Sábado, 28 de Agosto, 2010


Streetlight Manifest, Would You Be Impressed?

Johnny Bigóide

Os próximos tempos serão, na área do sindicalismo docente e da luta-pá-da-luta, dominados por uma coreografia irrelevante em torno da operacionalização da avaliação do desempenho docente.

Fenprof e FNE parecem muitos preocupadas com os efeitos da ADD no quotidiano das escolas. Ó meus amigos, essa já tem barbas velhas e cansadas. O que isso já foi mais do que discutido. Agora, depois de tudo arrumado e acordado, é que aparecem a  fazer grande alarido para fazer prova de vida? Deixem-se de coisas ou então expliquem-nos, em especial no caso da Fenprof, estas declarações públicas (recordemos que então se afirmou que «todas as preocupações foram respondidas positivamente») e as escassas questões presentes em acta negocial, tudo de dia 9 de Abril deste ano.

Portanto, ou o ME faltou ao prometido e é bom que isso se perceba, ou não faltou e limitem-se a discutir as vírgulas do documento e não venha clamar contra os «efeitos negativos da avaliaçlão dos docentes» (já notaram que nas notícias predomina a foto do dia dos sorrisos?) porque esses já sabemos que existem e se uns são o que se ficou a perceber, há outros que é bom que sejam mesmo negativos, para ver se certas assombrações deixam de pairar por aí.

Tão ou mais importante: não há nada a dizer sobre a avaliação dos docentes sem componente lectiva? Sobre isso, não há perturbações, constrangimentos, efeitos negativos?

Será demasiado incómodo perguntar em que moldes será feita a avaliação dos dirigentes sindicais que não prestam serviço lectivo e como, por exemplo, é avaliada a sua assiduidade, que é o critério de exclusão da classificação ditas de mérito para os zecos?

Será que estamos em condições para discutir estas coisas abertamente ou há anátemas e temos por aí os operacionais do costume a gritar que é antisindicalismo, questionar as soluções usadas para negociar em nome de todos como se fossem as únicas aceitáveis?

Neste momento já todos sabemos que o ME não tem qualquer autonomia para negociar seja o que for de relevante, sem ser com autorização da equipa das Finanças. Limita-se a discutir a forma da casca dos amendoins. Ao que parece há quem se sinta feliz com o facto de, para além disso, discutir se é melhor descascar os amendoins da frente para trás ou de trás para a frente.

Sejamos claros como a neve (que a água é transparente mas só às vezes): a questão da ADD está, para os próximos tempos, encerrada e o prego mais firme no caixão foi a introdução das classificações na graduação profissional do concurso deste ano (não só para contratados, recordemos os destacamentos…). Essa batalha foi completamente perdida apesar das promessas variadas em contrário após o acordo. Que queiram disfarçar e encobrir isso, eu percebo. Agora é nossa (de quem não tem lugares a perder na mesa das negociações, nem se quer arrogar do monopólio da representação) missão manter os olhos abertos e dizer sem margem para dúvidas o que é verdade e a verdade é que isto não passa de coreografia negocial sobre questões praticamente irrelevantes.

O ME e alguns sindicatos parecem contentes em dar a entender que ainda têm poder e capacidade para decidir alguma coisa de relevante nestas matérias.

Pura e simplesmente não é verdade.

O Antero voltou com apontamentos de férias…

Ficam aqui as 74 páginas em Word, contendo a respectiva e útil republicação: Estatuto do Aluno2010.

Está calor, nem pensem que eu vou comentar isto antes da temperatura ambiente descer para os vintes e poucos graus.

Historic schools

(…)

Many listed schools from every period have been adapted and modernised as educational needs have changed. Recent schemes for listed 20th-century schools, such as Richmond school in Yorkshire and Haggerston school in London, have delivered sensitive and effective refurbishment at a fraction of the cost of a new building, and this would be possible at the Barclay school too. Listing is there to flag up buildings of national special interest, not stand in the way of progress.

Barnardo’s criticises ‘unfair’ state school system

Children’s charity says privileged children are monopolising top state places and poorer families are losing out in a complex and unfair system.

Impenetrable “clusters of privilege” are forming around the best state schools, Barnardo’s, Britain’s biggest children’s charity, warns today. Poorer families are losing out to better-off neighbours who move house or attend church to get a better education.

Unfair admissions practices result in schools with skewed intakes that do not reflect their neighbourhoods, Barnardo’s says, citing research that indicates the top secondary schools in England take on average just 5% of pupils entitled to free school meals.

Schools should be encouraged to admit pupils in “bands” based on their academic ability in order to increase the social mix, the charity recommends.

Government plans to expand the number of academies and create parent-led “free schools”, which will control their own admissions, risk widening the gap.

Martin Narey, Barnardo’s chief executive, said: “Secondary school admissions fail to ensure a level playing field for all children. Instead we are seeing impenetrable clusters of privilege forming around the most popular schools.

“Allowing such practice to persist – and almost certainly expand as increasing numbers of schools take control of their own admissions – will only sustain the achievement gap in education and undermine the prospects of the most disadvantaged and vulnerable children.”

Na primeira página do Expresso-Economia de hoje, vem a notícia de que esta empresa recebeu já este ano quase um milhão de euros através do IAPMEI, para falir dois meses depois.

Acrescente-se que em Abril de 2008 houve novas instalações inauguradas. Mas se for feita uma investigação muito básica encontram-se outros dados curiosos.

Em 2009 foram entregues pelo IAPMEI 1,725 milhões de euros à Facontrofa que também faliu pouco tempo depois e 5 milhões à Alberto Martins de Mesquita e Filhos, que teve o mesmo destino.

Ninguém tem responsabilidades em nada?

Nos últimos dias, para além do sempiterno contratado e viandante Fafe e de uma colega minha com 19 anos de contratada, tenho falado com alguns outros colegas para perceber que raio de regras, afinal, se aplicam no caso das reconduções.

Ao que parece deveriam ser claras e evidentes mas de tudo há um pouco.

Vou resumir, tentando ser factual, não ajuizando sobre a bondade ou maldade das situações e sabendo que a realidade ultrapassa sempre qualquer tipologia:

  • Há os felizes, com a recondução assegurada, porque cedo (Julho ou antes) lhes disseram nas escolas onde estavam que teriam horário completo disponível.
  • Há os igualmente felizes, com a recondução assegurada, porque cedo (Julho ou antes) lhes disseram nas escolas onde estavam que acabariam por ter horário completo disponível e que não se ralassem com isso.
  • Há os que estão na dúvida porque, embora havendo horário disponível, lhes foi dito que teriam de esperar para ver se alguém acima deles na lista (qual lista? a provisória?) concorreria para o horário em causa.
  • Há os que estão na dúvida e ansiosos porque desde cedo lhes disseram para arrumarem as malas que não existiria horário disponível, completo ou qualquer outro, pelo que não sabem onde vão parar.
  • Há os que estão na dúvida e ansiosos porque, depois de lhes garantirem ou prometerem que iriam tentar arranjar-lhes horário, receberam há dias a informação de que afinal não há horário, pois só se arranjam umas 10 ou 12 ou mesmo 14 horas e nesse caso não pode haver recondução.
  • Há os que pura e simplesmente concorreram, sem qualquer esperança de recondução ou porque não gostaram da escola, e estão à espera que dia 30 ou 31 chegue.

No meio disto tudo, e sem querer formular juízos apressados, o que acho estranho é que encontro pessoas em situações perfeitamente similares, umas com a recondução garantida e outros sem saber se.

Mas afinal a lista (provisórioa?) graduada com as classificações e tal sempre serve para hierarquizar os candidatos e interfere nas reconduções ou apenas quando os órgãos de gestão com isso concordam?

Nenhuma escola fecha portas na Trofa

Ao contrário do que foi anunciado pelo Ministério da Educação, a EB1 da Esprela não fecha portas. Um erro terá dado origem a que a escola fosse incluída na lista de estabelecimentos de ensino que não vão receber crianças no ano lectivo que se aproxima.

O Ministério da Educação incluiu na listagem de escolas a encerrar, no ano lectivo 2010/2011, a Escola Básica do 1º Ciclo da Esprela, localizada na freguesia de S. Martinho de Bougado. No entanto, a Câmara Municipal já fez saber que “a Trofa vai manter todas as 19 escolas do Ensino Básico em funcionamento”.

… ou não…

Via Pedro Castro.

Nos últimos meses atravessei um par de vezes o país do litoral para o interior. Esta semana fiz a A23 de uma ponta à outra, ainda toquei na A25 e foi possível fez um país deserto, queimado, em rescaldo ou por queimar. A fica inóspito em termos de Natureza e inabitável para os humanos, por acção de opções políticas para quem as SCUT foram uma forma de ligar cidades e pouco mais. Não é verdade que estejam ao serviço do desenvolvimento seja do que for. é realmente mais fácil e rápido chegar a Castelo Branco, Portalegre ou à Guarda. Mas apenas aí. Tirando estas cidades e as sedes de concelho, o resto vai minguando até à inexistência.

“Já tivemos maternidade. Agora, nem uma farmácia”

Vivem longe de quase tudo, e o pouco que têm  vai desaparecendo – urgências, atendimento 24 horas, médicos  na consulta, enfermeiro a tempo inteiro. E são cada vez maiores  as dificuldades destas populações  no acesso à saúde. São as juntas  de freguesia que tentam minorar os prejuízos, mas o sucesso é relativo. E só ficam os velhos…

O fenómeno não é novo?

Claro que não, mas nos tempos modernos em que é mais fácil levar as coisas aos cidadãos e o país deveria ficar mais próximo e unido é quando se optou por acentuar as clivagens, concentrando tudo nos grandes centros e nas suas periferias imediatas, nas pomposas “zonas indistriais” que em muito caso não passam de abarracamentos para empresas que vivem durante a vigência do subsídio ou médias e grandes superfícies comerciais.

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