Depois de ler muitos dos comentários ao post do malhanço, cheguei à conclusão que sim. É pena. Sempre pensei que a puridade não tinha preço. A minha não tem. Só que é de um modelo antiquado. Não pega de empurrão.
Já quanto a outros… será excesso de materialismo… não dialético.
Novembro 25, 2010 at 11:46 pm
Vocês os dois…malandros.
Novembro 25, 2010 at 11:47 pm
A metrologia… de novo.
Novembro 25, 2010 at 11:48 pm
#1,
Eu sei que estou deixar-me ceder às vis tentações do Verbo.
Vou para dentro, que está frio aqui fora.
Novembro 25, 2010 at 11:52 pm
A malta quer malhar nalgum lado dê lá por onde der.
Novembro 25, 2010 at 11:53 pm
Já vai, quem baterá a esta hora?
Hum!, vou espreitar pelo postigo.
Esta epifania deixou-me tentado a… custar.
Novembro 26, 2010 at 12:02 am
E cá ofereço-me para catalisar as catarses, já que de sinapses andamos diminutos.
Novembro 26, 2010 at 12:07 am
Verdade, os neurónios estão a deixar de funcionar.
Novembro 26, 2010 at 12:09 am
Faze como eu em relação a isto e como o bernardino soares coreano nordestino. E sobra aquele alegre com passarinhos que lhe cantam notícias de greves à janela – as janelas de Argel são muito diversificadas.
Novembro 26, 2010 at 9:48 am
A que post se refere, Paulo? Perdi-me…
Novembro 26, 2010 at 9:54 am
O que coloquei para malharem em mim.
Novembro 26, 2010 at 11:04 am
Pois…
Escrevei algo semelhante a propósito do «post» sobre a miúda que manda os seus professores para o objecto fálico.
A maior parte veio com a conversa do costume.
Quando, na quarta-feira, passei pela escola para deixar o meu filho mais novo, conversei com dois ou três dos professores que por ali se encontravam a fumar o último cigarro. Todos, sem excepção, falaram na crise, no dinheiro que faz falta, nos quilómetros, etc.
Perguntei-lhes se conheciam as intenções do Governo para os próximos anos em matéria de orçamento e nas implicações que teriam nas suas carreiras. Claramente, não faziam ideia.
Disse-lhes que me tinha chegado ao ouvido informações que davam conta de um desemprego enorme entre a classe a partir de 2011 que afectaria uma maioria apreciável e se isso não constituía razão para se manifestarem, se a indisciplina, se a violência crescente não os motivavam.
Pois, é verdade, mas o dinheiro, a avaliação, a progressão, os congelamentos…
Lamento, Sr. Guinote, com colegas destes os srs. não vão a lado nenhum.
Não concordo com muitas das suas posições nem com a forma arrogante como se dirige a quem ousa discordar de si, mas aplaudo a sua decisão de não fazer greve. Pelos sindicatos de que o sr. não gosta, pelos colegas que medem o ensino pelos euros que chegam no final do mês, pelos hipócritas que continuam a votar PS mesmo que um seja um burro a dirigi-lo (palavras de um seu colega), pelas suas próprias razões.
Novembro 26, 2010 at 11:06 am
Mas a vossa luta está perdida, a da qualidade do ensino, e só dareis conta disso quando o telhado desabar sobre muitos de vós.
Lamento, até porque os meus filhos estudam e sempre estudarem em instituições públicas de ensino. Não sei é até quando, não que eu tenho algo contra o sr. e os seus colegas ou que considere que são piores profissionais que os do privado, mas porque nas escolas privadas há disciplina e a violência é uma raridade.
E é isto que faz a diferença para muitos pais.
Novembro 26, 2010 at 11:33 am
#11 e 12,
A batalha da qualidade só poderá ser ganha quando as coisas forem feitas a partir da base, de um modo completamente diferente do que existe agora, ditado a partir de estudos de gabinete e de estatísticas globais que encobrem os rostos.
Leia o Público hoje e repare como uma intervenção de proximidade em parceria público-privada em que o privado entra com os meios e não os suga, pode ter resultados.
O problema é que não se combate o insucesso fechando as escolas que apresentam piores médias no 1º CEB ou mascarando o insucesso nas outras com pressão sobre os profesores.
O sr. Anti-Paulo, por exemplo, em vez de ficar na conversa só à porta da escola, para além de se poder definir pela positiva e não pela negativa, poderia contribuir para além de recolher testemunhos.
Agindo, por exemplo, na AP da sua escola ou juntos da DTurma dos seus educandos.
Parece conversa de chacha?
Não é!
Novembro 26, 2010 at 11:43 am
#12
Aquilo que parece não compreender é que para o privado ter essas excelentes características é necessário a existência de escolas públicas. As escolas públicas, se só existissem escolas públicas, continuariam a ser o que são (talvez até um pouco melhores pois teriam os melhores alunos das privadas), já se todas as escolas fossem privadas as vantagens do ensino privado que apontou desapareceriam. E o Anti-Paulo estaria aqui a dizer-nos que algumas escolas privadas não prestavam, por um outro qualquer motivo, escondendo a realidade que está na origem da diferenciação: a selecção que umas escolas podem fazer e outras não. As públicas não podem, as privadas escolhem. Num sistema inteiramente privado essa realidade não desaparece, toma só outras formas.
Um bom dia
Novembro 26, 2010 at 11:46 am
#14
Não era a mariazeca.Era o raio do computador.
Novembro 26, 2010 at 2:52 pm
O senhor não fez greve porque entendo que não devia fazer, criticando aqueles que faziam mas que no dia seguinte estariam a preencher as famosas grelhas da ADD. Se não concorda com a greve, nestes últimos tempos, não tenho lido nada sobre a forma como lutar contra todo este sistema. Tudo o que propõe fica tudo muito por alto, nada de muito concreto. Tenho lido sim, textos sobre a sua presença em determinados acontecimentos, uns jantarzinhos entre amigos. É assim que vamos mudar a situação em Portugal? Não me parece, pelo eu demonstrei o meu descontentamento.
Novembro 26, 2010 at 6:36 pm
# 16
Não deixa de ter razão, Andreia. Para mais, quando a forma de luta alternativa – a via judicial – foi um enorme fiasco, excepto para o amigo Pereira, que recebeu umas lecas à conta.