Julho 2010


Nine Inch Nails, Head Like a Hole

Chama-me a atenção para isso uma colega contratada de um agrupamento que foi objecto de megalomania e ficou com uma CAP presidida pelo(a) director(a) da escola secundária antes não agrupada.

Todo o processo de avaliação dos docentes contratados estava mais ou menos concluído, só que, antes de tudo assinado e lavrado, a direcção do agrupamento foi destituída e a presidência da CAP, com posse marcada para estes dias, quer assumir a responsabilidade por uma avaliação cujo processo não acompanhou.

No que ficamos? Isto pode ser assim?

O mesmo é válido para processos de avaliação intercalar, embora talvez com menor gravidade…

Nem sei por onde pegar… com que então estamos a fechar as escolas do início do século XX e na Finlândia não há escolas dessas como cá, «pois lá têm todos os meios» [mais ou menos sic]?

Mesmo contextualizando, fica sempre um aroma de ligeireza que nos deixa fa’cinados

Almeida Santos Perdeu a Razão

Almeida Santos é um veterano  da política. Parece que sempre calçou as chuteiras e vestiu a camisola do partido socialista, com “lucros e dividendos” a que milhões de portugueses ( incluindo a minha ascendência ) nunca acederam, nem nunca poderão aceder.

Havia, há e haverá quem, provincianamente, lhe admire a verve parlamentar. Eu, muito sinceramente, depois do “fogo cruzado” (se não estou em erro, o nome de um programa de televisão que fez com Alberto João Jardim) fiquei a achá-lo mais um político a engrossar o pelotão dos que falam, falam e não dizem nada.

Agora veio a terreiro tecer elogios desmesurados  a José Sócrates. Revelando-se quase sobrenaturalmente fascinado por um “cometa” da nossa política que, por engano evidente, alguns classificam de “estrela”.

Só o seu estado de óbvia senilidade, e gritante miopia política, poderá justificar uma tal atitude que mais parece um “orgasmo metafísico” saído do fundo virtual de uma fantasia ou imaginação destemperadas. Sócrates é claramente um péssimo primeiro ministro. As pessoas que pensam, sem paixões partidárias a ofuscar-lhes o raciocínio, sabem-no bem, e muitos, sobretudo os que experimentaram na pele os efeitos dolorosos da sua política,  exprimem-no, sem ambiguidades, sempre que podem, porque acham ser um dever cívico alertar para o logro que tolhe a razão aos que votaram em Sócrates nas últimas eleições, permitindo que continue a conduzir  o país para o descarrilamento mortal.

Do mesmo modo que houve  quem acreditasse em Vale Azevedo até ao fim, sabendo-se hoje como estavam enganados,  visto o mal que fez  a uma instituição fortemente implantada na sociedade como o Benfica, também hoje temos gente como Almeida Santos pelos quatro cantos do nosso país a deificarem um simples e falível mortal como  Sócrates, porque ainda não se aperceberam do logro em que caíram e de onde ainda não souberam sair.

Cunha Ribeiro

Se a nossa ministra diz que na Inglaterrra não há retenções e que os pais não perceberiam o que é (não) passar, como se explica que andem preocupados com o desempenho dos alunos, desde a mais tenra idade?

Early intervention: Key to giving disadvantaged children the opportunities they deserve

(…)

Early intervention can provide children with the social and emotional support needed to help fulfil their potential and break the cycles of underachievement which blight some of our poorest communities. The commission will look at and recommend the best models for early intervention and advise on how these could be extended to all parts of the country. It will also consider how such schemes could be supported through innovative funding models, including through non-Government streams.

Uma outra matéria em que a actual ministra da Educação parece mover-se com evidente dificuldade ou, no mínimo, com base em convicções pouco consolidadas é a que se refere às prioridades a estabelecer no que deve ser feito.

Relembremos a cronologia sumária: primeiro anunciou-se uma reforma no currículo do Ensino Básico, depois que iriam ser definidas metas de aprendizagem para cada ciclo de escolaridade.

O que temos agora: metas de aprendizagem definidas por equipas de peritos a ser testadas numa dezena de agrupamentos e a reforma, transformada em reajustamento curricular a meio do percurso, a ficar à espera de melhores dias.

Afirma Isabel Alçada:

Entendemos que a definição das metas de aprendizagem deve ser prioritária. E que não valia a pena estar a mexer no curículo, tirando uma hota aqui e pondo outra ali, sem ter os resultados do primeiro trabalho. Temos de trabalhar com muita segurança e sentindo que o que fazemos vai dar resultado de certeza.

Bem… para começar, essa certeza é impossível de ter. Muito menos em Educação.

Em seguida, antes de trabalhar com segurança, há que pensar com segurança. E saber-se ao que se anda.

Porque eu até sou capaz de conceber tanto que a galinha tenha precedido o ovo como o vice-versa.

Mas a mim parece-me que reajustar o currículo não é apenas determinar a carga horária das disciplinas. É definir que disciplinas e áreas disciplinares (como agora se chamam os tempos ocupados com matérias que não contam para grande coisa…) fazem parte do currículo e em que ciclos de estudos se organiza esse currículo.

Ou seja, que matérias devem ser estudadas, durante quantos anos.

Numa concepção, que admito simplista, como a minha, depois de definir o que se estuda e durante quanto tempo é que se definem as metas de aprendizagem para essas matérias/disciplinas. E então, no final, tenta fazer-se uma distribuição adequada e equilibrada da carga horária.

Seria assim que eu, não perito e zeco de profissão, faria as coisas.

Partiria do geral para o particular, em vez de empilhar particulares na esperança que o quadro final não pareça um cadáver esquisito.

Para além de que nem sequer percebo muito bem como se pode depois reformar uma estrutura curricular se nas metas de aprendizagem já estão definidas as disciplinas e previstos os ciclos de escolaridade. O que se vai reformar ou sequer reajustar? As tais horinhas a deslocar para aqui e para ali?

Bom… mas acredito que a minha forma de pensar é que deve estar errada e ser pouco segura.

… ou mesmo encornado, que é algo comum a quem chega a acordos com este Governo, em especial em matéria e Educação.

Andou Paulo Portas, todo ufano, a anunciar que a partir de agora a falta de assiduidade dava direito a consequências como a retenção dos alunos e agora descobre que retenções, nem querem vê-las…

Educação: CDS-PP considera “um disparate” e uma “injustiça” terminar com os chumbos no ensino

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