Nos últimos meses atravessei um par de vezes o país do litoral para o interior. Esta semana fiz a A23 de uma ponta à outra, ainda toquei na A25 e foi possível fez um país deserto, queimado, em rescaldo ou por queimar. A fica inóspito em termos de Natureza e inabitável para os humanos, por acção de opções políticas para quem as SCUT foram uma forma de ligar cidades e pouco mais. Não é verdade que estejam ao serviço do desenvolvimento seja do que for. é realmente mais fácil e rápido chegar a Castelo Branco, Portalegre ou à Guarda. Mas apenas aí. Tirando estas cidades e as sedes de concelho, o resto vai minguando até à inexistência.
“Já tivemos maternidade. Agora, nem uma farmácia”
Vivem longe de quase tudo, e o pouco que têm vai desaparecendo – urgências, atendimento 24 horas, médicos na consulta, enfermeiro a tempo inteiro. E são cada vez maiores as dificuldades destas populações no acesso à saúde. São as juntas de freguesia que tentam minorar os prejuízos, mas o sucesso é relativo. E só ficam os velhos…
O fenómeno não é novo?
Claro que não, mas nos tempos modernos em que é mais fácil levar as coisas aos cidadãos e o país deveria ficar mais próximo e unido é quando se optou por acentuar as clivagens, concentrando tudo nos grandes centros e nas suas periferias imediatas, nas pomposas “zonas indistriais” que em muito caso não passam de abarracamentos para empresas que vivem durante a vigência do subsídio ou médias e grandes superfícies comerciais.
Agosto 28, 2010 at 9:53 am
E qdo morrerem os velhos?
Estes idiotas que nos governam preparam o país para ser, apenas, uma língua litoral, sobrelotada e violenta…
Agosto 28, 2010 at 9:56 am
Os nossos governantes deviam comparar as aldeias de Portugal com as de qualquer país nórdico. Mas, não é necessário ir tão longe, comparem com o interior da Alemanha.
Agosto 28, 2010 at 10:07 am
É verdade, Rosa.
O nosso país tem sido tão mal amado pelos governantes…
Agosto 28, 2010 at 1:11 pm
Para quê ir à Alemanha quando Espanha está já aqui ao lado??
Agosto 28, 2010 at 1:14 pm
Eu já disse.
O objectivo do Sókas é dar cabo do interior para depois o vender aos estrangeiros.
Agosto 28, 2010 at 1:39 pm
As carências das aldeias isoladas podem ser resolvidas com a banda larga. O melhor será criar um grupo de trabalho para avaliar a situação.
Agosto 28, 2010 at 2:18 pm
O alentejo ainda há-de ser nosso outra vez…
Agosto 28, 2010 at 4:31 pm
Isto é só o principío do fim..o Sócrates quer por neste país uma frase. o trabalho liberta..e a morte ao sol também…
Agosto 29, 2010 at 1:46 am
Não faz mal… com a erosão acelerada do nosso litoral vamos todos avançando para o interior! Depois, talvez fiquemos espanhóis. Se calhar não era má ideia.
Agosto 29, 2010 at 11:57 am
#6.