«E o locutor em vez de se indignar limita-se a achar que é uma situação invulgar.»
Um dia destes contaram-me que os jornalistas são controlados mais ou menos assim: o patrão manda-o fazer um trabalho qualquer e diz-lhe “você vai a tal sítio, entevista fulano e sicrano e pergunta se a greve causou incómodo. Se responderem que não, procura outras pessoas até encontrar duas que digam que sim, percebeu?”. O rapaz pega na trouxa e vai à vida. Quando chega, mostra o trabalho. Se o patrão gosta, paga-lhe; se não gosta, manda-o embora e contrata outro.
Isto pode significar que aquilo que nos é dado a ver e a ouvir é obra de gente graúda, os jornalistas serão apenas paus mandados e escravos modernos.
Não contam para o cálculo os socratinos vendidos e bajuladores como a judite, por exemplo.
Ó 25 do 6, por isso é que aquele argumento de irmos para a rua manifestar-nos a mando do sindicato, ou fazer greve, com o pretexto de darmos peso à nossa luta, a mim já não me diz muito, exactamente por isso que denuncia: os números que os ocs divulgam ou omitem são definidos independentemente do que se passou.
hà que inventar novas formas de luta. Em França já estão muito adiantados nesse domínio.
Novembro 21, 2010 at 7:31 pm
” Se não é inédito é pelo menos invulgar.”
Tal como o nosso país, num contentor!
Novembro 21, 2010 at 8:41 pm
A seguir vão pagar o papel higiénico.
Novembro 21, 2010 at 8:44 pm
E o locutor em vez de se indignar limita-se a achar que é uma situação invulgar. Acontecesse aos filhos dele e queria ver…
E nestas notícias se retrata a vergonha em que este país se tornou.
Novembro 21, 2010 at 8:48 pm
Que bom, os meninos prontos e metidos nos contentores, adeus aos meus amores, que me vou…
Pró outro mundo.
Novembro 21, 2010 at 9:44 pm
Isto não é educar mas sim “contentar”.
Novembro 21, 2010 at 9:57 pm
«E o locutor em vez de se indignar limita-se a achar que é uma situação invulgar.»
Um dia destes contaram-me que os jornalistas são controlados mais ou menos assim: o patrão manda-o fazer um trabalho qualquer e diz-lhe “você vai a tal sítio, entevista fulano e sicrano e pergunta se a greve causou incómodo. Se responderem que não, procura outras pessoas até encontrar duas que digam que sim, percebeu?”. O rapaz pega na trouxa e vai à vida. Quando chega, mostra o trabalho. Se o patrão gosta, paga-lhe; se não gosta, manda-o embora e contrata outro.
Isto pode significar que aquilo que nos é dado a ver e a ouvir é obra de gente graúda, os jornalistas serão apenas paus mandados e escravos modernos.
Não contam para o cálculo os socratinos vendidos e bajuladores como a judite, por exemplo.
Novembro 21, 2010 at 10:02 pm
Ingratos. Quando a Milou os metia em contentores fartavam-se de lamuriar. Agora vão eles a correr e aos saltinhos comprá-los.
Novembro 21, 2010 at 10:02 pm
Ó 25 do 6, por isso é que aquele argumento de irmos para a rua manifestar-nos a mando do sindicato, ou fazer greve, com o pretexto de darmos peso à nossa luta, a mim já não me diz muito, exactamente por isso que denuncia: os números que os ocs divulgam ou omitem são definidos independentemente do que se passou.
hà que inventar novas formas de luta. Em França já estão muito adiantados nesse domínio.