Outubro 2010


O “amigo do ps”, [p'st], acabará na justiça.

… para comentadores. “Meia” culpa.

Até lá, nada se move, tirando os senhores feudais que nas Direcções Gerais e Regionais decidem e despacham como lhes parece por bem, mesmo sem sustentação vagamente legal.

isso do orçamento tem ficado em solicitar ao merceeiro, que não produz, empréstimo para aquisição daquilo que ele me emprestou para não produzir. Diz que é o mercado.

EB1 de Milhundos sem auxiliares de acção educativa

Pais querem encerrar EB1 de Almalaguês

Agrupamento não substitui funcionária reformada e autarca suspenderá POC que freguesia suporta há três anos. Escola fica com 83 crianças e apenas uma auxiliar,

… está na SICN a fazer um discurso meio enviesado sobre o Orçamento. Tipo delícias do mar de marca branca. Colorido, mas insípido, tomando o gosto do que as envolve.

Perante ele, até o Bernardino Soares brilha um pouco.

Sócrates, O Anti-Midas Orçamenteiro

O compadrio e amiguismo nas encomendas do Estado? E não se está a falar da coisinha pequena, mas dos milhões e milhões de sorvedouros como as PPP, com as suas derrapagens sucessivas, as renegociações de contrapartidas, os encargos desorçamentados com os Hospitais, EPE, etc, etc?

“A corrupção tornou-nos um país ainda mais pobre”

(…)

Portugal passou do 23.º lugar para o 35.º no ranking mundial da corrupção. Em sua opinião, a que se deve esta derrapagem negativa?

Deve-se ao melhor conhecimento por parte da opinião pública dos mecanismos da corrupção, das suas causas e consequências nefastas para as pessoas, ao baixar das águas da respeitabilidade, ficando o lodo à luz do dia. Isso foi acontecendo gradualmente nos últimos cinco anos, pelo menos. Assim, más práticas que eram invisíveis e sem rosto ganharam contornos e histórias verdadeiras.

Portugal continua sem ter indivíduos presos por corrupção?

O sistema penal é a ultima ratio, mas admito que há défice de resultados. Acontece que as instituições da administração pública e do Estado central e local continuam muito vulneráveis, que a prevenção ainda não produziu os frutos necessários, que não há auditorias no Estado sobre práticas corruptivas, que não há uma política criminal de prioridade no combate e prevenção da corrupção. O resultado é o desfasamento da justiça penal em relação à realidade. Não podemos combater um inimigo que desconhecemos e sem ferramentas legais. Não temos um sistema informático do inquérito, não temos bases de dados, não temos meios periciais adequados, mas há quem ache que temos meios de mais. Temos gente dedicada e disposta a nunca desistir. Talvez seja esse o problema.

Como pôr termo à corrupção em Portugal?

A Convenção da ONU contra a Corrupção tem a receita. Precisamos de gente honesta em instituições honestas e disposta o travar o combate. Esta é uma guerra prolongada e que nunca termina. A corrupção tornou-nos um país ainda mais pobre, com serviços mais caros, com saúde, educação, auto-estradas por exemplo, mais caras. São essas as consequências não quantificáveis das práticas corruptivas no Estado. Quando as empresas têm que pagar comissões (luvas), os serviços ficam mais caros. Quando as empresas são escolhidas não pela competência mas por critérios obscuros, temos serviços maus e mais caros. Toda a gente já percebeu isso.

O resumo do estudo de Álvaro Santos Pereira, Professor da Simon Fraser University, no Canadá, que o PSD tem usado como argumento:

Portugal tem «apenas» 340 institutos públicos e perto de 600 outros organismos

Por caso, o entrevistado – Carlos Moedas – foi bastante articulado na forma como explicou tecnicamente as coisas. Mas o pivô parecia aqueles comentadores de jogos de futebol que exultam com os golos de uma das equipas.

Não é isso que interessa, mas se vão mesmo a jogo…

Mas já começou a dizer que a situação ainda é mais séria do que pensavam.

E vão aguardar até à véspera… depois é até ao último minuto… depois…

Tretas. Falta de…

Como é que uma central sindical pode aderir a uma greve geral contra as medidas de um Orçamento, cuja aprovação defende?

OE2011: UGT defende aprovação «sob pena de males maiores»

Orçamento é «mau», diz João Proença, mas «o país precisa» dele.

Confesso que em relação a João Proença as minhas expectativas são sempre muito baixas, mas mesmo assim, desta vez, conseguiu surpreender-me.

O Arlindovsky faz a seguinte pergunta:

A discriminação existe pelo facto de os Coordenadores de Departamento e os Relatores não necessitarem de serem avaliados na componente científica para terem as menções de Muito Bom e de Excelente porque o Decreto Regulamentar 2/2010 os dispensa.

Como é possível fazer uma separação da qualidade “Científico-pedagógica?”

O Ventura considera que uma palavra separada po hifen pode ser dividida, pode? pergunto eu.

Na minha modesta opinião – e todos passámos por isso na nossa vida escolar, por certo – há que distinguir a capacidade de transmissão de algo e o valor ou conteúdo do que é transmitido.

Podem existir excelentes pedagogos, com maus conhecimentos científicos, assim como gente muito conhecedora, mas incapaz de o transmitir sem uma enorme carga de tédio para a audiência.

O meu problema não é a separação das duas componentes (pedagógica e científica) é, isso sim, o reconhecimento (ou não) da capacidade dos avaliadores em qualquer desses campos.

Quem diz que um Director, só porque o é, se torna um avaliador justo e competente do desempenho alheio?

O problema radica sempre na mesma tecla: de que adiante remendar um modelo, enxertar-lhe isto e aquilo, se o essencial permanece imutável: o não reconhecimento de competência de grande parte dos avaliadores, assim nomeados por meros critérios administrativos?

Talvez daí a tardeza da greve geral?

Carvalho da Silva diz que «há formas de viabilizar» o orçamento

Ná… Não pode ser…

Amanhã:

Porque a verdade é que o FMI não entra pela porta dentro sem a autorização interna.

Porque a verdade é que as instituições internacionais não têm assim tanto interesse numa bancarrota que lhes faria perder os créditos.

Porque vejo preocupados com o chumbo do principalmente muitos daqueles que podemos associar aos piores negócios do Estado, bastando para isso ler o livro de Carlos Moreno.

Porque há que, de uma vez por todas, perceber se Sócrates os tem no sítio para levar as ameaças até ao fim, se alguém os tem mais mais fortes e aguenta a parada.

Será que vamos mesmo ver um jogo com prognóstico reservado até ao final? No noticiário das 12 ouvi um Catroga com um tom meio granadeirado, talvez pensando que o pessoal do Governo o respeitaria mais do que a outros. Não sei onde terá ido buscar tal ideia.

A seguir, Teixeira dos Santos numa longa declaração destinada a fazer o essencial passar desapercebido aos distraídos: ou seja, que o Governo não queria acordo que não fosse o seu, apenas tendo entretido as audiências com um simulacro de negociação, algo que é a sua especialidade suprema.

Agora, pretenderão atirar o odioso da coisa para o PSD, depois de terem alineado os partidos mais pequenos com a negociação preferencial com o maior partido da oposição (isto lembra-lhes algo em matéria de negociações na Educação?).

Neste momento, o PS julga ter o SPD manietado por completo: se viabiliza o orçamento, quebra todas as suas promessas, se o chumba, pode ser visto como o carrasco final de uma situação em que todas as malfeitorias foram feitas por outros.

Espera-se um golpe de asa ou, por uma vez, eficácia na forma de explicar as coisas e ser consequente perante o bluff socrático.

Continuo interessado em divulgar o que foi sendo produzido a nível local e/ou regional acerca da República, visto considerar ser por aí que muito do mais inovador tem sido feito para o conhecimento da República para além dos preconceitos e lugares-comuns enraízados.

Quiçá com um pingo autobiográfico, mas…

Lá por estar a dar aulas a esta hora, não quer dizer que não deixe programada alguma bagagem cultural para a manhã.

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