, pelo que o melhor é deixar aqui um testemunho directo.
Desculpe enviar este mail mas na minha procura de informação na Net sobre o problema que me afecta pessoalmente, mas que acredito afectar outros como eu, encontrei o seu blog. Assim, senti a tentação de enviar esta mensagem sobre a situação dos mestrados concluídos por “professorzecos” antes de 23 de Junho de 2010.
A questão é a seguinte:Não tendo sido professora titular e tendo concluído mestrado em Janeiro de 2010, na vigência do anterior ECD que considerava no seu artigo 54º, que para os professores “não titulares”, o mesmo só era considerado para uma redução de 2 anos na carreira para efeitos de concurso a titular (que nunca se veio a realizar) mas para professores titulares dava a bonificação de 1 ano na carreira docente.
Com o ECD vigente desde 23 de Junho de 2010 a distinção de professores e professores titulares extinguiu-se e o mestrado foi considerado como dando 1 ano de bonificação na carreira de todos os professores.
No meu caso, estando actualmente colocada no 3º escalão, transitaria ao 4º escalão em Abril de 2011 mas pedi por requerimento em Julho de 2010 que me fosse considerada a tal bonificação por ter concluído mestrado a fim de transitar de escalão reportado a Abril de 2010.
A minha direcção entendeu que eu teria o tal direito de bonificação mas não como eu a solicitei, do actual escalão onde me encontro para o próximo, mas quer considerar essa bonificação só na transição do 4º escalão para o 5º o que na melhor das hipóteses (sem congelamento) só iria acontecer daqui a 4 anos.
Como tive dúvidas sobre este entendimento da minha direcção procurei telefonicamente a DGRHE.
Quem me atendeu informou-me que por o meu mestrado ter sido concluído antes da entrada em vigor do actual ECD que o mesmo não me valeria para obter a bonificação proporcionada pelo actual ECD porque à altura essa bonificação era só concedida a professores titulares.Com esta me fiquei ESPANTADA até pq na continuação da conversa com a pessoa que me atendeu da DGRHE fiz a simulação de um caso hipotético em que um colega do mesmo escalão que o meu mas com menos tempo de serviço, que tenha defendido a tese no dia 25 de Junho de 2010 (já na vigência do actual ECD) e que fosse para o 4º esclão em Agosto de 2011 ficava logo com o seu problema resolvido e me ultrapassava na carreira, apesar de ter menos tempo de serviço que eu, pois bonificava de 1 ano na carreira e transitava ao 4º escalão em Agosto de 2010. Uma situação caricata a meu ver.
Por achar a situação tão caricata e disparatada gostaria de saber a quem precisamente dentro da estrutura do ME colocar esta questão porque achei a resposta que obtive da pessoa que me atendeu da DGRHE muito “estranha” e nada justa no meu entender.
Os meus cumprimentos,
E. D.
Novembro 20, 2010
O mundo era mais simples se tudo fosse mais simples não é? Se a simplicidade fosse a regra e a complexidade abolida.
Na página 28 do Expresso dá-se conta de um estudo que demonstra como os alunos portugueses falham bastante quando as palavras são acentuadas e quando os grafemas se afastam dos fonemas, como resultado da evolução da linguagem escrita e do seu afastamento da mera oralidade.
E isto é lamentado por um especialista, que fez o estudo e que denuncia os “caprichos” linguísticos que “dificultam a vida aos alunos”.
Realmente é uma chatice… Isto deveria evoluir tudo mas as msgs de sms e pco +. Pk s pcebe na mm e n da tanta xatice ao ppl.
E que tal se em História suprimíssemos todas partes mais complicadas, como aquela dos séculos minguarem até Cristo e crescerem depois? E se deixássemos de nos aborrecer com as tricas que levaram à independência de Portugal (contava-se que um dia tinha aparecido um rei formado ao domingo e que tinha criado o país, mandando a mãe às compras), limitavam-se os descobrimentos ao Brasil e aos PALOP para não ter de complicar as coisas, aboliam-se as guerras liberais por serem confusas e, por proposta do Rui Ramos e do Nogueira Pinto, fazia-se ligação directa entre a Monarquia e o Estado Novo. Certamente complicaria menos a vida aos alunos.
E em Matemática? Para quê complicar se a vida se a maioria vive com as quatro operações aritméticas básicas e umas quantas formas geométricas? Os sólidos ainda vá… mas equações? E, vai de retro, inequações? E probabilidades?
E em Ciências? Vamo-nos aborrecer com a classificação dos minerais e vegetais porquê? Porque não ficamos nos tempos pré-Lineu? Porque não chamamos pedras e metais a todos os minerais? Não é verdade? E a Geologia (ou a Geomorfologia, já agora), a quem interessa(m), se nem a(s) estudam para fazer o metro chegar ao Terreiro do Paço?
E muito se poderia fazer neste campo, aligeirando programas e currículos, no sentido de promover o Sucesso?
Quem nos manda querer que as crianças e jovens aprendam o que se foi descobrindo e sabendo ao longo dos últimos milhares de anos?
Não poderíamos ficar ali pelo Aristóteles, com a terra no centro do Mundo? E não é o Criacionismo uma teoria bem mais fácil de entender do que as darwinices? E até ficava tudo mais fácil em matéria de manual, porque existiria um único com tiragem comprovada e certamente poupança por existirem exemplares a passar entre gerações?
É que realmente esta coisa estranha de se ter de perceber que sucessão se escreve de uma forma e açucena de outra tem muito que se lhe diga (são os exemplos que aparecem no texto) e o especialista de serviço – Óscar Sousa, da Universidade Lusófona – tem toda a razão: isto é uma enorme complicação… e não é justo…
Novembro 20, 2010
A longa peça que hoje no Expresso surge sobre a avaliação dos procuradores do Ministério Público não me provoca um pensamento claro ou uma opinião simples.
Porquê?
Novembro 20, 2010
Expresso, 20 de Novembro de 2010
Apenas mais uma explicação para que a suspensão do Estado de Direito sirva a todos os que se servem disso.
Novembro 20, 2010
Os funcionários públicos têm tolerância de ponto mas os professores fazem gazeta. Cimeira da NATO.
Novembro 20, 2010
Novembro 19, 2010
Suzanne Vega, Caramel
Novembro 19, 2010
Conselho da Europa recomenda que não se baixe o vencimento dos juízes
O Conselho da Europa aprovou esta quinta-feira uma recomendação aos estados membros para que não alterem o vencimento dos magistrados judiciais, salientando a necessidade de ser salvaguardado que não haja “uma redução da remuneração, visando especificamente os juízes”.
Eu bem que fui adivinhando… falta só…
Novembro 19, 2010
Se bem se lembram, em tempos de Maria de Lurdes Rodrigues, foi em especial Vital Moreira, mas não só, que falou muito numa verdadeira revolução que estaria a assolar a Educação em Portugal.
Se por revolução entendermos um processo de demolição, sem que se perceba se o edifício a construir não é bem mais atroz do que o anterior, talvez ele tivesse razão.
Só que MLR foi-se embora e houve quem dissesse que as suas reformas (ou revolução) estavam comprometidas e que tudo ia regredir para o que havia antes, que o Governo tinha cedido aos tenebrosos interesses dos conservadores e atávicos professores (visão partilhada por muita gente, com destaque para o MST mas não só…).
O que não repararam é que permaneceram em posições estratégicas alguns dos vultos que, ainda mais do que MLR que durante muito tempo foi testa-de-ferro e só a meio do trajecto se começou a sentir imbuída de aura, de forma mais consistente corporizavam uma investida inédita contra um modelo de Escola que consideram conservadora, elitista e selectiva, para além de partilharem imensos preconceitos contra os professores, fruto de personalidades com especificidades que me vou coibir de caracterizar para não entrar em terreno traumático.
Fiquemos assim: são pessoas que da classe docente têm uma visão muito marcada e distorcida pelos seus percursos pessoais, ao longo dos quais se instalou um desdém imenso pelo trabalho dos professores, a quem desejam cortar toda a autonomia e torná-los meros executores das suas brilhantes teorias de gabinete, recolhidas em leituras muito na moda nos anos 50, 60 e 70, com estertores nos anos 80 lá fora, mas que cá foram chegando com o atraso habitual de uma ou duas décadas.
A dupla mais óbvia desta tendência no aparelho de Estado é aquela que eu designaria por Capucha-Lemos connection e que, fugindo à esfera mais restrita da tutela da Educação, conseguiu, com um pé dentro e outro fora do ME, criar um feudo com um poder imenso que se prepara para continuar, verdadeiramente, a revolucionar os percursos escolares dos portugueses, construindo sucesso a todo o custo, mesmo que seja cilindrando tudo on que se lhes oponha.
Apesar de não cumpridas as metas certificadoras das Novas Oportunidades, Capucha & Lemos decidiram que os desempregados, se querem continuar a receber o cada vez mais curto e escasso subsídio, devem inscrever-se obrigatoriamente nas NO e serem formandos, fazer um portefólio e contar a sua história de vida para ganharem uma certificação para engordar estatísticas e ao mesmo tempo auxiliarem ao estender do poder da ANQ em matéria de Educação/Formação.
O que se está a passar é a contaminação completa do Ensino Secundário pelo espírito NO, depois do Básico ter sido modelado à imagem das teorias do direito ao sucesso que Lemos debitou desde o início dos anos 90, na altura a partir do IIE e que Capucha abraçou como sendo o mecanismo ideal para um teórico nivelamento social, que nega ser pela bitola baixa, que nenhum estudo comprova ter funcionado como fomentador de qualquer mobilidade socioprofissional.
Mas tudo está a pleno vapor. Aos milhões de pretendidos certificados, juntam-se agora mais centenas de milhar de novos formandos, recrutados de forma compulsiva nos centros do IEFP.
A isto vão chamando um processo inédito de qualificação da população portuguesa.
Perante isto, o ME parece uma simples secretaria de Estado sem qualquer capacidade comparável aos domínios de Luís Capucha, o homem que anuncia que os professores têm demasiadas horas de redução e que isso não pode continuar, como se fosse ele o califa em vez da califa. Embora o negue, a aliança com Lemos é objectiva e evidente. Ambos querem transformar o sistema educativo público numa imensa rede de certificação, com 110% de sucesso garantido à nascença.
Movendo-se numa pouco discreta sombra, num claro-escuro que não oculta a vaidade e presunção, a Capucha-Lemos connection constitui-se como o verdadeiro soviete revolucionário da Educação Nacional.
Temei… porque está é uma forma de terror educacional… em tons rosa…
Novembro 19, 2010
Chegaram-me diversos vídeos e muito mais materiais que, ao que parece, já circularam por quem de direito, mas…
Novembro 19, 2010
Tenho tido conhecimento de vário(a)s colegas que, depois de passados para o índice 272 (novo 7º escalão) por cumprirem o tempo de serviço necessário, estão a ser objecto de exigência de restituição do aumento recebido porque, de acordo com o artigo 37º do novo ECD (dl 75/2010), o acesso ao 5º e 7º escalões, é necessário existir vaga para essa progressão, sendo que não houve abertura de qualquer vaga.
Para o caso de eu estar a ver mal, e atendendo ao congelamento, isto representa um avanço ou um retrocesso em matéria de modelo de carreira?
Será que sou eu que estou meio baralhado ou isto significa que, assim o queira o Ministério das Finanças, o funil ainda ficou mais estreito para chegar ao topo, pois – para melhorar a situação – acordo com a alínea b) do nº8 do referido artigo o tempo transcorrido entre o completamento do módulo de tempo e a obtenção de vaga pode ser tempo perdido para a nova progressão, atendendo à forma como as coisas ficaram redigidas?
b) A progressão aos 5.º e 7.º escalões opera-se na data em que o docente obteve vaga para progressão, desde que tenha cumprido os requisitos de avaliação do desempenho, incluindo observação de aulas quando obrigatório e formação contínua previstos nos números anteriores, sendo devido o direito à remuneração correspondente ao novo escalão a partir do 1.º dia do mês subsequente a esse momento e reportado também a essa data.
Pois, na alínea a) do mesmo artigo fica dito que:
a) A progressão aos 2.º, 3.º, 4.º, 6.º, 8.º, 9.º e 10.º escalões opera -se na data em que o docente perfaz o tempo de serviço no escalão (…).
Ou seja, a passagem ao 6º e 8º escalões só se dá, quando o módulo é cumprido nos 5º e 7º escalões, não contando o tempo da espera…
Eu sei que esta não é uma questão nova, que já foi aqui aflorada e tratada em outras paragens, mas a verdade é que isto configura situações de possível bloqueio total da carreira nos índices 218 e 245 e parece que só agora há quem se aperceba disso…
Claro que, depois de umas tabelas de progressões colocadas nos placards das escolas, em que isto não aparecia, mas apenas os panegíricos, agora dizem que afinal…
Portanto… se o Teixeira não abrir vagas nos próximos anos… não tostão… com ou sem congelamento…
Novembro 19, 2010
Sei que me mandaram este link com outro objectivo, mas eu confesso que o considero um daqueles argumentos que, embora legítimos, estão eivado do desejo de culpabilização e pressão moralista.
Por mim já o disse, podem mandar-me de volta para o anterior modelo de ADD e ECD, tamanho o prazer com as conquistas deste último ano:
É o caso dos não grevistas que beneficiam da luta dos outros sem perderem o salário.
Novembro 19, 2010
Na p. 148 da Visão de ontem:
Ultimamente, ouvimos muito falar de José Mário Branco, mas por causa do FMI…
O FMI que fiz não tem nada a ver com o que está a acontecer agora, era uma catarse pessoal muito íntima, em que o FMI era só um pretexto para fazer esse processo interior. Esta referência ao meu FMI é uma coisa muito superficial, um bocado estúpida mesmo.
Aleluia!!! Ainda bem que é o criador a confirmar o que eu penso… porque detesto colagens apressadas…
Novembro 19, 2010
Centro escolar construído ilegalmente
O novo centro escolar das Fazendas de Almeirim, uma obra de 1,8 milhões de euros comparticipada com fundos comunitários, foi construído ao longo de nove meses em violação ao Plano Director Municipal.
Novembro 19, 2010
… há uma liderança com prioridades.
Berlusconi mandou colocar pénis e braços em esculturas com 2000 anos
Numa altura em que a crise obrigou a um corte de 46 por cento nos fundos para cuidar do património artístico italiano, por expressa vontade do primeiro-ministro Sílvio Berlusconi foram gasto 70 mil euros para um polémico restauro: colocar um pénis e braços num conjunto escultórico com quase 2000 anos.
Novembro 19, 2010
… e cheio de ligações interessantes sobre a cimeira da NATO, mas a sério que não consigo pensar em nada de especial. Acho apenas um exemplo enorme de muita garrafa para pouco moscatel.
Novembro 19, 2010
E cumprimenta Cavaco Silva.
Estou sem palavras, porque julgo nada haver a dizer.
Novembro 19, 2010
Finalmente em página própria, ali na barra superior. Clicando na imagem também se chega lá.
Originalmente publicadas as 20 tiras em 2009.
Novembro 19, 2010
… saber manter as emoções fortes, boas e más, mesmo quando a vida adulta nos obriga à cara de póquer. É saber sentir as coisas com a alegria e tristeza não nublada pelos filtros da imagem construída em nosso redor. É ter dúvidas e querer continuar a descobrir o mundo.
Assim como relembrar os sons, os cheiros, os contornos da própria infância abrindo-nos às novas infâncias que nos rodeiam.
É, para mim felizmente, conseguir perceber e ser percebido mais facilmente pelas crianças do que pelos adultos. O que facilita muita coisa quando se dá aulas a pessoas em transição da infância para a adolescência.
Ser criança não é disso manter apenas os tiques, os simulacros. Ser criança não é apenas rir ou gritar alegrias e desgostos, é senti-las. Em pleno. Não viver em adormecimento.
É não ter vergonha de… reviver o maravilhamento…