Directores das escolas vão ser avaliados pelas direcções regionais
Avaliação feita por representantes políticos levanta dúvidas a professores. Directores das escolas pedem clarificação.
Outubro 26, 2010
Outubro 26, 2010
Directores das escolas vão ser avaliados pelas direcções regionais
Avaliação feita por representantes políticos levanta dúvidas a professores. Directores das escolas pedem clarificação.
Outubro 26, 2010 at 9:35 am
olha que coisa tão bem feita!!!!
É mesmo de terceiro mundo ou é o estertor da tacharia e fo factor C!!!????
Outubro 26, 2010 at 9:49 am
De facto isto é um grande absurdo*!
*irónico, muito irónico…
Outubro 26, 2010 at 10:53 am
Só não previu quem não quis *ver*!
Outubro 26, 2010 at 11:12 am
#0
No fundo são todos comidos.
Outubro 26, 2010 at 11:15 am
Em questão de avaliação de directores sou a favor da entrada do FMI nas escolas. Mas não da sua entrada no país.
Outubro 26, 2010 at 11:49 am
A classificação dos direKtores é atribuída de acordo com os seguintes critérios:
Militante do PS – Excelente +
Apoiante do PS – Excelente
Militante do PSD – Muito bom +
Apoiante do PSD – Muito bom
Militante do PCP – Bom + (para ver se mudas de ideias e passas para os reformadores)
Apoiante da CDU – Bom (para ver se ganhas juízo, que director que se preza é do PS e vota Sócrates)
Outubro 26, 2010 at 12:43 pm
Tendo em conta a toda a ficção que criaram em torno do conselho geral, a única coisa com sentido seria a avaliação ser feita pelo órgão que elege e nomeia o director e teoricamente até o pode demitir.
Se o que interessa é a fidelidade política, então assumam-no e nomeiem eles próprios todos os mega-directores!
Outubro 26, 2010 at 12:55 pm
Aplicar-se-á mais um adágio popular: “Ou estás comigo, ou estás contra mim!”
Por isso é q
Outubro 26, 2010 at 12:57 pm
(a coisa anterior fugiu incompleta!)
Aplicar-se-á mais um adágio popular: “Ou estás comigo, ou estás contra mim!”
Por isso é que Portugal tem uma tão boa posição neste ranking…
«Corrupção: Portugal um dos piores da Europa Ocidental no ranking
Surge na 32.ª posição no quadro
dos 178 países, tendo subido ligeiramente
Portugal surge na 32.ª posição no quadro dos 178 países analisados pela Transparência Internacional (TI) quanto à percepção da corrupção, quando em 2009 aparecia em 35.º lugar, que foi o pior ranking de sempre para o país desde 2000.»
http://www.tvi24.iol.pt/politica/corrupcao-portugal-estudo-transparencia-tvi24-ultimas-noticias/1202604-4072.html
Outubro 26, 2010 at 1:37 pm
7
Os mega nem Conselhos Gerais têm… andam mesmo à “sorte” das DRs… pró ano vai haver mais megas, mais directores nomeados pelas DRs e sem “fiscalização democrática”…
Outubro 26, 2010 at 1:43 pm
Estes não querem é ser avaliados. Pretendem fazer render o regime monarquico dentro de portas. Alguns até têm direito a bobos. Avaliem lá essa gente que pouco mais faz que palhaçadas políticas e de educação nada sabem.
Outubro 26, 2010 at 1:46 pm
Esses reizinhos do sistema bem precisam de um travão às suas aspirações. E deveriam ser penalizados sempre que não cumprissem a Lei. Para muitos o vencimento não seria suficiente para pagar as coimas.
Outubro 26, 2010 at 2:33 pm
Sobre o post, nomeadamente sobre a portaria que prevê a avaliação dos directores pelas direcções regionais,ocorrem-me quatro dúvidas decorrentes do…
Artigo 4º
Parâmetros de avaliação
b) «Competências» de liderança, de visão estratégica, de representação externa e de gestão demonstradas.
1ª: Como conhecem os directores regionais as “«Competências» de liderança” dos directores de escola? Por papéis, declarações de intenções, bufos ou serviços secretos?!
2ª: A “visão estratégica” preconizada para o director será a da tutela, consoante o partido no poder? Como conciliá-la com a do poder autárquico, caso seja dissonante, com reflexos muito mais imediatos para a comunidade escolar, sobretudo do ensino básico?
3ª: A “representação externa” implica a presença em absolutamente todas as reuniões, sessões, encontros, viagens ao abrigo de projectos ou outras, anunciadas quer por convocatória quer por convite? Quem paga as ajudas de custo, etc? Que tempo sobra para gerir e liderar na escola?
4ª: A “gestão” tem a ver com produzir muita uva com pouca parra, quer a nível de recursos humanos, quer físicos e materiais?
Outubro 26, 2010 at 3:02 pm
O desempenho dos alunos nos exames é outro parâmetro que Maria João Igreja, Ramiro Marques e Paulo Guinote defendem para a avaliar um director
Isto é lenha para nos queimarmos.
Outubro 26, 2010 at 4:09 pm
Ó 25 sempre 25, então e os militantes do Bloco de Esquerda não têm classificação? Ou não haverá directores da Blocada?
Outubro 26, 2010 at 4:45 pm
#15
Enquanto se exigir à escolas que sejam pau para toda a obra, não podem ser avaliados só pelos resultados de avaliação externa em exames. E bem assim os seus directores.
Os defensores da avaliação dos directores em função dos resultados dos alunos das escolas que dirigem defendem, ao mesmo tempo, que a escola se dedique apenas a ENSINAR.
Essa função, por enquanto, está entregue à escola privada. À pública foram impostas novas responsabilidades: entreter, socializar, ocupar, alimentar, vestir, dar banho, cortar as unhas, limpar o ranho, a baba, as lágrimas, guardar, proteger, educar…
Se algum dia estas obrigações desaparecerem, então, sim, os directores deverão ser avaliados pelos resultados escolares dos alunos. Até lá, não.
E o prof. dr. Ramiro Marques sabe isto tudo melhor do que ninguém.
Outubro 26, 2010 at 4:48 pm
“… não podem ser avaliadas…”
Outubro 26, 2010 at 4:50 pm
#14
Só se for em Salvaterra de Magos.
Outubro 26, 2010 at 5:43 pm
#14,
Não tinha reparado nessa passagem.
Não disse isso.
Outubro 26, 2010 at 6:13 pm
Cadeia alimentar… que grande título!
É isso mesmo. De certa forma, conheço alguns Direktores que merecem ser devorados pela máquina. Afinal são eles que a empurram para a frente com a barriga, não é?
Espero que alguns sejam mesmo devoradinhos e que haja cotas. Nem todos podem ser excelentes, ou podem?
Outubro 26, 2010 at 6:41 pm
FÁBULA…dos nossos tempos!
A TESE DO COELHO
Era um dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali a raposa e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.
No entanto, ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
- Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?
- Estou redigindo a minha tese de doutorado – disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm… e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois se ouvem alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio.
Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído,
agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.
No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela
concentração toda. O lobo resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:
- Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.
- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa…
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.
Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois se ouvem uivos desesperados, ruídos de mastigação e … silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redacção da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos.
Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes.
MORAL DA HISTÓRIA:
1.
Não importa quão absurdo é o tema de sua tese;
2.
Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3.
Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;
4.
Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos…
5. O que importa é QUEM É O SEU PADRINHO!!!!
Outubro 26, 2010 at 7:42 pm
Concordo.
Não é avaliação por pares (é superior hierárquico) e dá para os directores competirem entre si e saberem quanto custa obter um lugarzinho na quota prevista.
Outubro 26, 2010 at 7:53 pm
Adorei o título!