REFLEXÃO SOBRE PROFISSÃO DOCENTE (SER PROFESSOR, HOJE)
FUNCIONÁRIO OU PEDAGOGO?
Sou da opinião de que devemos encontrar tempos e espaços para reflexão conjunta, para que se faça o caminhos juntos em cooperação e não cada um para seu lado. Sou adepto da Cooperação (e do sporting) e adversário da Competição Profissional. Afnal de contas trabalhamos juntos e era bom que confrontássemos pontos de vista. Desse confronto nascerá alguma LUZ e mesmo que a Luz se apague, fica o conhecimento mútuo (entre pares) e o prazer da reflexão, que, no meu entender, é o nossso espaço de liberdade enquanto Professores de Filofofia.
Somos Professores, mas mais do que isso, Professores de FILOSOFIA. Se não for possível exercermos a nossa autonomia reflexiva (já nem digo opinativa ou valorativa), pelo menos poderemos falar uns com os outros.
Pena que já não haja tempo para falarmos sobre Filosofia, Padagogia… sobre os nossos alunos, as Didáticas, enfim essas coisas que são a essência da nossa Profissão. Sem isso vamos morrendo aos poucos… será a morte profissional e identitária do Professor de Filosofia. Morte lenta!
Em vez disso discutimos … aliás, tomamos conhecimento das normas, do que há a fazer, repetimos procedimentos, funcionamos à pressão, sob pressão, à pressa, sem tempo para pensar as coisas essenciais e corresponder ao que faz falta: ser pedagogo! Ficamos pelo acessáorio, que a função administrativa nos obriga.
Dar opinião (fundamentada) e manter o espírito Crítico eram privilégios do Professor DE FILOSOFIA. Privilégios herdados de uma Formação científica. Sem isso pouco temos que nos caracterize ou especifique. Sem isso seremos meros repetidores. Perdemos a alma! Sem anima somos como todos os outros e até poderemos ser meros funcionários públicos (que somos) e lecionar outra Ciência qualquer. Para além de funcionários somos Profissionais da inteligência (racionalidade) e da reflexão. Ajudamos os jovens a pensar por si. Se o deixarmos de fazer nós próprios, o que poderemos fazer? Aliás, o que andamos nós a fazer?
Ser crítico nós sabemos o que é. Sabemos que se trata de construir. Aliás, descontruir para depois construir. Construir a nossa subjetividade. A tal sujectividade… digo, intersubjectividade, que Kant nos ensinou. Assim se constroi o filosofar!
Sem isso, somos nada!
A minha Formação como Orientador de Estágio (durante 8 anos com a Católica e com a Fac de Letras), a Acreditação cmo Formador da Formação Contínua (desde 1997), a experiência como Professor/Facilitador de Aprendizagens e a Investigação de que faço parte na Faculdade de Ciências dea Educação de Lisboa (Grupo de Estudos sobre Ética e Deontologia Docente), entre outras experiências internacionais, ensinaram-me o que é essencial nesta Profissão e o que deve caracterizar o Professor: profissional autónomo, reflexivo, Crítico e gestor de pessoas.
Não queria abdicar disto!
Isto é que dizem as investigações!
Isto é o que nos caracteriza como Funcionários da Educação.
Se perdermos isto, perdemos a identidade profissonal!
Atenção! Estamos a morrer, salvo, profissionalmente.
E isto aplica-se a todos os Professores, em particular aos Professores de Filosofia.
Estou cansado
Desculpem o longo desabafo!
–
Luís Manuel Mourinha
Novembro 27, 2010 at 11:34 pm
FUNCIONÁRIO OU PEDAGOGO?
Actualmente ser pedagogo ou professor tem um significado desqualitativo dentro das escolas. Tudo foi construído para os professores sucumbirem aos funcionários zelosos da sua função de feitores (repare-se que a valorização de aspectos secundaríssimos da actividade docente são neste momento os primeiríssimos por deliberação dos que detêm o poder coercivo dentro das escolas. O “circo” impõem-se. Os feitores cumprem na perfeição o papel que lhes foi atribuído.
Novembro 27, 2010 at 11:36 pm
#1-Estou de acordo.
Novembro 27, 2010 at 11:38 pm
#0
Concordo!
Novembro 27, 2010 at 11:41 pm
Pois… Mas que excelentes pedagogos nós éramos antes de nos terem ensinado tanta pedagogia!
Novembro 27, 2010 at 11:44 pm
A introdução do ilegal diploma sobre administração das escolas iria, do ponto de vista do essencial da função Escola e da profissão docente, foi a machadada final no que restava …
Não por uma questão de democracia interna(este foi sempre o chavão dos sindicas) mas por uma questão TÉCNICA, Científica, de eficácia e eficiência organizacional e de boa gestão dos RH.
Novembro 27, 2010 at 11:46 pm
Aqui já não somos livres…
Novembro 27, 2010 at 11:47 pm
FUNCIONÁRIO OU PEDAGOGO?
Actualmente!?
Funcionário.
Novembro 28, 2010 at 12:13 am
Num sociedade que menospreza, ou antes, que depreza o saber e a cultura, uma disciplina como a Filosofia – o gosto pelo saber e a cultura enquanto horizonte – parece um estranho absoluto no mais inóspito dos lugares.
Da sua ausência efectiva e mesmo simbólica se ressente, por amarga ironia, a sua mais pertinaz herança, a Escola.
A Escola, antes de tudo o mais, foi instituída como lugar para ensinar a pensar, ou talvez melhor ainda, para se cultivar o gosto de pensar. Durante séculos assim o foi, constituindo-se como matriz fundamental da Cultura Ocidental, o segredo da sua hegemonia.
Na hora em que no seu próprio continente ela se apresenta como uma espécie de fantástica Disneylândia – ente virtual e híbrido algures entre o Mercado e o Espectáculo -, a Escola, desprovida de instrumentos e de vontade de pensar, converteu-se progressivamente numa instituição em que as rotinas para a empregabilidade se erigem e cultivam como único desígnio.
Hegel, a justo título salientou o negativo como motor da História, e assim teve razão, mesmo contra si próprio, porque em si mesma deu a História como finda, vindo ela a constituir nos nossos dias não uma imóvel afirmação, mas quase uma pura negatividade.
Deste crepúsculo, a ave de Minerva ainda conseguirá levantar?
Novembro 28, 2010 at 12:18 am
…esta se apresenta (e não “ela”).
Novembro 28, 2010 at 12:29 am
Sim, os feitores encarnaram, com exímia facilidade e inteira devoção, o papel de requintados delatores! O ser pedagogo não se coadunava ao actuar de muitos indivíduos, na escola, pois viviam sedentos de protagonismo. Logo que surgiu a primeira oportunidade, estes senhores tiraram partido da situação oferecida pelo ministério da educação. E, assim, revelaram que mais não eram, além de pessoas frustradas, denontando tratar-se de professores desenraizados. Para uma maioria de actores, a didáctica “ministrada”, na sala de aula, resumia-se a repetir milimetricamente o conteúdo do manual e seguia-se, de imediato, o procurar a porta de saída da escola.
Novembro 28, 2010 at 12:43 am
Gosto:
Na hora em que no seu próprio continente ela se apresenta como uma espécie de fantástica Disneylândia – ente virtual e híbrido algures entre o Mercado e o Espectáculo -, a Escola, desprovida de instrumentos e de vontade de pensar, converteu-se progressivamente numa instituição em que as rotinas para a empregabilidade se erigem e cultivam como único desígnio.
Novembro 28, 2010 at 12:47 am
Gostaria que a Escola voltasse a ser espaço de Ensino-Apendizagem. Espaço de reflexão e de crescimento; gostava que o Professor recuperasse a autonomia e aliberdade de criar a aula, sem pressões exteriores de outras tarefas funcionais.
Novembro 28, 2010 at 8:44 am
Quando é que deixaremos de ser funcionários burocráticos e voltamos a dedicar-nos à pedagogia? Ainda falta muito?
Parabéns pelo texto!
Novembro 28, 2010 at 9:43 am
O poder político não quer professores.
Quer ‘guardadores de rebanhos’.
Quer ‘entertainers’ seguidistas e acríticos que garantam o sucesso da ignorância.
Os que pensam, deixaram de ter voz.
O ruído da estupidez e do oportunismo é tal que ninguém os ouve.
Novembro 28, 2010 at 10:21 am
Há mais de uma semana que ando a matutar escrever um texto para enviar ao “dito” Pedagógico, reflectindo sobre o arrastão embrutecedor em que nos encontramos. Mas… imediatamente me confronto comigo mesma, dizendo-me, “Para quê?”, “Quem vai ler ou querer saber?”.Por isso, este texto soube-me muito bem, subscrevo-o inteiramente e vou acreditar, quando estiver quase a desistir, que há, pelo menos, 13 pessoas que não se anularam na voragem dos tempos!
Novembro 28, 2010 at 11:18 am
Há com certeza mais.
Novembro 28, 2010 at 12:53 pm
Este Mourinha queixa-se muito mas é um daqueles profissionais da formação contínua, isto é, daqueles que correm os centros de formação sempre com a mesma sebenta e falando daquilo que desconhece absolutamente. Afinal, queixa-se de quê?
Novembro 28, 2010 at 2:53 pm
Talvez mais PEDABOBO.
Novembro 28, 2010 at 3:03 pm
A Filosofia uma Ciência?
Os filósofos enquanto profissionais da racionalidade?
Meus deus, tantos disparates em tão poucas linhas.
Só mesmo de um “desconstrucionista” de artigos contrafeitos.
Novembro 28, 2010 at 3:08 pm
Para o H5n1..
http://bulimunda.wordpress.com/2010/11/24/guy-debord-la-refutation-part-123-e-portugal-aparece-aqui-nos-primordios-da-revolucao-muito-interessante/
Novembro 28, 2010 at 3:15 pm
“Cheios de trabalho e de papéis, que têm que ler, regulamentos a esmo, nunca se viu tanta reunião e tanta papelada, tantas directrizes do Ministério e tantas orientações institucionais.
Há uma resposta como há muito defendo e que muitos professores defendem: a autonomia da escola! Lutem por uma escola autónoma, retirem a escola das garras dos burocratas do Ministério e dos burocratas dos Sindicatos. Quer uns quer outros precisam, uns dos outros, e da escola para terem a importância que têm.”
http://estrolabio.blogspot.com/2010/08/os-professores-sao-joguetes-nas-maos-do.html
Novembro 28, 2010 at 3:17 pm
Novembro 28, 2010 at 5:01 pm
Tanta papelada, tanta reunião e ainda tem tanto tempo para dar formação a torto e a direito à conta dos pacóvios. Este Mourinha é um pateta – não confundir com MourinhO. Mais do que pedaBOBO é um pedaGAGO
Novembro 28, 2010 at 10:11 pm
Conhece o Pateta?
Novembro 28, 2010 at 10:12 pm
O João conhece esse Pateta?