Numa dessas conversas que escorrem para a circunstância e que comigo por vezes levam as outras pessoas a apelar a imensos conselhos para que eu seja mais fofinho e confortável e acomodatício, alguém me dizia há coisa de uma semana que por vezes há várias maneiras de levar a água ao nosso moinho.
Ora o problema está mesmo aí.
Eu não tenho água para levar a nenhum moinho, nem moinho a que me apeteça levar água.
Se há dois anos ou mesmo até final de 2009 ainda existia um objectivo que me parecia claro nesta coisa da blogosfera docente, ou blogosfera tout court, e na produção de opinião sobre Educação com objectivos vagamente políticos, desde o início de Janeiro deste ano que arrumei as botas a esse respeito. Estamos acordados, estamos acordados e não se acorda mais disso.
Se há quem tenha ainda água que pretenda depositar em algum moinho desejado, eu não, para além de saber que espécie de horário concreto me espera a 1 de Setembro. Mas noto que há perturbação por aí, pois de quando em vez há quem leve os baldes com muito cuidado mas seja obrigado a mudar de direcção ou a parar a meio de caminho e a perguntar afinal qual a direcção certa. E lá se espalha parte da água. Confesso que por vezes sinto aquela maldade intrínseca que me leva a abanar o tapete ou a dar um grito mais alto para assustar quem anda em cuidados.
Agosto 23, 2010 at 9:07 pm
“Confesso que por vezes sinto aquela maldade intrínseca que me leva a abanar o tapete ou a dar um grito mais alto para assustar quem anda em cuidados.”
E isso é maldade ou um favor feito ao país??
Agosto 23, 2010 at 9:11 pm
#1,
Há quem ache que é maldade…
(porque ocupo espaço…)
Agosto 23, 2010 at 9:12 pm
Este post fofo é sobre o quê?
Agosto 23, 2010 at 9:13 pm
Sindicas.
Em Alcafache, ainda resiste um moinho movido a água, pelo menos no Inverno.
Agosto 23, 2010 at 9:15 pm
#3,
Sobre o nada.
É pós-moderno.
Tipo Pedro Paixão, mas sem coitos.
Agosto 23, 2010 at 9:15 pm
É sobre aquela coisa do um, ninguém e cem mil.
(Pirandello, Luís)
Agosto 23, 2010 at 9:18 pm
http://www.publico.pt/Ciências/as-abelhas-estao-a-desaparecer-do-pais-e-ninguem-sabe-porque_1452376
Bem em Junho duas fizeram questão de se despedirem de mim.
Agosto 23, 2010 at 9:24 pm
Deve ser mau feitio…
Agosto 23, 2010 at 9:28 pm
alem disso a agua corre sempre numa determinada direcçao…nem precisa de moinho..
Agosto 23, 2010 at 9:38 pm
#5, #6,
Entendi.
Agosto 23, 2010 at 10:05 pm
#2
Antes ocupar espaço que passar despercebido!!
Agosto 23, 2010 at 10:26 pm
Estás a preparar alguma…
Força. Chega-lhes.
E se eu puder dar uma ajudinha, pois, não estou cá para outra coisa.
Agosto 23, 2010 at 10:32 pm
#12,
Mas olha que eu quando chego, chego em todas as direcções…
Embora quase certamente saibas que ando a (des)apreciar aqueles que se colocam a jeito, à espera do convite, da alusão, do empurrão.
Agosto 23, 2010 at 10:37 pm
O pós-modernismo é tremendo….
Agosto 23, 2010 at 10:49 pm
É por essa de “levar a água ao moinho” que estamos a ser governados por uma peneira…
Deveriamos ter muitas Cindinhas Campos e partir a loiça toda!
Vejam os vídeos.
Agosto 23, 2010 at 10:59 pm
#13
Afinal passa-se o quê?
Agosto 23, 2010 at 11:03 pm
Olha, pronto.
http://gataescondida.wordpress.com/2010/08/23/oh-isabelle-on-taime/
Agosto 23, 2010 at 11:06 pm
Estamos fartos do politicamente correcto. Era bom que os portugueses entendam de uma vez por todas que os políticos podem ser criminosos de gravata e quando assim é têm de ser presos.
“Quem fica rico no poder é ladrão” Cindinha Campos
Esta frase lembra alguma coisa…
Agosto 24, 2010 at 9:28 am
É só para lembrar que quem não tem moinho nem água não fará farinha, mesmo que a mó pareça moer…
Agosto 24, 2010 at 9:48 am
Mais fofinho? Dieta é que era!
Agosto 24, 2010 at 10:19 am
#16,
No fundo nada se passa e isso deixa as pessoas desorientadas. As que queriam que algo mexesse, que se criasse espaço para elas.