Novembro 2010
Novembro 27, 2010
REFLEXÃO SOBRE PROFISSÃO DOCENTE (SER PROFESSOR, HOJE)
Novembro 27, 2010
Eu Prometo Não Escrever Mais Nada Hoje
Posted by Paulo Guinote under Futebol, Ponto da Situação[37] Comments
Espreitei site do Record e o spórtengue está a ganhar 1-0 ao intervalo. Chiu… Deixem-me sonhar…
Novembro 27, 2010
De Regresso Ao Antigo Regime
Posted by Paulo Guinote under Coerências, O Feudalismo, Redução Salarial[29] Comments
Não ao do senhor António, mas sim ao pré-liberal, em que cada ordenação régia tinha prerrogativas mil, conforme os efectivos estatutos de excepção que se queriam conceder aos súbditos.
Se é verdade que a democracia liberal não deve fazer tábua rasa das diferenças e as deve respeitar e tratar enquanto tal, não é menos verdade que dificilmente se poderá defender o método da manta de retalhos, em que a regra – que se percebe injusta e geradora de alguns remorsos nos monarcas - depois é adaptada a cada situação, até se perceber que não deveria ser assim, mas talvez…
Fosse Santana PM e todos gritariam má moeda, péssima moeda!!!
Mas a coerência é dom escasso e falha a muitos.
Cortes salariais terão retroactivos se não forem aplicados em Janeiro
Situação pode complicar-se nas empresas públicas que pedirem «adaptações».
Novembro 27, 2010
Recebido por diverso(a)s emissário(a)s:
Mesmo sem o apoio dos dirigentes sindicais, professores em protesto na rua no dia da Greve Geral em Aveiro e em Lisboa
Fotos e mais desenvolvimentos: http://3rs-spgl.blogspot.com/
Novembro 27, 2010
O texto circula pela net e já está em numerosos blogues. Mas eu tenho mesmo a revista
. Quem quiser criticar-me as opções…
Devem-me dinheiro
José Sócrates em 2001 prometeu que não ia aumentar os impostos. E aumentou. Deve-me dinheiro. António Mexia da EDP comprou uma sinecura para Manuel Pinho em Nova Iorque. Deve-me o dinheiro da sinecura de Pinho. E dos três milhões de bónus que recebeu. E da taxa da RTP na conta da luz. Deve-me a mim e a Francisco C. que perdeu este mês um dos quatro empregos de uma loja de ferragens na Ajuda onde eu ia e que fechou. E perderam-se quatro empregos. Por causa dos bónus de Mexia. E da sinecura de Pinho. E das taxas da RTP. Aníbal Cavaco Silva e a família devem-me dinheiro. Pelas acções da SLN que tiveram um lucro pago pelo BPN de 147,5 %. Num ano. Manuel Dias Loureiro deve-me dinheiro. Porque comprou por milhões coisas que desapareceram na SLN e o BPN pagou depois. E eu pago pelo BPN agora. Logo, eu pago as compras de Dias Loureiro. E pago pelos 147,5 das acções dos Silva. Cavaco Silva deve-me muito dinheiro. Por ter acabado com a minha frota pesqueira em Peniche e Sesimbra e Lagos e Tavira e Viana do Castelo. Antes, à noite, viam-se milhares de luzes de traineiras. Agora, no escuro, eu como a Pescanova que chega de Vigo. Por isso Cavaco deve-me mais robalos do que Godinho alguma vez deu a Vara. Deve-me por ter vendido a ponte que Salazar me deixou e que eu agora pago à Mota Engil.
António Guterres deve-me dinheiro porque vendeu a EDP. E agora a EDP compra cursos em Nova Iorque para Manuel Pinho. E cobra a electricidade mais cara da Europa. Porque inclui a taxa da RTP para os ordenados e bónus da RTP. E para o bónus de Mexia. A PT deve-me dinheiro. Porque não paga impostos sobre tudo o que ganha. E eu pago. Eu e a D. Isabel que vive na Cova da Moura e limpa três escritórios pelo mínimo dos ordenados. E paga Impostos sobre tudo o que ganha. E ficou sem abonos de família. E a PT não paga os impostos que deve e tenta comprar a estação de TV que diz mal do Primeiro-ministro. Rui Pedro Soares da PT deve-me o dinheiro que usou para pagar a Figo o ménage com Sócrates nas eleições. E o que gastou a comprar a TVI. Mário Lino deve-me pelos lixos e robalos de Godinho. E pelo que pagou pelos estudos de aeroportos onde não se vai voar. E de comboios em que não se vai andar. E pelas pontes que projectou e que nunca ligarão nada. Teixeira dos Santos deve-me dinheiro porque em 2008 me disse que as contas do Estado estavam sãs. E estavam doentes. Muito. E não há cura para as contas deste Estado. Os jornalistas que têm casas da Câmara devem-me o dinheiro das rendas. E os arquitectos também. E os médicos e todos aqueles que deviam pagar rendas e prestações e vivem em casas da Câmara, devem-me dinheiro. Os que construíram dez estádios de futebol devem-me o custo de dez estádios de futebol. Os que não trabalham porque não querem e recebem subsídios porque querem, devem-me dinheiro. Devem-me tanto como os que não pagam renda de casa e deviam pagar. Jornalistas, médicos, economistas, advogados e arquitectos deviam ter vergonha na cara e pagar rendas de casa. Porque o resto do país paga. E eles não pagam. E não têm vergonha de me dever dinheiro. Nem eles nem Pedro Silva Pereira que deve dinheiro à natureza pela alteração da Zona de Protecção Especial de Alcochete. Porque o Freeport foi feito à custa de robalos e matou flamingos. E agora para pagar o que devem aos flamingos e ao país vão vendendo Portugal aos chineses. Mas eles não nos dão robalos suficientes apesar de nos termos esquecido de Tien Amen e da Birmânia e do Prémio Nobel e do Google censurado. Apesar de censurarmos, também, a manifestação da Amnistia, não nos dão robalos. Ensinam-nos a pescar dando-nos dinheiro a conta gotas para ir a uma loja chinesa comprar canas de pesca e isco de plástico e tentar a sorte com tainhas. À borda do Tejo. Mas pesca-se pouca tainha porque o Tejo vem sujo. De Alcochete. Por isso devem-me dinheiro. A mim e aos 600 mil que ficaram desempregados e aos 600 mil que ainda vão ficar sem trabalho. E à D. Isabel que vai a esta hora da noite ou do dia na limpeza de mais um escritório. Normalmente limpa três. E duas vezes por semana vai ao Banco Alimentar. E se está perto vai a um refeitório das Misericórdias. À Sexta come muito. Porque Sábado e Domingo estão fechados. E quando está doente vai para o centro de saúde às 4 da manhã. E limpa menos um escritório. E nessa altura ganha menos que o ordenado mínimo. Por isso devem-nos muito dinheiro. E não adianta contratar o Cobrador do Fraque. Eles não têm vergonha nenhuma. Vai ser preciso mais para pagarem. Muito mais. Já.
Penthouse, Novembro de 2010
Novembro 27, 2010
Quem aquecerá quem? Postiga ou Moutinho?
Estou demasiado cansado para nova desilusão. Nem que seja com um golo com o joanete, ganhe-me lá isso!
Novembro 27, 2010
… mais à noite tentarei fazer um balanço, com o que se disse e o que ficou por abordar. Foi interessante, talvez se tenha concentrado demasiado nuns temas e esquecido outros mais concretos, mas foi animado e longo (mais de 2 horas). Brevemente, o registo das partes principais será colocado online pela Fundação MMS e eu depois disponibilizo.
O autor talvez com uma postura demasiado defensiva sobre as suas motivações quanto à obra, ainda demasiado preso à sua função política para falar mais abertamente do passado mais ou menos recente, para além da análise dos números, das tendências e da necessidade de consensualizar opções de fundo.
Quanto à assistência, em especial quanto aos professores presentes, aquilo que eu tentei transmitir numa parte do que disse: a mágoa, o ressentimento e as feridas estão ainda muito fundas, a sangrar e em vez de cicatrizar, estão a supurar.
Uma desnecessidade: a tentação de alguns presentes, da mesa à assistência, para concentrar demasiado a responsabilidade na figura do(a) ministro(a). Que as tem, em seu tempo, mas não todas, porque a máquina montada e os nichos incrustrados na estrutura do ME são muito fortes. A tentativa de desculpabilização da boston connection pelo moderador foi interessante (a parte de revelações obre a forma como foi decidida e financiada tal formação), mas é estranho que se diga que mais de uma centena de pessoas não conseguem modelar a política educativa e de formação de professores em quase 30 anos, mas uma pessoa o consiga em 2, 3 ou 4 anos.
Novembro 27, 2010
Pretexto Eleitoral(ista)
Posted by Paulo Guinote under Conversa da Treta, Protagonistas[29] Comments
Cavaco Silva aponta Educação como desígnio nacional
Resisto estoicamente, até por estar em condições precárias na rede, a comentar isto.
Novembro 27, 2010
Desígnio Nacional
Posted by Paulo Guinote under De Mão Estendida, Deixa-me Rir, Deixam Entrar Toda a Gente?, Desenrascanços, Desertificação[17] Comments
Novembro 27, 2010
Bom Dia
Posted by Paulo Guinote under Banda Desenhada, Gude Mórningue, O Caldo Ideológico, Revistas[83] Comments
Novembro 26, 2010
David Bowie/Lou Reed, White Light, White Heat
Novembro 26, 2010
Porque eu ando algures.
Já agora vejam lá o Catroga a fazer sentido:
Eu depois coloco o debate de hoje, que ainda deve estar a decorrer, espero eu que em torno de boas ideias.
Novembro 26, 2010
Porque Não Gosto De Sorrir Apenas Para Ficar Na Foto
Posted by Paulo Guinote under Mascaradas, Música do Umbigo[12] Comments
The Killers, Smile Like You Mean It
Porque de sorrisos pá gáléra está o mundo cheio…
Novembro 26, 2010
Haverá sempre quem diga que isto é porque eu sou antiquado e de vez em quando coloco umas ilustrações mais viris. Mas reparai, senhoras e senhores, o calibre da concorrência…
Novembro 26, 2010
… assim é que é!
Beijão para ti e uma tanganhada (não sei se conheces o termo…) para o petiz…
Cecília Honório pretende esclarecimentos sobre critérios de integração de criança hemofílica
O Bloco de Esquerda recebeu a denúncia de uma criança de 10 anos, hemofílico A grave – aluno do 2.º ciclo de uma escola pertencente ao Agrupamento Soares dos Reis, no concelho de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto – que viu inicialmente recusada a prática de Educação Física e que hoje frequenta a disciplina sem enquadramento no quadro legal ajustado.
Novembro 26, 2010
Garcia Pereira Na TVI24
Posted by Paulo Guinote under Actualidades, Greve Geral, Opiniões[22] Comments
O início é muito claro.
Não é por concordar(mos) em tudo, obviamente. Mas porque há um pensamento claro e não enrolado.
Novembro 26, 2010
Coreografia Para Lamentar
Posted by Paulo Guinote under Comédia de Enganos, Coreografia, Debates, O Orçamento, Parlamento[13] Comments
É o que se observa no fim de um debate sem qualquer brilho, após a discussão na especialidade do OE. Fica tudo na mesma (para pior na opinião de 2/3 dos participantes de um fórum online do Parlamento Global), excepto no caso da manta de retalhos de tipo feudal em que se transformou o regime remuneratório da administração pública.
Discursos cinzentos, com Miguel Frasquilho pelo PSD a esquecer-se que, se tivéssemos aplicado a sua fórmula em 2002, estaríamos ainda pior, enquanto Afonso Candal do PS teve tempo de antena nacional para se despedir como deputado.
Teixeira dos Santos começou agora a falar, demonizando os “mercados” que atacaram as “dívidas soberanas”. Ou nunca leu Soros ou então não percebeu.
Novembro 26, 2010
Novembro 26, 2010
Novembro 26, 2010
No Público de hoje vem um muito interessante artigo de Joaquim Azevedo (espero digitalizá-lo mais logo) sobre a imensa injustiça que se está a abater sobre as escolas privadas com contrato de associação com o Estado.
O artigo contém várias ideias muito interessantes e outras demasiado reactivas e a quente, da mesma forma que outros reagiram a quente quando foram atacados igualmente «do nada, de repente, sem negociação prévia, o que seria uma obrigação óbvia, uma vez que uma das partes de um contrato decide, profunda e unilateralmente, alterá-lo».
Claro que dói de forma selectiva e a cada parte quando lhe toca. Agora toca a quem até ao momento tinha escapado aos problemas. Lamento que assim seja.
Mas há uma ideia que acho interessante, desde que concretizada com parceiros fiáveis e credíveis, que não é o caso do actual Governo:
Todas as escolas, mesmo as estatais, deveriam funcionar sob contrato, com regras claras, autonomia e liberdade.
Esta fórmula tem imensas potencialidades num contexto social, político e cultural onde as lideranças não levam a maior parte do tempo a apagar o rasto do seu passado, exactamente por falta de regras claras.
Eu seria um dos primeiros a defender este modelo, se muitas escolas não se tivessem tornado pequenos feudos pessoais, autocráticos, onde a liberdade e autonomia seriam apanágio apenas de uma pessoa, apoiada eventualmente numa restrita clique e com o compadrio aberto das estruturas intermédias do ME.
Esta fórmula defendida por Joaquim Azevedo é ou foi uma fórmula de sucesso naqueles países onde a sociedade e os indivíduos desenvolveram um sentido ético não renovável semanalmente pela confissão e hóstia, pela subserviência ao cacique local ou líder nacional do momento, ou pela comparência na reunião da concelhia, com o cartãozinho na mão.
Joaquim está coberto de razão mas, antes de aplicarmos fórmulas e contratos, há que olhar com que os estamos a fazer. O projecto pode estar maravilhosamente concebido, mas se o empreiteiro for um charlatão, de nada adianta.
E neste momento estamos entregues a charlatães.


















