El Foro Educativo de la Federación de Enseñanza de CC.OO. aborda desde ayer el objetivo prioritario de la educación, en unas jornadas concurridas que acaban hoy
Deixo aqui a ligação porque tem uma intervenção com passagens indescritíveis do Francisco Santos (é pá! é chato seres tão invejoso, será que o culto do colectivo não te ensinou um pouquinho de humildade tu que estás sempre a causar os outros de protagonismo?), tem a interveçnão do Gundisalbus (pena aquela falha de acentuação no princípio que acredito ser gralha de distracção).
Realce para as diversas intervenções que sublinharam a situação problemática e sacrificada dos professores contratados, para quem o Francisco Santos não endereçou um pensamento. Nem o outro.
Porquê?
Eu nem era para ter levantado estas questões, em virtude de teres entrado em remanso blogosférico, mas como apareceste aí armado em agente provocador, seria bom que explicasses porque gastaste tanto paleio com fel e nenhum com solidariedade com os mais desfavorecidos.
Também andas armado em doutor do Secundário como o teu camarada de facção?
É já a seguir e vamos lá a ver se o ego do homem é mais forte que a disciplina germânica chefiada pelo rosado Louis. Continuo a dizer que aquele ano de aulas em Alhos Vedros (onde enrijei a pele 33 anos) o fez capaz de aguentar tudo.
O ministro das Finanças afirmou hoje que emitiu um despacho “clarificador” para que “não subsistam dúvidas” de que as novas taxas de IRS só entram em vigor “a partir de Junho e somente a partir de Junho”.
Eu acho que a partir de agora todos nós temos direito a emitir actos clarificadores sempre que façamos qualquer coisa mal feita, com a desculpa de que foi mal interpretada.
Tipo a carreira legislativa valteriana. Ou faltas (in)justificadas no Estatuto do Aluno.
Por exemplo: os meus alunos que disserem que vivemos em democracia desde 1926, ao verem a cruz vermelha (traumatizante, eu sei, mas a verde seria ostensivo exibicionismo sportinguista) nos seus testes, poderão sempre clarificar que o que eles queriam dizer era que vivemos em democracia desde 1974. Ou se eu assinalar que está errado dizer que o Salazar foi um grande promotor do desenvolvimento nacional, eles clarificarem que não era isso que queriam dizer, apenas se esqueceram de formular a negativa.
Ou clarificarem que não queriam dizer que o Afonso Henriques tinha sido o fundador da 2ª ou 3ª dinastia, mas sim da 1ª.
Aliás, eu acho que isto podia ser aplicado ao próprio país e que o Afonso Henriques é que deveria ser chamado a clarificar o que é que queria mesmo naquele dia de 1128 quando se foi pôr à espadeirada por terras do Pimenta Machado.
No fundo ele queria era a incorporação do Condado no reino de Leão, o problema é que foi mal entendido, pois assinou de cruz o pergaminho e nem leu o treslado.
Vai daí mandou a mãe para um convento e não para o Corte Inglês de Vigo como tinha sido acordado entre as partes às 3 da matina, mesmo antes de tomarem um copázio de hidromel e dançarem um corridinho.
Afinal, o diploma de monarca tinha sido obtido no centro das Novas Oportunidades de Portucale, após duas sessões de esgrima, uma prova prática de tiro ao javali com arco em madeira de carvalho e três juramentos em como iria embarretar o primo Afonso sempre que a real politik o exigisse..
Pudesse Afonso Henriques clarificar muita coisa e talvez percebessemos melhor que Portugal nasceu de um equívoco legislativo.
.. se esta regra fosse aplicada aos alunos, não tendo eu pejo em declarar desde já que a muitos dos meus alunos de evidente etnia africana (olha para mim a refugiar-me já na novilíngua…) não haveria euromilhões que valesse tantas as vezes que os ouço, em diversos contextos, tratar-se uns aos outros de tal forma.
Um professor de Música da escola básica Mem Ramires, em Santarém, foi ontem condenado a pagar uma multa de mil euros pela prática de um crime de injúrias. Em causa está o facto de o docente ter usado a expressão “entra lá, ó preto”, quando um aluno de 12 anos pediu autorização para entrar na sala de aula.
Não estou a defender este tipo de conduta pelo professor (será que se passaria o mesmo se tivesse chamado branquelas a alguém?), apenas a tentar perceber se foi mesmo um acto isolado (o que o Tribunal parece ter dado como provado) ou se resulta de um padrão de comportamento ou de uma atitude recorrente destinada a humilhar o visado.
Seja como for, os mil euros são capazes de fazer repensar algumas pessoas.
No meu caso, tenho em ex-aluno (caucasiano, claro) que, devido ao meu défice capilar, gosta de me perguntar se me esqueci do chapéu ou do boné.
É inteligente, não me chama assim careca logo de chofre.
Acho que vou processá-lo.
Ou não.
Até gosto dele.Podia chamar-me coisa pior, agora que já não é da minha direcção de turma. Incompetente, por exemplo. Ou injusto. Ou preconceituoso.
Mas não. Gosta apenas de ver a minha zona de aterragem para mini-helicópteros e destacar-me o facto em voz alta.
Um destes dias chamo-lhe branco para ver se ele se chateia e se sente humilhado.
Afinal as minhas turmas são maioritariamente multicoloridas e a discriminações e humilhações quando nascem…
Fátima Barros, directora da FCEE-UCP, afirmou na Conferência “Portugal em Exame” que é preciso reter os melhores talentos no país, mas também importá-los.
Por laxismo acho que será incontroverso entender coisas como:
Fazer exames a um nível acessível para não estragar (já) a vida aos alunos (estraga-se depois no mercado de trabalho que os não aceita).
Pressionar (a nível central ou local) os professores para darem classificações de sucesso sem olhar exactamente ao desempenho dos alunos, só para se terem estatísticas bonitas de ver.
Criar regimes de assiduidade e de procedimentos disciplinares extremamente burocráticos e que responsabilizam mais as escolas e professores do que os alunos e famílias, por forma a mascarar casos de abandono escolar e de violência.
Distribuir das Novas Oportunidades do Ensino Básico e Secundário em troca de um portefólio e uns 3 meses de aulas para dar uma aparência de qualificação da mão-de-obra nacional.
Resolvi escrever-te porque a minha escola, a secundária dr. francisco fernandes lopes em Olhão, realizou o 1º Lip Dub de Portugal. O lip dub mais não é do que apresentar a escola num filme sem cortes, onde as pessoas vão fazendo playback.
Somos a 1ª escola a nível nacional a realizar um Lip Dub e apenas a 2ª instituição pública portuguesa a fazê-lo (apenas o ISCTE o havia feito). De realçar também que em apenas 6 dias no you tube o vídeo já alcançou mais de 7000 visualizações e é também um sucesso considerável no Facebook.
O Lip Dub conta com a presença de Domigos dos IRIS autor de um tema de grande sucesso nacional na década de 90, “Atira tó mar”. A escolha musical prendeu-se com o facto de esta música caracterizar a maneira de falar, as expressões e os dizeres dos olhanenses, acabando também por simbolizar a cultura regional de Olhão e do Algarve.
O nosso Lip Dub contou com a presença de mais de 270 alunos, professores, funcionários e encarregados de educação e foi feito com o intuito de apresentar a escola e também de deixar uma recordação da mesma, uma vez que a escola vai para obras e vai ser totalmente remodelada.
Num tempo em que a educação aparece sempre nas notícias pelos maus motivos, a minha escola fez o contrário, num tempo em que a violência, o bullying, o desânimo e o protesto imperam a sua vontade, a Secundária de Olhão mostrou aquilo que uma escola pode ser, aquilo que uma escola deve ser.
Hélder Sousa, actual director do GAVE no Expresso de hoje, em entrevista a Isabel Leiria:
Exames não servem para estragar a vida aos alunos
Claro, claro. Os exames servem apenas para enfeitar a vida.
Enfim, eu percebo a ideia, mas não pode ser assim que as coisas endireitam. Em especial quando se admite de forma cândida que há aprendizagens básicas que os alunos não fazem, ano após ano, apesar da pressão para o sucesso e das estatísticas marteladas para a Europa ver.
Vou deixar aqui uma res0osta completa, para não dizerem que descontextualizai a parte final, que é de cerrta forma a explicação para mantermos o pântano sempre pantanoso.
Qual é o critério [de dificuldade] que vale? É uma opinião a priori, baseada na experiência e expectativas que um grupo de professores possa ter em relação ao que é o nível de exigência adequado? Ou devemos guiar-nos pela dificuldade comprovada pelos resultados, que nos dizem, a partir de anos anteriores, que determinadas perguntas não são fáceis para os alunos? E essas temos de colocar no ano seguinte para perceber se houve evolução. Esta análise é que é importante. A nossa função não é estragar a vida aos alunos. Quando tentámos subir ligeiramente os graus de dificuldade o efeito não foi o mais positivo. Se decidíssemos elaborar um prova com critérios de dificuldade extremamente elevado, assistiríamos ao colapso nacional.
Ou seja:
O grau de dificuldade não deve corresponder às expectativas de um grupo d eprofessores experientes, mas às de um grupo de avaliadores escolhidos pelo ME que elaboram exames e provas que muitas vezes se afastam bastante do que é a prática normal dos professores (tirando os que apenas trabalham para os exames).
Colocam-se de forma recorrente certo tipo de questões de tipo elementar porque os alunos em anos anteriores não acertaram. Resta explicar que não são os mesmos alunos a responder no ano seguinte, pelo que a análise da evolução está algo distorcida. Só fazendo exames do mesmo tipo ao longo do percurso dos mesmos alunos seria possível estudar essa evolução.
Não há exames mais difíceis porque os alunos não os conseguiriam fazer. Deste modo, e independentemente de serem certos ou errados os níveis de dificuldade, fazem-se exames acessíveis, provavelmente para não baixar a auto-estima nacional.
Dirigentes das escolas poderão ter de devolver suplementos remuneratórios ao Estado. Porque a classificação dos seus cargos enquanto de direcção superior é uma violação manifesta da lei que exclui expressamente as escolas desta classificação.
Esta situação que considero aberrante consta do despacho Despacho 9744/2009, Proémio, parágrafo 8. Ali se dispõe, passo a transcrever, que no que tange à direcção das escolas cabe «ao director, subdirector e adjuntos o exercício das funções de direcção superior e aos coordenadores de estabelecimento de educação pré -escolar ou de escola integrada num
agrupamento e aos coordenadores de departamento curricular o desempenho das funções de direcção intermédia»
Este despacho contraria flagrantemente a Lei da Assembleia da República (Lei n.º 2/2004, de 15 de Janeiro com as alterações introduzidas pelas Leis n.º 51/2005, de 30 de Agosto e n.º 64-A/2008, de 31 de Dezembro).
O Secretário de Estado Valter Lemos sabia perfeitamente que a lei exclui os dirigentes dos órgãos de gestão dos estabelecimentos de ensino dos cargos de direcção superior e intermédia (artigo 1.º, n.º 5, alínea c)).
É sintomático que os dirigentes das escolas detenham cargos de direcção superior (no despacho nem se refere sequer se são de 1.º ou 2.º grau ) assim os equiparando ao próprio director-geral e sub-director geral ou ao director regional.
Há bacharéis a exercer cargos de adjunto quando a Lei exige a licenciatura para cargos de direcção superior (com o conivência do ME).
Porque a anterior Ministra queria fazer passar a ideia de que o novo de modelo de gestão autocrático das escolas era muito bom deu umas «bolachinhas» aos dirigentes – passando por cima da Lei. Calando os novos «reitores».
É o trajecto normal de quem, habitualmente fora das escolas públicas, subitamente entra em contacto com algumas das suas realidades, em particular com a conduta arbitrariamente insolente e violenta de alguns grupos de jovens.
Se um ganho houve neste período de intensa exposição mediática da Educação foi exactamente esse: o de diversas pessoas com maior ou menor responsabilidade política, cívica ou comunicacional, conhecer mais de perto, em conversa ou por observação directa, a realidade que não se colhe nos livros, nem em nenhumas teorias de há umas décadas atrás quando o mundo andava a menos da velocidade que anda agora.
Se muitas queixas dos professores, em especial as que originam estados de stress e burnout, deparavam com uma muralha de incompreensão – como aquelas tiradas sobre o episódio-Carolina Michaelis que culpavam a professora por não saber lidar com as atitudes da aluna – agora vão ganhando mais crédito, bastando para isso a observação directa de alguns episódios que mais não são do que uma gota no oceano de um processo de saturação que vai aumentando à aproximação do final do ano lectivo, como que acompanhando o crescendo da temperatura ambiente.
Tomara nós que o(a)s especialistas de gabinete e os formadores de aviário (ouso incluir ainda alguns colegas em refúgios dourados da docência, a que agora acresce a de professor-bibliotecário) fossem obrigados a um tirocínio no mundo real. Certamente se legislaria em matéria de Educação com toda uma outra atitude.
As comemorações do centenário da República em Aveiro estão a criar uma estranhíssima polémica entre pais e professores – e tão estranha que até acabou por chegar ao Parlamento. Isto porque uma representação do Estado Novo, feita por alunos da escola do ensino básico das Barrocas, provocou o escândalo de alguns pais, preocupados por as crianças participarem num projecto escolar vestidos com roupas a simular as fardas da Mocidade Portuguesa. A coisa foi ao ponto do Bloco de Esquerda ter decidido interpelar o Ministério da Educação, chocado com o facto de uma professora “obrigar alunos menores de idade a serem actores num acto laudatório e acrítico de uma página negra da história de Portugal“.
A escola, que vai reunir com a Associação de Pais na próxima semana, considera as críticas “caluniosas”: “Uma deturpação completa do projecto que 1200 alunos estão a fazer. Isto ofende e revolta”, afirma ao i a professora Joaquina da Conceição, responsável pelo projecto. A professora sustenta que “o que se pretende com o projecto é rever 100 anos da História de Portugal, desde o fim da monarquia até à actualidade”. Assim, “cada escola tomou a seu cargo uma determinada época” e à escola das Barrocas coube o Estado Novo. “Aquilo que se pretende é que os meninos conheçam a história. Não se pretende defender nada! Não temos ideias fascistas!”, afirma Joaquina da Conceição, indignada com o escândalo público. “Não se trata de levar meninos para a rua a defender o Estado Novo! Só quem não conhece a escola é que poderia afirmar uma coisa dessas!”, insiste a professora. Apesar de ter conhecimento de mal-estar entre alguns pais, Joaquina da Conceição afirma que a maioria dos pais está a colaborar com o agrupamento de Escolas de Aveiro neste projecto, que também tem o apoio da Câmara e do Governo Civil. Para discutir o problema, já está marcado uma reunião entre o director do agrupamento, prof. Carlos Magalhães e a Associação de Pais.
Osvaldo de Castro, presidente da comissão parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias, não tem dúvidas de que o afastamento de Bruna Real, “acusada” de ter posado nua para a Playboy, “é uma violação dos direitos fundamentais” da professora. “Estão a entrar no domínio da vida privada. Posar nua faz parte do acervo de liberdades que a professora tem e não colide em nada com o seu trabalho”, afirmou o deputado socialista ao i.
Para Osvaldo de Castro, o que se passou no agrupamento escolar de Torre de D. Chama é equivalente à apreensão de livros, em Fevereiro do ano passado, pela PSP de Braga, sob o argumento de que as capas que reproduziam o quadro “A origem do mundo” de Gustave Coubert eram “pornográficas”. O presidente da Comissão de Direitos e Liberdades e Garantias da Assembleia da República afirma também que a expressão utilizada pela Câmara de Mirandela para o afastamento da professora – o “alarme social” – é manifestamente imprópria. “É uma expressão que é utilizada nos tribunais pelos juízes para manter alguém em prisão preventiva”, diz. “A senhora entendeu por razões artísticas, pessoais, fazer fotografias eróticas. São os seus direitos mais profundos, relativos à vida privada, que estão em causa. A escola e a Câmara de Mirandela violaram os direitos da professora”.
A escola, tal como a conhecemos hoje, é uma complexa comunidade educativa, com escassa autonomia nas dimensões curricular, pedagógica, administrativa e financeira, apesar do constante envolvimento da comunidade escolar e local.
Nesse espaço de diversificadas experiências, é nos planos de estudos, nos programas e nos manuais (aquilo a que convencionamos designar por currículo formal) que teremos que focar a nossa atenção, se quisermos perceber o que ocorre quanto à formação da profissionalidade dos docentes e, por razões acrescidas, quanto aos resultados educativos e escolares dos alunos.
Como sabemos, a estrutura curricular provoca repercussões e marcas decisivas nos modos de aprender dos alunos e nas formas de agir e de pensar do professor, não só enquanto pessoa, mas também enquanto profissional.
Por isso, os sinais (os bons e os maus…) que a escola deixa na personalidade de base dos alunos e no exercício das competências profissionais dos docentes, todos eles são traçados pela estrutura curricular, entendida esta, em sentido lato.
Desde logo, a organização “nacional” dos currículos em Portugal obriga a que maioria das decisões do docente se reduza à aplicação de objectivos traçados pela administração central (ME). Tal facto “massifica” e “normaliza” a acção do docente, repercute-se decisivamente no trabalho do aluno e também na formação (modelagem) permanente do professor.
Consoante as opções que se adoptam, quer no que respeita à selecção dos objectivos que se colocam aos alunos, quer quanto à escolha de métodos, de técnicas, de recursos e de materiais, assim será o grau e o tipo das interacções que se estabelecem entre professores, alunos, pais e a comunidade.
Sempre que a autonomia é centralmente cerceada e o currículo imposto, sempre que se condiciona o ensino e a aprendizagem aos resultados esperados em exames de tipo standard, ou de provas sumativas a nível nacional, na escola surgem sintomas de estagnação e de criação de rotinas obsoletas, inimigas do desenvolvimento de educadores e aprendentes.
Inversamente, quando o exercício responsável da autonomia permite a adequação dos currículos às necessidades e aos meios da comunidade escolar, essas escolhas promovem o desenvolvimento profissional dos professores e o crescimento pessoal dos alunos, já que o exercício dessa autonomia proporciona o envolvimento de todos em processos de indagação, de pesquisa, de organização de documentos e de materiais, bem como a constante procura de informação e de formação.
Falamos de atitudes que capacitam os intervenientes no processo educativo para uma reflexão crítica sobre os complexos actos de ensinar e de aprender e para a progressiva mudança, sem desnecessárias rupturas, do sistema de ensino.
Numa proposta conceptual simples poderíamos dizer que as diferentes abordagens do currículo determinam o uso de certos estilos de ensino, os quais, por sua vez, condicionam os processos de aprendizagem dos alunos.
E é aqui que se faz toda a diferença: o “tamanho” do currículo não conta, isto é, não deve ser considerado como a principal característica que condiciona o sucesso do professor e dos alunos. Mais que a sua extensão, é a forma de abordagem pluridimensional que pressagia resultados sólidos e duradouros.
Por outras palavras: sempre e quando cederem aos educadores a responsabilidade do exercício da sua profissionalidade na gestão autónoma dos currículos, o ensino revela-se mais eficaz, a aprendizagem melhora e a escola avança.
A autonomia de gestão curricular convive bem com a autonomia de gestão escolar e com a promoção da autonomia solidária do aluno. Solidária com os princípios da cidadania e com os valores democráticos de partilha e de entreajuda, os quais promovem a equidade social e o bem-estar de povos e de nações.
Ainda a propósito de violência..
Educadora coordenadora, agredida por mãe de aluno, no Agrupamento de escolas de Miragaia.
Aconteceu dia 5 de Maio, num dos jardins-de-infância do agrupamento de escolas de Miragaia. Uma mãe entrou no jardim com o pretexto de falar com uma das educadoras, e depois agrediu física e moralmente a coordenadora do jardim por esta impedir que batesse numa outra colega. Esta cena macabra foi na presença das crianças do jardim-de-infância que se encontravam no recreio do jardim. Foi chamada a polícia que identificou a agressora, e a docente dirigiu-se ao instituto de medicina legal, mas até hoje a mãe continua a circular pelo jardim, sem que alguém da direcção tomasse diligências no sentido de proteger os docentes daquele estabelecimento de ensino
Há constrangimentos e solidão nos professores, que acabam por não contar com apoio das direcções do seu agrupamento de escolas, e tão pouco da Direcção Regional de Educação, para já não falar das associações de pais que só aparecem no que lhes parece bem, porque situações como estas fazem de conta que nem tomaram conhecimento.