Quantos agrupamentos e escolas NÃO respeita(ra)m isto?
Será que precisam de um esclarecimento da DRE para entenderem o que significa «sem formalidades»? Ou o problema é com «lista nominativa»? Já sei… como não vem lá qualquer prazo peremptório consideram que pode ser quando calhar…
Outubro 24, 2010 at 8:10 pm
Paulo creio que a verdadeira questão é: porque razão não a respeitaram? Das duas uma: ou tinham ordens superiores para isso, escrita em email ou de boca ou por manifesta má fé?
No meio disto claro que a falta de informação dos colegas também ajudou..a juntar a isto o medo e ainda o desconhecimento da legislação por parte de muita gente…eu próprio conheço q que necessito e pouco mais…
Outubro 24, 2010 at 8:11 pm
Passei a semana toda a fazer uma “prospecção de mercado”, para avaliar a gravidade da situação, e não encontrei nenhuma escola que o tivesse feito, por entre muitas onde trabalham colegas amigas.
Outubro 24, 2010 at 8:15 pm
Estou em crer que a maior parte das escolas não o fez por pura negligência.
Deram tanta importância ao Decreto-lei Nº 75/2010 que nem se aperceberam que existia o tal artigo 7º.
Mas também sei que o Código de Procedimento Administrativo não só já prevê esta medida como obriga a que as referidas listas sejam revistas de seis em seis meses.
Outubro 24, 2010 at 8:22 pm
#3
O chefe dos Serviços Administrativos da minha escola confirmou-me esta informação, pessoalmente, na passada semana.
Quando o pressionei sobre o motivo do incumprimento na afixação das listas nominativas de transição, saiu-se com um: “Já não valia a pena!”, apontando para os “esclarecimentos” que a DREL enviou internamente e que o Paulo já hoje divulgou neste blogue.
Voltei a pressionar, perguntando por que não afixara as listas antes de 15 de Outubro, data em que recebeu os ditos “esclarecimentos”.
Disse-me que estava à espera de esclarecimentos.
Insisti: “Pediu esclarecimentos?”
Não respondeu.
Outubro 24, 2010 at 8:31 pm
A lama contínua está a empastelar todo o sistema. Se estamos na Europa, porque motivo não se anula toda a legislação fabricada em PT a partir de FEV 2005?
Outubro 24, 2010 at 8:33 pm
#1
Há colegas mal informados, outros ingénuos ou optimistas, sei lá, e outros que têm medo da sombra.
Já hoje li, em comentários registados neste blogue, casos de colegas que se encontram a aguardar esclarecimentos antes de requererem, por escrito, o seu reposicionamento na carreira, ao abrigo de um Decreto-lei que foi publicado HÁ QUATRO MESES!
Nem sei o que hei-de pensar de tanta paciência…
Outubro 24, 2010 at 8:44 pm
Ao Paulo Guinote
Paulo, tens toda a razão em tudo o que vais escrevendo por estas bandas. Não sinto que estejas perturbado nem deslumbrado com o sucesso do teu blogue. Mas sei que há muitos colegas preocupados e perturbados com tudo o que tens feito pelos professores. Pela minha parte, “também não me disponibilizo para confiar um avo que seja nas pessoas que contribuíram (mesmo que involuntariamente) para isto”. Mas eu confiaria em ti para me representares em qualquer mesa negocial ou onde precisasse.
Paulo, sou a favor dos sindicatos, sempre que trabalhem pela justiça e com verdade. Quem me dera encontrar um sindicato que me merecesse o mínimo de confiança… Gostava tanto de ser sindicalizado!
Paulo, já deste provas de que sabes e que podes. O que precisas mais?
É certo que a conversar é que a gente se entende. Mas não nos podemos ficar só pela conversa.
A maior parte dos professores não tem culpa desta embrulhada em que nos meteram. Mas alguém é culpado. E então, o que fazer? Esperar por quem? A solução nunca poderá passar por quem criou o problema… Já viste esta vergonha, que ninguém conhece as regras para uma simples mudança de escalão?
Os actuais dirigentes sindicais tiveram a sua oportunidade. Os professores deram-lhes toda a força que tinham. Em troca receberam o caos com traição à mistura. E um silêncio preocupante.
Paulo, o tempo deles já passou. Agora é a nossa vez. A vez dos professores!
A. Ventura (mas não é o do ME).
Outubro 24, 2010 at 8:52 pm
Há outra perplexidade que me tem acompanhado ao longo dos últimos quatro meses, sobretudo na segunda metade, após o início do presente ano lectivo: não dei conta de nenhuma reunião sindical realizada para esclarecimento aos professores sobre a aplicação do novo ECD (Decreto-lei Nº 75/2010), pelo menos nas minhs imediações.
Alguém teve esse privilégio?
Também sou a favor dos sindicatos como mediadores por excelência entre os trabalhadores e a entidade patronal. Infelizmente, no que à classe docente diz respeito, acho-os demasiado reactivos e muito pouco pró-activos.
Estarei errada?
Outubro 24, 2010 at 8:53 pm
7
Se fosse a si mudava de apelido, pelo menos por agora, … Ventura… coitado!
Como entendo o seu comentário. Também gostaria de alternativa associativa… mas não creio que nasça.
Quanto a ir para tribunais, através dos sindicatos… é tudo muito bonito, mas quem paga??? É que é muito dinheiro ir a ttribunal e pagar as custas, sim, que os sindicatos não pagam!
Claro que os sindicatos poderiam e deviam, agir através das suas direcções, junto dos tribunais. Não lhes falta matéria para condenar. O problema é que as direcções sindicais se calhar gastam o dinheiro dos associados noutras coisas, talvez menos eficazes para benefício da classe que dizem representar…
Outubro 24, 2010 at 8:56 pm
#7,
Já respondi a isso mais abaixo.
Outubro 24, 2010 at 9:32 pm
Já pedi os meus dados na secretaria há mais de um mês, para ver se batem certo. Já falei na afixação da lista devida. Nada!
Outubro 24, 2010 at 10:34 pm
Eu acho que os directores receberam ordens das DRE´s para ir atrasando o processo…até sair o despachozito do M das Financas!!!!
Mas há formas de os responsabilizar se a coisa der para o torto.
Colegas licenciados e com experiência de vida deveriam saber como.
Outubro 25, 2010 at 12:01 am
«Claro que os sindicatos poderiam e deviam, agir através das suas direcções, junto dos tribunais.»
As direcções dos sindicatos podem firmalizar queixas quando elas próprias se sentem lesadas, como será o caso do “acordo”, em que uma das partes (alegadamente o ME) não cumpre.
Em relação às situações de cada um dos seus associados, prestam apoio jurídico, mas a formalização da queixa tem de ser feita pelo professor (um ou mais).
E não me parece que muita gente recorra aos sindicatos para formalizar queixas. Acho que é muito mais para pedir informações e , às vezes, desabafar.
Outubro 25, 2010 at 12:11 am
Podemos pensar que os directores são todos muito competentes e conhecem a legislação, mas não é verdade. Há muitos que nem sabem ler. Por via da sua dificuldade na “interpretação”, por tudo e nada telefonam ao director regional (sempre por telefone para não deixar rasto)e perguntam. É claro que o senhor director, sempre escolha política do socratismo, diz o que melhor convém à nomenklatura. O director da escola descarta a responsabilidade, o regional fica com a satisfação do dever cumprido e da bota lambida, assegura o cargo enquanto o 1º for 1º, e quem se lixa é o professor. Como sempre.
Outubro 25, 2010 at 12:13 am
Daqui se tira que quem manda nas escolas são os directores regionais. Por isso funciona tudo tão mal.
Outubro 25, 2010 at 12:28 am
Fico espantado com tanta ignorância maldosa.
Das duas uma: ou sou um tipo com sorte, ou o meu Director leu direitinho, o que os outros não conseguem ou não querem ler.
E garanto-vos que não é preciso ser de “tomates”. É tão só o cumprimento da Lei.
Só para dizer que estou no 4º Escalão e a receber desde Maio de 2010.
A seguir está o requerimento que deu entrada npos Serviços Administrativos no momento apropriado.
Ex.mo Senhor
Director
Agrupamento xxxxxxxxx
Escola EB 2,3 xxxxxxx
Fxxxxxxxx, professor do quadro da Escola EB 2,3 xxxxxxxx, grupo de disciplina xxx, posicionado no 3º escalão da Carreira Docente, conforme D.L. 270/2009 de 30 de Setembro, vem expor a Vª Ex.ª o seguinte:
a) Na informação afixada no placar da Direcção do Agrupamento, na Sala dos Professores, está prevista a sua progressão ao 4º escalão da carreira em xx de Abril de 2010, com efeitos a partir de 01 de Maio;
b) No entanto, o expresso na alínea a) do nº2 do Artigo 37º do citado D.L., refere que a progressão depende “… da permanência de um período mínimo de serviço docente efectivo no escalão imediatamente anterior com, pelo menos, dois períodos de avaliação de desempenho em que seja atribuída a menção qualitativa mínima de Bom”;
c) Acresce, que o expresso na alínea b) do nº 6 do Artigo 7º do referido D.L. diz que “os docentes que preencham o requisito de tempo de serviço no ano civil de 2010 podem progredir ao escalão seguinte da categoria desde que, cumulativamente, tenham obtido na avaliação de desempenho referente ao ciclo de avaliação 2007-2009 a menção qualitativa mínima de Bom e que, a requerimento dos próprios, seja efectuada, em 2010, uma apreciação intercalar do seu desempenho para efeitos de progressão e que a menção qualitativa obtida seja igual ou superior a Bom”.
Face ao exposto, permita-me requerer a V. Ex.ª uma apreciação intercalar de desempenho para efeitos de progressão, em tempo útil, de forma a dar cumprimento ao previsto no citado Decreto-Lei.
Pede deferimento
xxx, xx de Fevereiro de 2010
O Docente
Outubro 25, 2010 at 12:38 am
#16
Tratamento adequado pelo 270/2009.
Outubro 25, 2010 at 12:42 am
Sem espinhas, aos aplicados um futuro e aos corajosos uma medalha.
http://www.dailymotion.com/video/xbk1iz_hugo-chavez-a-copenhague-12-vostfr_news
Outubro 25, 2010 at 1:04 am
Perplexos estamos todos, menos alguns, é evidente.
Outubro 25, 2010 at 1:15 am
Na minha escola essa lista figura num dos “placards” da sala de professores.
Outubro 25, 2010 at 10:07 am
Caríssimos Colegas
Toca a dar entrada dos requerimentos, caso contrário o processo de transição, por que é disso que se trata – TRANSIÇÃO -, não vai decorrer nunca.
Outubro 27, 2010 at 4:20 am
pergunto uma norma do 270/2009 que prevê a avaliação intercalar aos professores que completem o tempo no escalão durante o ano civil de 2010 e que não foi revogada na 12ª alteração do ECD 75/2010 continua a vigorar