A situação é caricata, pelo que o melhor é deixar aqui um testemunho directo.
Desculpe enviar este mail mas na minha procura de informação na Net sobre o problema que me afecta pessoalmente, mas que acredito afectar outros como eu, encontrei o seu blog. Assim, senti a tentação de enviar esta mensagem sobre a situação dos mestrados concluídos por “professorzecos” antes de 23 de Junho de 2010.
A questão é a seguinte:Não tendo sido professora titular e tendo concluído mestrado em Janeiro de 2010, na vigência do anterior ECD que considerava no seu artigo 54º, que para os professores “não titulares”, o mesmo só era considerado para uma redução de 2 anos na carreira para efeitos de concurso a titular (que nunca se veio a realizar) mas para professores titulares dava a bonificação de 1 ano na carreira docente.
Com o ECD vigente desde 23 de Junho de 2010 a distinção de professores e professores titulares extinguiu-se e o mestrado foi considerado como dando 1 ano de bonificação na carreira de todos os professores.
No meu caso, estando actualmente colocada no 3º escalão, transitaria ao 4º escalão em Abril de 2011 mas pedi por requerimento em Julho de 2010 que me fosse considerada a tal bonificação por ter concluído mestrado a fim de transitar de escalão reportado a Abril de 2010.
A minha direcção entendeu que eu teria o tal direito de bonificação mas não como eu a solicitei, do actual escalão onde me encontro para o próximo, mas quer considerar essa bonificação só na transição do 4º escalão para o 5º o que na melhor das hipóteses (sem congelamento) só iria acontecer daqui a 4 anos.
Como tive dúvidas sobre este entendimento da minha direcção procurei telefonicamente a DGRHE.
Quem me atendeu informou-me que por o meu mestrado ter sido concluído antes da entrada em vigor do actual ECD que o mesmo não me valeria para obter a bonificação proporcionada pelo actual ECD porque à altura essa bonificação era só concedida a professores titulares.Com esta me fiquei ESPANTADA até pq na continuação da conversa com a pessoa que me atendeu da DGRHE fiz a simulação de um caso hipotético em que um colega do mesmo escalão que o meu mas com menos tempo de serviço, que tenha defendido a tese no dia 25 de Junho de 2010 (já na vigência do actual ECD) e que fosse para o 4º esclão em Agosto de 2011 ficava logo com o seu problema resolvido e me ultrapassava na carreira, apesar de ter menos tempo de serviço que eu, pois bonificava de 1 ano na carreira e transitava ao 4º escalão em Agosto de 2010. Uma situação caricata a meu ver.
Por achar a situação tão caricata e disparatada gostaria de saber a quem precisamente dentro da estrutura do ME colocar esta questão porque achei a resposta que obtive da pessoa que me atendeu da DGRHE muito “estranha” e nada justa no meu entender.
Os meus cumprimentos,
E. D.
Novembro 20, 2010 at 3:15 pm
“Far beyond the rituality, the 17th November in Italy has been a great day of struggle spread all over the country, against the government, cuts and the last education reform.
High schools, universities, students, researchers, precarious, teachers, all the education world took to the streets not just to give a signal of presence, but furthermore to shout our strong dissent to a reform that destroy completely the educational system in Italy.
…”
http://tinyurl.com/26ejsg8
Novembro 20, 2010 at 3:16 pm
Caricata sim, no sentido em que o outro usou o termo “ai que maçada” quando lhe caiu um pingo de solda num olho…
Novembro 20, 2010 at 3:17 pm
A minha opinião é que esta senhora ouvirá respostas estranhas onde quer que se vá dirigir, pois o objectivo é impedir que ninguém transite de escalão.
Pois se está querem que uns regridam de escalão, transitar é coisa que não acontecerá por certo.
Novembro 20, 2010 at 3:18 pm
“On November 17, as the UC Regents met in San Francisco to discuss a proposed eight percent undergraduate tuition increase, as well as a reduction in pensions for university employees, a group of over 300 students and workers from across the UC system gathered at the site of the Regents meeting.
…”
http://tinyurl.com/25gvh4z
Novembro 20, 2010 at 3:20 pm
“The Death of the University, English Style
Nick Couldry and Angela McRobbie
Something important died on 12 October 2010: the idea of the university in England.
…”
http://tinyurl.com/35stfve
Novembro 20, 2010 at 3:56 pm
Pois, e até os ditos titulares em determinados escalões tiveram benesses; outros em situação idêntica não as tiveram porque não eram titulares… Que dizer? Que m—- fizeram os sindicatos??? É só atropelos e ainda há quem concorde em pactuar com esta palhaçada…
Novembro 20, 2010 at 4:07 pm
Sei de quem está na situação de regredir de escalão e ter que devolver a massa e ainda assim pactua com a palhaçada da ADD porque vai precisar de ter aulas assistidas para subir de escalão.
Não sei se chore ou se ria.
Novembro 20, 2010 at 4:08 pm
Se o Kafka fosse vivo e soubesse disto exclamaria:
“Ôi, pera aí galera, como é mêmo?”
Novembro 20, 2010 at 4:16 pm
#7 Talvez uma boa gargalhada; é pena não a poder dar na companhia de quem não pactua com esta tralha; há poucos com sentido de humor (embora não entrem nesta palhaçada). Mas não esquecer que alguns não entram nela porque ou já são vlhotes ou têm receios (talvez infundados) e aproveitam para dizerem que estão com os q7yue não estão para esta m—-ice.
Novembro 20, 2010 at 7:04 pm
Atenção que nem todos os mestrados possibilitam a redução de tempo de serviço.
Eu conclui depois de 25 de Junho e a DGRHE também me tem levantado problemas pois não dá o parecer que o meu director pediu.
Se quiser trocar ideia envie um mail!
Novembro 20, 2010 at 7:47 pm
Colega
Também na minha escola estamos pelo menos três Professores. Estamos no índice 245, mas não tendo sido titulares o mestrado parece que não nos vai contar para absolutamente nada. Temos todos de pensar onde recorrer.
Novembro 20, 2010 at 8:00 pm
Caros Colegas
Concluí um mestrado em índice 245 e apresto-me a concluir um doutoramento no dito. Podem informar-me se ainda terei tempo de fazer um pós-doutoramento sobre esta ubíqua temática ou se devo pedir a recolocação no indíce anterior? Os serviços admirativos da minha sacola disseram-me que tenho de mandar um requentamento em triplicado, com cumplicidades várias, para o DEGREDO onde zelosos bengaleiros floridos se empolgarão a responder às minhas solicitações. Haverá por aí colegas nas mesma circunstâncias?
Novembro 20, 2010 at 8:06 pm
Eu acho que o Ministério de educação tem toda a razão quando diz que para os professores não titulares, até Junho de 2010, o mestrado apenas bonificava a antecipação de 2 anos no acesso à prova pública. Mas, o probelam reside no facto de não ter havido qualquer prova. Eu também estou na situação idêntica, uma vez que não fui titular, estou no índice 245 e terminei o mestrado em Dezembro de 2009. Para mim, o mestrado tinha como objectivo preparar o trabalho da prova pública que, por razões alheias, foi extinta. Então o Ministério está a brincar com coisas sérias? Apela ao empenho e valorização profissional dos professores, pisa e repisa na necessidade dos professores realizarem uma prova pública e acaba, em conluiu com os sindicatos, com a prova. É tuda uma vigarisse.
Novembro 20, 2010 at 8:22 pm
“…em conluiu com os sindicatos, com a prova. É tuda uma vigarisse.”
A sério: qual o objectivo?
Por acaso nunca percebi como é que colegas que faltavam tanto para fazer as pós-graduações, eram, de seguida, premiadas com avanços na carreira.
Aliás, em algum mestrado, aprende-se a ser melhor professor? Em que domínio?
Novembro 20, 2010 at 8:29 pm
Penso que talvez dependa do mestrado, mas no meu caso e porque a minha área está em constante mutação foi de uma grande utlidade em termos de actualização científica e pedagógica. A actualização ajuda qualquer profissional a melhorar.
Novembro 20, 2010 at 8:36 pm
Foram feitas manifestações para terminarem com a divisão na carreira – professores/professores titulares – e os professores conseguiram.
Façam mais manifestações, agora para voltarem ao estatuto anterior. Afinal os professores ficaram em pior situação, mas muito pior.
Novembro 20, 2010 at 8:38 pm
Ó senhor anonimo já viu a foto do gatinho lé em cima?
Novembro 20, 2010 at 8:38 pm
lá…
Novembro 20, 2010 at 8:46 pm
Já que falou em manifestações eu também participei e claro que concordo com o fim da divisão da carreira, mas não posso concordar com um reposicionamento diferencial para titulares e não titulares. Especificando, o que foi alcançado entre o ME e alguns sindicatos, foi um reposicionamento em que duas pessoas com o mesmo tempo de serviço ou mesmo menos, porque uma foi titular é reposicionada à frente da outra. Isto é justo?
Novembro 20, 2010 at 8:46 pm
Pois eu completei um mestrado em 2009, requeri a bonificação no dia em que entrou em vigor o Dec75/2010, foi pedido esclarecimento à DRE e tenho comigo resposta que diz que completei o módulo de tempo de serviço do 4º escalão… No entanto, a DRE solicitou esclarecimento à DGRHE sobre a aplicação da … apreciação intercalar… Tal esclarecimento ainda não chegou… Mas, na dúvida, requeri a apreciação intercalar, que foi feita, e … a foi feito novo pedido de esclarecimento à DRE a ver se ….Anda tudo a empatar e não há coragem de assumir o que é claro: desde 24 de Junho que deveria ter mudado de escalão…
Novembro 20, 2010 at 8:52 pm
Essas podem ser boas notícias. Então o colega tem consigo um documento da DRE que considera o seu mestrado certo?
Novembro 20, 2010 at 8:57 pm
O mestrado é um mestrado já anteriormente reconhecido, pré-Bolonha…
A questão de ser ou não um mestrado “certo” não foi colocada.
A questão colocada foi a de saber se podia ou não contabilizar um ano para a progressão e a resposta é bem clara, conforme o ofício que tenho comigo: “já completou…”
Novembro 20, 2010 at 9:07 pm
#0
Entre as coisas que ouvi numa reunião formal há poucos dias, posso só dizer o que a pessoa do ME afirmou:
— esta questão foi esquecida aquando das negociações (embora tal não tivesse sido intencional);
— existe no Direito uma qualquer norma brumosa que impede que uma pessoa beneficie duas vezes do mesmo acto (no caso considera que já beneficiou da redução de tempo para o concurso a titular, mesmo que o concurso não se vá realizar jamais e nem mesmo existam titulares ou divisão na carreira).
Novembro 20, 2010 at 9:11 pm
#23
Beneficiar de algo que não existe é do além.
Novembro 20, 2010 at 9:13 pm
Então não há solução? Apenas esquecer que se fez aquele mestrado…
Novembro 20, 2010 at 9:28 pm
Eu, como outros colegas até já concorremos ao primeiro concurso para titulares, portanto nem beneficiaríamos de nehuma redução para poder concorrer a outro concurso para titular. Enfim temos de pensar como recorrer desta situação.
Novembro 20, 2010 at 9:51 pm
#14
“Aliás, em algum mestrado, aprende-se a ser melhor professor? Em que domínio?”
No domínio da língua portuguesa é que não é…
Novembro 20, 2010 at 10:01 pm
#23
Beneficiou de quê? Concurso a titular com tal benefício? Nunca houve!
O que me parece é que há reuniões com pretensos experts em que os ouvintes ou não conhecem a legislação para replicar ou se “acagaçam” perante a importância dos especialistas e “comem” as barbaridades que eles debitam…
Novembro 20, 2010 at 10:02 pm
Acho que a serena #14 nem precisaria de uma licenciatura para ser uma melhor professora.
Os meus alunos também acham muitas vezes que as aulas não servem para serem melhores em não sei quê.
Novembro 20, 2010 at 10:42 pm
Como disse há tempo atrás, coloquei a situação do doutoramento que conclui em 2009, à apreciação da directora da escola. Como não me respondeu, enviei tudo para a Provedoria. De qualquer forma, e consultando o artigo 54.º dos diferentes estatutos, todos eles contemplam a questão da bonificação, após conclusão de mestrado ou doutoramento, quer tenham sido ou não titulares. Recordo que no congelamento anterior saíu legislação específica que permitiu aos professores beneficiarem das bonificações, permitindo a sua transição.
O conselho que deixo é que enviem para a Provedoria pois os sindicatos nunca se preocuparam com quem adquiriu outras especializações. E desta forma também não se gasta dinheiro.
Novembro 20, 2010 at 10:52 pm
#0
Sei que o Limbo está a tentar ser resolvido.
Novembro 20, 2010 at 10:57 pm
#23 e ss.
Desde 2005 que se cometem atropelos quanto à aplicação do artº54º do ECD, só para lembrar, aquando da entrada em vigor do ECD que dividia a Carreira criou-se um hiato entre 31/08/07 e 14/04/08, altura em que saiu a regulamentação do artº 54º. Pela a Constituição e Legislação deveria-se ter procedido com a aplicação da lei até então em vigor, beneficiando os detentores do grau de 2 anos para os mestrados e 4 anos para os doutoramento. O que fizeram as estruturas? Criaram um limbo e empurraram para a frente.Ninguém nesta situação conseguiu nada.
Agora a culpa não deve ser atribuida a quem tirou as suas pós-graduações. Se ninguém beneficiou de nada, por não ter aberto a dita prova de acesso a professor-titular, como se pode dizer o que se disse? Além disso se a legislação caducou, foi substituida por outra redação, a expressão Legal é SEM EFEITO, com a alteração não se pode penalizar quem nunca beneficiou. O beneficio só pode ser usado uma única só vez, a requerimento do próprio(Principio geral da aplicação da lei).
Novembro 20, 2010 at 10:58 pm
Sempre é uma boa notícia, conseguiremos saír do limbo? Acha que sim?
Novembro 20, 2010 at 11:02 pm
Esta situação trouxe-me de imediato uma outra por analogia, a de alguns professores da RAM que num dos três primeiros escalões estão a ser obrigados a cumprir 5 anos. O Decreto Legislativo Regional (DLR) 6-2008-M de Fevereiro de 2008 adaptou à Região o Decreto-Lei n.º 15/2007 e impôs 5 anos de permanência nos 3 primeiros escalões. O DLR 17-2010-M de Agosto 2010 adaptou à Região o 270/2009 reduzindo esse tempo para 4 anos. Consequências: quem, como eu, lhe faltavam 10 meses à data do congelamento para completar os 4 anos do velho 4.º escalão e completou 5 anos entre Fevereiro de 2008 e Agosto de 2010 faz 5 anos. Quem completa o módulo antes de 2008 ou depois de Agosto de 2010 faz 4 anos. Eu sei que, de um ponto de vista estritamente legal, sem norma transitória que acautele a situação, é assim que tem de ser, mas é profundamente injusto que, em consequência de alterações que se sucederam de forma perfeitamente irracional irracional entre 2007 e o momento em que nos encontramos, alguns professores percam, face aos pares (das Regiões e do Continente) um ano (ou alguns meses em outros casos) para efeitos de progressão. Não faz qualquer sentido.
Novembro 20, 2010 at 11:46 pm
#33
http://arlindovsky.wordpress.com/2010/11/05/outras-respostas-oficiais/
Novembro 21, 2010 at 12:58 am
27,
A sintaxe é muito permissiva…e eu abuso…
Novembro 21, 2010 at 1:08 am
Estou nesta também nesta situação. Concluí o mestrado em 2010, a data ao certo não sei bem, mas creio ter sido em Maio. Uma questão que coloco é se a data que conta é a que vem na carta de curso ou a de entrada nos serviços administrativos da Escola a que pertencemos?
Novembro 21, 2010 at 6:40 pm
O que conta é a data de entrada do requerimento a solicitar a bonificação pela obtenção do respectivo grau, não a data de conclusão do curso ou data de “entrega” nos serviços administrativos do respectivo certificado.
Novembro 22, 2010 at 3:15 pm
Também estou no índice 245, com o Mestrado concluído a 30 de Março de 2010. Como não fui titular o mestrado parece que não vai contar para nada. E se nos organizássemos para resolver a questão…
Novembro 22, 2010 at 5:47 pm
Onde posso ter acesso a uma minuta desse requerimento? Sou eu que tenho de enviar para a DGRHE ou são os Serviços Administrativos da Escola que o devem fazer?
Novembro 22, 2010 at 5:57 pm
Mexam-se, até porque parece que já não vai haver retrocesso na carreira e devolução do dinheiro como queriam fazer com quem passou de escalão entretanto…
…
Novembro 22, 2010 at 6:38 pm
Respondendo à colega Teresa Barradas, penso que facto temos de agir em conjunto. Como sugere que nos organizemos? Estou disponível e muito interessada nisso e na minha escola há pelo menos mais dois colegas. Venham ideias para uma tomada de posição conjunta, uma vez que não me parece que os sindicatos…
Novembro 22, 2010 at 9:03 pm
Segundo o colega SunFarm o que conta é a data do tal requerimento… Sendo assim, e como ainda não fiz qualquer requerimento, apenas um pedido de esclarecimento, apesar de ter concluído o mestrado em Maio, poderei fazer esse requerimento agora (têm é que me dizer se existe uma minuta do dito cujo).
Novembro 25, 2010 at 4:09 pm
Respondendo à colega Maria João Alves, o primeiro passo será a organização em grupo de um maior número de pessoas nas mesmas situações, uma recolha de e-mails e a criação de uma conta para troca de impressões… depois, em conjunto, decidimos qual a posição a tomar.
Posso deixar o meu e-mail para um primeiro contacto – mbarradas7@gmail.com
Dezembro 1, 2010 at 6:57 pm
Penso para comigo: o que me falta mais assistir depois de todo este disparate? Como é que as pessoas baralham tanto o que não tem qualquer confusão? Como é que o DGRHE se aproveita de perguntas sem qualquer sentido para ainda baralhar mais? Como é possível as Direcções das Escolas não aplicarem as leis em vigor sem armarem ainda mais confusão e fazerem figura de pacóvios?
É evidente que para os Professores (não abordo aqui os que estavam providos na categoria de titulares) que concluíram Mestrados ou Doutoramentos entre 2007 e 2010, não passa pela cabeça de ninguém, porque é demasiado ridículo, não poderem usufruir da bonificação de um ou dois anos a partir de 01 de Julho de 2010. Está escrito, preto no branco, no ECD publicado a 23 de Junho. Agora, não façam confusão, se concluiram, por exemplo, em Janeiro ou Fevereiro, não podem querer que a bonificação tenha efeito a partir dessas datas. O requerimento só pode ser entregue a partir de 24 de Junho e a bonificação começar a ser contemplada a partir de 01 de Julho.
Penso que qualquer Direcção de Escola que queira aplicar a lei sem fazer confusões, como é seu dever, não tem que inventar nada … só se não souber ler português… ou queira contribuir despropositadamente para a confusão.
Dezembro 1, 2010 at 7:41 pm
Estou plenamente de acordo com o que disse o António. Há Direcções e alguém “demasiado expedito” do DGRHE que se “agarraram” ao facto de o DL 15/2007 prever 2 e 4 anos de bonificação (Mestres e Doutores) para redução do tempo de serviço para acesso à categoria de professor titular. Só que nunca houve qualquer concurso e, portanto, nunca houve qualquer benefício. Assim não faz sentido dizer-se que as pessoas não podem usufruir da qualificação obtida.
Dezembro 2, 2010 at 9:45 pm
Caro colega Atento:
Não sei onde é que foi buscar a informação que expôs. O esclarecimento do DGRHE é muito claro: Quem concluiu antes do dia 24 de Junho só pode pedir a bonificação a partir do dia 24 de Junho. Transcrevo:
“Assim, aos docentes com a categoria de professor, essa redução nunca se pode aplicar antes da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 75/2010, uma vez que anteriormente, a redução de 2 e 4 anos, para os docentes com aquela categoria, incidia apenas no tempo legalmente exigido para acesso à categoria de professor titular, concurso esse que não se realizou.”
Quer isto dizer, no entendimento do meu português, que quem terminou, por exemplo em Maio, só pode usufruir da bonificação a partir de 24 de Junho. Vamos lá ver: O grau obtido nunca ninguém o pode tirar e, quem o possui, pode apresentá-lo a partir do dia 24 para usufruir do que a lei contempla.
Dezembro 2, 2010 at 9:50 pm
Pergunto: qual a contribuição de muitos mestrados e doutoramentos para a qualidade do ensino em particular?
Uma coisa é acrescentar saber outra é com os ditos acrescentar algo à carreira….é a minha opinião..
Dezembro 3, 2010 at 11:03 am
Caro bulimundo,
A questão que está a colocar não tem nada a ver com o que se está a discutir neste tópico. Já agora, permita-me o desabafo. É confrangedora a falta de disciplina que se instala um pouco por todos os sectores da nossa sociedade. Fala-se de alhos e discute-se bugalhos… Assim não nos entendemos. Os direitos, os deveres, a cidadania deveriam ser parâmetros sempre presentes.
Dezembro 4, 2010 at 12:55 pm
Tenho andado a tentar recolher informação sobre este assunto, depois de ter entregue todos os requerimentos que me exigiram. Por falta de tempo, só agora vejo este post e os respectivos comentários.
Aos colegas que possam acrescentar ajuda, agradeço desde já.
Também concluí mestrado em Fevereiro de 2010 na área das CE, entreguei a cópia do certificado de habilitações e fui informada de que não teria efeitos na carreira porque apenas serviria para concorrer a titular e este concurso estava “suspenso” [não cabe aqui discutir a divisão da carreira].
Após a publicação do 75/2010, fui informada na escola que nada poderia beneficiar porque o art. 54º se aplica aos que adquiram grau académico após a publicação.
No início de Agosto, dirigi-me à DREL e coloquei as questões, mandaram-me entregar por escrito, o que fiz no momento. Até hoje não tive qualquer resposta.
Em Outubro, e perante tanta incerteza da escola e de informações várias, entreguei os requerimentos da redução, da apreciação intercalar e o respectivo relatório…
Entretanto, chegou às escolas um famoso documento de resposta às dúvidas sobre progressão em 2010 e a última diz respeito aos colegas que estão “neste limbo”.
Aconselharam-me a recorrer ao sindicato o que fiz, a aguardar a resposta oficial, o que ainda não tive, e recorrer ao Provedor de Justiça.
Deixo aqui o meu email e vou contactar também a colega que antes deixou o seu.
Se alguém me puder ajudar, agradeço.
mariacristinix@gmail.com
Dezembro 4, 2010 at 12:58 pm
Quando escrevo “Aconselharam-me a recorrer ao sindicato o que fiz, a aguardar a resposta oficial, o que ainda não tive, e recorrer ao Provedor de Justiça.
Deixo aqui o meu email e vou contactar também a colega que antes deixou o seu.”, refiro-me a colegas que informalmente me têm aconselhado, não me refiro à escola.
Dezembro 5, 2010 at 2:51 pm
Isto é mais uma actuação ignóbil do ME. Tanta má fé é difícil de entender. Para quem não acreditasse que o estado deixou de ser uma pessoa de bem, que mais provas se poderiam apresentar? Eles sabem que:
Não cumpriram o ECD 15 de 2007 abrindo os concursos;
Um mestrado é um grau académico e, como tal, tem validade a partir do momento que é apresentado, pt a partir de 24 de Junho pela nova redacção do ECD;
Como sabem isto tudo, não escrevem mas dizem. Dizem a quem? às Direcções de Escola para fazerem o trabalho sujo, invalidando a bonificação.
E, as Direcções (deixem-me rir, sem ter qq graça) fazem o jeitinho a acobardam-se. É mais fácil ir contra os professores!
Triste país o nosso!
Pode-se acreditar em alguma coisa?
Por mim, isto etm que ir até às últimas consequências.
Dezembro 6, 2010 at 10:50 pm
Caros colegas,
Defendi a minha tese de mestrado no dia 22 de Junho de 2010. No dia 23 de Junho solicitei o certificado de Mestrado junto da faculdade, que me foi dado no dia 29 de Junho.No dia 30 de Junho requeri na secretaria do meu agrupamento a bonificação de acordo com a Lei em vigor e foi do entendimento geral que deveriar bonificar com o estipulado no artigo 54º de 23 de Junho do Decreto-Lei 75/2010. Como iria progredir em Abril de 2011,com a bonificação de um ano progredi de Escalão com efeitos remuneratórios a partir do dia 1 de Julho, uma vez que reunia as condições para tal progressão. Qual não é o meu espanto, aliás o espanto de todos em geral quando a DGRHE diz que os mestrados concluídos antes do dia 24 não têm efeitos porque já beneficiaram da redução de dois anos para efeitos de concurso de Professor Titular, coisa que na verdade nunca aconteceu! Como poderia eu beneficiar desses dois anos se apenas me foi dado o certificado no dia 29 de Junho??? Foi-me exigido a reposição de vencimento, que já efectuei e voltei de novo ao escalão a que estava afecto! Isto é ridículo, pois no meu caso existem colegas que tiraram mestrado na mesma faculdade do que eu, na mesma turma, com o mesmo orientador e só pelo facto do arguente marcar defesas para o dia 22 de Junho e outras para o dia 25, ver colegas progredirem com o mesmo mestrado primeiro do que eu e com menos tempo de serviço??? Será isto possível??? O Reitor da Faculdade mostrou-se indignado com tal injustiça! Eu já fiz exposição da matéria a todos os grupos parlamentares da Assembleia da República, Sindicatos: FNE e Fenprof (que na minha opinião estão muito parados) e pedi uma audiência com o Secretário de Estado da Educação Dr. Alexandre Ventura ao qual ele respondeu para aguardar mais uns dias porque a matéria estava a ser estudada! Não irei calar-me e se necessário irei até as ultimas consequências! Peço a todos que façam o mesmo, não podemos ficar parados, devemos falar a uma só voz para fazer eco do nosso problema! Inclusivé contactei o Dr. Mário Nogueira para agir! Por favor é altura de repor igualdade e acima de tudo dignidade na nossa carreira, chega de injustiças e de querelas, pois um resultado favorável não recairá apenas para um, mas para todos os docentes que injustamente não poderam sequer usufruir do mérito e da conquista da obtenção deste grau académico! Fica o meu contacto para acções concertadas: manucandosa@hotmail.com
Obrigado a todos.
Dezembro 11, 2010 at 6:13 pm
Caro Manuel Monteiro,
Com tamanha ilegalidade, só há uma coisa a fazer. Falar com um bom advogado e colocar a Direcção da Escola em tribunal. Os Directores é que vão ter que responder ao tribunal por não cumprirem a lei.