O uniforme masculino essencial é calções. Senti-me estranho com jeans. Estou velho.
Quanto ao museu, sim, pois, está giro, vale a pena. Imperdoável: cafetaria e restaurante por concessionar, em pleno Agosto.
Agosto 25, 2010
O uniforme masculino essencial é calções. Senti-me estranho com jeans. Estou velho.
Quanto ao museu, sim, pois, está giro, vale a pena. Imperdoável: cafetaria e restaurante por concessionar, em pleno Agosto.
Agosto 25, 2010
Agosto 25, 2010
… porque vou ali fotografar o Poio do Diabo.
Agosto 25, 2010
Agosto 25, 2010
Objecto de 75, diz que vai ser preciso.

Agosto 24, 2010
Pet Shop Boys, Jealousy
Agosto 24, 2010
Basta ler as reacções negativas das nossas elites à proposta da ministra da Educação de acabar com as reprovações na escolaridade obrigatória para atestar a aversão tão portuguesa à mais elementar operação de cálculo mental. É que nem se pode dizer que a proposta da ministra é uma proposta inteligente… Trata-se tão-só de uma proposta óbvia.
Hoje todos reconhecemos o grande falhanço da reforma educativa de Roberto Carneiro. Mas a principal causa do falhanço da reforma residiu precisamente no facto de Roberto Carneiro ter cedido aos sindicatos de professores, associações de pais e à mediocridade das nossas elites, sacrificando as duas paredes mestras da reforma proposta por Fraústo da Silva: o fim das reprovações na escolaridade obrigatório e a introdução de exames para prosseguimento de estudos.
Só um imbecil ou um cretino pode defender, simultaneamente, a escolaridade obrigatória, as reprovações e um ensino público de qualidade. E por uma razão muito simples: trata-se de uma impossibilidade matemática como facilmente se demonstra.
Com efeito, são precisamente as reprovações, na escolaridade obrigatória, que obrigam a que se aldrabem os resultados, se nivele por baixo, se diminuía o grau de exigência e de rigor e se inflacionem as notas. Isto é uma evidência!
Da mesma forma que, no salto em altura, à medida que se sobe a fasquia cada vez são menos os que a conseguem transpor, também, nas nossas escolas, quanto maior for o grau de exigência, maior é o número de reprovações. E, mantendo-se a exigência e as reprovações, só há duas formas de impedir que os alunos menos dotados fiquem eternamente no mesmo ano de escolaridade: ou baixam a fasquia ou põem-lhes uma escada. Mas, neste caso, não me venham falar de exigência e de mérito, onde só existe fraude e aldrabice.
Acresce que as reprovações impõem um sistema tão fraudulento que os alunos (quer os que nada sabem, quer os que sabem alguma coisa) acabam todos a escolaridade obrigatória com a mesma nota: nível 3.
E se acabassem as reprovações na escolaridade obrigatória, a situação só por si melhorava? É óbvio que melhorava e em benefício de todos: alunos, pais, empresários e contribuintes.
Em primeiro lugar, os professores podiam ser exigentes, cabendo aos alunos, se quisessem ter boas classificações, trabalhar e esforçar-se para isso. Neste momento, os alunos passam, praticamente, todos com nível 3. Com o fim das reprovações, uns passariam com 2, outros 6 e outros com 16 valores. Era, aliás, fundamental que, com o fim das reprovações, as classificações passassem a ser de 0 a 20, para serem mais informativas, diferenciar os alunos e premiar o mérito, e fossem introduzidos os exames nacionais no fim de cada ciclo para aferir as classificações.
Em segundo lugar, as classificações e os certificados de habilitações passavam a ter, consequentemente, credibilidade e valor informativo porque reflectiam o que os alunos efectivamente sabiam.
Em terceiro lugar, os alunos que, no actual sistema, reprovam (ou passam por favor) poderiam, por um lado, iniciar o novo ano lectivo logo integrados em turmas de recuperação às disciplinas a que não tinham obtido aproveitamento e, por outro, não ficariam impedidos de prosseguir os estudos nas disciplinas a que obtiveram aproveitamento. Ou seja, não só tinham mais possibilidades de melhorar às disciplinas em que tinham dificuldades como também não ficavam a marcar passo nas disciplinas a que obtiveram aproveitamento.
Em quarto lugar, evitava-se que alunos matulões e cheios de vícios liderassem turmas de alunos mais novos e com vontade de aprender. Se os alunos acompanhassem sempre os da sua idade, grande parte dos problemas de disciplina dentro da sala de aula seriam evitados.
Finalmente, reduzir-se-iam em muitos milhões de euros os custos na Educação com a vantagem de se aumentar a qualidade, premiar o mérito, diminuir a indisciplina e apoiar, efectivamente, os mais necessitados.
Se não fossemos um país de cabeças duras, não seria difícil chegar a esta conclusão. Mas as nossas elites têm a cabeça tão dura que, por mais que batam com ela na parede, não a conseguem abrir.
Santana-Maia Leonardo
Advogado – Abrantes
Agosto 24, 2010
Agosto 24, 2010
Agosto 24, 2010
Agosto 24, 2010
Hoje é o dos Negócios…
Educação representa 31% da subida dos gastos do Estado
A despesa do Estado não pára de crescer, apesar de o ano ser de consolidação orçamental. E cerca de um terço deste crescimento – que atingiu os 3,8% em Julho – vem da educação, em parte devido à melhoria das remunerações de professores, no seguimento do processo de avaliação.
Acredito que antes de 31 de Dezembro não nos voltem a congelar, mas já estive mais convencido disso. Tudo isto é a aplainar terreno. Só espero mesmo que não pensem em lixar ainda mais quem já teve 2,5 anos de suspensão e ainda não conseguiu mudar de escalão em 2010, ao fim de 7 anos e mesmo mais para um escalão que durava 3 e agora 4, mesmo com a avaliação ditada pelo ME (para que conste, não me refiro a mim…).
Como já escrevi na outra semana, adivinha-se uma qualquer borrasca forte para Setembro… ou então após as comemorações do 5 de Outubro.
Agosto 24, 2010
Como é que é possível que o PS consiga arvorar como bandeiras da sua governação aquelas que são as áreas de maiores problemas e conflitualidade dos últimos anos (em conjunto com a Justiça)?
Saúde, educação, trabalho. PS avança em três frentes
Sócrates prepara contra-ataque para travar subida nas sondagens de Passos. Manifesto pró-SNS deu o pontapé de saída para a ofensiva rosa.
Só pode ser mesmo por convicção ideológica que o PSD tenha conseguido a proeza de tornar fortes e mobilizadoras as áreas mais fracas da governação e aquelas que, devidamente exploradas, poderiam ter levado o mPS a perder votos à esquerda.
No caso da Educação, a ausência de propostas alternativas na substância – apenas surgindo críticas suaves em relação à forma de implementação das medidas – deixa para o PS, por via das propostas de revisão constitucional, a incrível possibilidade de se apresentar como grande defensor da Educação e da Escola Pública.
Eu sei que não há soluções e fórmulas fáceis, mas quem pretende governar o país provavelmente teria obrigação de mais do que o silêncio em matéria de Educação e Saúde.
Assim, com toda a esquerda acantonada contra as ideias de Paulo Teixeira Pinto (sim, não me enganei) para o país, Sócrates ganha um fôlego impensável há um par de meses.
Na frente sindical, e pelas razões expostas, haverá coreografia conflitual, mas tão só isso. A colaboração, pelo receio da alternativa, garantirá ao PS um ano descansado.
Uma verdadeira proeza, a dos spin-doctors e conselheiros de Pedro Passos Coelho. Transformar as fraquezas do adversário em forças.
Agosto 24, 2010
Council Conclusions on a strategic framework for European cooperation in education and training (“ET 2020″)
EUROPE 2020: A NEW EUROPEAN STRATEGY FOR JOBS AND GROWTH
Agosto 24, 2010
Agosto 23, 2010
Areeiras, 2006

Agosto 23, 2010
The Cranberries, Linger
Agosto 23, 2010
Talvez apropriado a alguma ministra, cogito eu profundamente de que…

Agosto 23, 2010
Agosto 23, 2010
Moodys prevê que Portugal falhe metas de défice e dívida em 2010 e 2011
Mas afinal estas agências são formadas só por constâncios, catrogas e ernânis?
Agosto 23, 2010
Este assunto está já a provocar-me uma anómala e morosa descontinuidade cognitiva…
PGR quer explicação para dificuldades no caso Freeport
Num despacho datado do dia 2 de Agosto, Pinto Monteiro nomeou um Procurador-Geral Adjunto para averiguar «todas as anomalias, eventualmente ocorridas na tramitação do inquérito, desde a sua instauração até ao seu encerramento».
E depois do encerramento?