cada sonho que se ergue migrado de sol era se permanecesse aqui desperto eu quero aquela chama que me ilude na tarde indiferente à saudade indestinada a sonhar estes abismos como céus altivos os reflexos traídos ao espelho do meu regresso bocas tardias enlaçadas no último dia largas palavras para serem descobertas já nem tenho pena do pequeno menino ausente um lastro um retábulo um crepúsculo um apito uma bruma que no verão impuro se enlouquece uma permanência de pedra cheia que se adianta a única bebida prateada claramente vislumbrada