Desculpem o trocadilho do título, mas não consegui resistir.
Concentremo-nos.
Maria de Lurdes Rodrigues, na sua digressão de ontem pelas páginas do Expresso repetiu o estribilho de os professores quererem ser todos iguais e que qualquer avaliação diferenciadora será sempre mal recebida.
Sobre isso já escrevi, mas gostava de retomar o tema da indiferenciação, por ser algo que para mim se tem vindo a tornar evidente como um ponto axial das políticas do ME deste o anterior mandato.
Significa isto que, tal como eu vejo as coisas – claro que a miopia me pode estar a fazer ver as coisas desfocadas – a maior parte das medidas que o ME e o Governo apresentam como reestruturadoras do sistema educativo mais não são do que medidas destinadas à indiferenciação de todos os agentes e processos envolvidos.
- Antes de mais os alunos. O culto do sucesso estatístico a todo o preço tem feito com que se torne, em especial até ao 9º ano, pouco motivador um maior esforço por parte dos alunos que percebem que, fazendo um mínimo, conseguem transitar de ano, por ser essa a regra que se pretende impor. E, claro, mesmo com adesão residual, medidas como as de facilitar um exame final do 9º ano a quem nem o 8º conseguiu cumprir, envia uma mensagem muito dúbia a todos aqueles que consideram que deve haver regras claras e mérito num percurso escolar regular. E incentiva a que a maioria se conforme a adoptar um comportamento pouco diferenciado, pois o mesmo não obtém recompensa visível.
- Em seguida os professores. Se a criação da divisão da carreira entre titulares e zecos pareceu uma medida claramente diferenciadora, a verdade é que a prática revelou que isso tinha apenas objectivos económicos e que o modelo de avaliação que se pretendia impor – alegadamente para recompensar o mérito – mais não era do que uma ferramenta para forçar a uniformização e indiferenciação das práticas pedagógicas. Ao tornar indispensável 100% de aulas dadas para se ser excelente e não um critério de tipo pedagógico, a mensagem foi também desanimadora. Podem ser excelentes, mas se estiverem doentes ou tiverem um qualquer imprevisto acidental, sem forma de o remediar, a excelência já não está acessível. para além disso, a parametrização das classificações levou a uma mistufra estranha entre formatação e arbítrio que levou a maioria dos professores a práticas defensivas no seu quotidiano, o que conduz naturalmente a uma indiferenciação pedagógica em quem adere a um modelo de avaliação com as características do proposto pelo ME.
- Por fim, a própria organização da gestão escolar com a imposição de um modelo único, de direcção unipessoal. Numa primeira fase foi a imposição do modelo indiferenciador do director e agora o duplo movimento de concentração da rede escolar que, na base (ao eliminar centenas de escolas e encaixotando centenas de alunos do 1º CE) em centros escolares, e no topo (ao tentar amalgamar em mega-agrupamentos, escolas e agrupamentos com culturas próprias e distintas), fez mais por eliminar qualquer diferenciação pedagógica do que as teorias valterianas do sucesso ou a ameaça de um infantilizador primeiro ciclo de estudos de seis anos.
Porque a relação entre o fecho de escolas do 1º CEB e a amálgama dos mega-agrupamentos, para além dos aspectos económicos, é evidente quando encaramos estes processos sob a luz da indiferenciação e eliminação da variedade na base e no topo das organizações escolares.
O objectivo é reduzir radicalmente as unidades de gestão, mas também os projectos educativos em presença. Aliás, esta é a medida mais obviamente contrária a uma concorrência entre escolas e projectos que foi tomada nas últimas décadas.
O projecto de Escola Pública Modernaça que está subjacente a estas medidas é óbvio: é concentrar ao máximo os decisores intermédios para que o poder central melhor exerça o seu comando, ao mesmo tempo que aumenta a distância entre essas chefias e os agentes que agem quotidianamente no terreno (alunos e professores, assim como pessoal não docente e famílias).
As consequências de mega-agrupar são claras em termos organizacionais: a tutela fica com muito menos interlocutores (directores) com quem lidar, ao mesmo tempo que a relação destes com os seus subordinados n(professores) se torna mais distante, despersonalizada e indiferenciada.
E neste quadro, a eliminação da divisão na carreira – mantendo patamares de estrangulamento na progressão, permitindo manter as poupanças do regime dos titulares – nem sequer é um revés para o ME, o MFinanças e o Governo.
O triunfo da ideologia da amálgama, da indiferenciação, da redução dos agentes educativos a números, médias, rácios, gráficos e fluxogramas começa a ser avassalador.
E é por isso que, contra alguns que pensam qu a minha atitude é excesivamente individualista, eu defendo que a diferença deve começar em cada um de nós, na sua atitude quotidiana e na sua marca como(a) professor(a) e educador(a).
Se a pressão de cima é no sentido de nos tornar – de acordo com uma distorção da ideologia democrática liberal – cada vez mais iguais, para melhor nos governar, a melhor maneira de lhes resistirmos é afirmando a nossa especificidade pessoal e profissional.
Porque - repito-o há alguns anos – a resistência colectiva mais eficaz aos poderes abusivos é a que se consegue através da confluência consciente das atitudes individuais e não da adesão acrítica a um qualquer credo.
Junho 27, 2010 at 7:02 pm
Este post não vou ler, é muito comprido e não tem bonecos…
Junho 27, 2010 at 7:10 pm
Eu li .
Concordo absolutamente . Principalmente com isto : “eu defendo que a diferença deve começar em cada um de nós, na sua atitude quotidiana e na sua marca como(a) professor(a) e educador(a).”
Junho 27, 2010 at 7:13 pm
QED
Nem com o bold e as duas cores.
: )
Junho 27, 2010 at 7:14 pm
http://www.smartmobs.com/
Junho 27, 2010 at 7:14 pm
É exactamente isto.
A mensagem que transmitem é completamente paradoxal. Querem diferenciar professores com base em argumentos fictícios. No fundo, querem professores formatados, indiferenciados, que diferenciem pouco os alunos.
Tem sido interessante verificar que, em algumas escolas, se tem instituído o quadro de mérito para os melhores alunos ( em aproveitamento e comportamento). É uma tentativa, por parte dos profssores, de estimular os seus alunos a esforçarem-se.
Os técnicos do eduquês ( ideologia dominante) são contra estas diferenciações, por as considerarem discriminadoras.
Mas defendem que se diferenciem os professores.
COMO?
Soube de uma escola em que, tendo de optar entre 2 professores para uma única nota de mérito, escolheu o que tinha utilizado computador nas 2 aulas assistidas.
Porquê?
Porque era um dos itens para diferenciação.
Junho 27, 2010 at 7:19 pm
Muito bem Paulo, mas a nossa “especificidade pessoal e profissional”, também o repito há anos, só será relevante se a qualidade média (científica e pedagógica) dos professores aumentar significativamente, e rapidamente. E, desculpe-me o pessimismo, não estou a ver como poderá isso acontecer.
Junho 27, 2010 at 7:19 pm
A tipa é totalmente doida …
Como é que quer impor uma Pedagogia de Estado num sistema político democrático, ainda que somente formal como é o actual regime em Portugal?
Junho 27, 2010 at 7:20 pm
Nada melhor para caracterizar a situação da Educação!
Junho 27, 2010 at 7:24 pm
Todas as medidinhas da sinístrica criatura visaram impor um modelo único de professor e um modelo único de aluno. Tudo único, como nos regimes autoritários, em que as pessoas são totalmente despersonalizadas virando robots, números.
Junho 27, 2010 at 7:28 pm
Esta tipa só existiu, por Portugal estar a viver uma deriva anti-democrática.
Aliás, a prova de que tal deriva ainda existe, é ser-lhe dada a oportunidade de abrir a bocarra mal cheirosa num tabloide.
Junho 27, 2010 at 7:32 pm
É por causa deste cinismo com que usam alguns conceitos, que deixei de suportar ouvir falar em “diferenciação”.
É a gestão flexível do currículo, a diferenciação pedagógica ou pedagogia diferenciada.
Lançam o “palavrão” e os mais desprevenidos engolem. Dá para títulos de jornais: Os professores não querem ser diferenciados!
Dá para ouvirmos secretários de estado da educação afirmarem que em turmas pequenas não se pode “praticar” a diferenciação!!!
O absurdo total!
Junho 27, 2010 at 7:33 pm
Nem mais.
É uma das coisas que tem vindo em crescendo. Olho em volta e parecem-me todos cada vez mais iguais (bem sei que há aquelas excepções…).
Mexam-se, resmunguem, esmurrem a mesa.
Junho 27, 2010 at 7:33 pm
Há mais indiferenciações: quando se diminui a importância de uma possível unidade de esforços, ainda que circunstancial, entre sindicatos e associações de pais; quando se generaliza o comportamento dos autarcas a partir de alguns exemplos; quando se desmerece as cisões parlamentares em numerosas votações na assembleia. Para dar apenas alguns exemplos.
Junho 27, 2010 at 7:34 pm
A conclusão a vermelho do #0 é um dilema um pouco falacioso.
Há qualquer coisa que falta…..
Junho 27, 2010 at 7:36 pm
Paulo,
li o texto e fiquei com a sensação que foi escrito à moda de um “parecer jurídico”, ou seja, os argumentos parecem ter sido rebuscados para ir de encontro a uma convicção/teoria. Ou seja, se os factos fossem os contrários (por exemplo, o fim de todos os agrupamentos e a criação de uma direcção em cada escola) acho que os argumentos levariam à defesa da mesma convicção/teoria.
Afinal, já Pessoa dizia que “Os argumentos são, quase sempre, mais verdadeiros do que os factos. A lógica é o nosso critério de verdade, e é nos argumentos, e não nos factos, que pode haver lógica”…
Junho 27, 2010 at 7:36 pm
Como em todos os regimes autoritários, centraram obcessivamente toda a sua actuação na Propaganda através do controle dos òrgãos de comunicação social. Sem contraditório não é possível informar.
A mentira fraudulenta passou (e ainda passa), desta forma, para as população como se de verdades se tratasse.
Tudo demasiado denunciado.
Junho 27, 2010 at 7:38 pm
Quando as nuvens negras que têm pairado sobre o céu de Portugal se esbaterem definitivamente, ainda estou para ver o que vai acontecer às “lurdes” deste triste Portugal …!
Junho 27, 2010 at 7:39 pm
# 15
Já foi passear o cão?
Junho 27, 2010 at 7:39 pm
Um exemplo do “cúmulo da diferenciação”:
Este fds falei com uma colega ( prof de cursos profissionais no secundário) que me explicou como se tem de “diferenciar-não diferenciando” se um aluno estiver em risco de reprovar. Faz o 1º exame, tem 3 valores; seguem-se 2 testes-recuperação ( ligeiramente diferentes um do outro) , passa a ter 5 valores; seguem-se mais 2 fases: uma em Julho, outra em Setembro. O objectivo é que, ao fim de repetir a “quase igual” 5ª prova, consiga chegar aos 9,5!!
Isto sim é diferenciar.
Não é fazer pouco dos professores???
Junho 27, 2010 at 7:41 pm
“a resistência colectiva mais eficaz aos poderes abusivos é a que se consegue através da confluência consciente das atitudes individuais e não da adesão acrítica a um qualquer credo.”
Assino por baixo.
Junho 27, 2010 at 7:42 pm
Ia começar a ler, juro…mas li o nome fatal: MLR. Não! Não leio. Eu até li a biografia do Hitler…mas esta senhora…é superior a mim. Não leio.
Junho 27, 2010 at 7:45 pm
#15, se tudo pode ser isso e o seu contrário, para quê os debates?
O F.Pessoa tb dizia que gostava de umas pessoas pelas suas qualidades e de outras pela ausência dessas mesmas qualidades.
Mas ele falava da sua “subjectividade objectiva” ( palavras dele).
Aqui, o registo é outro.
Fazendo uma comparação: acha que uma criança de sente mais segura numa família onde há alguma proximidade, elo entre as pessoas que a constituem…ou noutra em que ninguém comunica?
Junho 27, 2010 at 7:56 pm
Mas houve alguma vez dúvidas sobre isso? Desculpem dizer mas quem as teve é acéfalo de todo…
Junho 27, 2010 at 7:56 pm
# 21
O problema pata é que não existiu um hitler, mas milhões de hitleres.
É definitivamente este “o” problema da raça humana, como neste anos vivemos e observámos – a ausência de consciência individual (consciente).
A psicologia das multidões explica os processos de diluição do Eu Consciente no “bando”.
Muitos professores exprimiram muita tristeza por seus colegas terem ido a Manifestações durante estes horripilantes anos e logo de seguida (parecerem) tomar posições na escola contrárias ao que seria suposto defenderem. Nada mais errado, pensava eu.
Junho 27, 2010 at 8:01 pm
De qualquer forma, tem-me custado imenso observar o nível de desenvolvimento das consciências individuais. Pensaria, talvez utopicamente, que neste momento com tanta informação disponível o nível seria muito superior e que seria já muito difícil a implementação de autoritarismo.
Enganei-me totalmente. Quer a nível da superestrutura do Estado, quer a nível micro (por ex nos nossos locais de trabalho) este nível consciente é muto baixo.
Muito mau sinal.
Junho 27, 2010 at 8:01 pm
autoritarismos
Junho 27, 2010 at 8:02 pm
#15,
Já tentou elaborar um pensamento original, seu, próprio, específico, pessoal?
Em forma de parecer jurídico ou outra coisa qualquer?
Já agora e a talhe de foice: tenho IMENSO orgulho nos dois pareceres solicitados ao advogado Garcia Pereira e no seu CONTEÚDO.
Junho 27, 2010 at 8:05 pm
Já agora leia-se tudo e como se aplica aos defeitos de visão/ilusão do delírio socrático sobre um país em derrocada:
Nisto de manifestações populares, o mais difícil é interpretá-las. Em geral, quem a elas assiste ou sabe delas ingenuamente as interpreta pelos factos como se deram. Ora, nada se pode interpretar pelos factos como se deram. Nada é como se dá. Temos que alterar os factos, tais como se deram, para poder perceber o que realmente se deu. É costume dizer-se que contra factos não há argumentos. Ora só contra factos é que há argumentos. Os argumentos são, quase sempre, mais verdadeiros do que os factos. A lógica é o nosso critério de verdade, e é nos argumentos, e não nos factos, que pode haver lógica.
Nisto de manifestações — ia eu dizendo — o difícil é interpretá-las. Porque, por exemplo, uma manifestação conservadora é sempre feita por mais gente do que toma parte nela. Com as manifestações liberais sucede o contrário. A razão é simples. O temperamento conservador é naturalmente avesso a manifestar-se, a associar-se com grande facilidade; por isso, a uma manifestação conservadora vai só um reduzido número da gente que poderia, ou mesmo quereria, ir. O feitio psíquico dos liberais é, ao contrário, expansivo e associador; as manifestações dos “avançados” englobam, por isso, os próprios indiferentes de saúde, a quem toda a vitalidade acena.
Isto, porém, é o menos. O melhor é que, para quem pensa, o único sentido duma manifestação importante é demonstrar que a corrente da opinião contrária é muito forte. Ninguém arranja manifestações em favor de princípios indiscutíveis. Tão pouco se aglomeram vivas em torno a um homem a quem é feita uma oposição sem relevo ou importância. Não há manifestações a favor de alguém; todas elas são contra os que estão contra esse alguém. É por isso este, não o “homenageado”, quem fica posto em relevo. Quanto maior a manifestação, mais fraco está o visado; maior se sente a força que se lhe opõe. Toda a manifestação é um corro-a-salvar-te de quem não pensa contribuir para a salvação senão com palmas e vivas.
É este o ensinamento que toda a criatura lúcida tira das manifestações populares.
Quando a uma criatura, que está em evidência ou regência, se faz uma manifestação que resulta pequeníssima, conte tal criatura com o apoio dum país inteiro. Se a manifestação fosse grande, tremesse então. É que os seus partidários teriam sentido, por uma intuição irritada, a grandeza da oposição a ele, e isso os chamaria em peso para a rua, para, com suas muitas palmas e vivas, aumentar a ele e a si próprio a ilusão duma confiança que enfraquece.
Ideias Políticas
Junho 27, 2010 at 8:09 pm
A propósito de “dois pareceres solicitados ao advogado Garcia Pereira e no seu CONTEÚDO.”
Não estará na “hora certa” de os enviarmos (ou voltarmos a enviar) para os senhores deputados pátrios????
E para as redacções dos jornais,…
Sugiro enviar-se para o constitucionalista Bacelar Gouveia do PSD, e outros.
A Reb, a Olinda e outros escrevem melhor que eu e têm mais treino.
Junho 27, 2010 at 8:14 pm
“para quem pensa, o único sentido duma manifestação importante é demonstrar que a corrente da opinião contrária é muito forte.”
“É este o ensinamento que toda a criatura lúcida tira das manifestações populares.”
Não sei colocar a negrito (…)
Junho 27, 2010 at 8:24 pm
«Tudo único, como nos regimes autoritários, em que as pessoas são totalmente despersonalizadas virando robots, números.»
Que é como quem diz no regime em que vivemos por cá.
Junho 27, 2010 at 8:25 pm
#29,
Ou arranjar alguma novidade nessa matéria.
Está em estudo.
Junho 27, 2010 at 8:27 pm
#14
acho que falta um ponto de confluência
Junho 27, 2010 at 8:33 pm
#27
Paulo não me leve a mal, mas a sua réplica está desfocada…Apenas quis dizer que, ao ler o seu texto, pareceu-me, mais uma vez, que o problema do Paulo não são as medidas em si (afinal, sejam elas quais forem, elas parecem-lhe ser sempre más..) mas sim a sua origem… Apenas isso.
Já agora, e a talhe de outra foice, todas as minhas opiniões, apesar de diferentes da sua, são pessoais e livres. Originais… é que já não sei… até porque não tenho esse poder criativo nem essa visão conspirativa de tudo o que vai contra os meus interesses ou posições.
*no intervalo da Arg-Mex
Junho 27, 2010 at 8:33 pm
#14.
SZe considerar que um post abre discussão e que pode ser completado por comentários argutos, seria a sua vez de o completar.
Que me explicasse a falácia, não sei se é pedir muito.
Eu posso dizer que o céu hoje me parece acastanhado visto aqui da minha sala, mas isso não o torna necessariamente acastanhado. Muito menos se eu não demonstro porque me parece acastanhado…
Junho 27, 2010 at 8:35 pm
Para o Mat..
Assunto: Frase do dia
“Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic:
Gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar… “
Junho 27, 2010 at 8:36 pm
#34,
Errado.
Há decisões correctas.
Ou inícios de… não concretizados: o fim (não concretizado) das provas de recuperação. O reajustamento (ainda não concretizado) do currículo com eliminação das ACND.
E até há mais.
O seu problema é que o que escreve não se distingue do que diria um Vitalino Canas, um Trocado da Mata (bem… não quero ofender…), um qualquer assessor do ME, alguém que não consiga fugir da vulgata deste PS.
Já se interrogou que, sendo livre para aderir a qualquer credo, poderia ao menos incutir um cunho pessoal às suas posições.
Tipo António Costa? Nada de novo, mas pelo menos a aparência de algo diferente?
Junho 27, 2010 at 8:50 pm
Tudo, na escola actual, aponta para o centralismo e a indiferenciação; Fluxo de informação; programas; planificações; metodologias, etc.
A ADD daquele ego desmedido, patológico, que desbota hoje umas páginas do ‘Expresso’ visa APENAS punir os que ousam pensar livremente as suas práticas pedagógicas ou, pior ainda, os que ousem questionar as sábias directrizes pedagógicas dos seus coordenadores ou directores.
TUDO o que foi feito em educação pelo governo Sócrates teve obscuros fins utilitaristas como o magalhães, cumpriu compromissos com a agenda gay ou visou o controlo total ds processos educativos no sentido de formatar e normalizar mentes e consciências tão precocemente quanto possível.
Muito mais do que Salazar conseguiu pazer, embora ambos se socorram da mesma arma: a propaganda.
Junho 27, 2010 at 9:31 pm
Por falar em Propaganda.os tipos copiaram o mestre…ouça o discurso…
Junho 27, 2010 at 9:32 pm
Excelente post!
Será que o Expresso não estaria interessado na publicação do mesmo?
…
Junho 27, 2010 at 9:33 pm
Retirem a palavra judeus e ponham professores e vai dar ai mesmo…
Junho 27, 2010 at 9:37 pm
MLR – ENCERRADO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Junho 27, 2010 at 9:45 pm
#1
Apresentarei uma moção à mesa para que se organize uma comissão para se pronunciar acerca da elaboração de um parecer que vise uma possível deliberação que, democraticamente, obrigue o Paulo a redigir posts em banda desenhada. Boa?
Junho 27, 2010 at 9:47 pm
Ao Domingo encerram mais cedo?
Junho 27, 2010 at 9:49 pm
Não!
Só se encerram mais cedo coisas que dão enjoo e náuseas e …
Junho 27, 2010 at 9:54 pm
#34,
Concordo com tudo o que é dito no post, mas tenho dúvidas sobre o que pretende dizer sobre os 2 últimos parágrafos. Daí que, para melhor argumentar sobre os dito parágrafos, preciso de perceber:
1- se o ” afirmar a nossa especificidade pessoal e profissional.” tem o mesmo significado das “atitudes individuais”
2- se a “confluência consciente das atitudes individuais” inviabiliza uma tomada de posição colectiva e profissional.
A falácia a que me referi vem do que entendi do ponto 1 e 2 que atrás descrevi.
O céu parecer acastanhado pode ter a ver com 2 enganos, sendo que um deles pode ser uma conjuntivite e o outro um daltonismo não tratado.
-:))
Junho 27, 2010 at 9:56 pm
Os posts fracturantes estão encerrados!
Junho 27, 2010 at 9:59 pm
Ou efeitos da colisão de um meteoro ou a explosão de um vulcão…
Ashes and sulphur compounds injected into the stratosphere by volcanic activity is believed to have contributed to global cooling during the Little Ice Age between the 16th and mid 19th century, and the eruption of Mount Tambora in 1815 caused the Year Without Summer, ruining crops around the world and causing hundreds of thousands of deaths (and creating spectacular sunsets documented in paintings by Turner).
http://aroundtheedges.files.wordpress.com/2009/03/turner-rain-steam-and-speed.jpg
Junho 27, 2010 at 10:08 pm
#46,
Fernanda, já passa por aqui há tempo suficiente para não ter essa dúvida.
Parece-me elementar:
1) Devemos afirmar a nossa individualidade pessoal e profissional. Não é “atitudes individuais”. É um conjunto de indivíduos (e não peças) que assumem uma especificidade profissional que é variada, mas dessa variedade sabem extrair um valor acrescido.
2) Aqui é que eu não percebo mesmo o que não percebe, de tão claro que é o ponto. A confluência das atitudes individuais consiste – EXACTAMENTE – numa atitude colectiva.
Recorda-se da discussão pré-manifs de Novembro de 2008?
Não se afirmaram imensas posições específicas, quantas vezes conflituantes?
Não fomos lá (quase) todos na mesma?
Eu não gosto que as pessoas façam o que os outros lhes mandam. Gosto que pensem. Que decidam. Em consciência.
Não por decreto organizacional.
Junho 27, 2010 at 10:10 pm
Os factos são secundários na lógica? Pelo menos, essa não é uma opinião geral…
The facts in logical space are the world.
Ludwig Wittgenstein
Junho 27, 2010 at 10:20 pm
Há manifestações que são decisivas. Por exemplo, após os atentados terroristas nos combóios de Madrid em 11 de Março de 2004, o governo cessante, de Aznar, apostou tudo numa responsabilização da ETA (que nunca havia enveredado por acções daquele teor). Muitos espanhóis não acreditaram e manifestaram a sua discordância nas ruas. Aznar quis aproveitar o momento crítico para adiar as eleições, tendo pressionado o rei a assinar um decreto nesse sentido. Com a pressão popular, essa tentativa foi gorada.
Outro exemplo mais marcante foi a manifestação do 1º de Maio de 1974 em Portugal. Confirmou brilhantemente o apoio popular à acção militar e às primeiras decisões do governo provisório. Outro caso notável foram as manifestações de professores durante o ministério de MLR, que estiveram por um triz de fracturar a maioria absoluta.
Junho 27, 2010 at 10:23 pm
#49,
1- Obrigada pela explicitação. De acordo.
2- Às vezes, especialmente por estarmos numa de registo escrito, nem sempre o que nos parece claro e elementar o é, na verdade.
Por isso penso que não é mau explicitarmos o “elementar” e o “exactamente”, sempre que possível.
3- Eu também não.
Last, but not least, o meu referencial é 1, Fernanda 1. Nestas coisas sou muito individualista.
-:)
Junho 27, 2010 at 10:24 pm
#52,
Hoje não atino com o sorriso charmoso!!!!
Junho 27, 2010 at 10:25 pm
#53
Já atinei.
O céu está acastanhdo mesmo por aí?
Junho 27, 2010 at 10:42 pm
«…que, democraticamente, obrigue o Paulo a redigir posts em banda desenhada. Boa?»
E que, pelo menos três vezes por semana, leia a bíblia como muito bem faz o Reitor.
Junho 27, 2010 at 10:48 pm
#55
25, meu comunista preferido, foste – de novo – despromovido aos cartazes? Lamento, estavas promissor até à Coreia do Norte.
Em tempo, seria perfídia.
Junho 27, 2010 at 10:50 pm
#55,
Eh pá, esse fascista mete nojo!
Junho 27, 2010 at 10:51 pm
Em breve nova estratégia.
http://www.pcp.pt/comité-central-do-pcp-reúne-para-analisar-situação-pol%C3%ADtica-e-social
Junho 27, 2010 at 10:52 pm
Pronto, fala-se em fascistas, vem a pandilha toda atrás.
Junho 27, 2010 at 11:00 pm
#58,
Já percebemos que para muitos umbiguistas de ideias simples e pensamento linear a estratégia de Mário Nogueira e da direcção da Fenprof é ditada pelo CC do PCP.
O que eu lhes pergunto é quem dita a estratégia ou o programa de acção, por exemplo, das direcções não-comunistas do SPGL ou do SPN, os maiores sindicatos da Fenprof. Ou da FNE e dos restantes sindicatos docentes insuspeitos de ligações ao PCP.
Junho 27, 2010 at 11:04 pm
Este #59 é o tal Vargas?
O tal que era, não era…
… e acabou sendo?
…
Junho 27, 2010 at 11:07 pm
Obrigada, Paulo, por este excelente post.
Junho 27, 2010 at 11:07 pm
#61,
Pensamento único e ideias fixas. Responde mas é à perguntinha se fores capaz…
Junho 27, 2010 at 11:08 pm
#60,
Mas a FNE existe?
Eu estava convencido que não… e nisso comungava com os ortodoxos…
Nem nisso concordamos?
Mas afinal a FNE e os outros sindicatos (incluindo os que foi proposto que não se sentassem á mesa das negociações) sempre existem?
Não são ficções como eu achava?
Buiá!
Junho 27, 2010 at 11:08 pm
#60
Ok. Deixaremos de dar crédito a MN. Afinal de contas, no dizer dos colegas dele, não é suficientemente representativo.
Junho 27, 2010 at 11:09 pm
#61,
Nem me preocupo em ir confirmar.
Ele anonimiza para disfarçar, não percebendo que é o único.
Ele promete que não volta, mas não quer outra coisa.
Não consegue dormir sem que alguém o mande catar(-se).
Junho 27, 2010 at 11:10 pm
#60,
O que é um “umbiguista”?
Alguém que visita este blogue, comenta e tenta ter opinião?
Bem vindo então ao “umbiguismo”,
Gundisalbus, digo,Johny, raios, coiso-alter!Junho 27, 2010 at 11:10 pm
Estão a atirar ao lado.
Se a Fenprof trabalha mal, mostrem-me o sindicato que faça melhor que eu mudo já.
Junho 27, 2010 at 11:12 pm
Há aquele dos maquinistas da CP
Junho 27, 2010 at 11:14 pm
#69
Esses trabalham bem. Nos tempos áureos até tinham fundo de greve. Já mandei a ficha mas não me quiseram.
Junho 27, 2010 at 11:14 pm
#37
Acredite, ficaria bem mais ofendido se me comparasse ao António Costa ou assim.
Junho 27, 2010 at 11:17 pm
«Ok. Deixaremos de dar crédito a MN. Afinal de contas, no dizer dos colegas dele, não é suficientemente representativo.»
Eu estou disponível para constituir um sindicato. Uma coisa independente, democrática, apartidária, representativa dos legítimos interesses dos professores, que não volte a cara à luta. Na condição de ser nomeado ao abrigo do 75/2008.
Junho 27, 2010 at 11:24 pm
#72,
Eu não.
Nunca.
Em tempo algum.
Junho 27, 2010 at 11:31 pm
Pois é: criticar é fácil, fazer é difícil.
Com todos os defeitos que possam ter, os sindicatos dirigem a luta dos trabalhadores por uma vida melhor. A verdade é que ainda não se inventou outra coisa que os substitua.
Mas pode ser que os umbiguismos organizados e reflectidos um dia cheguem ao poder. E se não forem todos, ao menos que haja alguma coisa para o Papa Paulo ou o Guru Crato.
Junho 27, 2010 at 11:42 pm
Mas ainda ninguém avisou os sindicatos (de professores?) que hoje, no Séc. XXI, os trabalhadores já não se deixam levar em lutas do proletariado contra o capital? Já avisaram os sindicatos que hoje, no Séc. XXI é preciso saber influenciar e negociar?
Pois… bem me parecia! Negociar não sabem, de certeza!
E anda esta gente a querer continuar a convencer os totós que representa os professores! Essa representação só interessa ao ME e aos ‘destacados’ sindicalistas.
Junho 27, 2010 at 11:43 pm
«E se não forem todos, ao menos que haja alguma coisa para o Papa Paulo ou o Guru Crato.»
Nã, nã… assim não alinho. Eu é que sou o director.
Junho 27, 2010 at 11:45 pm
#67,
Temos aqui um caso de Q.P.U:
- Quádrupla-Personalidade-Umbiguista.
Podendo à primeira vista parecer um pequeno distúrbio mental – fruto das longas horas de inércia passadas no recanto de um qualquer sofá – é de considerar extremamente preocupante essa multiplicidade de personalidades.
- Que demónios atormentarão este ser fragmentado???
Motivo para um case-study-umbilical…
…
…
Junho 27, 2010 at 11:47 pm
«E anda esta gente a querer continuar a convencer os totós que representa os professores! Essa representação só interessa ao ME e aos ‘destacados’ sindicalistas.»
Foi este pensamento que nos conduziu à situação em que estamos. Isto é música para os ouvidos dos governantes socratinos.
Por isso é que eu quero um sindicato forte, unido, em que toda a gente pensa o que eu pensar. Para alguma coisa sou eu o director, não?
Junho 27, 2010 at 11:49 pm
Como já o disse: no fundo somos todos formigas obreiras…caminhamos no carreiro de manhã voltamos à tarde e alimentamos a rainha..outras virão substituir-mo-nos quando formos dispensáveis,….algumas contudo, tentam mudar de rumo…
A formiga no carreiro
Vinha em sentido cantrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
Junho 27, 2010 at 11:52 pm
#78
Fartote de rir, meu comunista preferido a fazer humor.
Junho 27, 2010 at 11:53 pm
Caro tt (#75)
Tenho professores na família que são sindicalizados. Estará a chamá-los totós?
Agradeço resposta.
Junho 28, 2010 at 12:10 am
Caro António, #81,
Na sequência do que já escrevi muitas vezes, tenho que lhe dizer: os professores que são sindicalizados porque ainda pensam que os sindicatos são organizações que têm por missão resolver-lhes os problemas laborais, sim, acho mesmo que são ingénuos, vulgo totós. Em sendo sindicalistas, então a coisa é outra: Trata-se de governar a vidinha.
Qualquer sociedade de advogados ou agência de comunicação faria, com vantagem e menos custos para os contribuintes, muito mais pelos professores do que essas agrmiações empedernidas e ultrapassadas que são os sindicatos.
Junho 28, 2010 at 12:16 am
#82,
totó não é o mesmo do que ingénuo.
mas o tt acumula.
ENCERRADO.
Junho 28, 2010 at 12:18 am
Caro tt
Não são sindicalistas, são sindicalizados. Não gostam, com facilmente se compreende, de serem tratados com epítetos dessa natureza, nem sequer de ser tomados como ingénuos. Desejo-lhe sorte nas suas iniciativas que visem dar a volta à situação, principalmente se conseguir respeitar opções dos seus colegas.
Junho 28, 2010 at 12:20 am
totó = nabo, palerma, parvo
por arrasto, tb sou, né tt?
Junho 28, 2010 at 12:28 am
Sei lá, citizen!
Conheço professores que são sindicalizados por preguiça. Não lhes apetece estar a par de legislação nenhuma e quando precisam de qualquer coisa vão a correr ao sindicato.
Respeito todas as opções, mas menhuma delas me faz deixar de pensar que o modelo sindical actual não é democrático nem representativo.
Junho 28, 2010 at 12:39 am
#86,
Boa , tt!
Então, para além de ingénuos, vulgo totós, são ainda e também preguiçosos.
Ai, tt!
Respeitas todas as opções. É bonito.
E a ti?
Junho 28, 2010 at 12:50 am
Os de Fitares agora vão dormir, boa noite a todos!
Junho 28, 2010 at 2:01 am
# 78
AHAHAHAHAHHHHHHHHH!
Junho 28, 2010 at 2:03 am
O António Duarte, hoje, tem falta.
Junho 28, 2010 at 5:18 pm
Ainda bem que ninguém sentiu a minha falta.