Ao que parece, a enorme conquista democrática estes últimos anos, em particular desde o queijo limiano e da fuga do pântano, foi a percepção cada vez mais alargada que – ao contrário das parangonas que anunciação dentro de dias o lançamento do livro da ex-ministra da Educação e das boas vontades de muitos – a Educação não pode, por si só e mesmo com galopantes sucessos estatísticos, garantir uma ascensão social que é muito mais marcada pelo amiguismo, pelo cartãozinho, pela cunha oportuna.
Porque todos sabem quem são os ruispedros e os saltosàvara deste jardinzinho, e o que ganharam em poucos anos de serviços aos líderes, mas serão muito poucos que ligarão isso ao seu sucesso escolar.
Portugueses não acreditam em estudar para subir na vida
Estudo mostra que crença na relação entre nível de escolarização e possibilidade de mobilidade social está cada vez mais fragilizada.
A crença na relação entre nível de escolarização e possibilidade de mobilidade social está cada vez mais fragilizada e a incerteza parece ser uma marca estrutural da sociedade portuguesa, concluiu o estudo «Necessidades em Portugal: Tradição e Tendências Emergentes», citado pela agência Lusa.
Junho 28, 2010 at 10:49 pm
Ai que chatice…ando sempre a subir de post.
Junho 28, 2010 at 10:49 pm
Porque será?
Este vai ser com toda a certeza um dos maiores obstáculos que nós vamos ter de combater: Oh professore estudar apara quê? A minha prima tirou o curso de Psicologia e está a trabalhar como caixa no Hiper a ganhar 650 euros…
Junho 28, 2010 at 10:55 pm
É evidente que o que interessa para subir na vida é a cultura. Mas essa não nos dão.
Junho 28, 2010 at 10:56 pm
#0
Quer dizer que o plano de sócras tem resultados visíveis?
Junho 28, 2010 at 10:56 pm
Isso é que vai dar cabo do esquema. Se a malta deixa de acreditar na lotaria ainda manda a casa abaixo. Estou desconfiado que à luz dessa lógica se explica muita da bizarria que presenciamos.
Junho 28, 2010 at 10:58 pm
Já disse um dia destes que o pior aluno de toda a vida de docente (20 anos) do meu cunhado foi o que “subiu mais na vida”.
Está na África do Sul como um dos melhores da nossa selecção.
Junho 28, 2010 at 10:59 pm
#6
mesma probabilidade de acertar nos 5 números e nas duas estrelas simultaneamente.
Junho 28, 2010 at 11:00 pm
Junho 28, 2010 at 11:01 pm
Junho 28, 2010 at 11:02 pm
#6
Mas esse ,ao menos, não subiu por cunhas nem compadrios.
Junho 28, 2010 at 11:04 pm
Coentrão…
Junho 28, 2010 at 11:07 pm
Não me apetece nada pagar SCUts…já pago gasolina, selo, seguro, portagens, estacionamento, oficina…
Até parece que sou casada com o carro…era o que faltava!
Junho 28, 2010 at 11:09 pm
Este Secretário de Estado tem uma vozinha toda delicodoces!!!
Junho 28, 2010 at 11:10 pm
déjávu… aguéne?
Junho 28, 2010 at 11:16 pm
Ainda vai vender bolas-de-berlim com creme na praia de Faro.
Junho 28, 2010 at 11:23 pm
O desejo de muitos é subir na vida até conseguirem ficar acima da lei.
Agora gostaria de ouvir o poeta alegre declamar com voz tonitruante e cheio de convicção: “ESTE É O MEU PAÍÍSS DE MEERRDAAA!!!”
Junho 28, 2010 at 11:29 pm
Há uma experiência simples que qualquer um pode fazer e onde se aprende talvez mais sobre a nossa mentalidade colectiva em relação ao sucesso material e à ascensão social do que em todos os estudos isczeanos.
Experimentem observar as filas que se formam às sextas-feiras à tarde nas tabacarias onde se joga no euromilhões.
Reparem na quantidade e na variedade de gente, imaginem o pensamento que os une a todos.
Qual estudo, qual trabalho, qual poupança, quais investimentos? Isto vai lá é com uma “fézada”!…
Junho 28, 2010 at 11:33 pm
É normal que não acreditem.
Quem se licencia por fax é que está melhor.
Junho 28, 2010 at 11:34 pm
#17
Não relaciono uma coisa com a outra.
Há muita gente que joga e trabalha no duro.
Junho 28, 2010 at 11:35 pm
Então, mas os professores não são uma «corporação»?!
…
Qual é(são) o(s) partido(s) político(s) em Portugal que NÃO considera que os professores são «uma corporação»?
Junho 28, 2010 at 11:36 pm
#19
Mas não acreditam que o trabalho os enriqueça…
Junho 28, 2010 at 11:36 pm
O problema não é “tirar um curso” (certificado) mas sim a qualificação que ele dá.
Um familiar directo lecciona numa faculdade e diz que os jovens estão a entrar muito cedo para a Universidade, geralmente tem uma cultura geral muito pobre e raramente escolhem um curso conhecendo concretamente as suas saídas profissionais.
Durante os cursos, a maioria dos alunos estuda para o 10 (os queima cadeiras)e são muito poucos os que investem na aprendizagem. Querem aulas escolásticas porque assim podem faltar e depois copiam os apontamentos pelos colegas. E quando são colocados a trabalhar na modalidade de projecto é um descalabro total!
Tirar um curso não chega!
Um outro aspecto que ainda ninguém do Istzé quis estudar é a influência que uma má alimentação pode ter na falta de rendimento escolar nos alunos do superior. Muitas vezes o dinheiro das refeições não desviado para a vida boémia e outras dependências.
Junho 28, 2010 at 11:38 pm
«Quem se licencia por fax é que está melhor.»
Um “bom” exemplo para a canalha.
Acrescento: E os outros que nos rodeiam diariamente na pe(u)gada do “maior”?!
Junho 28, 2010 at 11:58 pm
#6
arlindovski-cunhado de…-vila do conde-caxinas…
Fábio Coentrão!!!
acertei?
o prémio ao aluno que melhor escrever o nome é dar um bacalhau ao Fábio Coentrão…
Junho 28, 2010 at 11:59 pm
Eu já tinha reparado nisto.
Qdo dizia aos meus alunos que precisavam estudar para vir a ter um emprego, patati, eles davam-me sempre exemplos de como, sem estudos, se ganhava mais.
Junho 29, 2010 at 1:12 am
Como se disse, há muita gente que trabalha no duro, sem alimentação à vista. Falar de enriquecimento com a crise até parece crime.
Junho 29, 2010 at 1:19 am
Mas que medidas são analisadas no livro da sinistra?
As que iniciaram o fim da Escola Pública, a degradação total do Ensino, as do facilitismo para os alunos, as que abriram as portas à indisciplina na escola e à falta de respeito para com tudo e todos????Devia ter vergonha pelo mau serviço que prestou ao País.
Os alunos ainda hão-de agradecer à sinistra.
Junho 29, 2010 at 12:55 pm
O nível de escolaridade e, consequentemente, de competências profissionais dos patrões, é muito baixo segundo o estudo. No 4º Trimestre de 2009, 71,7% dos patrões portugueses possuíam apenas um nível de escolaridade igual ou inferior ao 3º ciclo do ensino básico; os com a escolaridade secundária eram 12,2%, e com o ensino superior somente 16,1% do total. Enquanto isto se verifica com os patrões, os trabalhadores com o 3º ciclo do ensino básico ou menos eram 61,3% (- 14,5% do que os patrões ); os com o ensino secundário 20,4% (+ 67,2% que o dos patrões); e os com o ensino superior 18,3% (+13,7% do que a de patrões). Fala-se muito da baixa escolaridade dos trabalhadores mas não a dos patrões que impede a modernização das empresas