VI Simpósio sobre Organização e Gestão Escolar
A emergência do director da escola: questões políticas e organizacionais
25 e 26 de Outubro de 2010
Universidade de Aveiro
Organização do Departamento de Educação
A emergência do director da escola: questões políticas e organizacionais
Desde 2000, ano em que iniciámos esta sequência de Simpósios, que temos procurado diversificar os temas centrais em análise bem como estar atentos aos desenvolvimentos que as agendas educacionais, quer científicas, quer sócio-políticas, nos colocam.
É neste pressuposto que decidimos realizar, nos dias 25 e 26 de Outubro de 2010, o VI Simpósio de Organização e Gestão Escolar, escolhendo o tema “director da escola”, figura tão incontornável quanto polémica dos processos de organização e gestão escolares.
Se os estudos sobre o director da escola – perfil, formação, funções, áreas de intervenção, estilos de liderança, género, responsabilização, avaliação – sempre constituíram campo de investigação fértil nos mais variados contextos geográficos, temos também vindo a assistir, nos tempos mais recentes, à valorização desta figura cujo papel é tido como variável importante no funcionamento das organizações educativas.
No contexto educacional português, a situação é ainda mais merecedora de atenções especiais, pois, após mais de três décadas em que os órgãos de gestão das escolas públicas do ensino não superior estiveram marcados por um modelo legal assente na colegialidade, a partir de 2008, o DL 75/2008 generalizou a figura do “director” como órgão unipessoal de administração e gestão das escolas, num quadro de reconfiguração dos respectivos processos de recrutamento e de selecção. Este novo cenário introduziu alterações no quotidiano funcional e relacional das nossas escolas com o evidenciar de questões e desafios de natureza sócio-política, organizacional e de gestão.
Assumimos, por isso, a discussão em torno do “director da escola” como objectivo central deste evento, que procuramos organizar pela via de conferências plenárias com especialistas convidados, pela solicitação à apresentação de comunicações e pelo espaço de debate aberto aos vários participantes presentes.
Relativamente à apresentação de comunicações, serão seleccionadas aquelas cujos resumos manifestem qualificação necessária a um evento desta natureza e que se alinhem inequivocamente com a temática do Simpósio – “o director das escolas” – tendo em conta os seguintes eixos temáticos:
1. Director, políticas e teorias organizacionais;
2. Director, organização e autonomia da escola pública;
3. Trabalho do director e modos de liderança;
4. Recrutamento, formação e carreiras dos directores;
5. Director(a), identidades e género.
O VI Simpósio de Organização e Gestão Escolar constituirá ainda uma oportunidade para prestar homenagem ao Professor Jorge Arroteia – docente e investigador com dedicação de três décadas a esta área e à Universidade de Aveiro – e que apoiou de modo inequívoco estes eventos desde a primeira hora.
Resumo das comunicações: Resumo Comunica.
Outubro 26, 2010 at 9:36 am
mais outra forma de gastar o dinheiro dos nossos impostos e dá-lo aos amigos…..
que país
o FMI é mais amigo!
Outubro 26, 2010 at 11:23 am
A Rosária Gama é danada para a palhaçada. Diz ela que excelente seria ser avaliada pelo conselho geral. Quem não conhece a veia poética desta senhora… para lá do Marão mandam os que lá estão.
Outubro 26, 2010 at 12:25 pm
Os Directores Já São Objecto De Festival de Cinema Indiano
Outubro 26, 2010 at 12:26 pm
Os Directores Já São Objecto Do Fantasporto
Outubro 26, 2010 at 2:38 pm
Ó p’ra eles a crescer… Todos em bicos dos pés!
Aí estão: a evidenciar os tais “desafios de natureza (sócio-)política”.
Outubro 26, 2010 at 6:36 pm
O Simpósio sobre…
Outubro 26, 2010 at 11:29 pm
E os directores das ESEs , das Faculdades tem formação especializada ? Para ser Reitor ou Presidente de politécnico é preciso curso ou especialização ?
Alguém me pode informar ?
Outubro 27, 2010 at 7:27 am
Se foram estas as “conclusões (marcantes, mas não generalizáveis)” (do blogue TERREAR)a tirar da actuação dos directores das escolas , reunidos neste simpósio, é caso para dizer que muitos aplicarão o adágio popular: “Faz aquilo que eu digo, não faças o que eu faço!”
Lamentável.
«Ser Director – entre o mundo do sistema e o mundo da vida
Terminou hoje o VI Simpósio organizado pela Universidade de Aveiro, elegendo a figura e a praxis do director na condução das escolas. Tendo moderado um dos painéis não posso deixar de referir algumas das conclusões (marcantes, mas não generalizáveis): i) o modelo de direcção e gestão é relativamente secundário no modo de agir dos directores; os directores presentes – com larga experiência de direcção e gestão – reconhecem que a morfologia dos modelos pouco impacto tem, pelo que se desmistifica o poder dos “modelos” (as mudanças não se fazem por decreto, como se sabe)…; ii) não obstante ser um órgão unipessoal, foi consensual que as práticas de liderança evidenciadas, são de natureza distributiva e multiplicada; iii) a prática sistemática de escuta (a escutatória que aqui temos glosado…) das pessoas, sobretudo dos alunos, assume uma grande centralidade na acção directiva; iv) o mundo do sistema tende a “colonizar” o mundo da vida – mas foi salutar ouvir que a ‘recusa’ deste estado de ‘sítio’; as organizações são pessoas em interacção que perseguem determinado propósito(s) e a acção directiva tem de saber ver ‘isto’. »
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