Estas posições gerais, ao nível do topo das organizações, precisam ter tradução ao nível local. Não pode ser a ANMP a acordar e impor, por exemplo, que escolas fechem e outras sejam mega-agrupadas.

Há que reunir Conselhos Gerais de Escolas e Conselhos Municipais de Educação.

Autarquias e associações de pais resistem ao fecho de escolas

Reorganização da rede escolar no básico gera protestos. Muitas comunidades educativas de norte a sul do país não estão a aceitar a fusão dos agrpamentos.

Câmaras exigem decisão até 4.ª

Associação de Municípios quer que encerramentos sejam protocolados e reclamam reunião urgente

O anúncio de que serão investidos 100 milhões de euros na requalificação de escolas do 2.º e 3.º ciclos, não altera a posição das câmaras relativamente ao fecho de primárias. A Associação Nacional de Municípios (ANMP) aumenta de resto a pressão sobre o Governo, dando até quarta-feira ao Ministério da Educação para definir – com o acordo dos autarcas – quais são os espaços a encerrar.

“Até ao final do mês isto tem de estar resolvido, senão teremos enormes complicações”, defende ao DN António José Ganhão, presidente comissão de Educação da ANMP: “Corremos o risco de pôr em causa o arranque do ano lectivo”, diz, lembrando que “em breve vão começar as matrículas para o próximo ano e as famílias não sabem se as escolas vão abrir”.