No I de hoje vem uma peça com autoria tripartida sobre os concursos para ingresso na Função Pública que não se percebe bem ao que anda.

No fundo trata-se dos concursos para o que agora se conhece por assistentes operacionais e que há uns anos eram as prosaicas funcionárias das Escolas.  Estão a ser abertos para que as ditas Escolas possam funcionar normalmente. Se não abrissem e faltassem as operacionais/funcionárias, existiria um bruá mediático porque isto e aquilo, muito em especial se a descendência de alguém da redacção levasse uns sopapos no corredor ou se acontecesse outra inconveniência. Abrindo, queixam-se que vem aí o monstro do défice e quem é que vão ouvir sobre o assunto? Claro, o ex-ministro Eduardo Catroga (1993-95 com o cavaquismo no seu declínio), dos tempos em que o défice galopava sem problemas, nem havia dúvidas em aumentar a dívida pública de 52% para 62% em apenas dois anos. Ou em aumentar os efectivos da Função Pública Central em mais de 80.000 indivíduos de 1991 a 1996 (e 130.000 com a administração local).

Portanto, continuo a interrogar-me se este tipo de notícia é notícia ou se é outra coisa. E já agora, adicionalmente, se continuamos a depender de oráculos cuja obra passou exactamente pela criação dos alicerces do edifício que agora dizem ser isto e aquilo.