Boa-tarde Paulo!
Sou Emília Miranda, professora de Língua Portuguesa na Escola EB 2/3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, Junqueira, Vila do Conde e acompanho, não com a assiduidade que gostaria, o seu blogue. Sei que o seu trabalho tem sido muito importante na Educação e daí a minha mensagem.
Gostaria de saber se poderia divulgar alguns trabalhos colaborativos que, desde há alguns anos, desenvolvo com os meus alunos e alunos de escolas do Brasil e de França (comunidade lusófona).
Tudo começou com a criação de um espaço dedicado à Literatura Infanto-Juvenil que desenvolvo desde 2001 com o apoio do Centro de Competência da Universidade do Minho: Netescrit@.
Mais tarde, em 2004, como forma de dar visibilidade ao trabalho de alunos, abri o blogue Netescrita. Seguiu-se o Voo-BPF que foi distinguido mundialmente pela Microsoft (mas aqui em Portugal não foi divulgado, nem pela própria Microsoft!). Depois o Voo Supersónico. Agora os Voos em LP. Para o ano se verá!
Todos estes trabalhos têm como base a leitura de obras para crianças e jovens.
Poderei, se assim pretender, dar mais pormenores sobre cada um deles.
Acrescento apenas que o Brasil tem dado visibilidade a estes trabalhos e os tem divulgado mas, como a sua origem é portuguesa, eu gostaria de ver que aqui também se dá algum valor ao que por cá se faz!
Um abraço,
Emília Miranda.
Junho 2010
Junho 27, 2010
Junho 27, 2010
A Viúva de Mao
Maria de Lurdes Rodrigues, agora no remanso da compensatória presidência da Fundação Luso-Americana (que isto dos amigos são para as ocasiões, mesmo que seja preciso aprender inglês), reitera na entrevista que dá ao “Expresso”, a generalidade das suas obnóxias posições enquanto titular da pasta da Educação e continua as suas diatribes contra o grupo socioprofissional alvo da maior “campanha negra” da história, pelo menos, da República portuguesa.
Afirma que os professores querem ser todos iguais, são avessos à diferenciação que determinaria quem seriam os “bons” e quais os “maus”. Só não disse que os critérios que durante o seu consulado foram sendo exarados e variando constantemente, ao sabor das conjunturas e das inenarráveis peripécias de que este se revestiu, nada tiveram que ver com uma verdadeira avaliação do desempenho de quem quer que fosse, mas apenas com a necessidade administrativa de classificar para legitimar o estrangulamento das carreiras e a real degradação dos salários. Mas pior, muito pior do que isso, que sem apoiar, admito como interesse financeiro de qualquer governo por motivos que hoje estão bem à vista, foi o “embrulho” miseravelmente demagógico que envolveu essas medidas, em que foi movida a maior campanha de enxovalho público de que há memória em Portugal, (Salazar incluído). Tratou-se de fomentar o ressentimento social pelo “atirar às feras” dos professores que foram tornados bodes expiatórios de todo o insucesso do país, fruto do erratismo e da possidoneira de quem tem dirigido, e continua a dirigir, as políticas educativas em que o mister de ensinar é substituído pela escravatura burocrática e o de aprender pelo facilitismo institucional destinado a melhorar as cifras do faz-de-conta estatístico para “inglês ver”.
Afinal o que foi valorizado, foi a capacidade de produzir mais e mais “papelada” inútil e o “brilho” da utilização a torto e a direito dos gadgets da moda, superando largamente a profecia de McLhuan (sobre o meio e a mensagem) e tornando absolutamente irrelevantes os conteúdos, desde que a embalagem seja atraente, um pouco à moda dos tais “patos‑bravos” que encomendavam livros com encadernações de luxo a metro para enfeitar as estantes.
Tudo isto só foi possível com a cobertura política do “Grande Timoneiro” de Vilar de Maçada, qual Pol Pot em versão Armani, e dos “khmers rosa”, que imitando o “Grande Salto em Frente” e outras manobras macabras do tipo “Revolução Cultural Chinesa” encontraram intérpretes acostumados a “mudar de ideias” e que põe nas novas causas meramente circunstanciais a que, por motivos de carreira se encostam, aquele fervor fanático da política de “terra queimada” típico do radicalismo que abraçaram noutros tempos. Exemplo do Bando dos Quatro da (Des)Educação em que não poderia faltar a figura da “Viúva de Mao” (Maria de Lurdes Rodrigues – ex‑anarquista), os Secretários de Estado Pedreira (ex-sindicalista “revolucionário”) e Lemos (ex-militante e autarca absentista do CDS e bully indefectível, veja-se a figura que está a fazer no Ministério do Trabalho) e o Sr. Albino (uma espécie de “padre eterno” populista e demagogo).
Está visto que com um “naipe” destes se prova a asserção de que há gente cuja essência de carácter é ser totalmente dele destituído.
António José Carvalho Ferreira, Barreiro
Junho 27, 2010
Um erro ou dois ainda se admitem entre os teóricos melhores árbitros mundiais. Mas começam a ser muitos. Já nem falo do duplo braço daquele golo de Luís Fabiano.
Hoje já há dois enormes com influência directa no possível decurso de dois jogos. Não está em causa o mérito de Alemanha e Argentina.
Mas o golo não validado a Lampard e o validado a Tevez são nódoas enormes neste Mundial.
Junho 27, 2010
O Oculto Culto Da Indiferenciação
Posted by Paulo Guinote under Conceitos, Educação, Indiferenciação, Teorias[91] Comments
Desculpem o trocadilho do título, mas não consegui resistir.
Concentremo-nos.
Maria de Lurdes Rodrigues, na sua digressão de ontem pelas páginas do Expresso repetiu o estribilho de os professores quererem ser todos iguais e que qualquer avaliação diferenciadora será sempre mal recebida.
Sobre isso já escrevi, mas gostava de retomar o tema da indiferenciação, por ser algo que para mim se tem vindo a tornar evidente como um ponto axial das políticas do ME deste o anterior mandato.
Significa isto que, tal como eu vejo as coisas – claro que a miopia me pode estar a fazer ver as coisas desfocadas – a maior parte das medidas que o ME e o Governo apresentam como reestruturadoras do sistema educativo mais não são do que medidas destinadas à indiferenciação de todos os agentes e processos envolvidos.
- Antes de mais os alunos. O culto do sucesso estatístico a todo o preço tem feito com que se torne, em especial até ao 9º ano, pouco motivador um maior esforço por parte dos alunos que percebem que, fazendo um mínimo, conseguem transitar de ano, por ser essa a regra que se pretende impor. E, claro, mesmo com adesão residual, medidas como as de facilitar um exame final do 9º ano a quem nem o 8º conseguiu cumprir, envia uma mensagem muito dúbia a todos aqueles que consideram que deve haver regras claras e mérito num percurso escolar regular. E incentiva a que a maioria se conforme a adoptar um comportamento pouco diferenciado, pois o mesmo não obtém recompensa visível.
- Em seguida os professores. Se a criação da divisão da carreira entre titulares e zecos pareceu uma medida claramente diferenciadora, a verdade é que a prática revelou que isso tinha apenas objectivos económicos e que o modelo de avaliação que se pretendia impor – alegadamente para recompensar o mérito – mais não era do que uma ferramenta para forçar a uniformização e indiferenciação das práticas pedagógicas. Ao tornar indispensável 100% de aulas dadas para se ser excelente e não um critério de tipo pedagógico, a mensagem foi também desanimadora. Podem ser excelentes, mas se estiverem doentes ou tiverem um qualquer imprevisto acidental, sem forma de o remediar, a excelência já não está acessível. para além disso, a parametrização das classificações levou a uma mistufra estranha entre formatação e arbítrio que levou a maioria dos professores a práticas defensivas no seu quotidiano, o que conduz naturalmente a uma indiferenciação pedagógica em quem adere a um modelo de avaliação com as características do proposto pelo ME.
- Por fim, a própria organização da gestão escolar com a imposição de um modelo único, de direcção unipessoal. Numa primeira fase foi a imposição do modelo indiferenciador do director e agora o duplo movimento de concentração da rede escolar que, na base (ao eliminar centenas de escolas e encaixotando centenas de alunos do 1º CE) em centros escolares, e no topo (ao tentar amalgamar em mega-agrupamentos, escolas e agrupamentos com culturas próprias e distintas), fez mais por eliminar qualquer diferenciação pedagógica do que as teorias valterianas do sucesso ou a ameaça de um infantilizador primeiro ciclo de estudos de seis anos.
Porque a relação entre o fecho de escolas do 1º CEB e a amálgama dos mega-agrupamentos, para além dos aspectos económicos, é evidente quando encaramos estes processos sob a luz da indiferenciação e eliminação da variedade na base e no topo das organizações escolares.
O objectivo é reduzir radicalmente as unidades de gestão, mas também os projectos educativos em presença. Aliás, esta é a medida mais obviamente contrária a uma concorrência entre escolas e projectos que foi tomada nas últimas décadas.
O projecto de Escola Pública Modernaça que está subjacente a estas medidas é óbvio: é concentrar ao máximo os decisores intermédios para que o poder central melhor exerça o seu comando, ao mesmo tempo que aumenta a distância entre essas chefias e os agentes que agem quotidianamente no terreno (alunos e professores, assim como pessoal não docente e famílias).
As consequências de mega-agrupar são claras em termos organizacionais: a tutela fica com muito menos interlocutores (directores) com quem lidar, ao mesmo tempo que a relação destes com os seus subordinados n(professores) se torna mais distante, despersonalizada e indiferenciada.
E neste quadro, a eliminação da divisão na carreira – mantendo patamares de estrangulamento na progressão, permitindo manter as poupanças do regime dos titulares – nem sequer é um revés para o ME, o MFinanças e o Governo.
O triunfo da ideologia da amálgama, da indiferenciação, da redução dos agentes educativos a números, médias, rácios, gráficos e fluxogramas começa a ser avassalador.
E é por isso que, contra alguns que pensam qu a minha atitude é excesivamente individualista, eu defendo que a diferença deve começar em cada um de nós, na sua atitude quotidiana e na sua marca como(a) professor(a) e educador(a).
Se a pressão de cima é no sentido de nos tornar – de acordo com uma distorção da ideologia democrática liberal – cada vez mais iguais, para melhor nos governar, a melhor maneira de lhes resistirmos é afirmando a nossa especificidade pessoal e profissional.
Porque - repito-o há alguns anos – a resistência colectiva mais eficaz aos poderes abusivos é a que se consegue através da confluência consciente das atitudes individuais e não da adesão acrítica a um qualquer credo.
Junho 27, 2010
Operação A Violência Não Sai Da Escola
Posted by Fafe under Boas Intenções, Em Bicos de Pés, Maravilha | Etiquetas: Escola a Tempo Inteiro |[19] Comments
PSP deteve 270 pessoas e apreendeu 11 armas junto das escolas
A operação “Recreio Seguro II – A violência não entra na escola” da PSP junto das escolas do país, que decorreu durante 47 dias, terminou com a detenção de 270 pessoas e a apreensão de 11 armas, foi hoje anunciado.
Tem razão, o recreio também é cá fora – “Uma escola descentrada da sala de aula, em que os alunos se espalham por espaços informais, com os seus computadores portáteis, cruzando-se com os professorespor onde”…
Junho 27, 2010
Pela Blogosfera – Blog DeAr Lindo
Posted by Paulo Guinote under Blogosfera, Carreira, Docentes[6] Comments
Junho 27, 2010
Junho 27, 2010
Junho 27, 2010
Tenho Que Ter Um Mega Destes
Posted by Fafe under Gastronomia, Gula | Etiquetas: Tradição |[34] Comments
Junho 27, 2010
Inovação
Posted by Paulo Guinote under Educação, EUA, Inovação, Metodologias, Tecnologias[4] Comments
School of One
The mission of School of One is to provide students with personalized, effective, and dynamic classroom instruction so that teachers have more time to focus on the quality of their instruction.
To achieve this mission, School of One re-imagines the traditional classroom model. Instead of one teacher and 25-30 students in a classroom, each student participates in multiple instructional modalities, including a combination of teacher-led instruction, one-on-one tutoring, independent learning, and work with virtual tutors.
To organize this type of learning, each student receives a unique daily schedule based on his or her academic strengths and needs. As a result, students within the same school or even the same classroom can receive profoundly different instruction as each student’s schedule is tailored to the skills they need and the ways they best learn. Teachers acquire data about student achievement each day and then adapt their live instructional lessons accordingly.
By leveraging technology to play a more essential role in planning instruction, teachers have more time to focus on doing what they do best – delivering quality instruction and insuring that all students learn.
Laptop? Check. Student Playlist? Check. Classroom of the Future? Check.
The seating arrangements are compared to airport traffic patterns. The student schedules are called playlists. And lesson plans are generated by a complicated computer algorithm for the 80 students in the class.
This could be the school of the future, according to the schools chancellor, Joel I. Klein, who visited Middle School 131 in Chinatown on Tuesday to promote a pilot program, the School of One.
Junho 27, 2010
Ou como a tecnologia pode estar ao serviço da humanização e individualização do ensino e não da sua massificação e indiferenciação…
The Littlest Schoolhouse
Brainy but easily distracted, the author barely made it through high school and dropped out of college. Would a program like New York’s new School of One, which uses technology to tailor learning to each student’s style and pace, have made all the difference?
Junho 27, 2010
Seguir os links para apanhar todos os argumentos em presença…
Should Students Rank Professors?
Stanley Fish is against students evaluating their teachers. So is Alan Jacobs — or to be more precise, Professor Jacobs thinks that evaluations should at least be delayed until students put some time between the end of semester rush and what ought to be considered, dispassionate judgments about their professors.
These delays seem wise to me, though on the bigger question of whether or not student evaluations should be conducted, I am very much on the side of Ross Douthat, who argues that “more often than not, a good teacher will be recognized as such by his students while he’s teaching them, and a bad one will be accurately-pegged as well.”
In my experience, that is indisputably true: the teachers who struck my high school self as the best were the most impressive and effective, or so I still believe at thirty. The same goes for my college experience. The professors I deemed the best turn out, on long reflection, to retain their exalted places in my mental rankings. The same goes for the worst teachers. What I don’t know is whether I ranked the professors in the middle as accurately.
Junho 27, 2010
O Quê? O Quê? O Quê?
Posted by Paulo Guinote under (In)Sucesso, Deixa-me Rir, Estudos, Tecnologias[67] Comments
Crianças com computador em casa têm pior desempenho escolar, diz estudo
Acesso à internet faz estudantes terem resultados piores em provas de matemática e leitura.
Junho 27, 2010
Junho 27, 2010
As Actualidades Televisivas Do Umbigo
Posted by Paulo Guinote under Actualidades, Megalomanias, Rede Escolar, Resistência?, TV[8] Comments
Encerramento de escolas em Mértola
Protestos na fronteira de Vilar Formoso por causa do reordenamento da rede escolar.
Junho 26, 2010
Suede, Saturday Night
Junho 26, 2010
Por estas horas devo estar a chegar ao Baile de Finalistas (9º ano) da minha Escola. É a primeira vez que compareço nos quatro anos em que lá estou, por várias razões. Não gosto muito destes eventos e lecciono 2º CEB, pelo que não tenho finalistas.
Mas este ano fui convidado para padrinho por uma turma de 9º ano, uma turma pequena, herdeira de uma outra que tive em2006/07, então no 6º ano.
E confesso que a coisa me tocou ao ponto de, mesmo extremamente desiludido com muita coisa (quando me convidaram há uns seis meses) e cansado (agora), fazer questão de comparecer, contra tudo o que me é habitual.
Porque estes miúdos, os poucos que restam (curiosamente, menos de metade são da tal turma, conhecendo eu os outros porque ao longo dos anos se foram habituando a aparecer nas minhas aulas, quando nada mais interessante tinham para fazer), acabaram por ser muito importantes para mim.
Em 2006/07, quando voltava de um intervalo sem leccionar de três anos para fazer a tese de doutoramento ao abrigo da equiparação a bolseiro, porque me fizeram acreditar que ainda sabia dar aulas e que, afinal, compensava apostar de forma algo visceral no que se faz. São alunos daquela turma PCA com que iniciei o hábito de fazer uma correcção pública das fichas e testes e com a qual foi possível estabelecer uma dinâmica de trabalho que fui tentando adaptar nos anos seguintes, com maior ou menor êxito. Foram eles (afinal eram 10 ou 11 horas semanais distribuídas por LP, HGP e TIC) que me fizeram reencontrar o meu lugar profissional.
Este ano porque, num momento em que coloquei em causa o sentido de me andar a envolver em muita coisa para deparar com incompreensões sucessivas e desilusões pessoais enormes, o convite deles me fez recordar que afinal o sentido passa principalmente por outros espaços que não as avenidas e as praças, os anfiteatros ou as esplanadas. O sentido passa pelo que se faz e realiza na sala de aula. E que, por muito que o resto nos desiluda e deixe a pensar que se calhar nos enganámos no trajecto, há algo e alguém que nos diz que, afinal, tem valido a pena.
A Ândria, a Bruna e o Leandro fazem parte desse grupo (a que pertenciam o Edmílio, o Helder, a Soraia, o Hugo, ou o Vítor ), a que se juntaram a Denise e a Raquel como visitas às minhas aulas, mas também o André, o Daniel e o Fábio.
Parece que, de algum modo, os marquei de forma positiva. Garanto que a mim eles marcaram de uma forma que não esquecerei. Mesmo três anos depois…
Junho 26, 2010
A Dimensão Das Escolas: Alguns Materiais Para Análise
Posted by Paulo Guinote under Escolas, Estudos, Megalomanias[8] Comments
Big School, Small School – High Scholl Size and Student Behavior
Research about School Size and School Performance in Impoverished Communities
High School Size and the Education of All Students in 9-12: What the Research Suggests
From School to school – The integration into the secondary school of pupils in transition from Primary to Secondary Schooling
Economies of scale, school violence and the optimal size of schools
Does secondary school size make a difference?: A systematic review
School Size- Research Brief
Junho 26, 2010
Pela Blogosfera – Terrear
Posted by Paulo Guinote under Blogosfera, Megalomanias, Rede Escolar, Resistência?[19] Comments
Junho 26, 2010
SCHOOL SIZE/SMALL SCHOOLS
Information on the issue of optimum school facility size, and class and classroom size, compiled by the National Clearinghouse for Educational Facilities.




















