Setembro 2010


Toro Y Moi, Leave Everywhere

4R – Quarta República:

Eu renuncio!

Do Portugal Profundo:

O pacote tapa-buraco

Fliscorno:

Sócrates Crabtree

Porta da Loja:

A crise social em retrato fotomaton

Reparem na diferença de disposição entre o pisca-pisca compungido da noite anterior e a bravata par(a)lamentar de hoje:

Montagem do Calimero Sousa.

… não vai mesmo haver concurso para ingresso na carreira em 2011.

Está provado. Fora do sistema nacional semos os maiores.

Ainda bem, que eu estava aqui meio a ferver se perdessemos…

Hoje é Silva Lopes na RTP a dizer que o acordo com os professores custou 400 milhões de euros, arrancados aos bolsos dos contribuintes [sic].

Esta gente não tem mesmo um pingo de vergonha na cara. Onde e como é que estes números são possíveis? Com o congelamento das progressões em 2011, quer Silva Lopes dizer que os 400 milhões de euros foram o custo das progressões dos professores este ano?

Mesmo que isso fosse aplicado aos 115.000 docentes dos quadros (por hipótese lunática) isso significaria quem em 2010 cada professor teria recebido mais 3.500 euros, coisa de mais 250 euros mensais a mais para todos.

Mas esta gente não se coíbe de MENTIR?


El campo político en la perspectiva teórica de Bourdieu

(…)

Los trabajos de Bourdieu sobre el campo político fueron inspirados por Max Weber (1956 y 1972a), Robert Michels (1970) y Antonio Gramsci (1974). Por medio de ellos, Bourdieu quería rendir cuentas a la relación entre un político y sus electores. El quería demostrar las reglas del juego escondidas del campo político, para animar a participar a las personas excluidas de ello (Bourdieu 2000: 70).
El punto de partida de sus reflexiones fue el supuesto que la población se cree bien informada por la inundación constante de noticias y se considera por eso capaz de juzgar objetivamente, mientras que los medios masivos no enseñan hechos, sino una cierta perspectiva de estos (Bourdieu 2000: 8). Cambiar esta perspectiva, influyéndola o mantenerla e imponer la propia idea de la sociedad como “legítima”, como la única correspondiendo a la realidad, forma el tema principal de la lucha política según Bourdieu (Fritsch 2000: 19).

Ler o original:

Propos sur le Champ Politique

A CGTP já apresentou data para o evento e a UGT abertura para discutir todas as formas de luta. Eu sei o quanto custa este tipo de decisões a pessoas como Carvalho da Silva e muito em especial a João Proença que é nestes dias de greve geral que mais trabalham.

Pelo que me sinto sensibilizado e mais sensibilizado estaria se os não visse há décadas a tomar este tipo de decisões criativas, sempre na brecha, sempre a abrir, quando a coreografia pede passo de dança de salão. Mas sempre longe de um posto de trabalho normal. Não me levem a mal, chamem-me invejoso, mas é assim que cada vez encaro mais as coisas. A falta de criancice tem-se-me feito esvair a escassa ingenuidade e credulidade que só já de si me foram servidas à nascença em dose poupadinha.

Estas coreografias do regime já me fartam para lá do digerível.

Já sei, já sei, há que enviar uma mensagem ao governo, há que fazer algo, há que exteriorizar a indignação, há que marcar uma posição, há que fazer algo, há que!!!!!

Se discordo, que apresente alternativas. Quase me apetece que dizer que não é para isso que me pagam e dão 100% do tempo para congeminar.

Mas digo desde já: no que a mim diz respeito não há acordo que me faça mexer uma palha para colocar a ADD em movimento.

Agora sentar-me, reunir-me. marcar uma data e carregar no piloto automático para as massas obedecerem (caso contrário são fascistas, isto e aquilo…) não é a minha missão neste mundo. Nem eu sei bem qual é. Mas essa não é.

Desculpem-me os mais entusiasmados, os mais revoltados, os mais inconformados, os que do sofá vão bramir contra o meu reaccionarismo.

Mas eu vou-me refugiando cada vez mais num individualismo pragmático: que resultados deram as greves gerais na Grécia ou Espanha? Importam-se de me comunicar as enormes conquistas das massas gregas e espanholas? Só para me estimular um pouco a não oferecer ainda mais 5% do meu ordenado mensal aos cofres do Estado antes de 2011?

Quando é que imaginam algo que não provoque danos apenas aos já danificados?

Só falta aparecem os puros radicais apelarem à revolta violenta, nomeadamente a estragar os carros e negócios de outros mexilhões desprotegidos como eles! Será que se lembram, quando se excitam perante violências alheias, se ela é dirigida contra os bens de quem tem tão pouco como eles?

Se sou divisionista? Não sei… eu não estou em nenhum colectivo para o dividir, quanto muito subtraio uma irrelevância à enorme relevância das massas.

Se sou derrotista? Não… eu já estou é cansado de todos os actores deste enredo, por demais previsível, quererem comer por parvos os peões de brega lançados para a arena, como se fossem dados de um jogo só de azar.

Sou pouco solidário? Nem por isso… Se sou pouco solidário é comigo mesmo… que no mínimo levarei um corte de 10% no meu rendimento disponível.

Solidário estou com esses grandes vultos do trabalho burocrático nacional que, em dia de greve geral, são obrigados a trabalhar mais do que nunca.

E solidário estaria ainda mais no dia em que se dessem ao trabalho de ir um pouco para além da rotina. Afinal foi esse o verdadeiro emprego que escolheram. Podiam evoluir…

Uns dias está em cima (28 de Setembro de 2010):

Ciberescola inicia aulas

Em outros está em baixo (30 de Setembro de 2010):

Ciberescola foi desactivado temporariamente

Teixeira dos Santos: “Para tomar estas medidas dormi mal”

Correntes:

EXPLIQUEM-ME

Desmitos:

O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE

Destramar:

A maioria dos portugueses votantes quis isto

O Triunfo dos Porcos:

Há despesa e despesa

Pé-ante-pé:

Quando se pede sacrifícios a todos…

Público, 30 de Setembro de 2010

Não percebo se é irónica ou apenas comovente de tão adesivada, a resposta do director…

Babies (2010)

E.U.A., Japão, Mongólia, Namíbia

… pelo que não acho despropositado perguntar se as escolas são uma espécie de cul-de-sac para os desempregados, sejam eles quais forem, não interessa se têm qualquer qualificação, competência ou apetência para lidar com crianças, em especial no caso das escolas do 1º ciclo.

Quando andam muito preocupados com rigor, qualidade e competências na Educação – e acho bem – consideram que esta forma de lidar com o recrutamento de auxiliares – ou qualquer outro eufemismo retórico que usem para designar a(o)s funcionária(o)s é e mais adequada?

A 3 euros a hora, 4 horas por dia?

A quem serve isto?

Aos alunos, às escolas e aos desempregados não é, por certo!

Porque não se trata apenas de recrutar mão de obra ao nível da servidão da gleba que está em causa. Está em causa quem deveria ter um mínimo de formação para estar num espaço como uma escola…

Não admira que depois a esquerda-bem-pensante-eduquesa-beluga coloque os seus rebentos no ensino privado e não se acanhe caso çles estendam um PPR, desculpem, um cheque-ensino…

Auxiliares de educação querem reforço dos funcionários nas escolas de Castelo Branco

Escolas estão sem auxiliares para alunos especiais

Pais revoltados com falta de condições de escola

Ministra da Educação recusa confirmar contratação de auxiliares de educação a 3 euros

Blindados anti-motim
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Os submarinos
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Pensões dos políticos
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Remunerações dos gestores públicos
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Reformas milionárias
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Os estádios do Euro
parte 1
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parte 2

… e por todos aqueles que as faculdades de raciocínio vão perdendo.

Sacrifícios “não são incomportáveis”

Almeida Santos disse que os sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses “não são incomportáveis” e salientou que “as crises não são só dos governos, são também do povo”.

“Os sacrifícios que estão a ser exigidos ao povo não são sacrifícios incomportáveis. Oxalá que o país nunca tenha que enfrentar sacrifícios maiores”, afirmou, sublinhando que “as crises não são só do Governo, são do povo e o povo tem que sofrer as crises como o Governo sofre”.

Porque me apetece ouvi-la, no matter what…

Jans Lekman, The Opposite of Hallelujah

Se quiserem ao vivo, fica aqui uma versão razoável.

I picked up a seashell
To illustrate my homelessness
But a crab crawled out of it
Making it useless

And all my metaphors fell flat
Down on the rocks where we sat
She asked where are you at?

But sister, it’s the opposite of hallelujah
It’s the opposite of being you
You don’t know ’cause it just passes right through you
You don’t know what I’m going through

A introdução é verdadeiramente memorável

A análise detalhada  desta declaração tem aspectos muito curiosos, desde o uso inicial da primeira pessoa, passando em seguida para o plural, para o governo, o país e os portugueses…

Ou seja, uma sequência interessante, do ponto de vista das prioridades…

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