Maria de Lurdes Rodrigues teve uma missão ingrata no mandato anterior e levou-a até ao fim. Foi recompensada por isso, de forma muito notória até pela data em que isso foi tornado público, com a presidência da FLAD.
Foi uma enorme recompensa, até porque virtualmente vitalícia, dada pelo primeiro-ministro José Sócrates. Todos sabemos e percebemos isso. Foi um pagamento enorme pelo sacrifício que fez e por ter ajudado a piorar o desempenho do nosso sistema educativo, como agora se percebe pelos resultados em provas de aferição (e quase por certo nos exames), na ressaca da blitzkrieg que tentou e acabou por transformar numa longa e mortífera guerra de trincheiras entre ME e professores.
Eu sei que é inevitável que lhe perguntem o que acha da nomeação. E compreendo que tenha aceite. Afinal merece mesmo ser recompensada pelo que desfez. Pelas vidas de professores que estragou, pela forma como ajudou a destruir o ambiente de trabalho nas nossas escolas e como – achando que fez uma revolução - apenas encetou formas de terror.
O que a mim me dá algum incómodo é que se transforme uma evidência num dever. Essa parte é que me faz embrulhar o estômago.
Considerei que era meu dever aceitar e também uma honra ser distinguida para a direcção de uma instituição com tanto prestígio, com trabalho feito e reconhecida por muitos portugueses que beneficiaram da sua ação.
Maria de Lurdes Rodrigues sabe que numa sociedade meritocrática e não baseada no favor pessoal e político, nunca chegaria à presidência da FLAD. Sabe que num sistema de avaliação e progressão como o que defende para os professores, nunca passaria de investigadora candidata a apoios da FLAD para fazer os seus estudos.
Mas, como a sociedade em que vivemos nem sequer é a utopia em que todos são iguais, mas sim a distopia em que uns são mais iguais do que outros devido a factores que não interessa aqui desenvolver, Maria De Lurdes Rodrigues chegou onde chegou.
Dou-lhe os meus parabéns.
Mas aconselharia o recato e o pudor que não voltasse a apresentar a sua aceitação como um dever.
(mas, que fique claro, comprarei o livro o mais depressa que puder, para me deliciar com a prosa de alguém com uma auto-imagem claramente em elevação estratosférica)
Junho 26, 2010 at 12:42 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/06/26/o-cerebro-da-lurdinhas/
Junho 26, 2010 at 12:48 pm
Com esse dinheirito que vais gastar no livro podias pagar-me um petisco numa esplanada algarvia
Junho 26, 2010 at 12:55 pm
Isto do lançamento do livro faz-me lembrar outros dois célebres lançamentos:
- O Menido de Ouro, apresentado por Dias Loureiro… Pouco depois a justiça andava atrás dele do Dias, porque o outro, o José continua acoitado…
- O do João Rendeiro “João Rendeiro – Testemunho de um Banqueiro”… Dias depois o banco falia…
E nem vou falar da história do apartamento multimilionário que a dita comprou, já que o Paulo nunca quer tocar no assunto…
Agora, com o rendimento da FLAD já o consegue pagar…
Junho 26, 2010 at 12:57 pm
Passem por aqui e riam-se em vez de se deprimirem com a MLR…
http://aeiou.expresso.pt/homens-da-luta-mandam-tudo-abaixo-pelo-mundial=f590123
Junho 26, 2010 at 12:59 pm
Se os americanos atribuíssem alguma importância à FLAD tinham avisado que queriam alguém competente e decente….
Junho 26, 2010 at 1:01 pm
Pergunta à Sra. Dona MLR?
Valeu a pena a arrumação da sua vidinha, à custa do estrago feito a uma classe profissinal inteira (classe essa que nunca admitiu públicamente ter pertencido)?
Continuo a não conseguir suportar essa criatura. A mulher faz-me azia!
Junho 26, 2010 at 1:25 pm
Está na moda escerever livrinhos post-coitum, sobre a ‘experiência política”, depois da ‘vida pública’, bla, bla, bla. Uma mina!
Comprá-los – ou sequer lê-los por emprêstimo ou numa biblioteca – é ser cúmplice e pactuar com abjecção da latrina.
Se é para rir, há dezenas, centenas de livros que bem o merecem e cujos autores, cómicos portugueses ou estrangeiros, não vivem de reformas douradas em fundações com pedigree. Além de serem, ou poderem ser, gente intelectualmente honesta, generosa, inteligente e realmente competente.
Dar dinheiro, tempo ou atenção a esta gente é restituir-lhe importãncia não nunca mais, como nunca deveria ter tido, deverão ter.
E é, quer se queira quer não, repito: dar-lhes dinheiro!
Gosto muito de muito do que o senhor Paulo Guinote escreve, muitas vezes, mas a sugestão de que ia comprar isto, levou-me a reler o texto, ir ao início, voltar ao fim – para confirmar se era mesmo seu o texto e nenhum daqueles de outros autores que por vezes por aqui publica.
Dar dinheiro a esta gente, mesmo a troco de um objecto (a que parece que chamam livro), voluntaria e livremente, é um gesto que tenho, a sério que tenho, dificuldades em entender e em qualificar.
Junho 26, 2010 at 1:28 pm
O diabo, caso seja masoquista, que a leve.
Junho 26, 2010 at 1:34 pm
QUANDO O FUTEBOL ERA MAGIA…QUAL RONALDO OU MESSI..
Junho 26, 2010 at 1:36 pm
Será julgada pela História como a pior Ministra ou Ministro que Portugal alguma vez teve.
Tão simples como isto.
Junho 26, 2010 at 1:37 pm
lIVRESCO ELA ESTÁ-SE BEM A CAGAR PARA ISSO….
Junho 26, 2010 at 1:39 pm
#11. A sr. matrona não tem cérebro para isso – só tem espelho…
Junho 26, 2010 at 2:07 pm
Sócrates diz que gosta de Mário Soares pq ele gosta de Camões.
E ele, será que gosta de Camões? Será que alguma vez o leu?
Este homem é um cérebro….
Junho 26, 2010 at 2:19 pm
«Temos hoje uma classe política corrupta, um governo autoritário, 600 mil desempregados, menos imprensa livre, educação medíocre, justiça lenta, saúde para alguns, mais impostos e um Estado arruinado. E o povo, prosperou? O Eurostat diz que não: Portugal e Malta são os únicos países que, com um PIB per capita inferior à média europeia em 1998, se afastaram desta média nos dez anos seguintes. Ou seja: os outros convergiram, Portugal divergiu. Os números estão aqui.»
Luís M. Jorge, Vida Breve
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&init=1&plugin=1&language=en&pcode=tsieb010
Junho 26, 2010 at 2:26 pm
Ela continua execrável ! Odeio-a !
Junho 26, 2010 at 2:26 pm
Bem me esforço, mas não consigo associar auto-estima com o objecto referido no post.
Junho 26, 2010 at 2:32 pm
Para este cinismo despudorado…nem um tostão furado.
A Escola Pública Pode Fazer a Diferença. (??)
Só o leio, emprestado e de olhos vendados.
Junho 26, 2010 at 2:49 pm
É assim meus amigos.
Sistemas de avaliação como o que se exige aos professores só servem para o povo.
A classe nobre avalia-se segundo outras regras e a empregabilidade decide-se com nomeações de cariz meritório duvidoso.
Vivemos numa sociedade podre, onde a honestidade intelectual não abunda e onde o exemplo não é exemplo.
A instituição tem prestígio, do elemento nomeado já não direi o mesmo.
Junho 26, 2010 at 2:54 pm
Que entrevista estratégica! no tempo e no modo… e vai vender.
Junho 26, 2010 at 2:55 pm
A cabeça de Maria de Lurdes Rodrigues é uma Casa de Espelhos onde o seu neurónio solitário vê a sua imagem sucessivamente repetida e pensa estar no meio de uma incontável multidão. Isso faz com que MLR se sinta um autêntico CFC, sabe que é mais densa que o ar mas julga-se na estratosfera, no papel de exterminadora implacável.
Junho 26, 2010 at 2:59 pm
Gostei do post .
O Paulo no seu melhor !
Mas começar o sábado a ler estórias de bruxas não é lá muito agradável …
Junho 26, 2010 at 3:14 pm
Sobre o texto, avalio o Paulo com EXCELENTE
Junho 26, 2010 at 3:46 pm
Na mouche Paulo !
Junho 26, 2010 at 3:54 pm
Só o nome da senhora dá-me náuseas.
A imagem do ministro de propaganda de Sadam vem-me sempre à memória quando leio ou ouço algo escrito ou dito por tal pessoa.
É a autêntica e eficiente vendedora da banha da cobra.
Junho 26, 2010 at 4:20 pm
Já alguém leu isto que consta do despacho que se refere ao próximo ano lectivo..pois…
3.3 – Os estabelecimentos de ensino asseguram a ocupação dos alunos através da organização de actividades livres nos períodos situados fora das actividades lectivas e do encerramento para férias de Verão e em todos os momentos de avaliação e períodos de interrupção das actividades lectivas.
Amas secas….não se esqueçam de levar dodots para limpar o cu ás criancinhas…
Junho 26, 2010 at 4:21 pm
Detesto-a. Não vou ler, não vou comprar. E tenho raiva de quem vai.
Junho 26, 2010 at 4:22 pm
E isto..
3.4 – Compete ao director pedagógico, consultados os encarregados de educação, decidir sobre a data exacta do início das actividades lectivas bem como fixar o período de funcionamento das actividades livres, devendo tais decisões ser comunicadas à direcção regional de educação respectiva, até ao dia 2 de Setembro.
Junho 26, 2010 at 4:22 pm
Paulo,
não posso estar em maior desacordo consigo. Maria de Lurdes Rodrigues foi de facto uma grande Ministra da Educação (por favor, não se confunda Ministra da Educação com Ministra dos Professores).
Não me vou alongar em elogios porque, de certa forma, serão sempre subjectivos. Vamos aos factos, de 2009, que muitos recusam saber:
1. Insucesso Escolar:
- O Ministério da Educação definiu um conjunto de medidas para combater o insucesso escolar dos alunos e optimizar as condições de aprendizagem, logo a partir do ensino básico.
- para estudantes em risco de ficar retidos no mesmo ano de escolaridade ou que tenham ficado retidos no ano lec¬tivo anterior, foram introduzidos e desenvolvidos nas escolas: (1) planos de recuperação, (2) planos de acompanhamento, (3) reorientação de alunos para percursos curriculares
- As aulas de substituição
- planos de desenvolvimento específicos, que incluem activi¬dades de enriquecimento curricular destinadas especialmente a este tipo de estudantes
- Os Cursos de Educação e Formação (CEF), que tiveram um forte incremento no âmbito da Iniciativa Novas Oportunida¬des, constituíram uma estratégia, quer de prevenção, quer de reintegração de jovens em risco de insucesso e de abandono escolar.
- A reinserção no sistema educativo de alunos em risco de abandono escolar está também na base do relançamento do Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), que visa a promoção do sucesso educativo de alunos em contextos socio-educativos particulares.
2. Alunos:
- Pela primeira vez desde 1995/1996 assistiu-se um aumento de alunos matriculados na generalidade dos níveis de ensino.
- Aumento da oferta formativa CEF, EFA e cursos profissionais
- Os alunos do 3.º ciclo do ensino secundário fal¬tam em média 22,5% menos que no mesmo período do ano lectivo anterior.
- Criação do dia do diploma e de um prémio de mérito aos melhores alunos de cada escola que tenham concluído o ensino secundário.
3. Abertura da Escola à comunidade:
- criação de centros novas oportunidades em 195 escolas
- criação cursos ensino de português para estrangeiros em 125 escolas
- uso dos edifícios para actividades formativas pós laborais eventos culturais e desportivos
- Entrada de personalidades e entidades locais na orientação estratégica das escolas
4. Autarquias
- Foram aprofundadas e alarga¬das as áreas de colaboração entre o Ministério da Educação e as autarquias que permitiu generalizar o ensino do Inglês no 1.º ciclo, concretizar as actividades de enriquecimento curricular e a escola a tempo inteiro, encerrar escolas isoladas e planear a construção de novos centros escolares
- Foram homologadas 216 cartas educativas.
5. Autonomia de Escolas
- Na sequência da avaliação externa, foram assinados 22 contratos de autonomia e desenvolvimento num total de 144 estabelecimentos de ensino, associados à responsabilização por objectivos de melhoria de resultados e da qualidade do ensino, reforçando competências das escolas nas áreas da organização pedagógica, da organização curricular, dos recur¬sos humanos, da acção social escolar e da gestão estraté¬gica, patrimonial, administrativa e financeiro.
6. Avaliação de Alunos:
- As provas de aferição passaram a ser universais e obrigatórias para todos os alunos dos 4.º e 6.º anos de escolaridade
- Os exames de Língua Portuguesa e de Matemática no final do 9.º ano, como condição de conclusão do 3.º ciclo, realiza¬ram-se pela primeira vez em 2005
7. Avaliação Docente:
- Este processo insere-se no compromisso mais vasto de esten¬der a avaliação do desempenho a toda a administração pública, na perspectiva da elevação dos padrões de qualidade no desempenho de funções públicas e no serviço prestado aos cidadãos
8. Avaliação do Pessoal Não Docente:
- Avaliação do desempenho do pessoal não docente, dos es¬tabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensi¬nos básico e secundário, é realizada através da adaptação do regime de avaliação de desempenho em vigor para a adminis¬tração pública (SIADAP)
9. Acção Social Escolar:
- Generalização do acesso às refeições escolares (90% das escolas)
- Aumentado o apoio para a compra de manuais e aquisição de computadores e acesso à internet (700 mil alunos do 2º /3º e sec)
- Passe escolar para 1,6 milhões de alunos
- Subsidio de transporte , alimentação e bolsa de estágio para alunos do profissional.
10. Computadores:
- Foram entregues mais de 900 mil computadores, a maioria com acesso à Internet em ban¬da larga: 200 mil alunos adultos, 87 mil professores, 374 mil alunos jovens e mais de 250 mil crianças do ensino básico
Ensino Profissional
- Desde 1998-1999, o número de turmas dos cursos profissio¬nais mais do que triplicou, passando de cerca de 1 400 para mais de 4 500. Estão hoje disponíveis 96 cursos, cujas varian-tes dão origem a 122 saídas profissionais. Por outro lado, de um volume de 28 mil alunos inscritos em cursos profissionais, em 1998-1999, passou-se para 91 mil, em 2008-2009, o que corresponde a um crescimento de 225%
Escola a Tempo Inteiro
- Oferta generalizada de actividades de enriquecimento curricular e o alargamento dos tempos de permanência das crianças nos estabelecimentos de ensino – pelo menos até às 17h30 e no mínimo 8 horas diárias
- Foi ainda promovida a extensão da oferta de outras activida¬des de enriquecimento curricular no 1.º ciclo do ensino básico aos seguintes domínios: artístico, científico, tecnológico e TIC, outras línguas estrangeiras, ligação da escola com o meio, so¬lidariedade e voluntariado e da dimensão europeia da educa¬ção. Anualmente são transferidos 101,8 milhões de euros para as autarquias para a implementação deste programa
11. Formação Contínua para professores:
- O Ministério da Educação lançou um programa especial de formação contínua para professores do 1.º ciclo – Matemá¬tica, Português e Ensino Experimental das Ciências – em moldes muito inovadores, envolvendo as instituições de en¬sino superior (escolas superiores de educação e universida¬des) e introduzindo a metodologia de supervisão em sala de aula. Receberam formação 16 mil professores desde 2005.
12. Gestão Escolar:
- A aplicação do novo regime – Decreto-lei 75/2008, de 22 de Abril – relativo à autonomia, administração e gestão dos es¬tabelecimentos públicos de educação tem como principais objectivos: (1) reforçar a participação das famílias e das co¬munidades na direcção estratégica das escolas; (2) favorecer a constituição de lideranças fortes e (3) reforçar a autonomia das escolas
13. Inglês no 1º Ciclo:
- Em 2008/2009, a oferta de ensino do Inglês é tornada obriga¬tória em todo o 1.º ciclo e, actualmente, a taxa de cobertura para os 1.º e 2.º anos já atinge os 98%
14. Leitura:
- Com o PNL, integrou-se 1 milhão de crianças em actos de lei¬tura orientada, estando envolvidos todos os agrupamentos de escolas e 180 escolas secundárias.
15: Plano de Acção da Matemática:
- O plano foi desenvolvido a partir de seis acções: (1) Plano da Matemática em cada escola; (2) Formação contínua em Mate¬mática para professores de todos os ciclos do ensino básico e secundário; (3) Reforço da Matemática na formação inicial dos professores; (4) Reajustamento e especificações programáticas para a Matemática em todo o ensino básico; (5) Criação de um banco de recursos educativos para a Matemática e (6) Avaliação dos manuais escolares de Matemática para o ensino básico
16. Modernização das Escolas Públicas:
- O Programa de Modernização das Escolas Secundárias, orçado em 993 milhões de euros e gerido pela empresa Par¬que Escolar EPE, teve início em Março de 2007, com o propó¬sito de requalificar 330 escolas, até 2015, a partir de 4 grandes vertentes: (1) requalificar e modernizar os edifícios; (2) abrir a escola à comunidade, (3) garantir a conservação e a manuten¬ção dos edifícios após as intervenções e (4) garantir a susten¬tabilidade energética dos estabelecimentos
- Em 2009-2010, serão requalificadas cerca de 50 escolas bá¬sicas em elevado estado de degradação num programa que conta com a participação de 41 câmaras municipais para a exe¬cução e acompanhamento das intervenções. Serão beneficiados 37 mil alunos. O montante do investimento previsto é de 163 milhões de euros, sendo 51 milhões de euros o valor das comparticipações de
fundos comunitários.
- Desde os anos 80 que estava identificada a necessidade de encerrar escolas do 1.º ciclo isoladas, de reduzida dimensão (menos de 10 alunos) e com falta de condições, nas quais se registavam elevadas taxas de insucesso escolar. Esta medida foi levada a cabo por este governo, que encerrou 2 500 escolas em dois anos lectivos – 2006-2007 e 2007-2008 – tendo os respectivos alunos e professores sido integra¬dos em escolas de acolhimento.
- Presentemente, há 435 projectos de centros escolares para o pré-escolar e para o 1.º ciclo do ensino básico aprovados pelo Ministério da Educação, com um investimento de 700 milhões de euros (incluindo a comparticipação do QREN), dos quais 263 serão concluídos em 2009 e 172 em 2010.
17. Novas Oportunidades:
- Foram criados os Centros Novas Oportunidades – em es¬colas públicas e privadas, em centros de formação, em empre¬sas, em associações e noutras istituições públicas e privadas – para expandir e disponibilizar ofertas formativas diversificadas ou complementares, duplamente adequadas aos requisitos do mercado de trabalho e às especificidades da população activa pouco qualificada
18. Ocupação Plena dos Tempos Escolares:
- A ocupação lectiva é assegurada por meio do desenvolvi¬mento de actividades educativas em diversas áreas, como sejam: aulas de substituição, actividades em salas de estudo, clubes temáticos, actividades TIC, leitura e pesquisa bibliográfica orientada, actividades desportivas, musicais, te¬atrais ou oficinais
- Esta medida cumpriu dois grandes objectivos: (1) garantir que as escolas preenchem com actividades educativas os ‘furos’ de horário resultantes da ausência de professores e (2) garantir que a totalidade das aulas previstas é efectivamente leccionada
20. Plano tecnológico:
- Com o PTE iniciou-se uma viragem decisiva na modernização do sistema de ensino, para tornar a escola um espaço de interactivi¬dade e de partilha do conhecimento sem barreiras, com o objectivo estratégico de colocar Portugal entre os 5 países europeus mais avançados na modernização tecnológica do ensino em 2010
- Até 2010, as escolas com 2.º e 3.º ciclos dos ensinos básico e secundário serão apetrechadas com cerca de 310 mil compu¬tadores, 9 mil quadros interactivos e 25 mil videoprojectores; 1 computador ligado à Internet por cada 2 alunos; 1 quadro interactivo para cada 3 salas de aula e haverá computadores com ligação à Internet em banda larga e videoprojectores em todas as salas de aula
- O cartão electrónico do aluno representou um avanço ao nível da modernização e da eficiência dos processos administra¬tivos, assim como da segurança no interior e no exterior do recinto escolar.
- Em 2010, as escolas com 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, assim como todas as escolas com 1.º ciclo do ensino básico com mais de 100 alunos, contarão com uma velocidade de ligação à Internet em banda larga de alta veloci¬dade de, pelo menos, 48 Mbps
- instalação, na totalidade das escolas, de um sis¬tema electrónico de segurança que inclui videovigilância e alar¬mes contra a intrusão nas escolas
- Através do projecto Escola Simplex, e por meio do Portal da Escola, é possível digitalizar processos e integrar todas as ferra¬mentas de gestão escolar previstas no PTE. As vantagens asso¬ciadas ao Portal da Escola são, entre outras, as da simplificação e da celeridade dos procedimentos, a facilitação do acesso à in¬formação escolar e a eliminação de formulários desadequados.
21. Pré-Escolar:
- Em resultado desta iniciativa foram aprovados projectos e assinados 172 protocolos com câmaras municipais e instituições privadas de solidariedade social (IPSS) para a construção de 300 salas de educação pré-escolar, destinadas a mais 13 mil crianças, aumentando, deste modo, a taxa de cobertura do pré-escolar de 77% para 82%.
22. Professores:
- Estabilidade do corpo docente
- Estatuto da carreira docente
- Prémio Nacional de professores
23. Sucesso Educativo:
- A informação estatística mais recente, relativa ao sucesso escolar, revela que nos últimos anos se registou uma melhoria da situação, com o aumento sustentado do número de alunos e a diminuição dos valores relativos à taxa de retenção e de desistência. Reduziram as taxas de retenção em ambos os níveis de en¬sino: de 12.2% em 2004-2005 para 8.3% em 2007-2008 no ensino básico e de 33% para 22% no ensino secundário, para os mesmos anos.
24. TEIP:
Foram assinados 34 contratos-programa com escolas das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, para a elaboração de projectos educativos que envolvam medidas e acções especí¬ficas e diversificadas de intervenção na escola e na comunida¬de, estando mais 25 contratos a ser ultimados.
Junho 26, 2010 at 4:23 pm
#25
Qual é o despacho?
Junho 26, 2010 at 4:25 pm
Mat você parece um daqueles Estalinistas que disseram que o Staline nunca matou ninguém e que o homem desenvolveu o país como ninguém..e depois apresentavam números sobre o desenvolvimento industrial..e os mesmo até eram impressionantes…não diziam era o que estava por detrás disso..
Que seja seguidista ainda vá mas que seja cego..e obtuso..mas entendo as sinapses só se fazem se pagarem não é?
Junho 26, 2010 at 4:28 pm
28 # MAT
Todos os blogues têm um “Abrantes”, o do Umbigo é o MAT.
A maioria das coisas que elencou ou são inúteis, ou não funcionam. Alias basta olhar para o discurso palavroso com que as escreveu…
Junho 26, 2010 at 4:28 pm
Vê aqui…
http://profslusos.blogspot.com/2010/06/proximo-ano-lectivo.html
Junho 26, 2010 at 4:29 pm
Paulo:
“Maria de Lurdes Rodrigues sabe que numa sociedade meritocrática e não baseada no favor pessoal e político, nunca chegaria à presidência da FLAD. Sabe que num sistema de avaliação e progressão como o que defende para os professores, nunca passaria de investigadora candidata a apoios da FLAD para fazer os seus estudos.”
Na “mouche”.
#28Mat:
Pois é, mas tudo “espremidinho” dá ZERO. Vá às escolas (sim, porque obviamente não ESTÁ LÁ!)e veja se os alunos sabem mais. Não. É um retundo NÃO. E isso sim é que interessa. Como o povo diz há muito e olhe que o povo sabe: “não é o hábito que faz o monge”; “muita parra e pouca uva”, etc. Ou seja, o embrulho é lindo, mas o presente desastroso…
Junho 26, 2010 at 4:29 pm
MAT, não faelmos em instrução. Falemos antes na Matemática das bolinhas, pese a sua complexidade estratosférica para jovens de 17-18 anos.
Junho 26, 2010 at 4:32 pm
33 # Manuel
“o embrulho é lindo, mas o presente desastroso…”
O embrulho só é lindo para quem não percebe nada disto. Só os papalvos é que vão na cantiga dos socialistas.
Junho 26, 2010 at 4:32 pm
#33 Digo: “rotundo”.
Junho 26, 2010 at 4:32 pm
#28
Diga-me realmente o que MLR fez de bom pela Educação.
Não quero fogo de vista.
Junho 26, 2010 at 4:34 pm
35# Levy:
Pois é. E vou ao povo outra vez: “Mais cego é quem não quer ver”…
Não há ninguém que os faça ver que o “rei vai nú”?!!
Junho 26, 2010 at 4:35 pm
Por falar em agentes de propaganda…
Leia atentamente o que consta em #28. Se tiver pachorra… Eu não.
Junho 26, 2010 at 4:38 pm
#23
Primeira coisa a pôr-me doente: o ano lectivo a começar entre 8 e 13?
Esta gente é ***** ou faz-se? Quem é que prepara um ano lectivo em meia dúzia de dias?
Ponham a começar a 1 de Setembro!
Junho 26, 2010 at 4:38 pm
38 # Manuel
Não. Pelo simples motivo de que eles adoram receber coisas. E no ensino não têm faltado “prendas”: Magalhães, Cheques-dentista, “escola o dia inteiro”, sucesso garantido. Estão-se nas tintas para a utilidade de tais prendas ser zero. Há quem se deixe alienar por menos.
Junho 26, 2010 at 4:39 pm
Não é 23, é 32!
Junho 26, 2010 at 4:39 pm
40 #
Onde é que isso está escrito?
Junho 26, 2010 at 4:41 pm
Aqui
http://profslusos.blogspot.com/2010/06/proximo-ano-lectivo.html
ou
http://www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=7803CC2F09FD9CCBE0400A0AB8002559&opsel=1&channelid=0
Junho 26, 2010 at 4:42 pm
44 #
Obrigado.
Junho 26, 2010 at 4:44 pm
Consultem um calendário e visualizem…
1 de Setembro é uma 4ª feira. Dia 8 é, obviamente, na 4ª feira seguinte. Dia 13 é 2ª feira.
Normalmente o período de começo vai de 2ª a 6ª, agora vai de 4ª a 2ª.
Eu acho que devemos começar as aulas nesse fim-de-semana.
Voto no Sábado…
Junho 26, 2010 at 4:47 pm
46 #
Sábado é o Shabat, nem pensar. Voto no Domingo.
Junho 26, 2010 at 4:48 pm
#46:
Nada como despachar o assunto no Domingo e, de preferência, por fax!
Junho 26, 2010 at 4:50 pm
#27
Agora até se pergunta aos paizinhos quando querem que as aulas comecem…
O ponto a que isto chegou.
Nós é que trabalhamos, mas eles é que são consultados!
Junho 26, 2010 at 4:51 pm
Faz mais de um ano que nada é publicado no “inferno legislativo”
http://infernolegislativo.blogspot.com/
Acabou… mas era fundamental e simples.
Junho 26, 2010 at 4:53 pm
Sábado, Domingo, dia 8…
Que quer esta gente afinal?
Gostava sinceramente de saber quem foi que teve a ideia peregrina de apontar o dia 8.
Eu já disse, não falta é a 1.
E se me puserem como ama seca nas interrupções é a gota de água.
Junho 26, 2010 at 4:54 pm
não tarda
Junho 26, 2010 at 4:55 pm
51 #
“E se me puserem como ama seca nas interrupções é a gota de água.”
Já faltou mais. Isso e porem-nos nos intervalos a tomar conta deles. Havia de ser bonito…
Junho 26, 2010 at 4:56 pm
#53
Se levarem isso a cabo é o colapso.
Junho 26, 2010 at 4:59 pm
54 #
Muitas vezes penso nisso como forma de suportar o dia-a-dia: “podia ser pior, podia estar ali fora a tomar conta deles”. Ao que uma pessoa chega…
Junho 26, 2010 at 4:59 pm
um blog de uma professora que não se cala
http://peloagrupamentodeavelar.blogspot.com/
entretanto outros irão “arrumar a vidinha”
Junho 26, 2010 at 5:02 pm
#55
Então já deve ter pensado o mesmo que eu: que poderei eu fazer se deixar a escola?
Junho 26, 2010 at 5:05 pm
#28,
Press-release.
Junho 26, 2010 at 5:08 pm
57 #
Ando a pensar nisso.
Junho 26, 2010 at 5:10 pm
MAT
Tem a certeza de que é professor? Anda pelas escolas? Conversa com professores? Conhece o que se passa nos tais cursos profissionais ou equivalentes?Já olhou para os planos de acompanhamento e de recuperação e restante papelada? Sabe como se estabelecem as relações entre os EE e os professores? Tem a noção da indisciplina e desinteresse dos alunos? Já reparou no disparate em que se transformou a avaliação de desempenho? Bem…ou não é professor ou anda distraído. Ou…
Junho 26, 2010 at 5:13 pm
#55
Lamento informar mas na minha escola já se faz isso .
Portanto …
Junho 26, 2010 at 5:16 pm
#61
E concorda com isso?
Junho 26, 2010 at 5:16 pm
61 #
É uma escola 2/3???
Junho 26, 2010 at 5:17 pm
#61
Mesmo que seja uma EB1? (que de certeza que é, pois são as únicas onde isso acontece)
Junho 26, 2010 at 5:19 pm
#62
Claro que não !
#63
Não , mas não deixo de ser professora …
Junho 26, 2010 at 5:23 pm
#63
Isto é : se acontece com os professores do 1º ciclo , não falatará muito tempo para acontecer a todos .
É pelas escolas do 1º ciclo que começa a “ocupação dos tempos livres “.
Daqui a muito pouco tempo chegará às secundárias …
Junho 26, 2010 at 5:35 pm
O discurso do MAT faz-me lembrar a antiga propaganda soviética. Estavam no melhor dos mundo mas caiam ao mesmo tempo numa podridão tremenda alicerçada em falácias e mentiras!
Num sistema de ensino governado por gente que só se preocupa com estatísticas não há nada a fazer…
A melhor de todas da D. Mariazinha de Lurdes foi vir dizer que os resultados dos exames de 12º ano de matemática tinham sido melhores devido à implementação de um plano que tinha na realidade introduzido no ensino básico…o que esqueceu de dizer para a opinião pública e para os mats deste mundo foi que esse suposto resultado no 12º ano se tinha realizado logo após a implemetação do mesmo plano no 2º ciclo do ensino básico! Claro que ou MDR é bruxa ou este mundo é surrealista e nós somos todos parvos ou estúpidos.
Esta gente deveria ser internada num qualquer hospital psiquiátrico e ser tratada com choques electricos…
Junho 26, 2010 at 5:43 pm
Ainda há pouco li, não recordo onde, que em determinado país da europa os jovens estudantes acabam as aulas no mais tardar às três da tarde; e depois brincam e convivem fora da escola, em espaços públicos; e depois vão para casa jantar e conviver com a família, sobrando ainda tempo para revisão das matérias e alguma lúdica.
Junho 26, 2010 at 5:46 pm
#68
Mas por cá não se querem seguir os bons exemplos…
Junho 26, 2010 at 5:57 pm
Vocês por acaso espreitaram as sondagens?
PSD em máximos históricos, PS em mínimos históricos. E ainda falta o efeito que os Mega-Agrupamentos terão na opinião pública. Ui…ui! O nosso homem vai conseguir a proeza de atingir os 16%.
Estava fácil de ver que opção de lançar impostos sobre quem trabalha deixando as reformas milionárias intocáveis iria trazer o furacão. Ainda assim a teimosia deixou que mudasse de rumo. Então paga-se a um pensionista de 52 anos uma reforma de luxo e taxa-se quem fica a trablhar até aos 65 sem que se vislumbre a possibilidade de vir a ter uma reforma digna? Isso não se faz. Isso constitui uma injustiça com custos políticos brutais!
Junho 26, 2010 at 6:04 pm
aluga-se escola ao fim de semana para batizados, bailes, casamentos.
Contacte-nos
precisamos de facturar para pagar o material roubado
http://www.ionline.pt/conteudo/66072-casamento-na-escola-basica-fitares-acaba-em-tiroteio
Junho 26, 2010 at 6:20 pm
O que se passa é que vivemos num país de faz de conta. Somos reféns de uma classe politica que quer é tratar da vidinha e cujo funcionamento consiste na distribuição de benesses em rede. Isto nada a tem a ver com competência, é simplesmente o modo de funcionamento da «cosa». Casos como este da milu são aos magotes e é por aqui que, verdadeiramente, estamos em crise.
Crise económica, claro – pois se se acabasse com o mega parlamento que temos (reduzia-se aquilo para 50 e era mais que suficiente), com as reformas imorais, com as comissões de coordenação não sei de quê , com os INCRÍVEIS governos civis (verdadeiras coutadas de inúteis), com os prémios insultuosos de milhões a gestores que conseguem lucros em regime de monopólio (assim até eu!), com boys nas golden shares das grandes empresas, etc, etc, etc, controlávamos logo a crise. O problema é que, sem este sistema de distribuição de benesses, os xuxas e afins perdiam o poder. Isto é a essência do regime. O nosso sistema político pseudo-democrático siciliano não tem capacidade de auto-regeneração.E é por isso que acho que o regime é irreformável pela via pacífica.
Mas para além da crise ser económica em virtude destas perversões, ela é sobretudo moral. Porque é um escândalo para quem trabalha que gente desta resolva a vidinha assim. E que ainda por cima venha para a praça pública justificar-se, confundindo a atribuição de um tacho bem pago com o sentido de «dever». Haja decoro, haja vergonha na cara…
Junho 26, 2010 at 6:20 pm
Vocês também alugam para estúdio de cinema?
Junho 26, 2010 at 6:35 pm
Esse MAT é td menos professor…alguém duvida?
Deixem-no falar…não sabe o que diz, mas fica feliz.
Quanto ao livro daquela execrável “senhora” é mais um… que não vou ler nem tocar.
Junho 26, 2010 at 6:40 pm
Pois mas alguém é capaz de dizer algo sobre isto….
Não sei se estão a ver mas isto é o fim das interrupções lectivas…e mesmo em Agosto não sei..
Alguém que explique..Allo Paulo…
3.3 – Os estabelecimentos de ensino asseguram a ocupação dos alunos através da organização de actividades livres nos períodos situados fora das actividades lectivas e do encerramento para férias de Verão e em todos os momentos de avaliação e períodos de interrupção das actividades lectivas.
Amas secas….não se esqueçam de levar dodots para limpar o cu ás criancinhas…
E isto..
3.4 – Compete ao director pedagógico, consultados os encarregados de educação, decidir sobre a data exacta do início das actividades lectivas bem como fixar o período de funcionamento das actividades livres, devendo tais decisões ser comunicadas à direcção regional de educação respectiva, até ao dia 2 de Setembro.
Junho 26, 2010 at 6:41 pm
A história passa-se num cenário de filme de Emir Kusturica. Uma escola, a directora, uma funcionária do refeitório, uma festa de casamento, convidados a mais e tiros à mistura. Foi um fim-de-semana agitado em Rio de Mouro, principalmente na noite de sábado para domingo na Escola Básica 2 + 3 de Fitares. Na segunda-feira de regresso ao trabalho, os professores repararam que quatro computadores com informações importantes tinham sido roubados e havia vários cacifos arrombados. Mas há partes do enredo que ainda estão por desvendar.
“Um funcionário da escola disse-me há pouco que uma rapariga que trabalha no refeitório fez a festa de casamento aqui na escola”, contou ontem ao i fonte desta escola. “Disseram-me que houve tiros de madrugada e que o casamento acabou por volta das 4h00 da manhã”, acrescentou ainda.
“Isso ainda não é possível saber. A directora deu ordens para ninguém falar”, respondeu a mesma fonte quando questionada sobre a possibilidade de ter havido feridos durante o tiroteio. “As escolas podem ter actividades e ceder os espaços para actividades de interesse público. Porém essas situações têm de ser homologadas em conselho geral”, referiu. “Mas um casamento não tem nada que ver com isto. A directora já deu ordens lá dentro para ninguém abrir a boca, mas os seguranças confirmaram o roubo dos computadores”, frisou. Quando questionada sobre como surgiu uma autorização para um casamento na escola, referiu que “tem que ver com a forma da directora ser, não tem a noção da responsabilidade que é exercer um cargo de interesse público. É o mesmo que um funcionário das Finanças dar uma festa numa repartição”.
Outra fonte da mesma escola descreveu ao i o que se passou nas instalações: “Houve aqui uma grande confusão na noite de sábado para domingo. Havia muitas pessoas a quererem entrar na escola e imenso barulho. Há pessoas que vão apresentar ou já apresentaram queixa à PSP.”
Direcção
“Todos os dias há assaltos em escolas, por isso não sei porque é que a minha tem de ser notícia”, justificou ao i a directora da escola, Cristina Frazão, quando confrontada com a realização de um casamento na sua escola. “Fale com os seus amigos do ‘Correio da Manhã’, pois eles melhor que ninguém podem contar-lhe o que aconteceu na minha escola”, atirou ainda.
O i consultou o relatório Segurança Escolar, fornecido pelo Ministério da Educação, que revela que tem havido uma redução de ocorrências nas escolas em relação aos anos anteriores. Em 2009 houve 293 furtos, nem todos assaltos, o que representa uma diminuição de 47% relativamente a 2008. “A PSP Escola Segura esteve lá durante a madrugada para tomar conta da ocorrência. Estava lá muita gente. A escola insere-se um meio social muito complicado”, descreveu uma das fontes. A divisão da PSP Escola Segura de Rio de Mouro disse ao i não ter conhecimento de nenhuma ocorrência na Escola Básica 2+3 de Fitares este fim-de-semana, enquanto o Departamento de Relações Públicas da mesma divisão diz não ter licença para falar do caso sem a autorização do comandante em substituição. Já a subcomissária Carla Duarte, do comando da PSP de Lisboa, confirma que a PSP “esteve lá por volta das 2h00 devido a uma reclamação de excesso de ruído. Não assistimos a qualquer troca de disparos, mas isso não quer dizer que tal situação não tenha ocorrido. Porém não recebemos queixa nenhuma sobre tiros”.
A Escola Básica 2 + 3 de Fitares vê-se envolvida em novo caso polémico, depois do suicídio, a 9 de Fevereiro, de um professor de Música, que se atirou da Ponte 25 de Abril para não ter de enfrentar os seus alunos, que, alegadamente, o agrediam. “Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio”, justificou o professor, num texto que deixou no seu computador.
Junho 26, 2010 at 6:42 pm
Em fitares é tudo louco..o Tarantino fazia lá um bom filme..ou talvez este seja o quer melhor espelha o que la existe..
Junho 26, 2010 at 6:45 pm
#6 Ó “setora” era melhor que arranjasse outro nick. Vão depois ser-lhe atribuídas coisas que eu por aqui escrevo e é capaz de não ficar muito bem vista. É lá consigo!
Junho 26, 2010 at 6:45 pm
http://yfrog.com/jtfitaris1j
Junho 26, 2010 at 7:15 pm
Quando puserem textos indiquem o jornal
para não haver abusos e manipulações maldosas como há dias
Junho 26, 2010 at 7:26 pm
O home do cão é que sabe tudo
Junho 26, 2010 at 7:26 pm
Ele é que fala
Junho 26, 2010 at 7:37 pm
“Considerei que era meu dever aceitar …”
Blá, blá, blá, blá.
O tipo com quem ela vive (ou vivia), outro-que-tal, não conseguiu ficar no topo do poleiro pelo ISCTE e a tipa teria sérios problemas pela “casa” …
Junho 26, 2010 at 7:45 pm
Correcto, e foi precisamente Rui Pena Pires um dos grandes promotores da passagem do ISCTE a fundação. A tal ponto que criou anti-corpos e perdeu a nomeação.
Junho 26, 2010 at 7:49 pm
Belo e inteligente post Paulo. Claro que não somos uma sociedade meritocrática, e isso é uma porcaria.
Junho 26, 2010 at 8:06 pm
quase que me atrevo a dizer que esta mulher seria uma excelente empregada de limpeza….
Junho 26, 2010 at 8:27 pm
Comprar lixo parece má ideia.
Comprar lixo a quem odeia professores é péssima ideia.
Comprar lixo a quem tudo fez para destruir a vossa classe profissional é dar a outra face…
O Paulo é que domina a história, mas desde a perseguição às bruxas pela inquisição não me lembro de tamanha sanha do poder contra uma classe profissional.
Junho 26, 2010 at 8:31 pm
#74
O MAT é apenas uma espécie de RP do PS. E se é do PS não é professor.
Nem ele acredita naquilo que por aqui papagueia.
Junho 26, 2010 at 8:31 pm
No pré-escolar e 1.º ciclo é frequente os professores efectuarem vigilância de recreios. De resto, em muitas escolas do 1.º ciclo nem auxiliar existe.
Acrescento que isto é prática habitual nos países da Europa do norte.
Pior, pior é em alguns privados onde até para a praia os professores são obrigados a ir, com os alunos, nesta altura do ano.
Junho 26, 2010 at 8:37 pm
#89
Mas os privados já se sabe como são.
Até os há em que os professores acompanham os alunos do secundário ao autocarro…
Junho 26, 2010 at 8:37 pm
eu nao acho que a maria de lurdes seja um ser humano…..
Junho 26, 2010 at 8:37 pm
#89
Escolas sem auxiliar ?
Tem a certeza ?
Está a dar razão ao ME em encerrar escolas com menos de 20 alunos !
Junho 26, 2010 at 8:38 pm
#89
O problema é que há escolas do 1º ciclo em que os professores são obrigados a fazer vigilância do recreio mesmo com auxiliares por lá…
Junho 26, 2010 at 8:41 pm
Habituemo-nos, porque é isso que a sociedade espera dos professores. Quando se fala em “regressão civilizacional” … isso tem consequências certo?
Junho 26, 2010 at 8:44 pm
#92
Só são colocados auxiliares em escolas com mais de 48 alunos.
Portaria n.º 1049-A/2008
2.2 — 1.º ciclo do ensino básico:
a) Entre 48 e 96 alunos, dois auxiliares;
b) Ao número referido na alínea a) acresce mais um
auxiliar por cada conjunto adicional de 1 a 48 alunos;
c) Ao número referido na alínea a) acrescem dois auxiliares
no caso de escolas com uma unidade de ensino
estruturado;
d) Ao número referido na alínea a) acrescem dois auxiliares
no caso de escolas com uma unidade de apoio
especializado;
e) Ao número referido na alínea a) acresce um auxiliar
por cada sala adicional em qualquer das unidades referidas
nas alíneas anteriores;
http://min-edu.pt/np3content/?newsId=2596&fileName=portaria_1049A_2008.pdf
Junho 26, 2010 at 8:47 pm
#93
As escolas do 1.º ciclo tem um défice crónico destes profissionais.
Junho 26, 2010 at 8:58 pm
#95
Os protocolos de transferência de competências trouxeram novidades em alguns concelhos.
Quem negociou melhor tem mais do que isso.
Junho 26, 2010 at 9:04 pm
Despacho organização do ano lectivo 2010/2011
http://arlindovsky.wordpress.com/2010/06/25/despacho-organizacao-ano-lectivo-20102011/
Calendário escolar 2010/2010
http://arlindovsky.wordpress.com/2010/06/25/despacho-calendario-escolar-20102011/
Como são apenas para consulta dos sindicatos irá ficar tal e qual como está.
Junho 26, 2010 at 9:23 pm
#97
Eu sei.
No meu concelho há escolas com 160 alunos e apenas 2 auxiliares.
Junho 26, 2010 at 9:34 pm
Li o Despacho do calendário escolar e continuam a falar em escolas não agrupadas. Então não saiu um outro despacho que acabava com “elas”
E mais engraçado é usarem terminologia já desactualizada. “Ensino Especial”.
Ó senhora ministra, agora diz-se “Educação Especial”.
Isto muda todos os dia, mas esta é antiga.
E não tive paciência para mais…
Junho 26, 2010 at 9:41 pm
POIS… MAS LEIAM COM MUITA ATENÇÃO ESTA PARTE…
http://bulimunda.wordpress.com/2010/06/26/amas-secas-e-o-que-faz-de-nos-o-novo-estatuto-da-carreira-docente/
Junho 26, 2010 at 9:48 pm
#101
Buli, lê o ponto 3.
Junho 26, 2010 at 9:48 pm
#101
Não quero pensar mais nisso agora. Já estou doente só de considerar a possibilidade dos directores irem nisso…
Junho 26, 2010 at 9:50 pm
Eu li arlindovsky..eu li..mas como o privado é que rege o público nos dias que correm estás mesmo a ver o que vai acontecer com muitos directores não é?
Junho 26, 2010 at 9:51 pm
#101, Já te respondi no teu blogue. Diz respeito às escolas particulares do “ensino” especial.
Junho 26, 2010 at 9:53 pm
#104
Neste momento isso está a acontecer em pelo menos um agrupamento de escolas do ensino público, que eu tenha conhecimento.
Junho 26, 2010 at 9:55 pm
Pois..mas nós não temos alunos do ensino especial…?
E como eu disse: estas ideias impregnam-se como tudo..começam por aí..vão-se espalhando…
Não sei não….Pergunto eu : o ano passado já era assim?
Junho 26, 2010 at 9:56 pm
Parece que vale a pena fazer porcaria em alta escala. Quando o Contribuinte faz asneira está tramado; quando se trata de alguém acima na escala social, neste caso ministra, os prémios são atribuidos…
Junho 26, 2010 at 9:57 pm
Alguém disse aqui, já não sei quem, que as actividades lectivas (básico) começavam entre 8 e 13 de Setembro.
Afinal é entre 10 e 15…
http://min-edu.pt/np3/3868.html
A diferença não é muita, mas não é a mesma coisa.
Junho 26, 2010 at 9:59 pm
Ok afinal já vinha isto o ano passado..fui ver..mas não auguro nada de bom ..vai dar azo a muitas interpretações..muitos directores numa de agradarem e tentarem serem eles a cabeça dos megas são capazes de alinhar nisto…
Junho 26, 2010 at 9:59 pm
esse calendário é de 2009/2010
Junho 26, 2010 at 10:03 pm
buli
Tem calma . Não vale a pena alarmar mais .
Já bastam as desgraças confirmadas .
Junho 26, 2010 at 10:04 pm
#110
Os que utilizam o artigo 91º do ECD para marcar actividades lectivas com alunos, nas interrupções lectivas, usam-no por abuso de poder.
Junho 26, 2010 at 10:06 pm
#111
Olha pois é.
Estão a ver. Estou mesmo doente com estas novidades todas. Já nem vejo as coisas como deve ser…
A insanidade começa a instalar-se. :s
Junho 26, 2010 at 10:09 pm
Claro Arlindovky e isso é coisa que não existe graças a Deus…não conheço nenhum caso de abuso de poder..ouvi falar de alguma coisita qualquer em Mirdares ou Fitares…mais nada…Fui..volto mias logo se puder…Sejam felizes enquanto podem e vos deixam…
Junho 26, 2010 at 10:10 pm
Isso tá mau desvio..mas continuas no Padrão…e com comportamentos desviantes andamos já todos nós…
Junho 26, 2010 at 10:13 pm
Vou mas é dar descanso ao cérebro…
Fiquem bem!
Junho 26, 2010 at 10:14 pm
O verdadeiro fado português é este, o da valorização dos incompetentes, pagos com os dinheiros dos que suam e um pontapé no cu dos outros!
Os arautos defensores dos direitos humanos deveriam ter feito alguma coisa na defesa das vítimas desse ser… quem sabe se num Estado à séria não haveria “sol aos quadradinhos”!
Junho 26, 2010 at 10:15 pm
Uma mulher que não percebeu o que fez, é muito grave.
A história ainda não acabou.
Junho 26, 2010 at 10:19 pm
#93
os profs do 1º CEB são OBRIGADOS a vigiar os alunos durante os intervalos. Faz parte das suas atribuições.
Junho 26, 2010 at 10:40 pm
Em termos de governação económica global, recordemos que há apenas um ano atrás o G20 pretendia estabelecer uma nova governação mundial e os Estados Unidos acreditavam poder organizar este novo sistema em torno das suas prioridades. Ora, nos dias 3 e 4 de Junho últimos não só os ministros das Finanças dos países do G20, reunidos em Busan, na Coreia do Sul, não puderam entender-se para por em acção uma taxa bancária mundial (ideia apoiada por Washington, Londres e Eurolândia), como recusaram a proposta americana (solitária, desta vez) de sustentar novos planos de estímulo económico, passando a responsabilidade de “decidir”, deixando cada um fazer o que quisesse ou o que pudesse em função dos seus meios. Já se está bem longe das declarações oficiais de um ano atrás sobre um G20 novo órgão central da governação mundial; e chega-se ao contrário ao pleno “cada um por si” que a nossa equipe havia antecipado se deixassem de por em causa o US Dólar como divisa mundial de referência. De facto, já ninguém mais quer jogar o jogo global em função das regras americanas.
Global Eurpe Antecipation Bulltin
Junho 26, 2010 at 10:48 pm
Ora, sem endividamento público crescente a economia americana está condenada a uma crise maior uma vez que desde há duas a três décadas ela não produz senão uma única coisa, a saber: dívida, e é só isso o que exporta. O US Dólar não é senão um crédito sobre uma economia totalmente endividada.
Assim, decidindo não aceder ao pedido do secretário de Estado do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, de iniciar uma nova rodada de estimulação económica através do endividamento, o G20 condenou Washington a ter de enfrentar o impensável para os mercados mundiais: anunciar uma era de austeridade orçamental a nível federal. Ironia da História: esta diligência pela negativa do G20 (ao deixar cada um fazer conforme as suas possibilidade, os outros membros do G20 não ousaram explicitar a necessária austeridade dos EUA) liga-se directamente às prováveis consequências das eleições de Novembro de 2010 que verão os eleitores americanos desferir golpes violentos no sistema washingtoniano e nos seus dois grandes partidos,(…)
Global Europe Antecipation Bulletin
Junho 26, 2010 at 10:51 pm
O primeiro ministro considera que o “glamour do pessimismo” é pernicioso para o país. E tem razão. Afinal ser optimista é de graça e o antídoto para a desgraça que grassa. Vá lá, sejamos optimistas!
Junho 26, 2010 at 11:00 pm
La formation de la personnalité, fondement d’une prévention efficace de la violence
Des études de psychologie sociale ont montré, il y a des décennies déjà, que la passivité des éducateurs vis-à-vis de la violence, le fait de ne pas prendre position à son sujet et d’autoriser les comportements violents est de toute évidence interprétée par les enfants comme une approbation.
Arthur Brühlmeier
Junho 26, 2010 at 11:04 pm
A História está cheínha até ao pescoço de casos assim. Gente que falhou rotundamente na actividade de governar e na política, mas que fica com uma inscrição num livro qualquer, porque fica.
É por isso que, gostando de História, o que mais me agrada ler são títulos do género: Príncipes de Portugal, Suas Grandezas e Misérias, de Aquilino Ribeiro.
O resto são tretas mal-amanhadas.
Junho 26, 2010 at 11:37 pm
E vai feed – dedicado ao MAT (eu sei o que fizeste no verão passado):
sábado, 26 de Junho de 2010
O problema Carlos Santos e a «malta da pesada» .
A série de postes que o Carlos Santos vinha publicando no Corta-Fitas sobre a central de informações do Governo, mais as notícias no Correio da Manhã, «Campanha com meios públicos»), de 17-2-2010, e no Público, «Economista acusa Governo de ter utilizado recursos do Estado na campanha do PS », de 18-2-2010, com base nessas denúncias, provocaram uma ferocíssima reacção orquestrada do poder socialista e das suas ubíquas antenas.
Porquê?
Por causa do estrago que fez, num momento crítico actual, na base do poder socratino – as informações – e para controlo dos prejuízos sofridos.
Começo por uma explicação sumária do socratismo. O socratismo consiste num sistema político de poder análogo àquele que vigora na Rússia: é um putinismo brando. A sua versão socratina tem um esquema teórico-prático simples: uma super-estrutura política, um nível intermédio da Maçonaria, dos media, da finança e das cúpulas judiciais, e uma infra-estrutura de informações. A superestrutura tem um círculo interior, ramificações de fidelidade e lóbi, e convivas aliados nos agrupamentos adversários (CDS-PP, PSD, Bloco de Esquerda e PC). A Maçonaria (a irregular e a regular) no seu culto do poder, comércio de favores e agenda radical, providencia uma rede subterrânea de protecção e atenuação de tensões. Os media são controlados directa e indirectamente, através de financiamento, administradores e editores de confiança. A finança troca o seu patrocínio e dependência política pelo saque. E das cúpulas judiciais espera-se que contenham ataques e exerçam a acção punitiva sobre os adversários. Mas na base do poder socratino estão as informações. É este o segredo do socratismo, que se procura esconder com o máximo esforço e cuidado, «por questões de segurança» : as informações são a força de suporte e projecção do seu feixe de poder.
As revelações factuais e documentais do professor Carlos Santos puseram a descoberto o comando do poder socratino; a central de informações do Governo, a ordem de batalha e os processos desta central.
No comando do poder socratino está José Almeida Ribeiro, master spy e éminence grise da imminence rose, actual secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro e ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro no mandato anterior.
Mas vamos analisar com minúcia a central de informações do Governo.
A ordem de batalha – «identificação, estrutura de comando, força, disposição de pessoal, equipamento e unidades da força armada durante as operações no terreno» – da central de informações do Governo, integra múltiplos comissários e colaboradores, que o Carlos Santos identificou, integrados em diversas unidades, cuja referência também foi publicada. As armas da central são as informações. Uma das unidades da central de informações é a secção de blogues. A secção de blogues não pode ser reduzida ao procedimento já clássico dos blogues institucionais sistémicos (de que a Câmara Corporativa é apenas um): chamo-lhe a táctica do Manuelinho: usa-se um tolo (ou mais), a quem se promete deferência e compensação, como uomo de paglia de uma hidra de comissários com poder de edição e de uma vasta série de intermediários de informação e agentes políticos (com eventual recurso a técnicos administrativos para preparação de dossiês temáticos), para marcação, identificação, sinalização, recolha de informação e pressão mais ou menos subtil, mais ou menos clara. A secção de blogues é uma rede de informação. Pois bem, com as revelações do Carlos Santos e a participação de comentadores que exploraram o que publicou, a ordem de batalha da secção de blogues da Central – com funções de aquisição de colaboradores, organização e logística, distribuição de informação, contra-informação e desinformação em blogues e caixa de comentários e recolha de informação – foi identificada e publicada. Está, assim, neutralizada. Quando a estrutura e os agentes de um serviço são identificados, esses agentes ficam neutralizados e têm de ser reciclados, pois já não podem ser usados em operações clandestinas, e a estrutura fica queimada, já que a sua existência e o seu funcionamento ficam expostos.
A parte soft dos métodos da secção de blogues da central de informações também foi desmontada, pelo Carlos Santos no Corta-Fitas. Para lá do limiar destes métodos ditos suaves da secção de blogues, ficam as outras secções com as negras operações activas daqueles que os próprios socialistas chamam a «malta da pesada»… Estas operações são a componente dura do sistema e são elas que asseguram os resultados extraordinários nos casos mais difíceis. O mando é único e a estrutura interdependente. Não há componente suave sem componente dura. Não há socratismo sem a componente dura. Nem inocentes.
Como as revelações do Carlos Santos eram factuais e tinham bastantes documentos de suporte, contagiaram outras pessoas a descobrir antigos insultadores sem nome, alguns com pseudónimos reciclados ou duradouros, que finalmente perderam o chinó que lhes cobria a careca suja, e o momento actual de translacção do poder é delicadíssimo, importava minorar os danos e cortar a infecção. Para tanto, utilizou-se a clássica técnica estalinista: isolar o alvo através de uma campanha de insultos e acusações. Os insultos e acusações provêm do próprio campo sistémico e também, com maior eficácia, pois enganam inocentes, do suposto campo adversário. No campo sistémico, trata-se de acusar de pidesca a denúncia de… uma nova Pide, rasgando as túnicas, manchadas pelos métodos que já tinham usado com aplauso frenético (publicação de mails e relato de conversas…), e sugerindo que o tresmalhe de Carlos Santos, ex-colaborador do blogue Simplex, se deveu a descontentamento por falta de recompensa – que este provou ter-lhe sido oferecida, mediante a nomeação como assessor de um secretário de Estado e como «conselheiro especial» de um ministro e de as ter recusado. E nos supostos campos adversários – afinal, parceiros! -, estranhos e violentíssimos insultos e acusações, através de colaboradores activados e induzidos por agentes do sistema e do serviço, arranhando a cara de vergonha pelos ataques pessoais do Carlos, que pouco depois também usam em caso próprio com ainda maior violência… Aliás, chega-se até à finura de despertar colaboradores no sector resistente, para que estes tomem a iniciativa de insultos e ofensas duríssimas, de inédita e pseudo-espontânea indignação. Dir-se-á que é suave, pois alguns apenas acusam o denunciante de doido e não chegam ao cúmulo estalinista do internamento compulsivo em clínica siberiana do elemento nocivo. Mas suave é para quem não lhes sofre os métodos.
O caso chegou à patética ameaça de processo (a última coisa que o sistema deseja é discutir em tribunal o comando, a ordem de batalha, os meios e os métodos, que utiliza…) seguida da consequente expulsão do Carlos Santos do Corta-Fitas, em 24-6-2010, o seu denegrimento simultâneo em blogues aparentemente insuspeitos, e tenta prosseguir com a habitual táctica de sugestão de despedimento. Mas, tal como em Itália, na eliminação física, o isolamento do alvo era indispensável e o ataque decisivo só era feito depois desse trabalho preparatório estar feito, em Portugal a eliminação cívica pelo sistema, carece da imposição do ostracismo político. Se não for conseguido o ostracismo político do alvo, não é possível a sua eliminação cívica.
O objectivo da campanha orquestrada, que envolveu, como soe, e soa, outros meios, é conter a propagação da mensagem, através da pedagógica perseguição e punição dos difusores, e isolar e neutralizar o mensageiro, já que a factualidade e documentação da mensagem torna impossível a sua contestação. Contida a mensagem pela desacreditação do autor e punição dos difusores, a actividade manter-se-ia mais ou menos incólume e os seus fins prosseguiriam com o sucesso rotineiro que faz os ingénuos crerem que o êxito socratino é a consequência fatídica da conjunção estelar ou o caótico efeito em cadeia (salvos sejam!) do esvoaçar errante das borboletas na China. Em vez de um sistema cruel de administração do poder baseado nas informações.
Tudo isto resultaria assim, se o sistema, moribundo, não viesse a ser assado. Carlos Santos não está sozinho.
http://doportugalprofundo.blogspot.com/2010/06/o-problema-carlos-santos-e-malta-da.html
Junho 26, 2010 at 11:39 pm
quarta-feira, 23 de Junho de 2010
Barrela geral do socratismo negro
(…)
Os sistémicos insultam e ameaçam muito. Cumprem pouco. Os tribunais assustam-nos: fogem da visibilidade como as toupeiras da luz. A Central não quer publicidade: anseia pelo silêncio. No fundo, são tão fracos como sinistra é a nova Pide, onde colaboram na Secção de Blogues siamesa das negras operações activas da «malta da pesada». O socratismo está nas últimas. Serão responsabilizados: caso a caso, um a um.
Nós sabemos o que vocês fizeram no Verão passado. E estão a fazer neste Verão.
Actualizações: este post foi emendado e actualizado às 15:28 e 17:09 de 23-6-2010.
* Imagem picada daqui.
Publicado por António Balbino Caldeira em 6/23/2010 01:44:00 PM
http://doportugalprofundo.blogspot.com/2010/06/barrela-geral-do-socratismo-negro.html
Junho 26, 2010 at 11:48 pm
Digam lá a este sr. que os professores pensam:
Paulo Leitão, paulo.leitão@asbeiras.pt
António Campos, ex-deputado europeu
“Metade da sociedade portuguesa não pensa”
(…)
http://www.asbeiras.pt/index.php?area=coimbra&numero=83947&ed=26062010
Junho 27, 2010 at 12:00 am
Lê-se aí para cima e conclui-se que por cá as crianças são um pesadelo!
Eu acho bem que os professores do 1º ciclo se revezem e assistam aos recreios dos alunos. Participem mesmo nas brincadeiras.
E conheço jovens das AEC, daqueles que ganham 7 euros à hora para ensinar inglês, que estão contentes por as escolas os terem chamado para se ocuparem dos alunos agora nestes meses.
E cá por mim sempre preferi ocupar-me com os alunos em vez de ficar a contar cadeiras naqueles malfadados inventários. Devo dizer que estou a trabalhar hora e meia por dia com dois alunos estrangeiros que passaram o ano à nora. Nenhum diretor me mandou, nem requeri autorização para o fazer. Suponho mesmo que a direção ignora esta minha ocupação definida entre mim, os alunos e o encarregado de educação. Encarregado de educação que, quando viu o recado na caderneta deve ter ficado atrapalhado e me ligou a saber quanto teria de pagar!
Li uma vez numa entrevista com essa senhora que fez de ministra que ela gostava daquelas tarefas rotineiras que tinha de fazer lá pelas organizações políticas por onde passou. Colar selos nos subscritos era coisa que adorava.Alguns comentadores aí para trás parecem ter gostos semelhantes.
Está a ver “setora” #6, o melhor é mudar de nick.
Junho 27, 2010 at 12:36 am
(Agora que já dei descanso ao cérebro… )
#129
“Lê-se aí para cima e conclui-se que por cá as crianças são um pesadelo!
Eu acho bem que os professores do 1º ciclo se revezem e assistam aos recreios dos alunos. Participem mesmo nas brincadeiras.”
O barrete não me serve, mas acho melhor informar que muitos fazem isso, embora cada vez mais os intervalos não possam ser só isso para os professpres do 1º ciclo. Mapas disto e daquilo, telefonemas para aqui e para acolá, faxes e mais papéis e etc e tal.
Também precisam de descansar dos miudos. Sim, isto precisa ser dito. E não se confunda com não gostar de estar com as crianças.
Os professores também precisam de um intervalo de minutinhos das crianças. Para quem não sabe, informo que trabalhar com crianças do 1º ciclo é muito cansativo e desgastante. Não se pense que os professores andam a brincar e a sorrir o dia todo. Ensinar a crianças desta faixa etária cansa e os professores também precisam de um descanso.
Ou alguém aqui pensa que estar 3 horas seguidas com a turma é pêra doce? Todos os outros professores estão 90 min no máximo.
Portanto sim, os professores precisam de descansar das crianças uns minutos e isto não quer dizer que não gostem de estar com elas.
É uma necessidade, não é um capricho.
Junho 27, 2010 at 12:39 am
#129
“E conheço jovens das AEC, daqueles que ganham 7 euros à hora para ensinar inglês, que estão contentes por as escolas os terem chamado para se ocuparem dos alunos agora nestes meses.”
Fico feliz por saber que há nas AEC quem se interesse.
Conheço quem se esteve a borrifar o ano todo para os alunos e só soube dizer mal deles sem nunca se ter dado ao trabalho de preparar uma aula.
Junho 27, 2010 at 12:49 am
#131
Para dizer mal dos professores já temos gente a mais!
A ir por aí é um tal lavar de roupa que não há sabão clarim que chegue .
Junho 27, 2010 at 12:52 am
Muitas prostitutas arrumam a vidinha com muito mais dignidade e com um espírito muito mais salutar e socialmente útil, do que a crápula e a sua equipa manhosa que estiveram durante quatro anos à frente do ME. A sua herança é indescritívelmente má, não se pense que só para os professores, mas para a educação deste país. Não haverá mentira, nem manipulação da informação que me façam calar ou aceitar o seu contrário.
A senhora, os capangas que a ampararam e o socratino mor do reino preciso de uma terapia profunda para assumirem a verdade como um valor essencial à vida … mas a uma vida limpa, decente. Cretinos!
Junho 27, 2010 at 12:53 am
#132
Mas eu não estou a falar mal de professores.
A descrição em causa refere-se a quem nem sequer tem formação na área da educação, e isto sim tem que ser falado sem reservas.
A bem das crianças, que merecem gente com formação, ou seja, professores.
Junho 27, 2010 at 12:55 am
#129: Escrita “Brazuca”?
Estranho…
Junho 27, 2010 at 1:03 am
#134
Isso é outro assunto que devia ser denunciado :
a criação das AEC feita à pressa , sem qualidade e utilidade .
Mas faz parte do conceito socratino “escola armazém “…
Lamento as condições em que aqueles jovens trabalham !
Junho 27, 2010 at 1:05 am
#136
Também eu, mas acho que se vão há um mínimo dos mínimos, porque ir por ir só para ganhar o dinheiro também não.
Pra isso mais vale darem o lugar a outros, que tenham vontade e gosto.
Junho 27, 2010 at 1:21 am
#135 livresco
Em 2011 terá esta escrita na sua escola. Eu ando a treinar.
#130 e 131 Desvio Padrão,
Não queria enfiar-lhe qualquer barrete e sei bem que é preciso descansar. Falei em revezar e sei que isso acontece em muitas escolas e aplaudo.
Bem sei que caíram muitas “tarefas” em cima dos professores. Não sei é se devem cumpri-las. Verifiquem se não estão apenas a colar selos. Se assim for, enviem a tarefa para a senhora ex-ministra.
Como em todo o lado há os gostam do que estão a fazer e se esforçam por fazer bem e há os que se borrifam.
Junho 27, 2010 at 1:39 am
Não concordo NADA com essa prática do século passado em que, rotativamente, um professor do 1º ciclo seja responsável pelo recreio escolar.
Têm de descansar.
De parar uns minutos para retomar o trabalho com os alunos, como qualquer outro professor de outro subsector de Ensino.
Como sabem os tempos de trabalho com crianças do 1ºCEB é muitíssimo maior do que os 90 mn.
Trabalhar com alunos, crianças, é (quiçá) mais desgastante do que com pré e adolescentes. E são sempre os mesmos alunos, não esquecer.
Junho 27, 2010 at 1:46 am
Começam a surgir os espantosos resultados das reform(i)as da Mariazita-a-Louca
Atente-se nos resultados da implementação do Plano Nacional da Matemática ou PAM:
Falhas na preparação dos alunos estão a afectar cursos
Estudantes têm cada vez mais dificuldades de base a Matemática
22.06.2010
Um meio mais um meio? 27 % dos alunos do Técnico falharam. Professores alertam que as lacunas que os “caloiros” trazem afectam as licenciaturas. E temem não recuperá-los.
(Público)
Em vez de PAM, teremos que passar a designá-lo de PUM!
Junho 27, 2010 at 1:58 am
Mas este/a MAT (#28) existe mesmo, ou é uma personagem inventada pelo Guinote para “apimentar” o seu blog?
Tive de reler o comentário do senhor/a (menino/a), para ver se não estava a delirar, tamanha a desfaçatez.
Nem vale a pena desmontar as suas falácias porque, como alguém já afirmou, os resultados práticos das medidas demagógicas implementadas por MLR resumem-se a zero (eu diria abaixo de zero). Mas ainda me continua a espantar o cinismo, o descaramento, a falta de vergonha e, principalmente, a capacidade de “burlar” desta “corja” que se meteu no poder. Espanta-me ainda mais que em todo o PS não haja nenhum militante capaz de protestar contra o estado de “degradação moral” (à falta de melhor termo) a que chegou este partido.
O que eu adoraria ver um Plano Inclinado, com um frente a frente entre a Lurdinhas Rodrigues e o Crato, só para ver até onde chega a capacidade demagógica desta sra.
Junho 27, 2010 at 2:03 am
#139 Ana Henriques
Conheço muitos profes do 1º ciclo que concordam com essa atrasada prática de apoiar os pátios. Eu concordo com eles.
Aquilo que para si parece mau, para mim seria paraíso – estar mais tempo com os mesmos alunos. Aqui há uns anos deram-me uma turma das “pesadas” em três disciplinas – foi ótimo para mim e julgo que também para eles.E era mesmo das “pesadas” – 28 alunos, todos com mais de 12 anos, apenas 3 ou 4 repetentes do 5º ano. Os outros tinham chegado “por velhice” ao 5º ano. Já falei deles no meu blogue.
Junho 27, 2010 at 4:38 am
“Conheço muitos profes do 1º ciclo que concordam com essa atrasada prática de apoiar os pátios. Eu concordo com eles.” – 149
Aconselha-a a praticar. Experimentar. Depois poderá exprimir-se com conhecimento de causa.
Quanto aos professores do 1º ciclo que conhece terem essa atitude não é de estranhar. Muitas vezes são eles que limpam o pó da cadeira onde se sentam, da secretária e até das estantes. Há quem até varra as salas de aula, por falta de funcionária.
São, na minha modesta perspectiva, problemas graves. Estes e outros.
Junho 27, 2010 at 4:51 am
Consta que com os Agrupamentos Verticais os problemas das escolas do primeiro ciclo no que respeita a estes e a muitos outros, pioraram ainda mais. E com a passagem dos AAE para as Câmaras a coisa atingiu foros de loucura total.
E o desconhecimento entre professores que trabalham nos diversos subsectores mantem-se. Como se constata.
Junho 27, 2010 at 4:56 am
“Aquilo que para si parece mau, para mim seria paraíso – estar mais tempo com os mesmos alunos.” – 143
Por que não o faz?
Alguém a proibe?
Eu trabalho numa EB. Gosto muito de me passar pelos páteos escolares nos intervalos. Aliás, percorro-os sempre, várias vezes ao dia, para fora das instalações “ir matar o meu vício de fumadora”.
Junho 27, 2010 at 4:57 am
passear
Junho 27, 2010 at 5:04 am
Aliás, os problemas no 1º ciclo começam logo na forma de tratamento. Com raras excepções, um/uma professor/a é tratado pelos funcionários como “Dona” ou “a Dona”. A D. Maria das Dores (ou “ela”) ainda não chegou, em vez de a professora Maria das Dores ainda não chegou (a título de exemplo).
Os funcionários, com raras excepções, saiem das portas das escolas nos intervalos. Por exemplo. Geralmente têm “muitas dores de costas”, se me faço entender.
Etc. Etc. Etc.
Junho 27, 2010 at 5:04 am
não saiem
Junho 27, 2010 at 5:06 am
Acabo de fazer uma noitada, para fazer um relatório técnico pedagógico dum aluno.
Estou meio atordoada (!)
Junho 27, 2010 at 9:49 am
#28
MAT, tanto hífen de translineação a meio das palavras!… Porque não releu o texto e não os apagou? Ts, ts…
O “copy paste” dá muitas vezes nisto…
Junho 27, 2010 at 12:22 pm
# 150
O MAT faz copy paste directamente dos documentos de propaganda do gabinete do Sokras.
Aquele “copy paste” é muito conhecido.
Os tipos pagam estes “trabalhos”.
Junho 27, 2010 at 12:25 pm
# 124
Sim. Muito muito grave.
Junho 27, 2010 at 12:49 pm
Junho 27, 2010
Maria de Lurdes Rodrigues na versão tesourinho deprimente
Lê-se, a custo, a entrevista de Maria de Lurdes Rodrigues ao Expresso e fica-se com a certeza que não havia necessidade de desenterrar e abrir este baú de horrores, pela circunstância de que não existe ali nenhuma ideia pedagógica que valha a pena, além de a mesma exprimir a insistência num conjunto de obstinações organizacionais que a escola pública rejeitou como elementos estranhos e excrescentes.
No essencial, estamos perante uma prestação furtiva, intelectualmente desonesta, pedagogicamente estéril e incapaz de qualquer auto-crítica.
CONTINUAR A LER AQUI…
http://www.octaviovgoncalves.blogspot.com/2010/06/maria-de-lurdes-rodrigues-na-versao.html
Junho 27, 2010 at 1:00 pm
Não comprei o ‘Expresso’.
Ouvi no ‘Expresso da Meia Noite’, que sairia uma entrevista com aquela santa e, como há bastante tempo deixei de ter paciência para ler lixo, não comprei o jornal. A bem da minha sanidade mental, obviamente.
Junho 27, 2010 at 2:31 pm
#143… Ana Henriques
Nem sei que lhe diga, ao serem tão diferentes as nossas formatações.
Claro que passo nos pátios interagindo com os alunos. Não só para o cumprimento normal dos que conheço mas também para discutir a brincadeira que “naquele sítio” oferece riscos, para conversar sobre os palavrões que entre eles proferiam, para acalmar ânimos numa pancadaria, para assistir a um jogo de ténis de mesa… Também vou fumar para o portão que é sítio excelente para conversa com colegas, com pais/avós e com os alunos que entram, saem ou brincam por ali.Se tiver de ir à papelaria, estou na fila com eles aguardando a minha vez. Curiosamente mandam-me avançar – recuso sempre.
E se é preciso limpar alguma coisa na sala onde acabei de entrar, claro que vamos limpar. É uma circunstância que aproveito para treinar contactos nos alunos mais tímidos ou nos “menos formais”. É a eles que solicito que vão pedir o pano ou a vassoura à funcionária. Chego a treinar a conversa.
E a Ana pelos vistos não sabe que, se me distribuem português numa turma,eu apenas estou com aqueles alunos nos tempos destinados à disciplina. Posso encontrá-los na sala de estudo ou na biblioteca se as tiver no horário. É assim.
Gostaria muito de ser apenas a Eugénia, que a funcionária fosse apenas a Vera e que a mãe fosse apenas a Matilde. Há uns 30 anos a minha irmã fez um estágio num departamento de medicina nuclear na Suécia. Na época o professor que o dirigia era o velho mestre mundial no assunto.Todas as pessoas, médicos, técnicos, funcionários da limpeza e da manutenção foram apresentados pelos seus nomes e apenas pelo nome se tratavam mutuamente. Num dos dias a sumidade da medicina nuclear avisou que chegaria mais tarde pois tinha de, com as suas mãos consertar um problema no telhado de sua casa. Por cá continuamos com o mundo dos dótores e inginheiros e o mundo dos outros. Bah!
As dores de costas dos funcionários curam-se muitas vezes para imitação da saúde da nossa coluna.Se as vértebras dos professores andarem muito desconjuntadas é provável que a doença se propague.
Junho 27, 2010 at 3:33 pm
…tinha de, com as suas mãos, consertar…
Junho 27, 2010 at 3:37 pm
Fónix!
Os abrantes nem ao fim de semana descansam!
É preciso lata. Lata, faltade inteligência ou simples má fé, são condições básicas para assumir a defesa daquela personagem de BD que esteve no ministério da conveniência educativa e da propaganda.
Saçazar não faria melhor. Nesse tempo, havia a legião portugues, e a PIDE para os mais resistentes; agora há os ‘abrantes’ e, para os que discordam, processitos disciplinares e entinção de postos de trabalho.
Precisamos de outra revolução!
Junho 27, 2010 at 3:38 pm
Pois setora mas não estamos na Suécia…e o trabalho escravo por cá é assim..ou ser+a que se for ao médico e for atendida por um enfermeiro porque o médico não está fica à vontade pe4lavalaiação do mesmo?
Ver o mundo de uma forma cor de rosa +é sinónimo de tia…desculpe que lhe diga…não que ser tia seja lago negativo..mas é não querer ver as evidências..tomar a parte pelo todo…e A VIDA REAL NÃO É ASSIM…TÃO SÓ E SOMENTE…
Junho 27, 2010 at 3:39 pm
DIGO: pela avaliação feita pelo mesmo?
…lado negativo…Fui…
Junho 27, 2010 at 3:41 pm
Ser Madre Teresa de Calcutá é por vezes mais negativo do que parece..a dita dava aspirina a cancerosos…
Junho 27, 2010 at 5:02 pm
Uma pequena história do primeiro dia do resto da minha vida de professora.
Escola do Plano Centenário. Serra D El Rei, Peniche.
Após as apresentações (minhas e dos alunos) e duma pequena conversa de circunstância, iríamos conhecer um pouco melhor no páteo da escola. A actividade foi bem acolhida pelos alunos. Recordar jogos e eleger o jogo. Foi eleito o “Jogo do Lencinho”. Regras recordadas na sala de aula, com esquema no quadro. Aviso sobre comportamento a ter no páteo para não perturbar o trabalho dos outros alunos.
Concretização do Jogo. Muito boa disposição. O lencinho calhou-me muitas vezes e percebi que estava em má condição física. Sorrisos de alegria.
Eis que surge a figura “tutelar” duma funcionária (vim a saber posteriormente que era a dita que literalmente mandava na escola) que se me dirige dizendo-me ser proibido estar no páteo e tal. Não liguei nenhuma e continuámos. Nessa altura nem nome tinha ainda, para a dita cuja.
Deixei passar o tempo até que um dia uma colega me avisa que a dita cuja tinha por hábito entrar nas salas de aula, a pretexto de qualquer assunto, para distorcer e dar com a língua nos dentes na povoação. Entendi depois porque diariamente entrava na sala para me dar o livro de ponto a assinar (o que pensava ser por amabilidade). A partir do dia não mais entrou, claro. E como semelhante criatura tentasse outras formas de saltar as limites da boa educação (com as costas quentes da directora) adverti-a que a partir daquela data me iria tratar não por “dona” ou por “a dona” mas por professora seguido do meu nome.
Assim foi.
Percebi mais tarde, vagueando por outras paragens, que este tipo de tratamento era único no 1º ciclo e acarretava muitos problemas de relação e de funcionamento nas escolas do 1º ciclo.
Disse.
Junho 27, 2010 at 5:04 pm
iríamo-nos conhecer
Junho 27, 2010 at 5:07 pm
Pertenço áquele grupo muito restrito de professores de quem os funcionários da escola gostam. Por regra, são aqueles que me apoiam. Fiz amizades. Grandes.
Junho 27, 2010 at 5:25 pm
# 158 Buli
Não entendo como tira essas conclusões do que escrevi.De Madre Teresa não tenho nada e não gosto da “caridade”.
Tia sou de 15 sobrinhos.E mãe e avó. Talvez estas condições ajudem à satisfação que retiro ao comunicar com mais novos.
Digo talvez porque, mesmo antes de ganhar estas circunstâncias, gostava bastante do que fazia.
A que vida real se refere e que eu não vejo?
Talvez esteja a ler no que escrevi coisas que não estão lá. Nunca admiti que um funcionário fizesse aquilo que me compete fazer. Nem os substituo.
A minha visão é esta – numa escola há alunos, professores e funcionários. Funções definidas. Mas todos são pessoas. Não deixo esta parte de mim à porta quando entro. Se é preciso varrer, varro – as pessoas não ficam desprestigiadas por varrerem.
Junho 27, 2010 at 5:40 pm
#161 Ana Henriques
Na verdade o preconceito tolda a apreciação das coisas.
Quando falo da Eugénia, da Vera e da Matilde isto significa que as três são pessoas com o seu papel a cumprir. Não sou mãe dos meus alunos, nem funcionária da escola. Distingo muito bem o que me cabe.
É graças ao preconceito dos dótores e inginheiros que temos um leque salarial dos mais alargados da Europa.
Junho 27, 2010 at 5:43 pm
Leque salarial que põe muitas vezes de rastos as Veras e as Matildes e até deixa as primeiras e talvez também as segundas com dores nas costas.
Junho 27, 2010 at 6:00 pm
Afinal todas as conversas estão a ser atacadas.
mariazeca cuidado!
Junho 27, 2010 at 6:02 pm
#141,
Nem eu conseguiria tal… sem ser mesmo ficcionando.
Junho 27, 2010 at 6:04 pm
Ir-nos-íamos divertir mais, se todos soubéssemos conjugar o verbo ir.
Junho 27, 2010 at 6:09 pm
#162
ir-nos-íamos….
e “saem” também não leva “i”
Há outros, mas chega por agora….
Sorry, mas aflige-me tanto erro, quando passamos a vida a dizer que os miúdos não sabem escrever…
Junho 27, 2010 at 6:15 pm
Por acaso,
alguém tem disponível a crónica que o Miguel Sousa Tavares escreveu esta semana no Expresso?
Dizem-me que vale a pena ler…
Junho 27, 2010 at 6:16 pm
#171,
Ter, tenho, mas não li. Não é que tenha desistido de o ler, mas sinceramente há artigos que não melhoram com a idade.
Junho 27, 2010 at 6:17 pm
Greve ao ‘Expresso’, esta semana.
Traz lá dentro lixo tóxico!
Junho 27, 2010 at 6:20 pm
Desconfio que o MAT é o próprio Miguel Sousa Tavares.
Junho 27, 2010 at 6:23 pm
#172
Eu logo vi que a crónica deve estar mesmo boa…
Junho 27, 2010 at 6:24 pm
Leiam mas é a crónica do José Diogo Quintela na Bolas obre o MST..vale a pena…acreditem…VEM NO SEGUIMENTO DESTA…
Na terça-feira, Miguel Sousa Tavares aconselhou-me simpaticamente a preocupar-me com a próxima época do Sporting. Agradeço o conselho, de facto estou apreensivo, mas, se me permite, antes de falar sobre as hipotéticas contratações do Sporting para 2010/2011, vou continuar a debruçar-me sobre as hipotéticas contratações do Porto em 2003/2004. Nomeadamente a de Augusto Duarte.
Voltando a citar o verdugo nazi da sua predilecção, MST repisa que uma mentira repetida acaba por se transformar em verdade. Eu acho que o MST usa outra técnica: inventar várias mentiras, a ver se alguma pega. Desta vez, MST diz: «Há anos que o José Diogo Quintela anda a repetir que um árbitro foi tomar um cafezinho a casa de Pinto da Costa, na véspera de apitar um jogo decisivo do FC Porto, em 2004. Tirando o facto de não ter sido assim que a coisa ficou provada em tribunal, o mais importante é que esse jogo (um Beira-Mar – FC Porto) não era decisivo, pois o Porto já tinha o campeonato no bolso – tanto que dispensou de apresentar vários titulares, que ficaram a descansar para a eminente final da Champions, em Geselkirchem [sic], que teve lugar daí a dias. O jogo terminou empatado, salvo erro 1-1 e, segundo o trio de analistas de arbitragem do Jogo, o árbitro do cafezinho cometeu, de facto, dois erros, um para cada lado e ambos com possível influência no resultado. Só que, azar, o primeiro erro foi contra o FC Porto – e o primeiro erro é sempre o mais importante. Ah, e o treinador, que precisava que dessem cafezinhos aos árbitros para vencer um Beira-Mar, chamava-se José Mourinho e logo, logo, iria ser campeão europeu…»
Bom, vamos à habitual correcção. Numerada, para ser mais fácil de seguir.
Peta 1 – «Tirando o facto de não ter sido assim que a coisa ficou provada em tribunal». É falso. Ficou mesmo provado, nos pontos 21 a 24 do Acórdão, que um árbitro foi a casa de Pinto da Costa na véspera de apitar um jogo do FCP. E mais. Já lá vamos.
Peta 2 – MST diz que o jogo não era decisivo, «pois o Porto já tinha o campeonato no bolso». Falso outra vez. Antes dessa jornada, faltando disputar 12 pontos, o Sporting estava a 5. O campeonato não estava conquistado. A não ser que MST use a expressão «no bolso» no sentido de estar combinado. Será? MST, veja lá se o Pinto da Costa não o processa. Mais: este jogo era decisivo porque o FCP jogava para o campeonato e para a Champions e precisava descansar jogadores. O empate contra o Nacional, quatro dias antes do jogo em Aveiro, retirou-lhe margem de manobra. O que pode explicar a urgência que António Araújo tem em convencer Augusto Duarte a ir a casa de PC. (Curiosidade gira: supostamente, Augusto Duarte é que queria pedir a PC um favor relativo à amante do pai, mas nas escutas é PC que tem urgência em que o árbitro lá vá) Entretanto o Sporting foi roubado no Bessa (por um árbitro que, este sim, não há provas de que tenha ido a casa de PC), facilitando a vida ao Porto. Mesmo assim, era decisivo o Porto não perder com o Beira-Mar, senão, daí a duas jornadas, em Vila do Conde, não poderia descansar atletas antes da segunda mão da meia-final da Champions; as já estou a desvendar a galga n.º 3. Vamos a ela
Peta 3 – MST afiança que o FCP «se dispensou de apresentar vários titulares, que ficaram a descansar para a eminente final da Champions, em Geselkirchem [sic], que teve lugar daí a dias». Falso, também. A final da Champions (que é, de facto, eminente) não estava iminente. Iminente estava a primeira mão da meia-final. E, sim é verdade que o FCP jogou sem habituais titulares. Como é que tinha a garantia que o podia fazer? Se calhar já estava «no bolso». Porque o Beira-Mar, como se verá, não era uma equipa qualquer. Por isso é que quando MST diz «Ah, e o treinador, que precisava que dessem cafezinhos aos árbitros para vencer um Beira-Mar, chamava-se José Mourinho e logo, logo, iria ser campeão europeu…», falha a ironia. O que não é grave, é só falta de jeito. É que este «um Beira-Mar» que MST parece desprezar tinha sido, por acaso, a última equipa a ganhar em casa de Mourinho, no campeonato. Ainda é, até hoje. A 23-02-2002 «um Beira-Mar» foi ganhar às Antas. Talvez porque, dessa vez, o árbitro expulsou mesmo os jogadores do FCP que mereceram, não sei. O que sei é que, desde então, nem um Manchester United, um Arsenal, uma Juventus, um Milão ou um Liverpool conseguiram ganhar em casa de Mourinho, como conseguiu «um Beira-Mar». Porque isto é futebol e às vezes o mais fraco ganha. Ah, e o treinador a quem o Poro ia ganhar facilmente chamava-se António Sousa, o último a ganhar em casa de Mourinho…
Peta 4 – Sobre a arbitragem, MST garante que «segundo o trio de analistas de arbitragem do Jogo, o árbitro do cafezinho cometeu, de facto, dois erros, um para cada lado e ambos com possível influência no resultado. Só que, azar, o primeiro erro foi contra o FC Porto – e o primeiro erro é sempre o mais importante». Espanta-me que MST, que se farta de exigir respeito pelas decisões da Justiça, achincalhe um Tribunal, mesmo que o do Jogo. É que eu fui consultar a edição do Jogo de 19-04-2004 e, na pág.10, constatei que MST intruja no seguinte: i) não eram 3 os analistas, mas sim 4: Coroado, Rosa Santos, garrido e Miranda de Sousa; ii) 2 deles acham que o árbitro cometeu 2 erros: o 1º aos 10 minutos, ao não expulsar Secretário, e o 2º aos 12, ao não amarelar Marco Ferreira; os outros 2 analistas acham que só cometeu o 2º erro; iii) assim, é redundante indicar que o primeiro erro não foi contra o FCP. Azar, sim, mas para MST que foi apanhado, noutra mentira. Não é a primeira. Será a mais importante? O leitor decidirá. Mas é interessante ver que, sobre a arbitragem, MST remete para o Tribunal do Jogo (ainda que falseando) em vez de para o tribunal que julgou o Caso do Envelope. É que a conclusão a que a justiça chegou foi diferente: houve 4 erros, 3 a favor do Porto, sendo que o único grave foi a tal não expulsão. Porque é que MST escamoteia isto? É porque, embora a juíza não ache, quem vê futebol sabe que é difícil jogar com menos um durante 80 minutos.
Peta 5 – No fim, MST diz que tenho o «descaramento» de falar na viagem que o Porto pagou a Carlos Calheiros «já depois de reformado». Sucede que essa viagem foi em Julho de 95 e bastou-me consultar jornais da época 95/96 para saber que a 27 de Agosto do mesmo ano Calheiros, ainda bronzeado, apitou o Sporting – Boavista. Ora, das duas, uma: ou o reformado fez um biscate para ajudar a compor a reforma, ou MST está, mais uma vez, a aldrabar. Descaradamente.
Atenção, não quero com isto afirmar que MST só mente. Também diz meias-verdades: o jogo acabou empatado, mas 0-0, não «salvo erro 1-1». E diz algumas verdades. Por exemplo, diz que se tratou de um jogo de futebol. E que Mourinho é treinador. Duas verdades. Não são muitas, nem particularmente relevantes, mas já não é mau. Salvo erro.
MST termina assim: «Se neste país houvesse uma cultura de responsabilidade, se cada um fosse responsabilizado pelo que diz e faz, não se continuaria a insistir em mentiras desmascaradas pela justiça». Mais uma vez, discordo. Quero que em Portugal continue a ser possível que irresponsáveis repitam patranhas. Reconforta-me saber que, quando me falta tema, posso sempre desmentir MST, um homem que tem uma relação curiosa com a verdade. Como pode constatar numa entrevista recente:
- Foi acusado de ser brando com José Sócrates e implacável com Gonçalo Amaral. Revê-se em qual dos Miguel Sousa Tavares?
- O meu estilo de entrevista foi igual em todas, tirando o Gonçalo Amaral. Confesso que houve uma coisa que não devia ter influenciado, mas que influenciou, que foi ele ter começado a entrevista com uma mentira. Isso deixou-me logo de pé atrás. MST, in Flash, 31-05-2010
Gostava de ver o MST que fica de pé atrás com uma mentira a entrevistar o MST que escreve estas crónicas
Zé Diogo Quintela, in ABola, 20-06-2010
Junho 27, 2010 at 6:31 pm
NOLA DE HOJE…
Junho 27, 2010 at 6:32 pm
DIGO BOLA…
Junho 27, 2010 at 6:35 pm
Não é por acaso que os ‘Gatinhos’ são geniais! Estudam,pensam e trabalham muitíssimo. Todos.
Junho 27, 2010 at 8:30 pm
#171 MAT
Por acaso, a crónica do MST a que se refere não é esta ( http://clix.expresso.pt/miguel-sousa-tavares=s23491 ), pois não?
Nela pode ler-se coisas como esta:
PC 4 Ouvi a ministra da Educação explicar que todos merecem uma nova oportunidade, que a natureza humana no fundo é sempre boa, etc. e tal. Fiquei comovido, mas confesso que ainda não sei se percebi bem: um aluno, com mais de 15 anos, repete o 8º ano e, das duas uma – se passar, passa para o 9º; se chumbar, salta para o 10º? É mesmo assim? E o que tem a natureza humana que ver com isto?.
Eu logo vi que a crónica deve estar mesmo boa…
(mas onde é que eu já li isto?)
Junho 27, 2010 at 9:26 pm
Só mais uma coisinha, MAT: qual a sua abalizada opinião relativamente a esta outra crónica do MST, sobre José Sócrates, intitulada “O Robin dos tolos” ( http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/497588 )?
Um santo Domingo também para si. Durma bem e tenha sonhos cor de rosa (sem 2ºs sentidos) com a Lurdinhas Rodrigues, o Sócrates & Co.