E porque o país poderá não ter noção desta realidade, Emídio Guerreiro deixou ontem um apelo, para que «se mostrem mais aos portugueses», porque, afinal, estão na rede pública e a «cumprir um papel» que até deveria ser do Estado.
Querem lá ver que foram obrigados pelo Estado a cumprir esse papel?
E eu que sempre pensei que se tinham oferecido para ganhar alguma coisa com isso…
- quem quer privado paga do proprio bolso
- quem quer publico tem educação tendencialmente gratuita e ponto final
o público tem de ter qualidade , alias sou prof no publico e nao admito outra coisa
,se nao tem qualidade lutem para que isso aconteça com empenho e dedicação, ,,, eu coloco os meus filhos no
publico pq acredito nele, nao sou como alguns profs e politicos que nao o fazem …
nos sitios onde nao ha escolha publica façam escolas em vez de “arranjar” algumas que nao precisam
ps- os privados em Portugal deviam ser PURAMENTE privados senão não tem autoridade para discursar o que quer que seja. Atenção que acho que devem existir privados.
Igreja preocupada com corte de apoios ao ensino particular
Inserido em 30-11-2010 18:38
Diploma está em Belém, a decisão final sobre a promulgação será de Cavaco Silva.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa foi a Belém chamar a atenção do Presidente da República para as alterações nos apoios do Estado ao Ensino Particular e Cooperativo.
O diploma já está para promulgação e D. Jorge Ortiga diz que a concretização dos contratos é essencial para manter muitas das 500 escolas deste sector.
“Se não houver a concretização destes contratos que estão devidamente assinados, se se limitarem a contratos anuais, haverá muita escola que não terá capacidade ou, então, os pais terão que pagar quando o ensino deve ser tendencialmente gratuito”, disse o Arcebispo de Braga.
D. Jorge Ortiga remete para o Presidente da República a resposta final para esta medida do Governo.
“Foi uma preocupação comunicada, mas não insisti de maneira nenhuma. Dialogámos sobre o assunto e o senhor Presidente saberá a resposta a dar a esse problema”, refere.
O Chefe de Estado não fez nenhum comentário após esta reunião com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.
Mas é privado ou financiado pelo estado? Há aqui algo que precisa de ser muito bem explicado.
A igreja pode financiar os seus colégios com os donativos de Fátima!
Alguns colégios privados,na região centro,de há uns anos a esta parte,abriram por conveniência de políticos( pertencentes às duas principais forças políticas) que tudo fizeram para salvaguardar os seus reais interesses pessoais.
Sei do que falo porque assisto,cada ano, à desertificação de algumas escolas públicas e à fuga dos alunos para os colégios que cresceram como cogumelos à volta dessas escolas públicas.
Como também tenho verificado, é óbvio que os casos de alunos com problemas de indisciplina são liminarmente rejeitados por esses colégios…
Quanto aos outros alunos, oferece-se transporte gratuito à porta de casa ( mesmo que os alunos habitem defronte de uma escola pública) para além de outras regalias que todos nós pagamos…
Quanto às escolas públicas, assistimos ao crescimento brutal de horários zero …
A Demagogia na imprensa, por parte de alguns políticos, começa a incomodar-me …
A descrição da bi coincide em tudo com o que conheço do sistema. Lamentavelmente o ensino público foi colonizado pelo ensino privado, embora mais numas regiões do país do que noutras. E as queixas que agora se ouvem são a prova do liberalismo “tuga” que gosta de viver do “encostanço”, para usar uma expressão cara ao ManyFaces.
Mas esta minha opinião não me impede de considerar que a decisão do governo é brutal. Não se passa de um sistema a outro desta forma. Existem instituições, professores, alunos e famílias que contaram sempre com um cenário que de um momento para o outro se altera. As coisas não se deveriam passar desta maneira.
Que eu saiba há em Torres Vedras escolas. Se há escolas em Torres Vedras e se se fecharam escolas de aldeia que distam vários quilómetros da sede do concelho por questões de economia, não percebo porque é que estes alunos não vão, tal como os outros de 6, 7, 8 anos foram OBRIGADOS a ir para as escolas do concelho.
Uns são de primeira e outros de terceira categoria? Qual é o critério? Fecha-se uma escola primária, porque sai cara. Mas deixa-se que alunos do secundário vão para uma escola paga pelos mesmos que viram a sua escola pública fechada?
E o que vai acontecer às crianças a quem facharam as escolas das suas terras e agora ou enfrenntam estradas cheias de gelo ou têm pura e simplesmente que faltar às aulas?
Quem vei ser responsabilizado? Miseráveis, canalhas, CORJA!
O privado é um negócio.
Não faz sentido o pai do aluno que com seis anos é metido numa Ford Transit para ir à escola a 20 quilómetros de distância ande a pagar a escola a custo zero de quem já tem boa idade para ir de autocarro para a escola que fica a 15 minutos de casa.
Ou uns têm que passar a ter NADA para que outros tenham TUDO?
Se querem colocar os filhos no privado, paguem! Não temos que andar a financiar o ensino privado quando, por exemplo, existem escolas da rede pública a 2 / 3 km de distância. O privado dá dinheiro aos seus donos, portanto, não tem que ser o estado a meter lá o dinheirinho.
O deputado Nuno Encarnação, que é referido na peça, julgo que é o filho do actual presidente da câmara de Coimbra, Carlos Encarnação. É curioso que havendo muitas vezes maiores carências no parque escolar ao nível do 1º ciclo, os contratos de associação com os colégios abrangem quase sempre apenas o 2º e 3º ciclos.
Claro que nestes níveis de ensino quem paga é o Estado central, enquanto o 1º ciclo é da responsabilidade das câmaras. E isto explica a situação que é referida em #18 pelo Luís Ferreira.
Na cidade do Porto há duas grandes escolas secundárias, a Rodrigues de Freitas e a Carolina Michaelis, a uns 500 metros uma da outra.
A meio caminho entre elas existe o Grande Colégio Universal que tem ou teve durante muitos anos um qualquer tipo de acordo com o estado, que o tornava cada vez maior ou mais Grande, para receber gratuitamente – gratuitamente aos pais das crianças que o frequentavam mas a pagar nomeadamente pelos pais dos alunos que frequentavam a duas escolas secundárias referidas – alunos cujas familias queriam ter a prol afastada do ensino oficial.
Ou seja, para no cabeleireiro dizerem que nunca poriam o menino no ensino oficial, eventualmente, junto da ciganada cigana ou não, proxenetavam (quero dizer, chulavam) o contribuinte cigano ou não.
Grande ciganice!
há membros e sócios dessas escolas que, recebendo fundos do estado, atribuem-se salários principescos, subsídios de refeição de burguês, ppr, e outras regalias. com estes cortes essas mordomias terão de acabar.
nessas mesmas escolas os professores trabalham e recebem as 33 horas lectivas, quando para as obter apenas tiveram a ideia de propor junto da direcção um club de qualquer coisa.
na escola pública trabalha-se 26 horas mais reuniões semanais e ninguém recebe mais nada por fazer muito ou pouco.
é preciso pôr alguma decência em algumas dessas instituições.
O custo por aluno para o estado nas escolas privadas convencionadas é inferior ao custo por aluno nas escolas publicas.
Por isso o estado não perde dinheiro.
O que falta é regular e impedir a discriminação no acesso a estas escolas.
A concorrência entre um sector publico e um sector privado convencionado obriga á melhoria da qualidade do ensino, tal como acontece na saude com a ADSE.
Novembro 30, 2010 at 7:45 pm
Celebremos:
http://peroladecultura.blogspot.com/2010/11/umbigo-faz-5-cinco-anos-parabens.html
Novembro 30, 2010 at 7:48 pm
E porque o país poderá não ter noção desta realidade, Emídio Guerreiro deixou ontem um apelo, para que «se mostrem mais aos portugueses», porque, afinal, estão na rede pública e a «cumprir um papel» que até deveria ser do Estado.
Querem lá ver que foram obrigados pelo Estado a cumprir esse papel?
E eu que sempre pensei que se tinham oferecido para ganhar alguma coisa com isso…
…
Novembro 30, 2010 at 7:57 pm
isto é tudo muito simples:
- quem quer privado paga do proprio bolso
- quem quer publico tem educação tendencialmente gratuita e ponto final
o público tem de ter qualidade , alias sou prof no publico e nao admito outra coisa
,se nao tem qualidade lutem para que isso aconteça com empenho e dedicação, ,,, eu coloco os meus filhos no
publico pq acredito nele, nao sou como alguns profs e politicos que nao o fazem …
nos sitios onde nao ha escolha publica façam escolas em vez de “arranjar” algumas que nao precisam
ps- os privados em Portugal deviam ser PURAMENTE privados senão não tem autoridade para discursar o que quer que seja. Atenção que acho que devem existir privados.
Novembro 30, 2010 at 8:05 pm
Update:
Igreja preocupada com corte de apoios ao ensino particular
Inserido em 30-11-2010 18:38
Diploma está em Belém, a decisão final sobre a promulgação será de Cavaco Silva.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa foi a Belém chamar a atenção do Presidente da República para as alterações nos apoios do Estado ao Ensino Particular e Cooperativo.
O diploma já está para promulgação e D. Jorge Ortiga diz que a concretização dos contratos é essencial para manter muitas das 500 escolas deste sector.
“Se não houver a concretização destes contratos que estão devidamente assinados, se se limitarem a contratos anuais, haverá muita escola que não terá capacidade ou, então, os pais terão que pagar quando o ensino deve ser tendencialmente gratuito”, disse o Arcebispo de Braga.
D. Jorge Ortiga remete para o Presidente da República a resposta final para esta medida do Governo.
“Foi uma preocupação comunicada, mas não insisti de maneira nenhuma. Dialogámos sobre o assunto e o senhor Presidente saberá a resposta a dar a esse problema”, refere.
O Chefe de Estado não fez nenhum comentário após esta reunião com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.
Se entrar em vigor a proposta do Governo é imposto o modelo único de educação.
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=95&did=131104
Novembro 30, 2010 at 8:06 pm
Estão aflitos que eles andam…
Nem faço comentários…
Novembro 30, 2010 at 8:33 pm
O privado visa ganhar $$$$$$$ e é para quem pode.Eu não tenho que financiar niguém. Os meus filhos andaram no público.
Novembro 30, 2010 at 8:40 pm
Mas é privado ou financiado pelo estado? Há aqui algo que precisa de ser muito bem explicado.
A igreja pode financiar os seus colégios com os donativos de Fátima!
Novembro 30, 2010 at 8:42 pm
Alguns colégios privados,na região centro,de há uns anos a esta parte,abriram por conveniência de políticos( pertencentes às duas principais forças políticas) que tudo fizeram para salvaguardar os seus reais interesses pessoais.
Sei do que falo porque assisto,cada ano, à desertificação de algumas escolas públicas e à fuga dos alunos para os colégios que cresceram como cogumelos à volta dessas escolas públicas.
Como também tenho verificado, é óbvio que os casos de alunos com problemas de indisciplina são liminarmente rejeitados por esses colégios…
Quanto aos outros alunos, oferece-se transporte gratuito à porta de casa ( mesmo que os alunos habitem defronte de uma escola pública) para além de outras regalias que todos nós pagamos…
Quanto às escolas públicas, assistimos ao crescimento brutal de horários zero …
A Demagogia na imprensa, por parte de alguns políticos, começa a incomodar-me …
Novembro 30, 2010 at 8:57 pm
A descrição da bi coincide em tudo com o que conheço do sistema. Lamentavelmente o ensino público foi colonizado pelo ensino privado, embora mais numas regiões do país do que noutras. E as queixas que agora se ouvem são a prova do liberalismo “tuga” que gosta de viver do “encostanço”, para usar uma expressão cara ao ManyFaces.
Mas esta minha opinião não me impede de considerar que a decisão do governo é brutal. Não se passa de um sistema a outro desta forma. Existem instituições, professores, alunos e famílias que contaram sempre com um cenário que de um momento para o outro se altera. As coisas não se deveriam passar desta maneira.
Novembro 30, 2010 at 9:03 pm
Vi agora a reportagem sobre http://www.externato-penafirme.edu.pt/
Que eu saiba há em Torres Vedras escolas. Se há escolas em Torres Vedras e se se fecharam escolas de aldeia que distam vários quilómetros da sede do concelho por questões de economia, não percebo porque é que estes alunos não vão, tal como os outros de 6, 7, 8 anos foram OBRIGADOS a ir para as escolas do concelho.
Uns são de primeira e outros de terceira categoria? Qual é o critério? Fecha-se uma escola primária, porque sai cara. Mas deixa-se que alunos do secundário vão para uma escola paga pelos mesmos que viram a sua escola pública fechada?
Que injustiça! Uns pagam e os outros usufruem?
Novembro 30, 2010 at 9:04 pm
A brutalidade é por vezes precisa porque é a única maneira de se fazer mudar algo…
Júlio César…
Novembro 30, 2010 at 9:05 pm
Com certeza.que naõ.
Novembro 30, 2010 at 9:06 pm
E o que vai acontecer às crianças a quem facharam as escolas das suas terras e agora ou enfrenntam estradas cheias de gelo ou têm pura e simplesmente que faltar às aulas?
Quem vei ser responsabilizado? Miseráveis, canalhas, CORJA!
Novembro 30, 2010 at 9:07 pm
“fecharam” e “enfrentam”.. (maldita PDI)
Novembro 30, 2010 at 9:07 pm
#11
Coloca lá em cima essa frase, no vídeo da Agência…
8)
Novembro 30, 2010 at 9:08 pm
Também acho!
Novembro 30, 2010 at 9:12 pm
#9
Concordo consigo quando afirma que:”a decisão do governo é brutal. Não se passa de um sistema a outro desta forma.”
O meu comentário anterior não é contra a existência de escolas privadas …
Considero que público e privado devem coexistir…
Discordo que o público vá sendo dizimado para que o privado continue a existir…
Isso significa que pagamos duas vezes o mesmo serviço ( mesmo quando a resposta do privado já não se justifica)
Novembro 30, 2010 at 9:17 pm
O privado é um negócio.
Não faz sentido o pai do aluno que com seis anos é metido numa Ford Transit para ir à escola a 20 quilómetros de distância ande a pagar a escola a custo zero de quem já tem boa idade para ir de autocarro para a escola que fica a 15 minutos de casa.
Ou uns têm que passar a ter NADA para que outros tenham TUDO?
Novembro 30, 2010 at 9:20 pm
Continue…
Novembro 30, 2010 at 9:30 pm
Eu até ía responder mas acho que … não. Valha-se da sua própria imaginação e inteligência.
Novembro 30, 2010 at 9:31 pm
Se querem colocar os filhos no privado, paguem! Não temos que andar a financiar o ensino privado quando, por exemplo, existem escolas da rede pública a 2 / 3 km de distância. O privado dá dinheiro aos seus donos, portanto, não tem que ser o estado a meter lá o dinheirinho.
Novembro 30, 2010 at 9:31 pm
#18
Se o privado é um negócio?
Qual privado?
Novembro 30, 2010 at 9:34 pm
Não tenho artes de fazer aparecer aqui uma casa de banho…
Novembro 30, 2010 at 9:37 pm
Nem tempo. E estou …
Fui
Novembro 30, 2010 at 10:35 pm
“Afinal, estão na rede pública e a «cumprir um papel» que até deveria ser do Estado.”
Ora nem mais. O Estado vai aliviá-los de tão difícil missão e assumir ele próprio o papel que lhe pertence. De que é que se queixam?…
Novembro 30, 2010 at 10:39 pm
O deputado Nuno Encarnação, que é referido na peça, julgo que é o filho do actual presidente da câmara de Coimbra, Carlos Encarnação. É curioso que havendo muitas vezes maiores carências no parque escolar ao nível do 1º ciclo, os contratos de associação com os colégios abrangem quase sempre apenas o 2º e 3º ciclos.
Claro que nestes níveis de ensino quem paga é o Estado central, enquanto o 1º ciclo é da responsabilidade das câmaras. E isto explica a situação que é referida em #18 pelo Luís Ferreira.
Novembro 30, 2010 at 11:15 pm
O Cavaco vai vetar o DL em questão.
Dezembro 1, 2010 at 9:41 am
Na cidade do Porto há duas grandes escolas secundárias, a Rodrigues de Freitas e a Carolina Michaelis, a uns 500 metros uma da outra.
A meio caminho entre elas existe o Grande Colégio Universal que tem ou teve durante muitos anos um qualquer tipo de acordo com o estado, que o tornava cada vez maior ou mais Grande, para receber gratuitamente – gratuitamente aos pais das crianças que o frequentavam mas a pagar nomeadamente pelos pais dos alunos que frequentavam a duas escolas secundárias referidas – alunos cujas familias queriam ter a prol afastada do ensino oficial.
Ou seja, para no cabeleireiro dizerem que nunca poriam o menino no ensino oficial, eventualmente, junto da ciganada cigana ou não, proxenetavam (quero dizer, chulavam) o contribuinte cigano ou não.
Grande ciganice!
Dezembro 1, 2010 at 10:24 am
Escolas privadas NÃO TÊM que ser financiadas por dinheiros públicos. Acabe-se com isto!
Dezembro 1, 2010 at 1:13 pm
há membros e sócios dessas escolas que, recebendo fundos do estado, atribuem-se salários principescos, subsídios de refeição de burguês, ppr, e outras regalias. com estes cortes essas mordomias terão de acabar.
nessas mesmas escolas os professores trabalham e recebem as 33 horas lectivas, quando para as obter apenas tiveram a ideia de propor junto da direcção um club de qualquer coisa.
na escola pública trabalha-se 26 horas mais reuniões semanais e ninguém recebe mais nada por fazer muito ou pouco.
é preciso pôr alguma decência em algumas dessas instituições.
Dezembro 1, 2010 at 1:40 pm
O custo por aluno para o estado nas escolas privadas convencionadas é inferior ao custo por aluno nas escolas publicas.
Por isso o estado não perde dinheiro.
O que falta é regular e impedir a discriminação no acesso a estas escolas.
A concorrência entre um sector publico e um sector privado convencionado obriga á melhoria da qualidade do ensino, tal como acontece na saude com a ADSE.