Paulo Portas está feliz com o noso Estatuto do Aluno. Ver para crer…
O aluno fica retido no mesmo ano, mas… continua nas aulas?
Acabam as provas de recuperação… mas há um plano individual de trabalho? Vá lá que é uma única vez… Mas depois vai para PCA???
.
Julho 22, 2010 at 11:26 pm
Novo estatuto do aluno aprovado
Acaba com as provas de recuperação e volta a distinguir faltas justificadas e injustificadas
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/alunos-estatuto-educacao-escolas-tvi24-ultimas-noticias/1179624-4071.html
Julho 22, 2010 at 11:45 pm
Julho 22, 2010 at 11:52 pm
Julho 22, 2010 at 11:52 pm
As provas de recuperação são substituídas por planos individuais de trabalhos … para os professores trabalharem.
Julho 23, 2010 at 12:01 am
#4
nem mais. Estou desconfiado que ainda está pior.
Julho 23, 2010 at 12:09 am
Vá lá não comcem já a dizer mal…pelo menos deixem ao homem o rpazer de dançar também um tango. Vira a bosta ficam as moscas. esta gente é o desnorte, sabem lá do que falam, ou mesmo se falam…querem é sorrir para a fotografia. A bem da Nação e da crise.
Julho 23, 2010 at 12:10 am
Mas esses planos individuais de trabalho têm de ser avaliados, em moldes a definir pela escola…é o que está bem claro no anexo de #0!
Quem disse que acabaram as provas de recuperação?
Julho 23, 2010 at 12:18 am
“O Plano Individual de Trabalho deverá ser objecto de avaliação, nos termos a definir pelo conselho pedagógico da escola ou agrupamento de escolas.”
O que é isto senão a prova de recuperação? (vá lá que agora só se faz uma vez, e faz mais sentido porque vem no fim de um plano de trabalho…)
Julho 23, 2010 at 12:25 am
Comecei já a fazer uma previsão de possívies trabalhos cívicos, para os planos individuais: por cada 45m de distúrbio numa aula, duas horas de trabalho cívico, a saber:
Porta-se mal a LP vai para a biblioteca tirar o pó aos livros;
Porta-se mal em Línguas estrangeiras, vai para o posto dos correios colar selos em cartas para França, Inglaterra, Espanha e Alemanha;
Porta-se mal em História, vai limpar os monumentos da terra;
Porta-se mal em Ciências, vai despejar arrastadeiras para o hospital mais próximo;
Porta-se mal em Educação visual, vai limpar graffiti das paredes;
Porta-se mal em Educação Física, vai varrer os corredores e o pátio (….)
É só escolher, com um bocadito de sorte, muitos reaparecerão nas aulas no final do terceiro período. O Portas é fixe
Julho 23, 2010 at 12:31 am
#9
E se se portar mal em RM ou em Educação Sexual?
Julho 23, 2010 at 1:00 am
«E se se portar mal em RM ou em Educação Sexual?»
Fácil. Reza de joelhos 45 minutos.
Julho 23, 2010 at 1:15 am
“O aluno fica retido no mesmo ano, mas… continua nas aulas?”
Já era assim. A retenção só produzia efeitos no final do ano.
Como já se desconfiava, mudaram os nomes, as siglas, os prazos, para que tudo fique na mesma.
Julho 23, 2010 at 1:29 am
#12,
Exactamente.
Mais uma coisa que tem de ser desmontada. Com um roadshow, um páuerpoint:
Dantes era assim…Agora ficou assim…..
Ponham 1 ar inteligente e tirem as conclusões.
Julho 23, 2010 at 1:35 am
Deviam fazer uma revisão constitucional para tratar deste problema. E uma ou duas conferências internacionais. Nomear um alto comissário …
Julho 23, 2010 at 1:38 am
#14,
Se fosse um baixo comissário era já o A. Vitorino ou o M. Mendes.
Julho 23, 2010 at 1:47 am
O Plano Individual de Trabalho é de recuperação disciplinar (eheheh) e extra-horário (eheheh)!
Julho 23, 2010 at 1:49 am
Deduz-se que vão pagar muitas horas extraordinárias aos professores, não acham?
Julho 23, 2010 at 1:49 am
Esta gente é toda doida.
Julho 23, 2010 at 3:09 am
Insucesso escolar: dados a ter em conta!
Um estudo vem agora revelar que os Portugueses não gostam do estudo.
Trata-se de uma entrada no blog do Venerando Matos (“Vedrografias”) que
comenta números muito interessantes (divulgados hoje no Público) no que
respeita ao “interesse” escolar dos alunos portugueses .
… parece que, afinal, não são propriamente os professores os culpados do
insucesso deles!!
Mas claro, a divulgação que é dada a estes contributos para a explicação do
insucesso escolar em Portugal, é escassa porque não convêm…
“São marcas que continuam a acompanhar os portugueses. Cá dentro, Portugal
tem a segunda taxa mais elevada de abandono escolar precoce da União
Europeia.
Lá fora, os filhos dos emigrantes portugueses continuam a desistir. No
Luxemburgo, um em cada quatro alunos que abandona a escola secundária é
português, dá conta um estudo do Ministério da Educação luxemburguês, ontem
divulgado pela agência Lusa.
“Entre os estudantes estrangeiros que frequentam o ensino secundário naquele
país, os portugueses são os que apresentam a maior taxa de abandono escolar.
No último ano lectivo, estavam inscritos nas escolas públicas 7046
portugueses. Desistiram 454, o que representou um aumento de cinco por cento
em relação ao ano anterior. Os alunos portugueses representam 19,1 por cento
da população estudantil do Luxemburgo. São o maior grupo entre os
estrangeiros que estudam naquele país.
“A outra face da mesma moeda: dados recentes mostram que, nos EUA, Canadá,
Grã-Bretanha e Suíça, os filhos dos emigrantes portugueses estão também
entre os que obtêm resultados escolares mais baixos entre as comunidades
estrangeiras. ( !!! )
Para Hermano Sanches Ruivo, responsável pela primeira associação de
luso-descendentes criada na Europa, a Cap Magellan, a reprodução desta
situação deve-se em grande parte ao facto de muitas famílias continuarem a
não valorizar o papel da educação.
“Para muitos, educação é os filhos fazerem o que eles fizeram”, comenta ao
PÚBLICO.
“Não têm tempo para acompanhar os filhos, não gastam dinheiros em aulas
suplementares para compensar atrasos. Os jovens, por seu lado, têm como
preocupação começar a trabalhar o mais rapidamente possível.”
“Também o organismo que coordena os serviços escolares na Suíça (CDIP) apontou,
em 2007, o dedo às famílias. Os fracos resultados escolares das crianças
portuguesas devem-se “ao desinteresse total dos pais em acompanhar” a
educação dos filhos e à “origem sócio-cultural modesta” destes, afirmava-se
num documento que suscitou a indignação dos representantes portugueses
naquele país.
“Sanches Ruivo, que foi o primeiro luso-descendente a ser eleito para a
Câmara de Paris, considera que a responsabilidade desta performance negativa
recai também sobre os sucessivos governos portugueses. Tem sido feito muito
pouco para promover a língua portuguesa, constata. Um resultado: em França,
apenas 30 mil pessoas estão a aprender português, os estudantes de italiano
são quase 300 mil, os de espanhol três milhões.
SÃO COINCIDÊNCIAS A MAIS. Os sistemas educativos do Luxemburgo, Canadá,
Reino Unido, Suíça, França e Portugal, sendo muito diferentes – e alguns
deles muito prestigiados internacionalmente – apresentam os mesmos dois
problemas com os alunos portugueses: Abandono escolar e insucesso…
*Não seria de explorar a possibilidade de estarmos perante um problema
cultural de fundo, dos portugueses em relação à escola e à necessidade do
estudo ?*
Andou o Ministério da Educação, nos últimos anos, sob a liderança de Maria
de Lurdes Rodrigues, com o beneplácito de um agradecido José Sócrates, com o
apoio propagandístico de alguns “opinadores”, como Emídio Rangel ou
Miguel Sousa
Tavares, a despejar sobre a opinião pública a ideia de que os professores
portugueses eram uma espécie de crápulas, responsáveis pelo abandono escolar
e pelos maus resultados dos alunos, para vir agora um estudo do Ministério
da Educação do Luxemburgo revelar que são os estudantes portugueses naquele
país os que registam mais abandono escolar e piores resultados.
Afinal, como prova esse estudo, reforçado por situação idêntica noutros
países, como os Estados Unidos, o Canadá, a Grã-Bretanha e a Suiça, o facto
das famílias portuguesas emigrantes não valorizarem o estudo e o ensino,
está na origem do abandono escolar e dos maus *resultados.*
Ou seja, em sistemas de ensino diferentes, com condições de trabalho e formação
dos professores diversos, o resultado é sempre o mesmo em relação aos
estudantes portugueses: alto índice de abandono e fracos resultados
escolares.
Apontam ainda aqueles estudos como principais responsáveis pela situação as
famílias que não valorizam os estudos. Obviamente que em *Portugal a razão é
a mesma.*
Depois da divulgação desta notícia, só por má-fé, ignorância e/ou inveja
social é que o “bando” de Maria de Lurdes , os “opinadores” do costume e o
“paizinho” Albino Almeida, podem continuar a despejar sobre a opinião
pública a ideia da “culpa dos docentes” pelo estado do ensino indígena.
De facto existe na sociedade portuguesa uma tendência generalizada para
desvalorizar o estudo, o esforço intelectual e a responsabilidade das
famílias na educação dos filhos.
O ataque desferido nos últimos anos à classe docente tem contribuído para
agravar ainda mais essa situação.
Num país onde “opinadores”, economistas e políticos transmitem como imagem
de valorização pessoal e económica, actividades como a especulação
financeira e imobiliária, o futebol e os concursos de fama efémera, *não é
de admirar que se desvalorize socialmente o conhecimento e a aprendizagem.
*
*Basta olhar para os escaparates dos quiosques para percebermos isso*: existe
uma imensidão de publicações dedicadas ao futebol, à vida cor-de-rosa de
famosos por serem famosos, ou à divulgação de truques financeiros para
enriquecer rapidamente.
Por exemplo, se alguém quiser encontrar uma revista de Cultura, de Arte ou
de História, de edição regular, só recorrendo à imensidão de publicações
espanholas ou francesas de boa qualidade.
*O Jornal de Letras é a excepção, mesmo assim sobrevivendo com dificuldades
e quinzenalmente*. O Blitz, para sobreviver, teve de passar a revista
mensal.
Perante esta realidade até poderíamos ter o melhor sistema de ensino do mundo,
que os resultados pouco mudariam.
Julho 23, 2010 at 6:01 am
“2- Para os alunos que frequentam os 2.o e 3.o Ciclos do Ensino Básico a violação do limite
de faltas injustificadas previsto no número 2 do artigo anterior obriga ao cumprimento de
um Plano Individual de Trabalho que incidirá sobre TODAS AS DISCIPLINAS do nível que
frequenta e que permita recuperar o atraso das aprendizagens.
”
Esta gente é doida?
Julho 23, 2010 at 10:30 am
Plano Individual de Trabalho esse que será cumprido fora do horário escolar – será em casa, com os Enc. de Educação?
E se a avaliação do “PIT” for negativa? O aluno fica retido? E vai para PCA ou tem um PCA? A qualquer altura do ano lectivo? E o que é que aparece na pauta de avaliação final do ano?
Já agora, o que é que se entende por Trabalho? Poderá ser práctico, oral ou escrito, tipo Prova de Recuperação, não? Ou Pode ser outra coisa?…
Julho 23, 2010 at 1:09 pm
#21
Ai Alcatrão, essas influências do inglês!
Não costumo manifestar-me sobre as falhas ortográficas mas esta do “práctico” é muito interessante. Convenhamos que não é prático acrescentar c onde não faz falta. E, face ao acordo, será uma inclusão ultraconservadora.
Mas não será dessa práctica que virá mal ao mundo.
Julho 23, 2010 at 11:05 pm
E NAS ESCOLAS PROFISSIONAIS (Públicas), tuteladas pelo ME, como algumas Agrícolas e não só, os alunos vão para a apanha das batatas em Agosto?!!! PIT… isto é uma delícia.