Setembro 2010


… os Conselhos Gerais fizessem justiça às suas funções? Na Trofa parece que sim, mas estranho a cobertura dada pela DREN:

Afinal, Parece Que Os Directores Das Escolas Também Se Abatem

Quanto à alfinetada do Reitor, eu responderia com o post anterior… que subitamente passou a ter ele um rebanho solitário a acompanhá-lo na emergência liberal…

:P

E confesso desde já que é uma espécie de resposta ao que o Manyfaces definiu como o encostanço ao Estado. O que a ele faltou foi definir mesmo esses indivíduos como enco(e)stados. Um pequeno passo, simples, quiçá simplório (por isso ele o terá deixado para mim…), mas que aumentaria desde logo a imagética dos tipos políticos nacionais.

Mas o que eu gostaria de apresentar aqui é o conceito do acagachado. Mais em particular do luso-liberal acagachado, que é uma mistura de acagaçado com agachado. É, pois, aquele tipo que se acagaça demais para dar a cara por um projecto, pelo que se agacha atrás de alguém escolhido para testa-de-ferro.

Pedro Passos Coelho não merecia estar rodeado, ou melhor (porque rodear implicaria que alguns ficariam à sua frente, mais expostos aos olhares), empurrado por tantos acagachados, sem coragem para formar o sebastiânico Partido Liberal que arrancaria Portugal às trevas do esquerdismo graças ao apoio de 2 a 3% de vanguardistas. Uma espécie de leninismo de direita, mas sem a parte da determinação.

Disclaimer: Não estou a chamar acagachado ao Manyfaces. Mas ele saberá ao que e a quem me refiro.

… sobre aquele senhor que em Lamego tem um placa à porta a anunciar que é deputado (e cuja imagem já recebi umas dezenas de vezes). Há níveis mínimos de inteligência a manter no tema dos posts, mesmo quando me queixo da ignorância dos meus alunos em matérias básicas.

… quanto ao resto é apenas ignorância básica quanto às subtilezas e diferenças entre o léxico político dos dois lados do Atlântico. Nada que umas lições de Introdução à Política nas Novas Oportunidades não resolvessem, mas nesse trimestre o professor estava de folga…

Sócrates confundido com comunista em Nova Iorque

(…)

A posição de José Sócrates foi assumida no Fórum Mundial de Líderes, na Universidade de Columbia, onde assustou a plateia quando se definiu como um político “socialista”. Nos EUA, a palavra é sinónimo de comunista, o que criou ruído de fundo entre os alunos da universidade, e José Sócrates teve de “clarificar” que um socialista na Europa “é o que nos Estados Unidos se chama liberal democrata”.

Já agora, nos EUA, em termos políticos, não há o conceito de liberal não-democrata sem ser na cabeça do Rush Limbaugh ou de Glen Beck.

E podem dizer-me o que quiserem do estudo que fizeram e a quem fizeram. Os 93%, pura e simplesmente, não correspondem à verdade. A menos que seja 93% dos professores já usou, pelo menos uma vez, o computador para esse efeito.

Gostava e saber quem o usa com regularidade em sala de aula e que se explicasse o que significa fazer testes.

Anote-se ainda que, no ano lectivo transacto, 0% dos professores do 1º ano puderam fazer fosse o que fosse porque não houve Magalhães para ninguém.

Um quinto dos professores usa Magalhães para fazer testes

Um inquérito feito a professores de 1º ciclo revela que 93% desses docentes usa o Magalhães para ensinar os alunos a utilizar o computador mas menos de um quinto (19%) fá-lo para lhes aplicar testes. Até final do mês mais de 22 mil MG2 chegaram [sic] às escolas.

Nos próximos 10 dias vamos ter um esforço notável por colocar notícias destas na imprensa. O problema é que o efeito da propaganda em torno do centenário da República não resistirá à apresentação da proposta de OE e à deprimente vida política em seu redor.

… porque já não posso com uma gata ao colo, quanto mais agarrar-lhe o rabo.

“Tenho ouvido o Presidente dizer palavras sensatas”

(c) Francisco Goulão

Aparentemente fiquei rico sem ter jogado…

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Regards,
William Wilcox




Lady Gaga, Paparazzi (acústico)
Temper Trap, Fader
Goldfrapp, Ooh La La
Florence and the Machine, You’ve Got the Love

Tango?… Qual Tango?

Are You Tanguing To Me?

Na falta de uma colecção de cromos encavalitados, há uma de cavalinhos, com chave mágica e tudo.

E têm crina e tudo.

Para mais de 4 anos, o que confere.

Isto é bués coiso.

Falta de funcionários obriga mães a limpar a escola, Cordinhã, Cantanhede.

.
Falta de funcionários nas escolas levam a Confap e a Associação Nacional de Municípios a pedir ao parlamento para alterar as regras de contratação.

O que esta gente faz para poupar um mês de salário a pagar às funcionárias, desculpem, assistentes operacionais.

2010 State of the Blogosphere Survey – please give us 15 minutes.

Since 2004, Technorati has been tracking the Blogosphere through our State of the Blogosphere study. The goal of the study is to create a complete snapshot of the activities and interactions that make up the Blogosphere by asking you, the bloggers, to share some information about your habits. The survey includes questions like how, when and why you blog. Is this a side business, full time job or something you do for fun?

Please feel free to send this link to other bloggers you know. And be sure to check back on Technorati.com in November for a summary of the results.

The 2010 State of the Blogosphere Survey: http://research.opinionguru.com/mrIWeb/mrIWeb.dll?I.Project=A17275

Thank you!

(c) Antero Valério

Agora há apenas o atentado…

Sócrates acusa Passos Coelho de comportamento «impróprio»

M={X|X∉X}

… aquele que fez um dos primeiros turnos na função de coveiro da credibilidade da res publica…

“Esta é uma altura de salvação nacional”

O antigo líder dos social-democratas apela para que o “bom senso regresse rapidamente” ao líder do PSD e ao primeiro ministro.

“O que se passou nos últimos dias é um momento lamentável da vida política portuguesa e espero que termine muito depressa, termine já”, disse Pedro Santana Lopes.

E até simpatizo com o homem, porque parece genuíno, mas  o Tino de Rans também é e nem por isso…

… que está aqui sobre a possibilidade do OE não ser aprovada (o que o Expresso desmente e eu acredito porque eles têm boas fontes e melhores correntes).

Ao que parece as opiniões estão bastante divididas, embora com um predomínio para quem acha que seria porreiro o sistema de duodécimos (23%) e quem acha que, mesmo assim, é gravezito (19%).

Recupero aqui uma leitura sugerida há mais de três anos e meio sobre a ascensão da mentira como táctica e estratégia política em Inglaterra com o New Labour.

A obra em causa chegou a estar nas sugestões da barra lateral do Umbigo, antes de alguns problemas que levaram a uma remodelação que ficou a meio, pois é de leitura essencial para compreendermos como a derrapagem da nossa política mais não é do que um reflexo de metodologias experimentadas lá fora para manter o poder a todo o custo.

Eis uns curtos excertos:

New Labour under the leadership of Tony Blair took the view at a very early stage that it was quite legitimate to deeive in order to obtain power. The leadership seems to have felt that the Tories were so disgisting, and the alternative offered by Labour so thoroughly desirable, that almost any tactic short of political assassination was legitimate.

(…)

It is impossible to identify a precise moment when the New Labour government started to lie. It fell just into the habit. It did so without realising it, or admitting to itself it what was doing. In its own mind it remained honest, truthful and a standing reproach to the lying Tory government wich had preceded it.

It was almost as is there was a parallel world. One was lived in by ministers, their spin-doctors and spokespeople, while the other was inhabited by everyone else. Their remarks may have contained a special logic of their own, but were otherwise disconnected from real events. Ministers ceased to state what was really the case. Instead they made statements based on what they would like to have been the truth. (pp. 31-32 e 66)

A mentira

É mentira que os responsáveis do PS tinham razões para acreditar, durante a campanha eleitoral das últimas eleições legislativas (Setembro de 2009), que era possível cumprir o programa de obras públicas previsto no Programa do Governo e simultaneamente consolidar as contas públicas.

(…)

De todas as coisas más que aconteceram à política portuguesa nas últimas décadas, a banalização da mentira é certamente a pior. A mentira destrói qualquer viabilidade de construção de uma relação positiva dos cidadãos com os poderes públicos, corrói a confiança nos políticos até ao grau zero, mina o optimismo no futuro e, sobretudo, cria comportamentos desmobilizados e irresponsáveis nos governados. A mentira faz com que os políticos pareçam tolos e, sobretudo, faz com que não pareçam honestos – apenas adia a necessidade de confronto com a verdade, fazendo depois com que esse confronto doa muito mais, como uma dor de dentes que não é tratada. Por tudo isto, continuar a dar a entender que é patriótico alimentar uma confiança cega na nossa economia e que é contra os nossos interesses confrontar-nos com a verdade é uma das coisas mais irresponsáveis que ouvi.

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