Em Setembro o pessoalo desenrasca-se como for possível. Tipo duodécimos.
Escolas abrem sem regulamentos internos adaptados ao novo Estatuto do Aluno
Então e ninguém fala dos regulamentos que é preciso adaptar para os mega-agrupamentos? Alguém já notou que, só com base na resolução nº 44 do Conselho de Ministros, há uma série de vazios e buracos legislativos que terão de ser as escolas a preencher, inovando soluções inexistentes na legislação em vigor?
Vai ser uma risota quando começar a dar problemas com os procedimentos para constituição dos novos Conselhos Gerais (de novo transitórios ou definitivos?) e depois o procedimento concursal para mega-director.
O melhor é ir encomendando bastantes baldes de pipocas…
Agosto 22, 2010 at 7:02 pm
Isto vai na mesma. Com ou sem regulamentos, com ou sem transportes, com ou sem refeições.
Agosto 22, 2010 at 7:05 pm
Ninharias para um governo que não cumpre as suas próprias decisões nem a lei da República. Portanto, o facto de as escolas e agrupamentos não conhecerem o novo estatuto do aluno é uma mariquice, um mero detalhe que será resolvido proximamente (talvez ainda durante este ano lectivo) uma vez que a maralha do ME foi de vacaciones (também têm direito a descansar – depois da trafulhice toda que têm feito estão exaustos). A malta que se desenrasque (era para ser em bom vernáculo mas é domingo e tal
) – se algo correr mal a culpa será, obviamente dos zecos que não souberam interpretar o estatuto.
Agosto 22, 2010 at 7:05 pm
“A Caminho Do Terceiro Mundo”
Portugal está hoje muito pior do que estava há 30 anos: a indústria tradicional vidro, têxteis, calçado, etc.) ficou obsoleta e não foi substituída por nada, a agricultura não resistiu às tropelias decorrentes da PAC, as pescas entraram em crise prolongada, a marinha mercante afundou-se, a construção naval fechou…
Faça-se o exercício contrário: o que estará melhor do que há 30 anos?
Talvez alguns serviços.
Mas aí, como se sabe, tudo é muito incerto porque a base é volátil.
Diz-se que as pessoas vivem melhor – e é verdade.
Mas isso à custa de quê?
De um brutal endividamento externo que não pode continuar e já vai condicionar as próximas gerações.
Mas o mais assustador – e me fez começar por dizer que estamos a caminho do Terceiro Mundo – é que esta decadência económica foi acompanhada por uma degradação generalizada das instituições.
Veja-se o que se passa na justiça, veja-se o que se passa na política, veja-se – até – o que se passa no desporto.
Na justiça a situação é mais do que calamitosa.
Não são só os casos Casa Pia, Apito Dourado, Operação Furacão, Freeport, Face Oculta – nenhum dos quais foi conduzido de forma célere, eficaz e que transmitisse a ideia de se ter feito justiça.
Não é só o facto de o PGR ser um homem que não se faz respeitar pelos subordinados e em cuja independência os portugueses deixaram de acreditar: cabe na cabeça de alguém, por exemplo, que não tenha sequer lido um processo tão relevante como o Freeport, que envolvia o nome do primeiro-ministro, e depois tenha anunciado um inquérito aos magistrados sob a sua dependência?
Magnífica reflexão de JAS no SOL. Ler tudo aqui.
Este texto de José António Saraiva deveria ser lido em voz alta a todos os alunos do 5º ao 12º ano, semanalmente, na primeira aula de 2ª feira, durante o próximo ano lectivo.
A bem da Educação
http://www.educacaosa.blogspot.com/2010/08/caminho-do-terceiro-mundo.html
Agosto 22, 2010 at 7:16 pm
Para o ME essa “coisa” dos regulamentos agora não interessa nada, depois logo se vê. Quando criaram o cargo de professor titular, também havia grupos/departamentos que não tinham e depois inventaram o cargo de professor titular em comissão de serviço.
Trapalhadas são a especialidade dos governos socretinos.
Agosto 22, 2010 at 7:17 pm
De regresso a casa.Bom recomeço para todos os colegas.
Concordando em 500% com #1 e 2. Que poderei acrescentar? Isto vai de desilusão em desilusão. É o descalabro total.
Agosto 22, 2010 at 7:18 pm
E o que é que isso interessa?
Esta escumalha manda e isso faz lei.
Com um presidente que promulga tudo, para que serve a promulgação e a publicação em DR?
O Hugo Chávez decide as coisas à frente da televisão e isso tem valor de decreto. Esta escumalha faz o mesmo por conferência de imprensa e isso vale por si só…
Agosto 22, 2010 at 7:21 pm
#4 Até tiveram de inventar um “delegado” que não era bem delegado e que se “lixava” na mesma porque cada grupo precisava de um burro de carga para o trabalho. Na verdade,
não dá para acreditar em nadinha. Esta gente não consegue decidir-se por coisa nenhuma sem lixar os profs. Resultados??? “viste-los”
Agosto 22, 2010 at 7:49 pm
# 7
Ora aí está uma figura nas estruturas intermédias que dá para tudo, sobretudo quando dá jeito a alguém. Enfim…
Agosto 22, 2010 at 8:19 pm
telefonem para o ME
Agosto 22, 2010 at 8:20 pm
TextoFinalDaNovaVersãoDoEstatutoDoAluno.com
Agosto 22, 2010 at 8:37 pm
TextoFinalDaNovaVersãoDoEstatutoDoAluno.com
Falta o www.
Lá para as reuniões deve vir o remendo…
Agosto 22, 2010 at 9:05 pm
Pois é: o meu agrupamento não tem Conselho Geral.
Tb não tem Reg. Interno, Projecto Educativo, Projecto Curricular.
Vai haver trabalho, no início do próximo ano lectivo, para muito adesivo do Director da CAP.
Agosto 22, 2010 at 9:05 pm
#10
Acho que enganou-se no endereço.
Agosto 22, 2010 at 9:05 pm
#11
falta também o http
Agosto 22, 2010 at 9:10 pm
E para que serve o estatuto do aluno se o que a ministra quer que eles passem todos??
Agosto 22, 2010 at 9:45 pm
Bem feita. Mania de levarem a sério o ME. Marimbem nisso e façam como acharem melhor.
Agosto 22, 2010 at 9:46 pm
#10
Desculpe a pergunta ,é da zona de Lx?
Agosto 22, 2010 at 9:55 pm
Só para esclarecer:
1. O novo estatuto do aluno aguarda promulgação pelo Cavaco….algures nos algarves;
2. há muitas escolas sem conselho geral definitivo…e funcionam ( apenas porque os CG nada fazem);
3. em mais de 90% dos casos, o Projecto Educativo e o Regulamento Interno são apenas papéis…que os professores não conhecem e as direcções não respeitam;
4. o Projecto Curricular de escola ou não existe ou é um papiro seboso e amarelecido em 99% das escolas.
Há coisas muito mais importantes que deveriam preocupar-nos, entre elas o posto de trabalho e as condições em que é exercido.
Agosto 22, 2010 at 9:57 pm
#18,
Para isso temos 427 sindicatos para se preocuparem por nós.
A espaços chegam a acordos e entendimentos.
Logo… este espaço dedica-se a irrelevâncias como a legalidade das coisas.
Agosto 22, 2010 at 10:07 pm
Já cá faltavam os sindicatos que coiso. Como temos os sindicatos nem precisamos de lutar pelos nossos direitos nem de mobilizar os colegas para a luta. Nem de pagar quotas, que os sindicatos vivem de ar e vento.
Agosto 22, 2010 at 10:14 pm
#20,
E eu é que sou hiper-sensível.
Nunca paguei, nunca pedi apoio jurídico, tratei da minha vida.
Acho-os essenciais à democracia, tal como os partidos.
Mas nem por isso tenho de me associar.
Se acha que contribui pouco para mobilizar os colegas, faço lembrar que eu sou apenas um e não tenho delegados espalhados pelo país que se reúnem às centenas de quando em vez.
Ahhh… e pensava que havia liberdade para fazer críticas, sem ser apenas ao Sócrates e ao Passos Coelho.
Pensei que era liberdade geral.
Daí poderem criticar-me aqui livremente, pois este não é um blogue/site fechado a comentários.
Y Olé!
Agosto 22, 2010 at 10:14 pm
Pois é, Paulo…mas as escolas não podem adaptar nos RI´s algo que ainda não existe juridicamente.
Quando falei em postos e condições de trabalho referia-me a minudicências como o horário, componentes lectiva e não lectiva, amiguismos, não cumprimento da legislação e do despacho de OAL, etc ( coisas de escola e não de sindicatos…coisas em que é preciso dar a cara e ser coerente).
Nada a ver contigo, portanto.
Boa rentrée…apesar daquela coisa verde com aquele treinador que é também um ai jesus…eheheh)
Agosto 22, 2010 at 10:16 pm
#22,
António, esses são os combates de proximidade.
e saberás, tão bem quanto qualquer um de nós, que em muitos sítios os “amiguismos” são curiosos.
Há perseguidos, mas há “lutadores” muito protegidos, muito protegidos.
E há os que só têm força para a “luta” por isso mesmo.
Bater com 100% de costados com componente lectiva sem clubes e projectos (há os que são só fachada) e mais não sei o quê custa que se farta.
Abraço,
Agosto 22, 2010 at 10:26 pm
Sempre com alfinetadas. Temos então um sistema que protege os que lutam pela classe. Porreiro, pá. Os coerentes, os honestos, os verdadeiros lutadores estão afinal cada vez mais à direita. Quo vadis, Guinote?
Agosto 22, 2010 at 10:27 pm
#23
“Bater com 100% de costados com componente lectiva sem clubes e projectos (há os que são só fachada) e mais não sei o quê custa que se farta.”
Não percebi.
Há anos que bato com os costados em 100% da componente lectiva. Clubes, projectos, coordenações…sai tudo da componente não lectiva. A única excepção é a Direcção de Turma.
Não é assim em todas as escolas?
Agosto 22, 2010 at 10:32 pm
O homem tem qualquer coisa contra determinados sindicalistas. Inveja, ou fizeram-lhe alguma, ou não sei. Mas na minha modesta opinião não devia transformar isso numa posição anti-sindical que vai contra a importância dos sindicatos que ele diz defender e não faz justiça à grande maioria dos sindicalistas que além dos tais “100% dos costados” ainda fazem trabalho sindical.
Agosto 22, 2010 at 10:35 pm
#25,
Não. Por onde andais? Será a vantagem de ter passdo por uma dezena de escolas que me faz ver o que a outros é invisível?
#24,
Mas o que é que isto tem a ver com esquerda ou direita, homem?
Estuda as origens do sindicalismo e perceberás que há sindicatos de direita tão virulentos quanto os de esquerda.
Reduzir as coisas a preto e branco, bons e maus é demasiado simples.
Não vou para lado nenhum, excepto dia 1 de Setembro para a minha escola.
O mesmo não poderei dizer de quem tenta ler os augúrios no Pontal (ou Mangualde… ou no Seixal, já agora).
Agosto 22, 2010 at 10:36 pm
#26,
Podia ir buscar estórias antigas, demasiado antigas, de pré e pós 25 de Abril, podia falar de casos de familiares, amigos e conhecidos.
Não vou por aí.
Não tenho uma posição anti-sindical.
Há é quem não consiga digerir a mínima crítica.
Uma espécie de beatos, mas com fé mais laica.
E vou…
Agosto 22, 2010 at 10:38 pm
Já agora… “inveja”?
Agosto 22, 2010 at 10:40 pm
És um imbejoso
tu querias era estar num sindicato, sem componente lectiva e sempre a subir na carreira
Agosto 22, 2010 at 10:42 pm
#30,
Por acaso estava em negociação a avaliação dos docentes sem componente lectiva.
Inclui os colegas com redução da componente lectiva por razões de saúde, mas também outros.
Saberemos algo sobre isso?
É que as equiparações ficaram reduzidas a 3 anos, há licenças sem vencimento negadas a colegas doentes e sabáticas concedidas por um funil.
Agosto 22, 2010 at 10:42 pm
Se não viesse ninguém ajudar à festa é que eu me admirava.
Agosto 22, 2010 at 10:46 pm
Há sempre alguém que te diz:
- Tem cuidado!
Agosto 22, 2010 at 10:48 pm
Um aviso ou uma ameaça?
Agosto 22, 2010 at 10:56 pm
#31, Paulo,
Parece que muita coisa convém ser esquecida.
O problema de “alguns” é que ainda vai havendo malta com boa memória…
… e que não acredita em encenações.
Agosto 22, 2010 at 11:29 pm
Confesso que nunca percebi a razão pela qual a lei tem que ser convertida em regulamentos internos seja lá do que for, se todos os cidadãos devem conhecer e cumprir a lei. Nos regulamentos internos devem, apenas, estar normas próprias do órgão ou estrutura que, estando abrangidas, não estejam explicitadas na lei.
Que tal se o pessoal do eduquês se dedicasse menos a regulamentos e mais à divulgação e explicação dos vários normativos à comunidade educativa, hem? nomeadamente pais e alunos?
Agosto 22, 2010 at 11:32 pm
Podem por o ‘hem’ no sítio certo, por favor?
Agosto 22, 2010 at 11:50 pm
#36
Muito bem visto. Mas como o pessoal adora arranjar “lenha para se queimar”, muitos Regulamentos Gerais Internos que eu conheço já vão entre as 100 e as 150 páginas A4. E com tendência para subir…
Agosto 22, 2010 at 11:55 pm
Não conheço o texto – mas existe: só que está em “eduquês”.
Agosto 23, 2010 at 12:04 am
E não contentes com regulamentos gigantescos que ninguém lê, ainda se entretêm com regimentos!
Como eu aprecio regimentos… ou palermices de retardados.
Agosto 23, 2010 at 12:35 am
#40
A explicação não é difícil. É preciso manter o pessoal ocupado, ocupado, sem tempo para pensar em nada de útil. É uma das estratégias de manipulação.
E para isso inventam-se todas as artimanhas: RGI, PCT, PE, PCE, PAA, reuniões todos os dias da semana, PEI, Relatórios de Apoio, ADD, PIT…
Com tudo isto e o muito mais que falta listar, sobra quase nada para ensinar.
Mas isso não tem importância nenhuma, visto que os meninos têm o sucesso assegurado, até por via do fim das retenções.
Agosto 23, 2010 at 8:56 am
mesmo que tivesse sido promulgado não era eu que ía estragar as férias …
Agosto 23, 2010 at 11:01 am
Também concordo que a maioria dos ditos ” grandes documentos internos” só servem para serem ” mostrados “!!Lidos? Serão por quem?
Só ver as cento e muitas páginas de cada um deles, fora os anexos, me agonia! ( Mas isto deve ser porque já estou velha, mas… não me posso reformar já, porque teria de ir arrumar uns carritos para fazer face às despesas que ainda tenho cá por casa!)
Tanta hora que se desperdiça, tanta árvore que se destrói para tanta página escrita que não serve para nada! Na realidade, agora que pensei sobre a sua utilidade durante os 32 anos de serviço que já conto, chego à conclusão que não foram nunca esses documentos que provocaram alteração nos meus métodos de trabalho nas minhas aulas. Não me lembro de nada ter mudado no meu trabalho dentro sala de aula por causa desses documentos desde os tempos em que não existiam até aos últimos anos em que tantos Projectos Educativos, Projectos Curriculares, etc,etc, foram inventados!!!