Segundo Macário Correia, Presidente da Câmara, “isto está tudo a funcionar normalmente”.
Setembro 2010
Setembro 24, 2010
As Actualidades Televisivas Do Umbigo
Posted by Paulo Guinote under Actualidades, Educação, TV[9] Comments
Segundo Macário Correia, Presidente da Câmara, “isto está tudo a funcionar normalmente”.
Setembro 24, 2010
Cheguem-se À Frente, Apresentem As Vossas Soluções Específicas
Posted by Paulo Guinote under Défices, Economia, Economistas de Algibeira, Finanças, O Caos à Esquina, Porque Não Há Mais Pachorra![18] Comments
Ouvia há bocado o guru-sénior de Passos Coelho na TSF a repetir pela enésima vez o mantra do actual PSD em matéria de finanças públicas. Nogueira Leite lá repetia que era necessário diminuir a despesa, evitando aumentar impostos. Falo de Nogueira Leite, é claro.
Está no seu papel, mas exigir-se-ia mais.
Acho mesmo que o OE não é documento para ser partilhado, como o foi o PEC.
É ao PS e ao Governo que compete elaborá-lo e apresentá-lo às claras.
Mas também compete à oposição não se limitar a reagir e criticar.
Apresentem as vossas propostas de corte na despesa, mas de forma clara e objectiva. Sem formulações vagas. Percebo que esta estratégia parece colher dividendos, porque se supõe um governo em fogo lento. Mas também há o reverso, que é a notória falta de tintins alaranjados em apresentar no que cortariam, apresentar números e calcular as poupanças que fariam.
Se o governo adoptasse tais medidas, seria óbvio a todos. Não o fazendo, o PSD (e quem diz PSD diz o resto dos partidos parlamentares ou outros) poderia sempre dizer que apresentou soluções.
Assim não sabemos.
O que sabemos é que, no passado, tivemos destes gurus, à época em especial o guru-mirim Miguel Frasquilho a propor soluções à irlandesa, que culminaram com uma situação semelhante ou pior do que a nossa, com a desregulação financeira a fazer todo o sistema bancário entrar em colapso e não só bpp’s e bpn’s. Soluções que nem o José Barroso pré-europeu adoptou.
Percebe-se que agora exista maior prudência, receio em abrir o jogo e revelar que não há trunfos, apenas conversa de café.
Mas então, por caridade, calem-se que, embora Nogueira Leite seja a antítese da estridência, não deixam de só produzir ruído no chilreio trocado com o clone PSP/Sócrates2.
Setembro 24, 2010
Setembro 24, 2010
Num comentário a um post a descair para o não-sentido cheio de entrelinhas, a Fernanda 1 escrevia que começava a tornar-se difícil distinguir, a certo pinto, os meus post dos do Fafe.
O que é bom, porque eu posso estar a voltar ao meu normal, depois de 2-3 anos a contê-lo cá dentro em nome da pseudo-utilidade e da inútil preociupação em ser por vezes construtivo.
MAs a verdade é que uma pessoa satura-se a níveis diversos com a realidade envolvente, em especial quando ela é previsível, rotineira e chata, mesmo quando simula contornos dramáticos.
Eu explico-me de forma clara o possível, para que não fiquem sombras.
Em matéria geral de país estamos como somos, uns tipos que oscilam entre a euforia da pimenta e da expo e a depressão dos filipes e dos vencidos da vida. Só que com umas excitações fluoxetinadas pelo entremeio.
- Todos fazem o que o guião determina, mas como se assim não fosse: o governo deve apresentar um orçamento visto que é governo, a oposição deve contestar pois é oposição e o orçamento não é, nem deve, ser seu. A oposição que se quer afirmar como alternativa não pode aparecer como se fosse governo, a partilhar opções e os outros, nos seus papéis estereotipados, aparecem a clamar pelos seus princípios particulares.
- O presidente aparece como garante do bom-senso, da estabilidade e da convergência porque é isso que as suas funções determinam e um primeiro mandato exige. Não há aqui nada de novo debaixo ou acima dos céus. Pelo contrário, é confrangedor de tão inimaginativo. Uma pessoa sente vontade de colocar dois dedods na boca, mas para evitar o vómito entediado.
- Os opinadores opinam, uns ensinando a fazer o que não fizeram quando podiam, outros comentando e apontando erros e equívocos porque é essa a sua missão e o seu pão para a boca. Se dissessem que sim, é assim mesmo, perdiam o espaço, a função, a utilidade, a remuneração. E assim passámos a ter 12 quadraturas do círculo, 2 por cada canal generalista ou com n de notícias.
Em matéria de Educação vivemos outra ficção que não deixa de ser a realidade que é, mas com muita gente a fingir que podia ser de outra forma.
- O ME finge que existe enquanto entidade autónoma dos humores das Finanças, mas nem umas metas de aprendizagem consegue apresentar, que não sejam meros objectivos estatísticos de sucesso, sem qualquer conteúdo pedagógico.
- Os sindicatos, excepto a dezena que não sabemos se existe, fingem que não fizeram um acordo que validou parte do que existe e não teve qualquer das contrapartidas que insinuou que iria ter. Ensaiam-se umas contestações retóricas, clama-se por minudências, para ocultar que se perdeu o momento de conseguir algo. Sabem que agora é impossível, mas clamam uma indignação vazia de snetido, atendendo ao que pactuaram.
- Os professores dividem-se entre os que se iludem que é possível melhorar algo nos próximos tempos, ou pelo menos não perder mais, nisso fazendo eco de uma indignação sindical ou para-sindical, enquanto outros e vão acomodando ao novo modo de vida, mesmo se com queixas de que não queriam, a bigorna é que é pesada. Queixaram-se dos tituilares por açambarcarem funções, agora queixam-se porque já não as têm. Enconstam-se e esperam que o mundo seja lido e lhes seja escrito, porqiue dar aulas já cansa muito e é a sua função. No meio disto tudo ainda há os mais parvos do que os parvos, como eu, que pensam que fazer essa leitiura e essa escrita é útil para alguma coisa, quando bem se sabe que nem uma dezena de posts pode remover um artugo de um diploma escrito com os pés por um qualquer assessor jurídico do terreiro do paço e que nem uma centena resolve uma ssinatura de um representante em entendimento acordado a dormir.
E assim me parece que é o ponto em que as coisas estão, enquanto não estiverem pior, atendendo a tudo o acima escrito, descrito e validado.
Enquanto assim for, e como balão de oxigénio, concedam-me um punhado de posts curtos, compridos ou medianos, que me dêem algum prazer escrever, mesmo que pareçam desenquadrados das vossas aspirações.
Porque quando o prazer disto se for por completo, tudo se vai de vez.
Setembro 24, 2010
Setembro 24, 2010
Relatadoria Geral Desta República
Setembro 23, 2010
A Música (Com 30 Anos, C’um Raio) Do Umbigo
Posted by Paulo Guinote under Música do Umbigo, Memórias[16] Comments
Rui Veloso, Saiu para a Rua
Justíssima edição comemorativa, em especial dos 4 primeiros álbuns e do duplo ao vivo. Esta, como mais umas 10 ou 20, fazem parte de toda uma memória… Entre o divertido e o comovente… E as all-time favourites.
Setembro 23, 2010
Setembro 23, 2010
Torquemada
Posted by Fafe under Ninguém tem Culpa, Objectivos Individuais | Etiquetas: Actualidade póstuma |[38] Comments
Associações.
Setembro 23, 2010
Uma Nova Estratégia
Posted by Paulo Guinote under Conceitos, Inovação, Irrelevâncias, Irreverências, Isto é muito à Frentex...., Manifestações & Vigílias[45] Comments
Tornou-se recorrente o apelo a – perante tudo o que não tem funcionado – novas ideias, novas estratégias para a luta dos docentes.
Minhas amigas e meus amigos, os tempos não estão favoráveis para ganhos, apenas para limitação de estragos.
É nessa perspectiva que eu lanço daqui uma nova proposta de estratégia.
Assine-se logo de início um qualquer acordo e marque-se em seguida uma grandiosa manifestação para comemorar o ditoso acontecimento.
Setembro 23, 2010
Expliquem-me Lá Isto Como Se Fosse Mesmo Albino
Posted by Paulo Guinote under Dúvidas, Relatores[76] Comments
Há comentadores que lamentam terem sido relatores, sem hipótese de recusarem, na sequência de outros colegas (nomeadamente ex-titulares) se terem livrado da função.
Mas então… expliquem-me lá… se outros recusaram… é porque é possível…
Ou não?
Setembro 23, 2010
Isto Já É Delírio
Posted by Paulo Guinote under Deixa-me Rir, Delírios, Importa-se de Repetir?[33] Comments
Medeiros Ferreira, na TVI24, afirma que ainda há uma margem para aumento de impostos e que isso até pode levar a um aumento da poupança das famílias.
Meu caro ex-professor, sempre admirei a forma como elabora o seu pensamento em filigrana, mas esta fez-me rir: com menos dinheiro, poupando mais. Salazar, volta, que estás perdoado!
Setembro 23, 2010
Em torno do Orçamento.
O PSD não aceita negociar previamente o OE – o que não é nenhum crime de lesa-majestade – e parece que o mundo vai acabar.
O Presidente da República que promulgou uma série de obras e parcerias público-privadas, aparece agora a apelar ao bom-senso.
Isto é tudo uma treta. O OE pode passar apenas com os votos do PS, a abstenção da Direita e o voto contra da Esquerda.
Na SIC, José Gomes Ferreira coloca o dedo na ferida verdadeira: foram lançadas obras, foram feitas parcerias em que o Estado apresentou obra para pagar mais tarde e o tempo estrá a chegar. Há empresas municipalizadas com múltiplos gestores e mordomias variadas. Fundações financiadas pelo Estado.
Tudo isto é de uma enorme hipocrisia: o PSD necessita de se apresentar como alternativa, logo não quer parecer que é parceiro no OE. Ao governo convém dramatizar, para passar a responsabilidade para outrem. O Presidente quer parecer responsável, depois de ter validado a irresponsabilidade.
Tudo se resolverá, mas é preciso agitar as águas para todos fazerem prova de vida.
Setembro 23, 2010
Por Vezes, Em História, A Originalidade Pode Tornar-se Banal
Posted by Paulo Guinote under História, Penso eu de que..., Tese[20] Comments
Já aqui escrevi um par de vezes acerca da ambivalência que sinto quanto aos escritos de Rui Ramos. Acho-lhes qualidade, domínio assinalável da história política contemporânea, mas também detecto o gosto pelo artifício, as desafeições que toldam o olhar e o prazer de, por via das desafeições, fazer leituras dos factos que deixam um pouco a desejar em matéria de rigor ou poder explicativo.
Na revista Sábado de hoje (pp. 62-68) vem um texto seu (ou ensaio, sei lá…) sobre a implantação da I República, um regime com que ele parece embirrar particularmente.
Tudo bem, eu embirro com aquela zona do liberalismo que fica entalada no segundo quartel do século XIX, mas não é por isso que procuro explicações tautológicas para apoucar o período.
Sobre a República de 1910, Rui Ramos adianta duas teses, ou opiniões, para fundamentar a sua teoria mais geral de que o 5 de Outubro não foi uma revolução:
- O regime já era republicano antes de o ser, apenas estando por lá o Rei em termos formais.
- Não é possível tratar-se de uma verdadeira revolução porque «foi possível derrubar uma velha monarquia com a simples revolta de centenas de militares na capital», mesmo se «os revoltosos contavam com simpatia entre uma parte da população da cidade».
Isto é um bocado, digamos assim, falaccioso.
Porquê?
- Porque uma república com um rei, à época, chamava-se monarquia constitucional e, apesar de tudo, reservava ao rei poderes que um presidente não tinha e não apenas a hereditariedade do exercício do cargo.
- Da forma como Rui Ramos define como não-revolução o 5 de Outubro, poderíamos definir como não-revoluções todas ou quase as revoluções que na nossa História passam por tal. De 1820 a 1974, passando por 1926, as revoluções foram feitas por umas centenas de militares, com o apoio das populações locais.
Isto não deixa de ser curioso porque, da forma como Rui Ramos coloca as coisas, parece que ele só sconsiderará como revoluções as que correspondem a movimentações de massas.
O que o tornaria, pelo menos neste particular, um marxista bastante ortodoxo.
Setembro 23, 2010
Setembro 23, 2010
O que dizer de formadores fofinhos e new age que espalham a palavra da compreensão e da beatitude pelos professores, no sentido de saberem conter as suas emoções e canalizá-las de forma positiva, de modo a não prejudicar os alunos, mas depois dão o melhor dos exemplo nas classificações dos formandos, penalizando quem ousou colocar questões e levantou dúvidas?
Não deveriam os formadores fofinhos saber, eles próprios, demonstrar pelo exemplo que sabem aplicar aquilo que teorizam?
Setembro 23, 2010
O Segredo Das 701(Nem Mais 1, Nem Menos 1) Escolas Encerradas
Posted by Paulo Guinote under Megalomanias, Rede Escolar, Truques[11] Comments
Pelo que me apercebi há uns dias a fórmula foi simples: as escolas receberam todas ordem de suspensão, nuns casos com autorizaçõies excepcionais para continuarem em funcionamento pelo menos mais um ano lectivo.
Setembro 23, 2010
Isto Lembra-vos Alguém?
Posted by Paulo Guinote under A Verdade Acima de Tudo, Nevoeiro[8] Comments
How to tell when your boss is lyingIt’s not just that his lips are moving
(…)
Deceptive bosses, it transpires, tend to make more references to general knowledge (“as you know…”), and refer less to shareholder value (perhaps to minimise the risk of a lawsuit, the authors hypothesise). They also use fewer “non-extreme positive emotion words”. That is, instead of describing something as “good”, they call it “fantastic”. The aim is to “sound more persuasive” while talking horsefeathers.
Setembro 23, 2010
Eu Muitas Vezes Sento-me Todo Torcido
Posted by Paulo Guinote under Deixa-me Rir, Direita/Esquerda, Estudos[4] Comments
O que pode explicar muita coisa, de acordo com este estudo.
How you sit may affect how you vote
WHEN the French legislative assembly met for the first time, in October 1791, it organised itself in such a way that conservative members sat to the right and liberals sat to the left. Over the years, this arrangement became a metaphor for political views, with liberals being considered on the left of the political spectrum and conservatives being on the right. It seems, though, that these terms may be more than mere metaphor, for a study by Daniel Oppenheimer and Thomas Trail of Princeton University suggests that leaning left physically may cause an individual to lean that way mentally, too.
Setembro 23, 2010
A Ponderação Curricular – Despacho Normativo 24/2010
Posted by Paulo Guinote under Avaliação, Não os Assustem Agora![19] Comments
Para aqueles que de professores mantém o nome, carreira e progressões, mesmo se do trabalho quotidiano se vão libertando em funções de relevante interesse público ou social: deputados, assessores, governantes, sindicalistas, etc. Espero que tudo tenha sido negociado, sem dramas, em família.
O valor das ponderações é, no mínimo, curioso. Está tudo aqui.




















