O município de Alcácer do Sal não teme que o Governo encerre já no próximo ano lectivo as escolas de Palma e de Casebres, mesmo o número actual de alunos, em cada estabelecimento de ensino, ser inferior às 21 crianças exigidas pelo Governo para manter as escolas abertas. Isabel Vicente, vereadora na autarquia com o pelouro da Educação, esclarece que, até ao momento, “não existe nenhuma informação sobre o encerramento das escolas”, até porque, caso o Governo avance com a intenção, a decisão “prejudicaria gravemente a população do concelho, colocando em causa uma parte importante das aldeias enquanto comunidades vivas”.
Professores e alunos do agrupamento vertical de Vila Nova de Cacela, manifestaram-se hoje frente à Câmara Municipal, contra a imposição de um mega agrupamento com a Escola Secundária de Vila Real de Santo António.
É um livro que analisa o sistema e a sua evolução, que assume os seus fracassos e ineficiências e principais dificuldades, contextualizando-os e tentando apontar saídas, que critica a falta de informação e conhecimento da realidade que permitiu, durante décadas, não só uma gestão ineficiente — gastar muito mais dinheiro em muito menos alunos – como decisões desfasadas das necessidades e dos objectivos programáticos. Fá-lo com recurso a dados, números, quadros, referência legislativa (e como é interessante constatar por exemplo que a decisão legislativa de fechar todas as escolas com menos de 10 alunos é de 1988, do governo de Cavaco, mas não avançou por aparente incompetência) e a descrição das acções (incluindo reuniões) havidas, no curso de um mandato ministerial, para chegar a diagnósticos, concertar posições e pô-las em prática.
Dizem-me que Fernanda Câncio fez o curso paredes-meias comigo, ali pela avenida de Berna, pelo que teremos a mesma idade, mas trajectos muito diferentes. E certamente não nos lembramos um do outro, de tão invisíveis que seríamos, apesar de no 2º ano me dizerem que as aulas eram mesmo lado a lado no corredor.
Mas o que aqui interessa é mesmo que Fernanda Câncio, no seu trajecto de rebelde cheia de causas justas.muito justas.as mais hustas de todas, raramente se dedicou a analisar a Educação e, portanto, coisas como a descoberta do alfabeto devem deixá-la emocionada.
Por isso, descobre com maravilhamento que a decisão de fechar escolas com menos alunos é de 1988 – do “governo de Cavaco” – e que não foi colocada em prática por incompetência.
Não vou defender o “governo de Cavaco”. Apenas esclareceria que foram efectivamente fechadas escolas com menos de 10 alunos nessa altura, pois em 1989-90 fui técnico para a área da Educação numa câmara (Alcácer do Sal) com imensas escolas isoladas e, entre pouca coisa que fiz pois o meu chefe tinha-me uma certa animosidade, fiz um pequeno estudo publicado sobre a evolução da população escolar num concelho com quase 1500 km2 e um plano de transportes escolares para levar as crianças das aldeias já sem escola ou que iam ficar sem escola, para as mais próximas, assim como de todas essas povoações para a sede de concelho, para a EB2/3.
Para o bem e o mal, sei há 20 anos o que é este processo.
Fernanda Cãncio, não. Fernanda Câncio interessou-se por Educação quando foi para a porta de uma Secundária sentir-se jovem e inquirir alunos sobre o uso do telemóvel e a incompetência dos setores no rescaldo do episódio Carolina Michaelis de Vasconcelos.
Percebe-se, pois, que Fernanda Câncio se entusiasme por Maria de Lurdes Rodrigues se escudar numa decisão legislativa de Cavaco Silva, o presidente que tanto a amparou. Mas que Câncio abomina.
Mas não deixa de ser curioso que – mas esperarei para ler o livro – pelo menos nesta crónica a ignorância chegue ao ponto de apagar da História que foram decisões como esta de Cavaco e a sua aplicação (bem como a questão das propinas), que fizeram nascer em Guterres e no PS a paixão pela Educação, fruto também de muito dinheirinho europeu a chegar a Lisboa e ao Orçamento de Estado.
Paixão essa e dinheirinho esse que permitiram travar esses encerramentos durante bastante tempo e, em minha opinião, até de forma correcta.
Só que Fernanda Cãncio – e não sei até que ponto Maria de Lurdes Rodrigues – gosta de evocar Cavaco para o demonizar quando convém, assim como para legitimar decisões que não se percebe se acha boas (quando aplicadas por MLR) se mãs (quando legisladas por Cavaco). E esquecer que os “governos de Guterres” (com o jovem Sócrates em ascensão, mas objecção de consciência em relação a tanta coisa…) foram aqueles que não reordenaram a rede escolar.
De uma coisa podemos estar certos: sobre Educação a jornalista Fernanda Câncio tem apenas uma visão instrumental, servindo-lhe para defender ou atacar, Conforme os seus interesses ocasionais. Normalmente muito personalizados.
Maria de Lurdes Rodrigues foi uma má ministra da Educação e isso será ainda mais visível a médio prazo e não apenas pela sua gritante falta de cultura democrática.
Já Fernanda Câncio é uma boa jornalista, mas nunca sobre temas de Educação. Por estar carregada de preconceitos, fruto da sua assinalável ignorância sobre os factos relacionados com o sector.
Mas acha-se gira, acutilante, fracturante, firme. Talvez por isso encontre em MLR uma irmã mais velha… Com jeitinho ainda aencontramos – na falta da Champalimaud – a colaborar activamente com a FLAD…
Dêem-lhe um tempinho…
(se esta última parte é um processo de intenções? o tempo a isso responderá… porque há tanto estudo sobre a realidade portuguesa a fazer…)
O Ministério das Finanças considera, para já, “prematuro” revelar se vai autorizar o concurso extraordinário de 2011 para a integração de professores contratados nos quadros do Ministério da Educação, um compromisso assumido pelo Governo durante as negociações com os sindicatos sobre a carreira e a avaliação docente. A condicionar a decisão está a contenção orçamental. Para toda a administração pública está previsto o congelamento de novas admissões, ficando todos os novos concursos de ingresso dependentes do “sim” do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
Já se percebeu que se nada for conseguido, Teixeira dos Santos é que passa por ser o mau da fita e os acordadores desresponsabilizam-se de quaisquer culpas ou má-fé.
esta contorção da realidade nos corpos da manhã indivisa
nas ruas sem casas e nas casas também sem portas vulgares
pelo excesso de ventre entre as brumas ácidas ou eu sei lá
e o avesso do sol deambulando e proferindo espécies de sombras
estudar uma nova forma de densidade pouco localizada
talvez ouvir o fumo desmaiado pela cidade em vias sequiosas
arrastam-se ainda as elásticas e misteriosas sirenes ambidextras
por nas bibliotecas se soprar a indústria chamada tempo deslocado
inventar esta causalidade de vidro parece ser uma boa vontade
como um autor de poemas documentados em álcool canforado
rir destes objectos que nos cercam irados e convenientes
é uma única mosca que reflui para este resultado suplementar
resume a dança autónoma do último juízo perfeito que aqui jaz
a história do texto atenuado ou uma paisagem feita teatro
no caos de olhar a instalação do calor semelhante a mim
no virtual humor do computador do meu amor agora desligado
El repaso escolar diario en vacaciones contribuye a no perder el hábito de estudio – Los adultos pueden desconectar, los niños no deben.
Que un adulto sometido a un estricto régimen de sombrilla, siesta y opíparas comidas sea incapaz de desconectar del trabajo en su mes de vacaciones es una mala noticia. En cambio, que un niño borre de su mente la rutina escolar -máxime, si no ha afianzado sus habilidades de escritura y lectura o no progresa adecuadamente en cursos posteriores- lo es también. Los profesores recomiendan que en sus casi tres meses de descanso dediquen un rato al repaso. El material escolar ofertado hoy resulta apetecible, poco recuerda al tedioso y gris al que se enfrentaron sus padres.
O Governador Civil da Guarda acredita que o processo de encerramento de escolas com menos de 21 alunos será “pacífico” no distrito, apesar de alguns autarcas contestarem a medida.
“Eu estou absolutamente convencido que em todos os Municípios vai haver pacificamente o encerramento de algumas escolas”, afirmou Santinho Pacheco na terça-feira, dia 8 de Junho, no final de uma reunião realizada no Governo Civil da Guarda com autarcas dos 14 concelhos do distrito, onde também participou o Secretário de Estado da Educação, João Trocado da Mata, e a directora da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC).
Desonestidade política é o mínimo que se pode afirmar da forma de estar e de agir do Ministério da Educação.
Depois de terem assumido, publicamente, preocupação com o problema dos horários de trabalho dos professores e a intenção de intervir no sentido de corrigir alguns dos absurdos pedagógicos que deles advêm, os responsáveis do ME remeteram para o despacho de organização do próximo ano escolar a alteração de alguns aspectos referentes aos horários de trabalho dos docentes, designadamente em relação à sua componente não lectiva de estabelecimento.
Porém, ontem ao final da tarde, o ME enviou à FENPROF dois projectos de despachos, um sobre a organização do ano escolar 2010/2011 e outro sobre o calendário escolar. O que deles resulta é esclarecedor:
quanto à organização do ano escolar, nem uma palavra sobre os horários de trabalho dos professores que se mantêm rigorosamente na mesma;
quanto ao calendário escolar, apenas um ajustamento do que se aplicou este ano, numa postura de completa insensibilidade às preocupações manifestadas por diversas vezes, sem que se altere de forma relevante a sua aplicação na Educação Pré-Escolar.
E não me venham dizer que eu bato sempre no mesmo ceguinho, se o malandro do desgraçado não pára de saltitar à nossa frente!
Mas quem foi que disse que a assinatura do acordo abria um caminho esplendoroso de posteriores conquistas?
Anote-se que não transcrevi a parte final da nota em que se fala de qualquer coisa como luta, redobrada, professores e tal…
Está no artigo 7º do 75/2008 e é o que tem sido alegado para pressionar o(a) Directore(a)s, mas não me parece que as razões apontadas tenham cabimento, nem mesmo a da reorganização curricular que ninguém conhece qual é;
Artigo 7.º
Agregação de agrupamentos
Para fins específicos, designadamente para efeitos da organização da gestão do currículo e de programas, da avaliação da aprendizagem, da orientação e acompanhamento dos alunos, da avaliação, formação e desenvolvimento profissional do pessoal docente, pode a administração educativa, por sua iniciativa ou sob proposta dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, constituir unidades administrativas de maior dimensão por agregação de agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas.
O que depois não se diz é como se dissolve o Conselho Geral de cada agrupamento e se faz a transição que leva à escolha de uma Direcção para o mega-agrupamento. Volta-se a um Conselho Geral Transitório?
Como se destituem dois ou três Conselhos Gerais a meio do mandato e se procede à escolha de um novo? Os representantes dos pais são escolhidos como, por exemplo? E como é o novo Conselho Geral? Se tiver uma Secundária, tem um aluno apenas? O que conhece ele das restantes escolas? E como se faz com os representantes eleitos dos corpos docente e não docente?
E relembremos o artigo 16º, onde nem o nº 3 serve para o(a) DRE mandar dissolver o órgão:
Artigo 16.º
Mandato
1 — O mandato dos membros do conselho geral tem a duração de quatro anos, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
2 — Salvo quando o regulamento interno fixar diversamente e dentro do limite referido no número anterior, o mandato dos representantes dos pais e encarregados de educação e dos alunos tem a duração de dois anos escolares.
3 — Os membros do conselho geral são substituídos no exercício do cargo se entretanto perderem a qualidade que determinou a respectiva eleição ou designação.
4 — As vagas resultantes da cessação do mandato dos membros eleitos são preenchidas pelo primeiro candidato não eleito, segundo a respectiva ordem de precedência, na lista a que pertencia o titular do mandato, com respeito pelo disposto no n.º 4 do artigo anterior.
A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) já formalizou a fusão do Agrupamento de Escolas Oeste da Colina e da Escola Secundária de Maximinos. No próximo ano lectivo (2010/11) o novo Agrupamento de Escolas de Maximinos terá sede na Secundária de Maximinos e será dirigido por uma Comissão Administrativa Provisória, nomeadada pelo director Regional de Educação do Norte.
Num documento a que o ‘Correio do Minho’ teve acesso, a DREN dá como consumada a extinção do Agrupamento com sede na Escola EB 2,3 Frei Caetano Brandão, criando o Agrupamento de Escolas de Maximinos, com sede na escola secun- dária .
O novo agrupamento contará assim com cerca de 2500 alunos — este ano lectivo, o Agrupamento de Escola Oeste da Colina teve 1712 alunos e a Escola Secundária de Maximinos contabilizou 782.
A Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo aprovou uma moção contra o encerramento de estabelecimentos de ensino do 1º ciclo com menos de 21 alunos no concelho.
Rogério Palmeiro, em carta enviada à DREC, apresenta os motivos que considera contrariarem a possibilidade de encerramento da escola
A escola da Capinha é uma das que poderá encerrar, já no próximo ano lectivo. Uma situação que não agrada ao presidente da junta desta freguesia do Concelho do Fundão, Rogério Palmeiro, ao afirmar que “opomo-nos totalmente à possibilidade de encerramento da escola”.
Posição em que garante não estar sozinho, uma vez que “temos o Agrupamento de Escolas João Franco, o qual integramos, bem como a Câmara do Fundão, do nosso lado”.
Depois de o Governo ter anunciado a medida que fixa o encerramento das Escolas Básicas do primeiro ciclo com menos de vinte e um alunos, no passado dia 14 de Junho, foi publicada, em Diário da República, e depois de aprovada em Conselho de Ministros, uma reforma que fará com que acabem os chamados agrupamentos horizontais, constituídos apenas por escolas do mesmo nível de ensino. Na prática, e por cada concelho, haverá apenas um “mega-agrupamento”, que terá sede nas escolas secundárias e controlará todos os níveis de ensino, desde o pré-escolar até ao secundário.
De um modo sucinto, Fernando Trindade, actual director da Escola Secundária da Mealhada (ESM), declara que com esta reforma “os nomes das escolas desaparecem e é criada uma só unidade de gestão, onde haverá apenas um só quadro de pessoal”.
Prazos e autonomia. Professores acusam ministério de lançar o caos na escola.
Factos. O conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Inês de Castro foi nomeado por três anos. Veio uma nova lei – que institui a figura de director, nos agrupamentos – e, com ela, as imposições de mudança. Não aceitaram. E o tribunal deu-lhes razão.
Agora, o mandato do conselho executivo chegou ao fim. Entretanto, o conselho geral transitório – cuja directora foi nomeada pela DREC para presidir à Comissão Administrativa Provisória – continua a ser visto como um “órgão gerador de instabilidade”.
O Bloco de Esquerda (BE) apresentou a proposta. A Assembleia Municipal aprovou. Eleitos de Tavira recusam os Mega Agrupamentos de Escolas. E solicitam ao Governo a revogação daquela resolução governamental.
A proposta do eleito do BE em Tavira, José Manuel do Carmo, foi aprovada após duas horas de debate, com apenas uma abstenção, conseguindo o voto favorável da totalidade da bancada do PS.
Dos vários considerandos na proposta, destaque para o facto dos Mega Agrupamentos de Escolas virem a englobar “docentes de níveis de ensino muito diverso e contextos de planeamento de ensino muito diferentes, perdendo por completo a funcionalidade e obrigando ao desdobramento de reuniões por departamentos e grupos de cada escola”.
É recorrente quando aqui se fazem críticas abertas a certas atitudes, palavras ou comportamentos dos sindicatos (vá lá… da FNE e dos outros posso dizer mal… da Fenprof é que não…).
Aparecem logo a dizer que quem não é sindicalizado não deveria criticar o funcionamento dos sindicatos, que se querem mudá-los inscrevam-se e mudem-nos a partir de dentro.
Pois, talvez, quiçá, porventura…
O Gorbatchov fez um bom serviço, mas depois veio o Ieltsin e agora temos o Putin.
Melhor que o Leonid, mas mesmo assim…
Isto para dizer, de novo, que se essa lógica fosse válida, quem assim argumenta não deveria ter o direito de criticar a governação do PS (afinal ganharam as eleições e quem não é de lá, não tem direito a…), nem sequer as tácticas do Sporting, acaso não tenham cartão de militante, desculpem, sócio.
E muito menos criticar a fé religiosa dos outros, aqueles que a não têm.
Deixem-se lá de coisinhas porque quando me dizem que não sou do clube, não posso opinar sobre a forma de treinar, jogar e prestar declarações, apetece-me logo… sei lá…
Mas resisto e não inconfidencio.
Mas apenas direi o seguinte, sem risco de revelar o que é reservado: eu não adopto uma postura em público e outra em privado perante certas situações.
È que as opiniões são minhas, não as dou apenas sob solicitação…