Outubro 2010


A mãe de um aluno do Centro Escolar da Régua e a Associação de Paralisia Cerebral de Vila Real  pedem acompanhamento permanente. O aluno tem comportamento violento e imprevisível. O Agrupamento de escolas não pode, nem acha benéfico, destacar um funcionário. Segundo a direcção os desacatos são pontuais e os pais dos colegas compreendem a situação.

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Alunos, professores e Associação de Pais (CONFAP) contra o fim do Estudo Acompanhado e da Área de Projecto.
Eu cá acho que tudo isto me faz rir, porque realmente o que há mais é cata-ventos.

1983, o mês não sei…

anda preocupada com o António Maria Lisboa. Tenho uma morcega hipocondríaca!

As cinco letras em vidro
 
É um estilete de luz
a imensidade de que és feita
e contorna um azul-sonho-neve
igual aos cabelos que descobri a saírem da tua boca
       - dos teus olhos de imaginação
       - dos teus lábios curvos de aurora.

Saímos
enquanto as pessoas olhavam admiradas o Arco do Triunfo
deixando escorrer dos bolsos fitas e serpentinas
para tudo se passar como no pássaro
para deixar objectivamente escrito
nas margens do rio
        do Mar
        - o continente submerso
        - o navio de todos os amantes
        por onde rola a carruagem em que viajamos
        pintada de Liberdade e de Poesia
        contigo a dormir sobre o meu peito.

             POR ISSO EU SENTI SER FÁCIL O SUICÍDIO
                                                   FÁCIL E POSSÍVEL.

Fixou-se no muro da tua residência
sobre a porta que se abre ao visitante
um símbolo mágico e de cabala
        - a oportunidade do meu regresso
        - a história maravilhosa que te direi na viagem.

Procurei
nas folhas espalhadas pelo nosso leito
a recordação do que há-de vir
        - apenas no esparso
        - no diverso
        - no acto simultâneo de defesa
        - no viajar de aeróstato incógnito de distância
        - na noite mágica

             NA PRIMEIRA GRANDE NOITE MÁGICA QUE NÓS
                  TIVEMOS.

Abriu-se a janela que caminhava sozinha
e saiu um sonho simples de criança:

O METEORO DA TRANSFORMAÇÃO

pousado a um canto o meu Jogo de Cabala

        (um montinho de quadrados,
        de círculos, de triângulos,
        dispostos geometricamente
        sobre um tabuleiro grande)

o meu Tratado de Magia Humana

        (um caminho de ogivas, um
        relógio a dar horas sobre
        um túmulo em pé, os postes
        magnéticos, os cordões da angústia)

FALO - no Laboratório Mágico ao dar-se a aparição espon-
            tânea de Lautréamont e Freud que traziam sobre as
            sobrancelhas um corte fino a atravessá-Ias lado a
            lado: -
Ao aparecer a mulher escandalosamente
vestida de vermelho
ele dirige-se para a jovem
e os outros passeiam sobre as rochas
onde fica oculto o corpo do homem que chega continuamente
MUDO APONTA O HORIZONTE.
[aml]

Diana Krall, Elvis Costello e Willie Nelson, Crazy

É a semana do Elvis e mai’nada!

Ó!, vejam lá como é que eu já estou underground e coiso!!

DJ Screew

Ou demasiado subliminar?

Franquin, Ideias Negras

Ainda não foi hoje. Há-de ser…

Je n’aime pas le mot ‘racines’, et l’image encore moins. Les racines s’enfouissent dans le sol, se contorsionnent dans la boue, s’épanouissent dans les ténèbres; elles retiennent l’arbre captif dès la naissance, et le nourrissent au prix d’un chantage: « Tu te libères, tu meurs! » Les arbres doivent se résigner, ils ont besoin de leurs racines; les hommes pas. Nous respirons la lumière, nous convoitons le ciel, et quand nous nous enfonçons dans la terre, c’est pour pourrir. La sève du sol natal ne remonte pas par nos pieds vers la tête, nos pieds ne servent qu’à marcher. Pour nous, seules importent les routes. Ce sont elles qui nous convoitent -de la pauvreté à la richesse ou à une autre pauvreté, de la servitude à la liberté ou à la mort violente. Elles nous promettent, elles nous portent, nous poussent, puis nous abandonnent. Alors nous crevons, comme nous étions nés, au bord d’une route que nous n’avions pas choisie.  À l’opposé des arbres, les routes n’émergent pas du sol au hasard des semences. Comme nous, elles ont une origine. Origine illusoire, puisqu’une route n’a jamais de véritable commencement; avant le premier tournant,là derrière, il y avait déjà un tournant, et encore un autre. Origine insaisissable, puisqu’à chaque croisement se sont rejointes d’autres routes, qui venaient d’autres origines. S’il fallait prendre en compte tous ces confluents, on embrasserait cent fois la terre. »

Amin Maalouf, Origines (é logo no início, não dá para enganar…)

Nem O Pai Morre Nem A Gente Almoça

Por motivos orçamentais o governo acaba com a Área de Projecto e Estudo Acompanhado. Nos vários estudos realizados… “O impacto da Área de Projecto nos resultados dos alunos não ficou demonstrado”. FNE sugere que os tempos lectivos sejam atribuídos a Língua Portuguesa e a Matemática.

Aumento de queixas de violência escolar. Passados 7 meses da sugestão  da Procuradoria Geral da República em tornar o Bullying um crime público, o ministério da educação ainda não fez nada.
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Hugo Chávez na fábrica dos Magalhães.

A luta dos professores no futuro – 5: A questão dos sindicatos

…do director do Jornal de Negócios a propósito daquela questão dos 400 milhões de euros. Lamentando o facto de me responder tardiamente – pelos vistos a submersão em mails ofensivos foi vasta e o meu, que era pacífico, só foi lido mais tarde – Pedro Guerreiro insiste no (estranho) erro de tomar o acréscimo da execução orçamental por consequência do acordo. Se tecnicamente insiste em algo sem fundamento, a leitura política que faz de tudo não é de ignorar.

Transcrevo, pois, e por não me ter sido pedido que o não fizesse, uma pequena parte do seu mail:

O acordo firmado em Janeiro pelo Governo com os professores comprou a paz social com a classe – é uma evidência. Esse acordo passou por um sistema mais favorável na progressão na carreira (passagem dos professores com Bom ao escalão seguinte). Ora, o custo desse acordo nunca foi quantificado pelo Governo. Nunca, apesar de muitas vezes ter sido confrontado com isso. Mas os custos no Estado deixam rasto, mesmo que tardio: no boletim de execução orçamental de Julho há um aumento de despesa de 1,1 mil milhões de euros face ao mesmo período de 2009. E é o próprio relatório que explica que um terço desse desvio é explicado pelas “alterações de posição remuneratória dos docentes do ensino não superior associados ao processo de avaliação”.

Até final de Julho, o custo desse acordo – segundo o próprio Estado! – foi portanto de 340 milhões de euros. Para chegar aos 400 milhões extrapolei por baixo, muito por baixo: se fizesse à proporção, seriam 680 milhões no ano inteiro, mais do que o equivalente à receita prevista com 1 ponto percentual dos dois de aumento do IVA previsto.

Se alguém mentiu nestas contas, não fui eu, mas o Estado. Se alguém mentiu aos professores, não fui eu, mas o Estado. O dinheiro gastou-se. Para quem? Para os “docentes do ensino não superior associados ao processo de avaliação”. Quais? Não sei.

… vai ser chato…

Ou já está a ser?

 

Tramaram foi o timing do Beeker

Fenprof em digressão para “falar de roubos” aos professores

Juízes em fim de carreira ganham 4,2 vezes acima da média

Magistrados acusam Governo de manipular relatório

A estratégia é exactamente a mesma: fornecer dados para um estudo internacional e acusar uma classe profissional de ganhar muito e trabalhar pouco para a manchar perante a opinião pública.

A principal vantagem dos juízews é que são elementos de um órgão de soberania e têm formas muito mais eficazes de fazer valer os seus direitos. Menos espampanantes, nem precisando de vir para a rua.

Mas a estratégia comunicacional do Governo é a mesma.

Portugal permanece dos países mais corruptos da Europa

Link para o resumo do estudo.

O combate a sério é que escasseia:

Portugal é 32º e melhora no ranking de percepção da corrupção

Após a maré baixa, conseguiu encurralar Sócrates. A acontecer, o acordo sobre o Orçamento de Estado passará para a opinião pública como obra feita sob o seu patrocínio. E poderá apresentar-se como garante da estabilidade.

A Passos Coelho impôs Catroga, o seu homem nas negociações para garantir o sucesso e conhecimento do que se passa. Não se sabe se algo prometeu em troca.

Sócrates, depois de desquerer Alegre como seu candidato e de ter entalado Cavaco com a questão das escutas, sente agora o frio da desforrra de Cavaco. O que lhe resta? Fazer adiar o acordo orçamental mais 24-48 horas.

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