O mundo era mais simples se tudo fosse mais simples não é? Se a simplicidade fosse a regra e a complexidade abolida.
Na página 28 do Expresso dá-se conta de um estudo que demonstra como os alunos portugueses falham bastante quando as palavras são acentuadas e quando os grafemas se afastam dos fonemas, como resultado da evolução da linguagem escrita e do seu afastamento da mera oralidade.
E isto é lamentado por um especialista, que fez o estudo e que denuncia os “caprichos” linguísticos que “dificultam a vida aos alunos”.
Realmente é uma chatice… Isto deveria evoluir tudo mas as msgs de sms e pco +. Pk s pcebe na mm e n da tanta xatice ao ppl.
E que tal se em História suprimíssemos todas partes mais complicadas, como aquela dos séculos minguarem até Cristo e crescerem depois? E se deixássemos de nos aborrecer com as tricas que levaram à independência de Portugal (contava-se que um dia tinha aparecido um rei formado ao domingo e que tinha criado o país, mandando a mãe às compras), limitavam-se os descobrimentos ao Brasil e aos PALOP para não ter de complicar as coisas, aboliam-se as guerras liberais por serem confusas e, por proposta do Rui Ramos e do Nogueira Pinto, fazia-se ligação directa entre a Monarquia e o Estado Novo. Certamente complicaria menos a vida aos alunos.
E em Matemática? Para quê complicar se a vida se a maioria vive com as quatro operações aritméticas básicas e umas quantas formas geométricas? Os sólidos ainda vá… mas equações? E, vai de retro, inequações? E probabilidades?
E em Ciências? Vamo-nos aborrecer com a classificação dos minerais e vegetais porquê? Porque não ficamos nos tempos pré-Lineu? Porque não chamamos pedras e metais a todos os minerais? Não é verdade? E a Geologia (ou a Geomorfologia, já agora), a quem interessa(m), se nem a(s) estudam para fazer o metro chegar ao Terreiro do Paço?
E muito se poderia fazer neste campo, aligeirando programas e currículos, no sentido de promover o Sucesso?
Quem nos manda querer que as crianças e jovens aprendam o que se foi descobrindo e sabendo ao longo dos últimos milhares de anos?
Não poderíamos ficar ali pelo Aristóteles, com a terra no centro do Mundo? E não é o Criacionismo uma teoria bem mais fácil de entender do que as darwinices? E até ficava tudo mais fácil em matéria de manual, porque existiria um único com tiragem comprovada e certamente poupança por existirem exemplares a passar entre gerações?
É que realmente esta coisa estranha de se ter de perceber que sucessão se escreve de uma forma e açucena de outra tem muito que se lhe diga (são os exemplos que aparecem no texto) e o especialista de serviço – Óscar Sousa, da Universidade Lusófona – tem toda a razão: isto é uma enorme complicação… e não é justo…
Novembro 20, 2010 at 2:57 pm
Rio pra não chorar…
Inacreditável , não é?!!
Novembro 20, 2010 at 2:58 pm
Realmente…
Novembro 20, 2010 at 2:58 pm
É o mesmo que dizer:
Rigor para quê? Que tudo seja a balda que cada um quiser…
Especialista que fala assim foi para especialista para quê?
…
Novembro 20, 2010 at 3:00 pm
…
Isto é como se a Paula Bobone viesse desdenhar de todas as regras e regrinhas de etiqueta.
…
Novembro 20, 2010 at 3:06 pm
Escrever?! Para o quê? Também não é preciso!
Nem ler! Tadinhos, que podem ficar traumatizados…
Novembro 20, 2010 at 3:10 pm
Não precisam escrever, ler, contar, enfim, não precisam fazer porque os pais servem para lhes fazer tudo.
Carregar a mochila, vestir a roupa, dar o comer à boca, atar os sapatos, fazer os tpc…
Novembro 20, 2010 at 3:23 pm
É complicado ensinar, é. Ensinar é transformar, é passar do ser “em bruto” para o dever-ser. Faz-se em nome de uma ideia, de um projecto que se tem para o Homem.
A questão primeira – em ordem e importância – a que a Educação tem que responder é: que Homem é que queremos construir?
A resposta que é mais comum ouvir, do senso comum, é: a Educação serve para formar indivíduos úteis à sociedade. Ora, útil diz-se de um martelo, de um electrodoméstico, em suma, de um qualquer objecto.
O Homem, esse, é de uma gloriosa inutilidade. É um projecto que tem o fim em si mesmo. A Educação tem por fim cumprir a Humanidade que há em cada indivíduo. Só secundariamente serve para o dotar de competências “socialmente úteis” – saberes-fazer -, forma-se Homens, depois cidadãos e, por fim, técnicos.
Não é decerto por acaso a regressão e a desvalorização das Humanidades a todos os níveis, quase sempre em nome da sua “pouca utilidade” ou “empregabilidade”. (A anunciada reintrodução do exame de Filosofia é disso bem sintomático – nunca devia ter siodo extinto).
É esta ordem que encontramos hoje invertida no nosso ensino – e que conhece na ideologia das NO o seu paroxismo. O que se quer é um processo expeditivo de formatar mão-de-obra desqualificada para alimentar a máquina de produção global.
As NO não transformam nada: dão assentimento ao que já se tem, isto é, certificam o que já está – o senso comum alcandorado a saber reconhecido. Uma lógica entre todas preversa, em que o termo “facilitismo” faz figura de metáfora pobre e redundante.
Novembro 20, 2010 at 3:30 pm
Isto para não falar da “chatisse” que é saber de cor o nome das diferentes disciplinas.E a diferença entre hora de entrada e saída, dia útil e fim-de-semana…Realmente, a Escola só complica a vida a toda a gente. Não podia haver uma aula única, numa sala única, que seria onde cada um quisesse, para não criar confusões…?onde se aprendia o que se quisesse, à hora que bem se entendesse? A vida não era muito mais simples e maravilhosa? Uma imensa street learning, sem professores, livros, regras e tudo o mais que impeça o desenvolvimento dos alunos?
Novembro 20, 2010 at 4:05 pm
Eu às vezes também confundo os dias da semana, e dou comigo a perguntar “Que dia é hoje?” Aliás este equívoco é frequente em muita gente, porque eu farto-me de ouvir essa pergunta.
Para simplificar e para evitar chatices, porque é que os dias não têm todos o mesmo nome, se afinal eles são praticamente todos iguais. Chamava-se apenas “dia” e prontos.
Vou fazer uma tese de mestrado com isto.
Novembro 20, 2010 at 4:55 pm
O trauma do tal de Óscar é devido ao facto de o nome dele ter acento e “osga” não .
Novembro 20, 2010 at 5:07 pm
“Quem nos manda querer que as crianças e jovens aprendam o que se foi descobrindo e sabendo ao longo dos últimos milhares de anos?”
Este aspecto (tomada a expressão no sentido literal) costuma ser menos focado. E de facto a única resposta possível é “não pode”. Nem interessa. Talvez um dia lá cheguemos. Pra já podemos continuar a bater com a cabeça nas paredes e achar que a culpa é de outra coisa qualquer.
Novembro 20, 2010 at 5:08 pm
Para
Novembro 20, 2010 at 5:27 pm
#7
“Não é decerto por acaso a regressão e a desvalorização das Humanidades a todos os níveis”
O tema de capa do Courrier Internacional, de Setembro 2010, foi
“Que se aprende nas Universidades”
«O modelo dominante tornou-se o da educação dirigida para o crescimento económico. Onde nos leva a aposta na tecnologia em detrimento das Humanidades?» The Times Literary Supplement, The New York Times.
Martha Nussbaum, Prof. de Direito e Ética, U. Chicago e autora do livro “Not For Profit: Why Democracy Needs the Humanities”, na versão condensada do 1.º capítulo publicada nesse Courrier escreve:
«O indivíduo necessita certamente de muitos conhecimentos factuais que os estudantes podem adquirir sem formação humanista (…). Contudo, para ser um cidadão responsável, necessita de algo mais: de ser capaz de avaliar os dados históricos, de manipular [?] os princípios económicos e exercer o seu espírito crítico, de comparar diferentes conceções de justiça social, de falar pelo menos uma língua estrangeira, de avaliar os mistérios das grandes religiões do mundo. Dispor de uma série de factos sem ser capaz de os avaliar, pouco mais é que ignorância».
Novembro 20, 2010 at 5:48 pm
Vá lá, rapazes, não deixem que os tontos do regime ganhem noutra frente. Isto é um esquema global.
“Novo prazo de entrega: 31 de Dezembro #AO90″
http://ilcao.cedilha.net/
Novembro 20, 2010 at 5:53 pm
Esse senhor especialista seria muito mais útil se se dedicasse à rega das ” alfácias”…
ou será alfaces?
Novembro 20, 2010 at 5:54 pm
Não é um fenomeno exclusivamente português. Foi lançado em França um apelo de vinte personalidades de esquerda, no sentido de desaparecerem as notas no 1º ciclo, por serem discriminatorias…a esquerda é igual a si propria em toda a parte.
http://www.liberation.fr/societe/01012302865-20-personnalites-appellent-a-supprimer-les-notes-au-primaire
http://rutube.ru/tracks/3789971.html?v=bbe5599a5d82405fe47a2a7e2422f7f5&autoStart=true&bmstart=0
Novembro 20, 2010 at 6:17 pm
Sinceramente, não sei o que diga…
Novembro 20, 2010 at 7:18 pm
#16
De facto é mais uma tentativa de lançamento de um novo produto: a escola sem educação.
Tal como já existe o café sem cafeína, faz todo o sentido haver uma escola que não prejudique aqueles que não querem aprender.
Não vejo nenhum mal nisso, desde que separem as escolas, de uma lado aquelas onde se ensinam os alunos, de outro as que entretêm os clientes.
Depois cada um escolhe a que lhe interessar e logo se vê o que daí resulta.
Verdade se diga que em portugal começa a prevalecer o segundo modelo, embora ainda seja de forma clandestina.
Novembro 20, 2010 at 7:28 pm
#16
Sem comentários!!!
Novembro 20, 2010 at 9:52 pm
#18
Deve ser mesmo isso. Escola Light.
Novembro 20, 2010 at 9:57 pm
Em História, podiam suprimir as partes que são efabulações e chegar a um consenso sobre a versão real de muitos factos.
Novembro 21, 2010 at 2:02 am
Chato é haver coisas chatas, não complicadas.
Novembro 21, 2010 at 8:38 am
´´e uma chatice, chatisse, chatiçe.!!!!
Crie-se já uma comissão, comição de aprossimação, aprocimassão, aprossimassão à versão, verção escrita, iscrita, das palavras.
tb s pod poupare no tamanho das palavras e,i istudare,estudare coumo se podem turnare mais curtas e pekenas.
Coumo é ke o ispecialista, ispessialista se xama? Luis?
O Luis istá numeado prezidente da comissão, comição.
Agora a sério, çério, u Luis devia éra devolvere o dinheiro gastu nu trabalhu ke fez purque é um nao trabalhu!!!
Andamus nós a pagare esses, eçes iluminadus!!!!!!