… pois já dominam o F*** You e o Suck My D*** (ou T****, que as miúdas também não se acanham) a caminho das aulas e ou se finge que não é nada (entre 93,4% e 98,7% do pessoal docente) ou então fazemos parte da minoria que ainda os espanta por reagir.
Crianças dizem mais palavrões cada vez mais cedo
Setembro 29, 2010 at 9:02 am
Ainda não obtive a minha formação/ certificação de Inglês Tétrico portantos não sei bem o que as infantas dizem, pelo que nem sei em que categoria me meto.
Setembro 29, 2010 at 9:21 am
As crianças são filhas da sociedade.
Setembro 29, 2010 at 9:25 am
Também entre os estudantes universitários é recorrente… Perde-se a noção da carga e do contexto que o calão tem e toma-se por linguagem corrente. É a banalização da agressividade e da violência verbais.
Setembro 29, 2010 at 9:33 am
Se não os ouvirem em casa também não os repetem na rua.
São educações.
Setembro 29, 2010 at 9:37 am
Até eu que sou do Norte, carago, fico com os cabelos em pé, tal é o chorrilho de palavrões.
Setembro 29, 2010 at 9:40 am
e a cara de espanto deles quando lhes chamo a atenção:-oh!prof mas isto não tem nada de mal!!!
Setembro 29, 2010 at 10:03 am
A propósito do caminho para as aulas: Uma colega sofreu uma bolada violenta que a levou ao hospital e a uma série de consultas. Dizem-me que, como o incidente ocorreu fora da sala de aula (à entrada, ia abrir a porta), não é considerado um acidente de trabalho… será verdade?
Por outro lado, os dez ou cinco minutos dos intervalos não são contabilizados para nada nos horários. Deveremos empenharmo-nos muito em questões de disciplina, com um estatuto disciplinar que permite aos alunos, se assim o quiserem, mandar-nos pó ca…lo todos os dias, sem qualquer consequência?
Setembro 29, 2010 at 10:29 am
Num reputado centro comercial lisboeta, há poucos dias atrás, assisti a um diálogo esclarecedor sobre esta temática.
Uma avó, na casa dos 50 anos, muito bem parecida, juntava pipocas no chão, entornadas pelo neto, miúdo com uns 6 ou 7 anitos.
Enquanto o fazia, dizia com voz agastada e sonora q.b.:
“- Já não basta ter de limpar a mer** que fazes lá em casa, quanto mais aqui!”
É só um exemplo de como de pequenino é que se “forma” o pepino.
Setembro 29, 2010 at 10:32 am
É a sociedade da informação em acção!…
Setembro 29, 2010 at 10:36 am
Então ainda não sabem?
Isto é o tuga técnico.
Aprende-se todos os dias, inclusive ao Domingo.
E depois, em Língua Portuguesa, ainda querem que os pobres miúdos aprendam o funcionamento da língua!… Isso já eles sabem…
Porreiro, pás.
Setembro 29, 2010 at 10:50 am
Neste momento as miúdas têm um linguajar mais impróprio do que qualquer rapaz. tratam-se por c****s e p*****s…. com uma facilidade espantosa e não vêem nada de errado nisso o que é bem mais grave!
Setembro 29, 2010 at 10:50 am
“Ex-primeiro ministro espanhol considera que está a ser incubada uma nova crise financeira
…
EUA e Europa não se entendem para tarefa keynesiana
“Nem sequer os Estados Unidos e a Europa se põem de acordo no G-20 sobre como reformar as finanças mundiais e não acredito sequer que haja uma proposta”, realçou.
O problema é que, segundo González, “a Europa já leva 15 anos sem enfrentar os problemas estruturais que deveria enfrentar”, ao mesmo tempo que “o ‘gap’ tecnológico com os Estados Unidos é maior e a China continua a pressionar”, avaliou. “E continuamos sem admitir que a Estratégia de Lisboa fracassou”, comentou.
Para González, o desafio radica em assumir “uma tarefa um pouco mais keynesiana”, de “reformar o funcionamento do sistema para o salvar de si próprio”.”
http://tinyurl.com/2vtwmlo
Setembro 29, 2010 at 11:05 am
É o Vernáculo, senhores!
É a Hiperbolização da linguagem estético- estilística ao serviço da expressão de sentimentos!!
Quão ignorantes somos!!!
Setembro 29, 2010 at 11:11 am
obscenity has many faces:
Currículo para americano ver
Currículos de Sócrates variam consoante os sítios: PS, Governo ou Universidade de Columbia.
Primeiro-ministro tem três currículos oficiais diferentes. José Sócrates aparece como fundador da JSD e licenciado em Coimbra no currículo oficial fornecido a uma universidade dos Estados Unidos.
Saiba mais na edição em papel do jornal ‘Correio da Manhã’
Setembro 29, 2010 at 11:25 am
#4
Falso.
Setembro 29, 2010 at 11:33 am
#Vê-se que não tem adolescentes em casa…
Eu tenho um pré-ado que em casa e, muito especialmente, junto da mãe não os diz, porém, na escola, com os colegas tem que se sentir “enturmado”
Setembro 29, 2010 at 11:34 am
SorrY, o comentário 16 dirige-se ao #4.
Setembro 29, 2010 at 11:40 am
Fónix! Porque será?
Setembro 29, 2010 at 11:51 am
Começamos a andar cada vez mais cedo; começamos a falar cada vez mais cedo; começamos a formar-nos cada vez mais cedo; começamos a dizer palavrões em público cada vez mais cedo.
Será sintoma de evolução da espécie?
Desde a primária e durante todo meu tempo de estudos, trocávamos entre nós todo o léxico disponível de palavrões, em português, mas nunca na presença de adultos.
Sei que os meus mais novos (13 e 15) trocam entre si e com os amigos os maiores chorrilhos de palavrões, mas só por distracção o fazem em casa.
Sei por experiência com amigos criados de tenra idade em países estrangeiros que os palavrões ditos noutra língua que não a mater não têm a mesma violência dos pronunciados em vernáculo.
Conto-vos uma história a que assisti há cerca de trinta anos:
O pai, reitor universitário, da janela do primeiro andar, para a filha, dezoito anos, que conversava no portão com um namorado de quem ele não gostava:
- Já vais f****?
Ela:
- Qual é o teu problema? a c*** é tua?
Será que as coisas pioraram de facto ou só estão mais evidentes?
Setembro 29, 2010 at 12:13 pm
A mim o que me espanta é o vosso espanto.
Estamos a colher os frutos da educação e da pedagogia fofinhas que nos vêm impingindo nas últimas décadas.
Não esquecendo os Sampaios, Sás e demais “pisicólogos paradigmáticos” que bem têm contribuído para isto.
Setembro 29, 2010 at 12:29 pm
Continuo e continuarei a fazer parte da minoria que ainda os espanta.
Setembro 29, 2010 at 12:48 pm
Os pais têm uma noção, a maior parte das vezes enviesada, sobre o comportamento dos filhos noutros contextos, para além da família.
Todos nós temos também esse tipo de comportamentos diferenciados, e ainda bem que assim é, porque daí advém a riqueza da vida e a capacidade de perceber o mundo real em diversas perspectivas.
Por outro lado, a escola “abriu-se ao mundo” e portanto é natural que deixasse de ser um território especial e protegido, com regras rígidas e particulares, por exemplo ao nível da relação de respeito que devia presidir à imagem de “autoridade” do docente.
O eduquês e o igualitarismo são os progenitores deste estado de coisas, quando colocam a escola ao serviço do assistencialismo do estado.
Os clientes têm sempre razão.
Setembro 29, 2010 at 12:52 pm
e a nível de profs, como estamos na estatística? Não a nível privado, claro, mas assim na área da escola… há muito ou pouco palavrão/ brejeirice?
Setembro 29, 2010 at 12:52 pm
Eu sou dos que reage…
Setembro 29, 2010 at 12:56 pm
eu já me queixem aqui, em tempos, mas depois de ter visto o vídeo da Belita, estou um bocadinho mais condescendente com os colegas que dizem demasiado calão e palavrão, alto e NA escola!
Setembro 29, 2010 at 1:13 pm
O palavrão, isoladamente, não significa muito sobre quem o profere. Conheço gente que me merece toda a consideração e respeito e que diz palavrões. Estou a lembrar-me de uma amiga, mulher fantástica que não se coíbe de os dizer. Por outro lado, conheço autênticos camafeus de quem não seria amiga 1 horita q fosse e que nunca, pelo menos perto de mim, os dizem.
Setembro 29, 2010 at 1:14 pm
Relativamente aos alunos, reajo imediatamente, sem moralismo. Normalmente acatam.
Setembro 29, 2010 at 1:23 pm
Quarteira: Agressões terão ocorrido na Escola 2,3 D. Dinis e nas suas imediações
Aluno denuncia bullying
O pai de um aluno da Escola 2,3 D. Dinis, de Quarteira, no Algarve, queixa-se do filho ter sido alvo de bullying por colegas mais velhos.
“Quatro alunos do curso de Educação Formativa, com cerca de 17 anos, queriam obrigar o meu filho, de dez anos, a chamar nomes à professora. Como o Samuel recusou e os denunciou à docente, vingaram-se”, contou ao CM Rui Costa, pai do jovem aluno.
“Na sexta-feira, obrigaram-no, à estalada, a comer pequenas pedras. No domingo, o meu filho estava a brincar na rua, perto da escola, com outros jovens. Vieram os agressores e meteram-no, à força, dentro de um caixote do lixo público”, refere Rui Costa, revoltado com o facto de ainda lhe terem arremessado uma beata a arder para dentro do recipiente. “Para o miúdo não sair, colocaram uma pedra na tampa. Só meia hora depois, os outros amigos do Samuel alertaram um adulto que passava no local e que libertou o meu filho”, salienta Rui Costa, insatisfeito com a direcção da escola. “Receberam-me no hall de entrada e mandaram-me falar com a GNR”.
Fonte do conselho directivo disse ao CM que o “aluno é problemático e de difícil integração”, adiantando que “criou muitos problemas no ano passado e tem sido acompanhado pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens”.
in Correio da Manhã de 29.9.2010
Setembro 29, 2010 at 1:30 pm
caneta
estou de acordo com tudo o que diz, por isso falo da diferença entre privado e NA escola. Acho que grandes pessoas que usam frequentemente o calão, sabem que na Escola não o deverão fazer. Acho eu.
Embora, cara caneta, com o fim dos nossos “privilégios” mais o que para aí vem… vamos ficar libertos para não nos “censurarmos”. Quando penso no Socrates, na Belita e afins só me vêm palavrões à tola!
Setembro 29, 2010 at 1:36 pm
É Inglês Técnico, Senhor!!!
Setembro 29, 2010 at 1:40 pm
Pedido de favor, aos visitantes deste post:-) nada a propósito, mas preciso:
Alguém se lembra em que ano as “reprovações” de ano passaram a chamar-se “retenções”? E que passou a ter que se fazer relatórios e coisa e tal para “travar” as ditas re…ões. Eu acho que foi também a altura das “competências” em vez de “objectivos” …
Setembro 29, 2010 at 1:52 pm
# 30
Isto fez-me lembrar aquela anedota do “Apalpate mai tites!”"
Setembro 29, 2010 at 2:55 pm
#31,
Início dos anos 90. Salvo erro 1991/92 ou 1992/93, mas isto é assim de memória…
Setembro 29, 2010 at 3:16 pm
“Alguém se lembra em que ano as “reprovações” de ano passaram a chamar-se “retenções”? E que passou a ter que se fazer relatórios e coisa e tal para “travar” as ditas re…ões.”
Foi em 1992. Mais concretamente através do Despacho Normativo nº 98-A/92, de 19 de Junho. Era ministro da educação Couto dos Santos.
Setembro 29, 2010 at 3:31 pm
#34,
Correcto. Foi aprovado no final de um ano lectivo (1991/92) para entrar em vigor no seguinte (1992/93).
Lembro-me bem que antecipámos as regras numas reuniões de avaliação do 9º ano, em nome da não-discriminação, de tão entusiasmados que ficámos com as novas regras.
Setembro 29, 2010 at 5:40 pm
Muitíssimo obrigada!!! Pois, como me lembro tão bem de tudo isto… sobretudo uma senhora doutora da ESE, tipo Belita, a tentar explicar-me a ENORME diferença entre objectivos e competências… mais mais divertido é que acreditava (ou fazia de conta que acreditava) que tal iria “mudar” o paradigma e, mais ainda os resultados dos alunos… desculpe mas só de escrever este comentário, relembrando-me daquela “cena” estou a rir-me memo, memo, muito!
Mais uma vez muito obrigada Paulo Guinote
Setembro 29, 2010 at 6:09 pm
ainda ontem dei “umas colherzinhas de chá a uma garota de 12 anos que BERRAVA palavrões às voltas num bloco…. perseguindo um colega…. quando lhe disse que assim eu ficava a pensar que aquela linguagem era a de casa, continuou…. e é minha aluna…. tenciono dar-lhe muitos litros de chá ao longo do ano!!!!
è tão feio ver os miúdos a usar 5 palavrões em cada frase…..e aos berros!