E confesso desde já que é uma espécie de resposta ao que o Manyfaces definiu como o encostanço ao Estado. O que a ele faltou foi definir mesmo esses indivíduos como enco(e)stados. Um pequeno passo, simples, quiçá simplório (por isso ele o terá deixado para mim…), mas que aumentaria desde logo a imagética dos tipos políticos nacionais.
Mas o que eu gostaria de apresentar aqui é o conceito do acagachado. Mais em particular do luso-liberal acagachado, que é uma mistura de acagaçado com agachado. É, pois, aquele tipo que se acagaça demais para dar a cara por um projecto, pelo que se agacha atrás de alguém escolhido para testa-de-ferro.
Pedro Passos Coelho não merecia estar rodeado, ou melhor (porque rodear implicaria que alguns ficariam à sua frente, mais expostos aos olhares), empurrado por tantos acagachados, sem coragem para formar o sebastiânico Partido Liberal que arrancaria Portugal às trevas do esquerdismo graças ao apoio de 2 a 3% de vanguardistas. Uma espécie de leninismo de direita, mas sem a parte da determinação.
Disclaimer: Não estou a chamar acagachado ao Manyfaces. Mas ele saberá ao que e a quem me refiro.

Setembro 26, 2010 at 2:29 pm
Não sei porquê mas o seu post faz-me visualizar um grupo de forcados com o Passos Coelho à frente, o que levanta duas questões:
Eles preferem a pega de caras ou de cernelha?
Quem é o cornudo no meio disto? É que esse acaba no talho.
Setembro 26, 2010 at 2:30 pm
O PPC goza ilegitimamente do benefício da dúvida.
Setembro 26, 2010 at 2:31 pm
#1,
Raios, raios, raios… essa do grupo de forcados era tão boa ou melhor do que o gato gordo escondido atrás do peixinho vermelho…
Setembro 26, 2010 at 2:40 pm
Podemos começar a fazer umas listas:
1. Os encavalitados;
2. Os adesivados;
3. Os granadeirados;
4. Os encagachados.
Setembro 26, 2010 at 2:43 pm
Gato gordo?
Peixinho vermelho?
Olhem qu’eu ainda tenho a Nêspera para dar. Alguém quer uma cadelinha lindaaaaaaaaaaa, cor de nêspera, com 1 mesinho???
Setembro 26, 2010 at 2:47 pm
É uma linda oferta para este Natal, em tempos de crise, escusam de andar p’los shopings, põem a cedelinha num cestinho de verga, rosa, e u lacinho da mesma cor…rosa???? eu disse rosa?! ai, não faz-me lembrar o PS, ponham um laço salmão. Salmão? eu disse salmão? isso faz-me lembrar os robalos do outro…
Esqueçam! Não ponham laço mas ofereçam aos vossos filhos um animal, de preferência adoptado.
Setembro 26, 2010 at 2:53 pm
#4,
Atenção em 4 – Acagachados.
“Encagachado” já me parece um cruzamento de encavalitado com acagachado.
Já exige mais pesquisa, reflexão e, em última análise, a constituição de um think tank.
Setembro 26, 2010 at 2:53 pm
#5,
Ter a nêspera para dar não é expressão que se use em algumas partes do país, sem ter de dar o corpo ao manifesto.
Setembro 26, 2010 at 2:57 pm
#8
É o nome da cadelinha, homem!!
Setembro 26, 2010 at 2:58 pm
#8, lolololllllllllll
Setembro 26, 2010 at 2:59 pm
Vou ouvir das boas, agora…
Setembro 26, 2010 at 3:00 pm
Caneta, não tarda nada alguém põe aqui o poema da nêspera.
Setembro 26, 2010 at 3:00 pm
Eu não tenho culpa de ter crescido num quarteirão com muitos dialectos regionais.
Mas longe de mim querer atrapalhar quem tenha a nêspera para dar.
O dia está ameno…
Setembro 26, 2010 at 3:01 pm
E já lixei o post a mim mesmo.
Mas realmente não resisti…
Setembro 26, 2010 at 3:01 pm
Valha-me santo Albino, não tarde vem a brejeirice…
Setembro 26, 2010 at 3:02 pm
#14
Pois foi.
Eu não fui, estava a fazer um apelo à adopção de animais, o que só me fica bem…
Setembro 26, 2010 at 3:04 pm
Ó Paulo, aproveite enquanto eles almoçam e delite este post, fica um segredo entre eu, a reb e o Paulo.
Setembro 26, 2010 at 3:04 pm
entre eu???
enfim…
Setembro 26, 2010 at 3:05 pm
#13, Já ouvi falar em “figo”, agora em nêspera… ?
Setembro 26, 2010 at 3:06 pm
Ó reb, não piores, disfarça.
Setembro 26, 2010 at 3:08 pm
“Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver o que acontecia
chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera!
e zás, comeu-a
é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar o que acontece.”
in “Novos Contos do Gin” de Mário-Henrique Leiria
Observações: assim está a cadelinha – esperando, esperando, esperando…
( foi, apenas, uma pequena graça).
Setembro 26, 2010 at 3:09 pm
Setembro 26, 2010 at 3:10 pm
OK, Caneta. Fica aqui, então, o “Poema da Nêspera”, muito usado no biénio avaliativo de 2007/2009:
“Uma nêspera
Estava na cama
Deitada
Muito calada
A ver
O que acontecia
Chegou uma Velha
E disse
Olha uma nêspera
E zás comeu-a
É o que acontece
Às nêsperas
Que ficam deitadas
Caladas
A esperar
O que acontece”
(Mário Henrique Leiria)
Setembro 26, 2010 at 3:11 pm
Estava à espera de o quê!!!
Setembro 26, 2010 at 3:11 pm
#21, LOLOL
Enqto eu buscava o poema no google, antecipaste-te.
Setembro 26, 2010 at 3:11 pm
Teve azar, calhou-lhe a velha…
Setembro 26, 2010 at 3:13 pm
Terá sido de caras ou de cernelha?
Setembro 26, 2010 at 3:18 pm
Rifão Quotidiano
Uma nêspera estava na cama
deitada muito calada
a ver o que acontecia.
Chegou a velha e disse:
Olha uma nêspera, e zás!
Comeu-a.
É o que acontece às nêsperas
que ficam deitadas caladas
a esperar o que acontece.
Mário Henrique Leiria
Eu só fui buscá-lo ao meu blogue…
Setembro 26, 2010 at 3:19 pm
#25
Só quis proteger a cadelinha!!
Se ela me ouvisse, aconselhava-a a ligar para a linha de apoio aos animais…
É lamentável que pessoas e animais não possam escolher o seu nome quando nascem!!!
O que eu penei para me resignar com o que me calhou em rifa!!
Setembro 26, 2010 at 3:40 pm
Modesto contributo para o esboço de uma tipologia do acagachado.
Peguemos sem detença no exemplo do acagachado-mor do nosso regime – o prof. Martelo.
Martelo desde pequeno se viu – e este é o traço fundamental que convém reter – como destinado aos mais alto voos; numa redacção da 4ª classe disse que “queria ser 1º ministro quando fosse grande”.
Fez-se estudante brilhante, mas as moçoilas a quem enviava poemas e fazia os tpcs eram comidas pelos mais afoitos. Começa a desenvolver um secreto e indeclinável ressentimento contra o mundo.
Vai para jornalista-comentadeiro e aí começa a sua vingança. Zurze expressa e semanalmente os actores da cena política, destilando a sua verve verrinosa contra essa mediocridade que ele, decididamente, não percebia como podia medrar de modo tão triunfal. O ressentimento acumula-se, torna-se mais intelectualizado e sibilino.
Os carreiristas começam a dar-lhe algum crédito – as orelhas ardem… – e propõem-se dar-lhe uma oportunidade (é o que pensa, quando no fundo os outros perceberam que é assim que se podem vingar dele). A sua retórica mais requintada embasbaca os mais papalvos, o seu maquiavelismo requentado deslumbra os aspirantes à govrnança. Porém, não resiste ao embate com a realidade comezinha de um partido que quer é engrossar as hostes à custa de cargos e promessas e habitar o poder para melhor o fazer. O ressentimento refina, torna-se mais astucioso, almeja desforras.
A tv dá-lhe a oportunidade de, graças ao seu verbo fácil e no meio de uma classe política cada vez mais boçal, se tornar o comentadeiro do regime. Comenta tudo e todos, com mais desenvoltura do que profundidade e reflexão. Vingança, serve-se dela dela mesmo a quente.
Acompanha-o a consciência amarga de não ter passado de um orgulhoso Rechilieu de bastidor, que passou ao lado de um destino que desde cedo anteviu glorioso na terra pátria.
A sua hora ainda virá? Ou ficará na memória (e quiçá na história) como o Acagachado do Regime?
Setembro 26, 2010 at 3:44 pm
Que dirá o Many disto?
Economia da Irlanda causa surpresa ao recuar 1,2% no 2º trimestre
SÃO PAULO – A economia da Irlanda teve contração de 1,2% no segundo trimestre, em relação aos três meses anteriores. O resultado causou surpresa em muitos analistas, que esperavam crescimento no período.
Vale notar que o Produto Interno Bruto (PIB) do país expandiu-se 2,2% entre janeiro e março, na comparação com o trimestre antecedente. Inicialmente, porém, essa taxa de crescimento foi estimada em 2,7%, mostrou o departamento de estatísticas irlandês.
Em relação ao intervalo de abril a junho de 2009, o PIB apresentou recuo de 1,8%. Essa queda foi mais marcada do que aquela apurada no primeiro trimestre, ante mesmo período do ano anterior, de 0,9%.
O desempenho econômico da Irlanda deve despertar mais cautela entre os investidores, que já carregam o temor de incumprimento no pagamento dos compromissos do país.
Setembro 26, 2010 at 5:21 pm
Azeitona, Nêspera. Com estas modernices ainda temos um Snoopy ou Bóbi ou Pantufas…..
Que nomes é que esta mulher terá arranjado para os filhos?
Setembro 26, 2010 at 5:23 pm
#32
Também há o Algodão, foi hoje para a nova dona.
Setembro 26, 2010 at 5:23 pm
#14,
Lol…Lol…
Setembro 26, 2010 at 5:25 pm
Eu dei-lhe os nomes segundo o aspecto deles e a cor. O Algodão é um branco felpudo, a Azeitona é pretinha e tem um olho cor de azeitona, a Nêspera é cor da dita, havia o Bomboca, pretinho e gordinho, a Branquinha magrinha e o outro castanhinho não tinha nome, sei q se chama Pantufa…
Setembro 26, 2010 at 5:26 pm
Algodão, ainda vá….agora Nêspera…..
Setembro 26, 2010 at 5:28 pm
O que tem ser Nêspera??? Expliquem-me. Eu adoro nêsperas.
Setembro 26, 2010 at 5:30 pm
Atencao, que o primeiro-ajuda e muito importante , e muitas vezes e o que sai mais mal tratado quando a pega da para o torto.
Setembro 26, 2010 at 5:50 pm
Pois caro Paulo, já que utilizou (e fez muito bem) o conceito do encostanço para chegar ao acagachanço, permita-me dizer-lhe que se o esconstanço é abjecto, já o acagachanço é na conjuntura actual, absolutamente legítimo aqui pelas hostes liberais. Eu próprio me poderei considerar um acagachado, a torcer para que o forcado da cara (o Passos) não se rebente todo logo à primeira tentativa de pega. E não sou sequer um primeiro ajuda, estou cá mais para traz quase ao pé do rabejador. Pois senão vejamos, de que outra forma podem esses tais 2 a 3% de leninistas de direita chegar ao poder e salvar o País? Sim, porque como qualquer boa vanguarda achamos que é isso mesmo que está em causa: a salvação da Pátria. A resposta é: acagachando-se. Porque em confronto directo não vamos lá. Se parecermos muitos e sairmos da trincheira ao mesmo tempo a brigada socialista faz-nos a folha em 3 tempos. Enquando a revolução liberal não se dá há crianças para alimentar e contas do talho para pagar… e sobretudo a noção exacta de que o adversário é superior em número e em meios. A estratégia tem de ser muito bem conduzida, feita de cavalos de Troia, forcados atirados à arena para testar o Toiro e mentiras úteis e cabeludas (“não, não somos a favor de liberalizar os despedimentos, Deus nos livre”)… Porque com diria o meu camarada Henrique Raposo: meu “caro amigo” Paulo Guinote, se o Povo não chega ao liberalismo o liberalismo tem de se chegar ao Povo! Mas, tal como na revolução Marxista leninista, também esta se terá de fazer em 2 fases, sendo que a primeira é nem mais nem menos do que o “liberalismo acagachado”. Passada esta etapa transitória e com o Povo finalmente do nosso lado, então sim avançaremos para o “liberalismo a descoberto”. Até que isso aconteça é natural que o camarada Passos ainda dê umas boas voltas à arena nos cornos do Toiro sem que das trincheiras surja grande ajuda… mas ele sabe que estamos lá só à espera do timing certo! Toda a revolução tem os seus mártires, os que se chegam à frente! Força Passos, como o Toiro não foi picado é natural que ainda passes um mau bocado pá…!
Saudações liberais,
“Todo o encostanço será punido”
Setembro 26, 2010 at 6:07 pm
http://resistir.info/losurdo/losurdo_22set10.html
Setembro 26, 2010 at 6:14 pm
#39,
Detalhe de somenos: ainda haverá talhos num Portugal Liberal? Ou apenas centros comerciais non-stop?
Agora a sério: o PPC não merece o que lhe estão a fazer.
Acredito que o MF ou o Henrique Raposo e mais alguns até sejam apoiantes que saltariam em devido tempo de no salvar de ser colhido, mas a maioria dos acagachados são-no assim desde os tempos do Cavaco final.
Andam por aí, mas coiso e tal, não se descobrem e encobrem-se logo que há hipóteses de negócio (tipo Aguiar Branco, apresentado como um “liberal” do Porto, a mais liberal das cidades).
Há umas semanas, em brincadeira, chamei ao R. Moita de Deus, “Carbonário de Direita”, mas mesmo assim é um carbonário benigno, que escreve e faz uns happenings e tal.
Assim não vão lá. O país não está convosco e eu percebo que queiram mudar o país, mas nesse caso precisam de alguém que perceba de estratégia e não de amadores perante a máquina oleada do engenheiro.
É que com tudo na mão – e não estou aqui a dizer se é bom ou mau, acho que sobrevivo de qualquer maneira, tenho escassos vícios – têm conseguido desbaratar tudo.
Até parecem uma Plataforma Sindical, em que há os que só aparecem para agarrar na bandeira e ficar no retrato em dias de festa e os que dão a cara acreditam em compromissos “secretos”.
Nesse aspecto, há uma divertida semelhança…
Setembro 26, 2010 at 6:20 pm
Pergunto: os agachados mas não muito acagaçados ( os do money a sério) não se encavalitam em qualquer toiro, seja ele liberal ou libertino?
Ou, por outra, entre os dois partidos do centrão, há algum mais “liberal” que o outro?
( não falo em versões fracturantes do conceito “liberal”)
O que me parece é que não há ideologias, mas sim interesses pessoais.
Setembro 26, 2010 at 6:25 pm
Merece.
Setembro 26, 2010 at 6:47 pm
E penso que podemos considerar os festivais rock e o futebol, como sendo os peoes de brega, para tirar o touro das tabuas.
E quando chega as eleicoes, saem os cabrestos para levar o touro para dentro.
Setembro 26, 2010 at 6:53 pm
#42
“O País não está convosco e eu percebo que queiram mudar o país”
Queremos mesmo. Porque acreditamos que o Pais não está connosco porque se viciou numa droga dura de que não se consegue libertar (a mama do estado).
Esta confusao entre os apoiantes de circunstância, acagachados profissionais, e os que acreditam mesmo naquilo que defendem tem causado um dano terrivel nas nossas hostes. Invejo por exemplo os Comunistas por saberam de quem falam quando utilizam a primeira pessoa do plural… Por isso quando atras usei “nós” na verdade não sei bem com quem me posso associar… aquilo que se passa dentro do PSD ilustra bem esse problema. É dentro do PSD que pode haver uma réstia de esperança num liberalismo luso minimamente genuino e relevante. Quem acreditou que isso seria possivel numa terceira via do PS enganou-se.
A minha humilde contribuição para a causa liberal resume-se à missão de doutrinação aqui pelo Umbigo (queremos as elites do nosso lado
)… e na área do ensino, com várias apresentações em escolas em regime de voluntariado, sempre subordinadas aos mesmos temas: iniciativa, empreendorismo, inovação, mercado, empresas… vendo bem são todos eles temas que tentam abordar esta estranha possibilidade de poder existir vida para lá do escostanço no estado… e que essa vida pode valer a pena.
PS: Talhos de extraordinária qualidade, com porco preto de Barancos, vitela Mirandesa de primeira, carne de vaca Açoreana, tudo em centros comerciais non stop. Aí está uma visão maravilhosa do Portugal liberal!
Setembro 26, 2010 at 6:54 pm
Eh lá, que de touros e touradas percebe aqui o Farpas!
As farpas que temos de cravar são, antes de mais, no cachaço de todos os incompetentes e oportunistas que pululam por aí – primazia aos sócretinos, por favor – acobertados por essas maioneses ideológicas com que se querem impingir.
Depois, temos que dar uma estocada no liberalismo mesmo, por dois motivos:
O 1º, de ordem doutrinária, é que não há uma política liberal – seria uma contradição nos termos – mas apenas uma discussão liberal da política.
O 2º de ordem mais prática, porque o que temos perante nós é a afirmação do primado absoluto do mercado, evacuando o verdadeiro debate e alternativa políticos.
Do liberalismo temos a esperar aquilo que o Hayek dizia: quando as coisa se complicam, quanto menos interferirmos, melhor. (De resto, não é outra a divisa do Cavaco…).
Setembro 26, 2010 at 7:00 pm
#45,
Não preciso e resumir as minhas ideias sobre o assunto, porque o MF expressou todas (ou quase) as minhas reservas sobre o “luso-liberalismo”, uma coisa que oscila entre uma estreitíssima elite iluminada e quase estrangeirada e a parte dos oportunistas profissionais (sairia mais eu em defesa de um PPC em desgraça do que eles se lhes cheirasse a um governo Sócrates III), que se distribui cokm abundância por quem quer apenas liberalismo nas oportunidades de negócio e aqueles que leram uns livros giros do Hayek e que citam Popper a destempo e destempero.
Mas eu já faço um post acima, mais curto, menos inovador, mas mais de resumo da matéria.
Setembro 26, 2010 at 7:02 pm
#46,
A boca do Haiek não tinha essa direcção, era mais para os ex-jovens turcos do liberalismo nacional.
Tudo malta quase com a minha idade e que, tal como eu já não tanto, pensa que ainda é nova e a esperança deste país. Um pouco como a velha “Nova Esperança” de meados de 80.
Setembro 26, 2010 at 7:14 pm
Manyfaces diz-se liberal mas anseia pela vanguarda que libertará o país da droga.
Diz-se liberal mas inveja a disciplina leninista.
Diz-se liberal mas quer a família (essa instituição profundamente liberal no seu pendor para Fátima, Fado e futebol) a doutrinar a sexualidade.
Diz-se liberal mas cita exemplos de empresas e marcas que vivem à custa do estado. Saberia citar outras?
É tao liberal como Mexia que saca 4 euros aos clientes do seu quase-monopólio para ajudar os esfomeados no Quénia?
Setembro 26, 2010 at 7:17 pm
A malta liberal do Compromisso Portugal só tem que fazer uma coisa: rescindir contrato com todas as empresas em que o estado intervém e deixar de aceitar apoios e leis à medida. Deixar de viajar em comitivas e fazer-se à vida.
Setembro 26, 2010 at 7:18 pm
#48
O denominador mais comum aos aprendizes de feiticeiro liberal é uma incapacidade (na maioria) ou preguiça mental para ultrapassarem as “receitas” e saírem da “vulgata” – e nisso se assemelham aos socialistas dos paraísos terrenos.
Setembro 26, 2010 at 7:19 pm
Bem, o melhor será estudar bem a matéria para não fazer figuras tristes.
Até partilho convosco, não só esta minha preocupação, como também o material de apoio.
http://img839.imageshack.us/img839/7195/001ckvj.jpg
Setembro 26, 2010 at 7:26 pm
Hoje não me apetece desenvolver conceitos.
Mas estou a gostar.
Luso-liberais:0
Críticos do Luso-Liberalismo: 3 ou 4 ou 5, etc….
Setembro 26, 2010 at 7:30 pm
#49
resEdit porque raio não podem os liberais utilizar as tácticas de outras vanguardas para chegarem a poder? A disciplina é precisa, já a tal doutrinação sexual.. essa escapou-me. Mas fica desde já a saber que há respeitáveis liberais, que se auto-intitulam de liberais socias, que nos costumes são tão liberais como o Louçã e na economia tão liberais como Belmiro de Azevedo. Parece-lhe uma aberração? Pois existem.
Têm um site e tudo:
http://www.liberal-social.org/
Setembro 26, 2010 at 7:32 pm
#54,
Não será essa a verdadeira definição de “liberal democrata”?
O problema é que ainda acabam a aceitar o Sócrates como membro…
Setembro 26, 2010 at 7:40 pm
Meu caro
Se você não compreende o que é uma contradição nos termos penso que talvez não esteja completamente maduro para esta discussão.
De qualquer forma gostaria de lhe assegurar o seguinte: não estou a defender o papel do estado na sociedade.
Setembro 26, 2010 at 7:42 pm
Isto chegou a um ponto que vemos Arroja a defender o proteccionismo encapotado. Grandes “liberais”.
Setembro 26, 2010 at 7:42 pm
#55 nem pensar… O Socas seria escorraçado da sede dos liberais sociais! Eles abominam o estado paternalista que mete a Pata em tudo….
Setembro 26, 2010 at 7:45 pm
#56 se calhar é de eu já estar maduro de mais.
Setembro 26, 2010 at 7:51 pm
#58,
Manyfaces, quem é que abomina o quê?
Tem a certeza?
É que o que vem acontecendo mostra o contrário. Esta mania de barafustar conta a “despesa” do Estado social para “ajudar” os que abominam o Estado paternalista, não é?
Ou não?
Setembro 26, 2010 at 7:52 pm
Não, meu caro, é de procurar soluções em cartilhas que já provaram que não resultam. Que anda a envenenar a malta sabe bem que as ideias simples são cativantes. Mas a solução não será simples. Repare que o espanhóis apontam para uma greve geral a pretexto de que não querem austeridade. Se a CGT fosse séria fazia uma manifestação a favor da melhoria do salário dos chineses.
Setembro 26, 2010 at 8:12 pm
“Se a CGT fosse séria fazia uma manifestação a favor da melhoria do salário dos chineses” Aqui está um ponto em que estamos completamente de acordo.
Setembro 26, 2010 at 8:37 pm
E porque não importar chineses para trabalhar em Portugal com os horários e os salários da China? Bem ok damos-lhes mais 26 por cento e negócio feito……!!Ah já agora não nos chateiam se fizermos cópias de tudo o que é marca ….
Setembro 26, 2010 at 8:45 pm
#62,
Não entendo.
Para quê esta ideia peregrina de 1 manifestação em Portugal a favor dos salários dos chineses se os nossos também são tão baixos e há tanto desemprego?
Depois,e é bom não esquecer, sempre que na Europa e/ou em qq parte do planeta se luta pela defesa de um estado social e de melhores condições salariais e profissionais, isso tem repercussão no mundo. É a Globalização. E, pelos vistos, a globalização também tem coisas boas. Há é que saber aproveitá-las.
Setembro 26, 2010 at 8:48 pm
#62,
Esta ideia não é honesta e revela muita ignorância histórica sobre o movimento sindical nacional e internacional.
Setembro 26, 2010 at 9:34 pm
Acagachado…
O Paulo anda cá com uma imaginação!
Setembro 26, 2010 at 9:41 pm
Ainda existe o engapulado que é uma mistura de enganado com manipulado. É uma espécie que toma doses diárias da mesma ração e que anda sempre anestesiada. E dura… e dura… e dura.
Setembro 26, 2010 at 9:56 pm
E existe o encarpado à frente, que é o que tende a esquecer onde vive e como vive e, queimando etapas, salta para a frente, às vezes para o abismo.
É uma espécie de pós-qq coisa.
Setembro 26, 2010 at 9:56 pm
pós-Vital?!?
Setembro 26, 2010 at 10:51 pm
#65
Parto do princípio que movimento sindical que se preze luta pelos mais desfavorecidos, independentemente de sexo, côr, credo e nacionalidade!
Setembro 26, 2010 at 11:17 pm
#70,
E parte bem.
Mas antes de passarmos 1 atestado de menoridade aos trabalhadores chineses, vamos pesquisar o que por lá se vai fazendo, nomeadamente formas de luta que implicam greves e que, ao que parece, têm resultado…….
Mas a comunicação social mundial parece não estar muito interessada. Porque será?
Setembro 26, 2010 at 11:27 pm
#58,
Tem uma sede, ou apenas sede de…?
Setembro 27, 2010 at 1:55 am
#71
O que resultou foi a vaga de suícidios de trabalhadores. Enquanto foram assassínios não resultou.
Março 11, 2011 at 12:35 pm
[...] Já aqui tinha aflorado o conceito do acagachado. Mas numa visão mais plural do seu conteúdo, pode aplicar-se a quem receia a sombra do dia anterior. [...]