Já agora fica por aqui a metade de um outro post que escrevi há dias.
Ando ansioso ao ver, em termos pessoais, profissionais, políticos, gente a querer levar – seja de que maneira for – a água ao moinho que querem seu. E para isso têm diversas modalidades possíveis.
- Há os que conseguem contorcer-se dos modos mais divertidos, quase espetando o dedo grande do pé no próprio olho, tentando manter o equilíbrio ao mesmo tempo, quando quem olhar com atenção já percebeu que se esparramaram por completo. O que interessa é chegar ao moinho, mesmo que os baldes já estejam vazios desde meio do caminho para gáudio geral. Por vezes são compensados, outras vezes não. Sabem disso e ficam inseguros. E olham para o relógio, o calendário e os ciclos solares em desespero quando o moinho parece ficar cada vez mais longe.
- Outro género é o dos que fazem tudo por aparecer, mas mexendo-se e comprometendo-se o mínimo possível com qualquer ideia clara ou evitando agir seja de que forma for para evitar dissabores. Fazem parte daquela escola que conheci há 25 anos e carreirou na academia e na política sendo mero eco do patrono escolhido. Aparecer no local certo, à hora conveniente, com a boca em movimento apenas para a platitude que não desperte qualquer tipo de fricção. Querem levar a água, sem nada derramar pelo caminho. São os tais que se diz de águas profundas, mas que boiariam à primeira vez que lhes cortassem o fio que os liga ao cimento que têm na cabeça.
- Mas ainda há os esganiçados. Aqueles que barafustam muito por fazer-se notar, radicalizando ao extremo posições centrais, hiperbolizando a potência zero das suas convicções, as quais mudam conforme aquilo que adivinham estar a ser escrito nas estrelas ou chegar pela correia de transmissão. Na falta de levarem logo a sua água, desatam a gritar para abrir caminho para que os acima deles levem a sua para criar espaço. E assim se fazem notar. São os operacionais.
Agosto 29, 2010 at 5:19 pm
Tenho-me rido muito com esta segunda vaga de “operacionais”.
Se a terceira for deste nível de formação, formados pelos do segundo tipo – por direcção pedagógica dos do primeiro – serei internado por gargalhice galopante crónica.
Agosto 29, 2010 at 5:22 pm
Agosto 29, 2010 at 5:23 pm
Essa dos esganiçados faz-me lembrar… bem fico-me por aqui.
Agosto 29, 2010 at 6:07 pm
Fazem todos parte do bando que anda a saquear os contribuintes.
Agosto 29, 2010 at 6:13 pm
Eh, eh, eh, são ondas, vêm e vão ao sabor das marés.
Agosto 29, 2010 at 6:16 pm
http://corporacoes.blogspot.com/2008/12/aces-de-gerao-espontnea-ou-milagrosa.html
Agosto 29, 2010 at 6:18 pm
Primeiro é premente que haja moinho, que não há – a não ser que o camartelo de sócras, o despovoador, parasse por falta de meios sindicóides de todas as áreas ardidas.
Agosto 29, 2010 at 6:21 pm
A questão nem é essa, a verdadeira essência da vida são as excreções, fazemos sexo nos ditos buracos das ditas e daí nascemos.no fundo somos filhos das excreções daí o gostarmos de viver no meio delas.
Agosto 29, 2010 at 6:43 pm
Este tipóide dava para padre do século dezassete. Excluindo Vieira.
Agosto 29, 2010 at 7:09 pm
Tantas excreções!
Até se fica enjoado. Dá vómitos…
Mude-se a forma de mencionar certas situações.
Somos todos capazes de compreender uma linguagem mais adequada sem o uso de certos vocábulos que por aqui têm passado.
Parece-me que as férias estão a ser demasiadas para alguns ou será a ansiedade e o nervosismo da rentré?
Agosto 30, 2010 at 1:57 am
O preço da luz vai aumentar. Ninguém refila. O povo está impávido e sereno. Quando se vê alguém a refilar são espanhoís nas bombas de combustível.