Maio 2010


CDS-PP defende reflexão sobre custos de turmas com menos alunos

O CDS-PP manifestou-se hoje favorável à redução do número de alunos por turma e por professor, mas alegou que a actual situação financeira do país exige uma reflexão sobre os custos associados a tal medida.

Já me foi dito que, por causa da manifestação de sábado, a afluência deve ser bem menor do que o esperado. Quanto à mesa da polémica, (oposta à das 10 horas de sábado) pelo que soube hoje, pela FNE estará Dias da Silva e pela Fenprof, Francisco Almeida do SPRC.

A menos que aconteça algum imprevisto (eu não dar com o caminho para o edifício ao lusco-fusco, ou imprevisto maior), lá estarei, com imensa pena que o confronto não mobilize quem está acima disto tudo. Não estou a lançar uma indirecta, é mesmo uma provocação. A menos que seja por causa de questões de representatividade.

Ou de assinatura das actas de 2009, o ano que desinteressa.

Desta vez acho que piscarei o olho ao Dias da Silva, por aparecer.

Tesourinhos das adjudicações directas

(…)
Que as autarquias têm um fraquinho maior por Tony Carreira do que pela fadista Mariza é senso comum e conhecimento digno de conversa de café. Mas a questão ganha novos contornos quando se sabe que o artista de Pampilhosa da Serra motivou no ano passado adjudicações directas camarárias superiores a 800 mil euros, tendo ficado a fadista pelos 257 mil.

Os dados, recolhidos pelo i na base de dados dos contratos públicos, podem ou não chocar o contribuinte mais cumpridor. O certo é que, com o programa de austeridade em marcha e perante o aumento de impostos, é difícil não pôr os olhos na despesa do Estado. Grão a grão, enche a galinha o papo, diz o povo. E a sabedoria popular costuma ser boa conselheira quando o assunto é poupança.

Não posso mesmo comparecer, apesar da justeza da homenagem, porque começarei o dia 18 a vigiar exames e acabá-lo-ei, não sei a que horas, como taberneiro renascentista.

Pelo que dia 19, a ressaca psicológica é certa.

Tenho uma proposta de colaboração, ao nível da produção de conteúdos aqui para o blogue, de uma personalidade conhecida de todos os habituais no blogue.

É alguém que, com razão, acha que eu ando a descurar algumas vertentes dos temas educativos e que tem conhecimentos em áreas nas quais padeço de evidentes lacunas.

A breve prazo, se desvendará a parceria que será completamente inovadora num blogue que até ao momento tem tido uma linha editorial 101% pessoal.

Aceitam-se alvitres.

Possível apenas graças a uma reposição de aula e mesmo assim esperando chegar a tempo.

Em vez de apresentações multimédia desmaterializadas, lá vou de novo com uma comunicação completamente analógica e física e uma mala cheia de revistas nacionais e estrangeiras da primeira metade do século XX, do Regicídio à 2ª Guerra Mundial, assim como alguns folhetos e livros, para que os jobvens percebam que nem tudo se acha à distância de uns cliques na net.

Confesso que estou a redescobrir o prazer por etes temas que são, afinal, os que me ocuparam durante cerca de 20 anos.

Colóquio “Fazer / aprender História – o trabalho com as fontes históricas”.

Auditório da Escola Secundária Marquesa de Alorna (Almeirim)

A mesa redonda será realizada em dois turnos. Assim, entre as 10h30 e as 12h30, contará com a presença do mestre Eurico Henriques e do Dr. Ricardo Marques (arqueólogo); entre as 14h30 e as 16h, contará com a presença da mestre Isabel Pestana Marques e do Doutor Paulo Guinote.

Anonymat des blogueurs : le web se mobilise

Un appel a été lancé contre une proposition de loi visant à mettre fin à l’anonymat des blogueurs non professionnels.

Plusieurs acteurs de l’internet français ont publié, mercredi 26 mai, un appel accompagné d’une pétition contre une proposition de loi visant à mettre fin à la possibilité pour les blogueurs non professionnels de rester anonymes.

A vanguarda da democracia

Quem entra no blogue e começa a ouvir a reportagem sobre indisciplina do Canal Guimarães, é só descer até ao post e clicar na imagem que o vídeo pára.

Beano (o mais anti heroínas em curtos trajes que consegui encontrar…)

Neil Young, Like A Hurricane

Soares diz que não apoia Alegre por uma questão de «consciência»

Acalmem-se aqueles que querem ler já se vou ou deixo de ir à manifestação. Sou apenas um, não faço grande diferença e ao contrário do que afirmam, não tenho nenhuma noção desproporcionada da minha importância neste contexto.

Apenas gostaria que, em vez de quererem de nós adesões acríticas e debaixo de uma espécie de chantagem moral ou ética, se pensassem as coisas para além das reacções epidérmicas.

Dou dois exemplos:

  • Como entusiasmar uma classe que, no rescaldo de manifestações históricas, ganhou um entendimento e um acordo e indicações, nem sempre obscuras, de regresso aos quartéis?
  • Até que ponto uma manifestação geral de, digamos assim, 200.ooo pessoas, tem mais impacto do que 3, 4 ou 5 sectoriais com 50.000. 60.000 ou 70.000?

Estas duas questões estão bastante ligadas na forma como a manifestação do próximo dia 29 foi amadurecida. Não estou a contestar a justiça ou justeza dos motivos de revolta, de reivindicação, de indignação, de protesto. O que está em causa é o processo que levou à convocação desta manifestação e a necessidade de repensar as formas de definir formas de luta, algo que está bem presente nas palavras do próprio líder da CGTP, Carvalho da Silva, hoje,  à TSF:

O medo em relação ao que está para vir é razão suficiente para que os portugueses saiam à rua no próximo sábado, defendeu Carvalho da Silva que foi, no entanto, menos claro quando questionado sobre uma possível greve geral.

«Se me perguntar se aquilo que estamos a viver na sociedade portuguesa, do ponto de vista de limitações, de sofrimento para os portugueses, significa uma situação muito dolorosa, eu dir-lhe-ei que significa – é talvez a situação mais grave que nós temos depois do 25 de Abril», afirmou.

«Agora, nós vivemos num contexto concreto, em que as formas de expressão também têm as suas evoluções, em que as lutas têm enquadramentos diferentes do que tinham há cinco, há dez anos ou há quinze anos», concluiu o secretário-geral da CGTP.

Esta forma de encarar, com realismo e lucidez, o que se passa está muito distante de alguns agentes básicos no terreno que preferem a adesão acrítica de 10 do que a adesão consciente de 15.

Eu percebo que para diversas forças sociais e políticas, esta manifestação é uma prova de vida, um marcar de posição. Quase um imperativo de acordo com a sua forma de ver o mundo e as movimentações sociais.

Só que o devir histórico transforma, por vezes de forma bem rápida, as condições em que as massas e os indivíduos vivem,  como percepcionam o mundo e como são mobilizáveis para as lutas de que alguns acham ter achado a fórmula mágica e indesmentível há mais de 100 anos.

A clausura ideológica que motiva uma linearidade metodológica de estímulo/reacção nestas matérias não é a solução, muito menos a permanente postura de superioridade ética e moral para com aqueles que não concordam a 100% (ou 80% ou 50%) com os seus postulados científicos, como se os homens pudessem ser reduzidos a átomos e os seus actos a mecanismos regulados por leis deterministas.

No actual momento, de um mundo em veloz mutação (mesmo se em mais das três semanas do outro iluminado), é indispensável reflectir sobre novas formas de mobilizar e agir, não deixando nada de fora, mas também sem soluções únicas que sabemos ser de fiabilidade e eficácia apenas moderadas.

Prescindir de pensar sobre as coisas e aderir por reflexo condicionado ao rebate dos sinos não pode ser, muito menos agora, a solução. Esse já foi o método usado para diversos fracassos trágicos da Humanidade. Algumas vezes para inspiradores sucessos.

Há que saber distinguir os momentos e contextos, como diz Carvalho da Silva.

Quem não luta, dizem, não pode ganhar.

Mas quem diz que alguém tem o monopólio da definição de luta?

.

Nota final: Como o título explica este é apenas um primeiro post sobre o assunto. Existirá certamente mais um par deles sobre outros aspectos desta questão. Vale este o que vale e valerão os outros o que valerão, ou seja, apenas a minha opinião de revolucionário de sofá (ou cama, como numa música dos Oasis que ainda ouvi hoje). Os profissionais da luta, aqueles que ostentam pergaminhos, são livres para me desancar.

A pedido de várias famílias, e por estar em autoplay sem que eu possa desactivar a opção, cliquem aqui para ver..

Texto enviado para o MUP e aqui para o Umbigo, a propósito do post Letargia do Ilídio:

Nós, professores da Inês de Castro/Coimbra, não sofremos ainda de LETARGIA, mas o Sistema tem-nos mantido na mesma.

Com tanto discurso e medidas de contenção, não deveria o Min da Educação ter já interiorizado as intenções do próprio governo e ter começado a dar o exemplo, controlando, por exemplo, os impulsos de despesismo que têm vindo a ocorrer na forma de repetidas interposições de recursos relativamente a situações de medidas cautelares e outras causas entretanto “perdidas” em sede de Tribunais, em várias instâncias? Quando um cidadão comum não se pode atrever a defender, porque a única forma que lhe é permitida é através duma acção em Tribunal e se vê impelido a não o fazer por falta de recursos financeiros… quanto mais pensar sequer  em teimar e interpor recurso, mesmo que convictos de que não foi feita justiça!… É que aqui é o cidadão a adiantar dinheiro e no caso do ME quem o adianta, compulsivamente, somos nós todos! Pudera! Só por esta grande diferença não hesitam em o fazer, nem tão pouco parece, pensar duas vezes em voltar e voltar a recorrer, até ao um Supremo! Haja parcimónia, coerência de pensamento, discurso e actuação e, em conformidade, vontade para  rever  tomadas de posição anteriores, como no caso do Agrupamento de Escolas Inês de Castro em Coimbra.

isabel teixeira/coimbra

Parque Escolar: BEI disponibiliza 600 ME para financiar modernização de escolas

O Banco Europeu de Investimento (BEI) aprovou o pedido de 600 milhões de euros da Parque Escolar, empresa responsável pelo programa de modernização das escolas secundárias, destinado ao financiamento do projecto Modernização Parque Escolar II.

O objectivo é inquestionavelmente meritório. O que está em causa é o sistema em que depois tudo isto se desenvolve. A nata fica para alguns e os amendoins para o resto dos assalariados. As escolas ficam lindinhas de ver na inauguração e durante o tempo que demora a perceber que os materiais não são bem aqueles que…

Despesa com juros dava para pagar a todos os professores

IGCP emite hoje entre 500 a mil milhões de euros em OT.

O valor previsto para a despesa com juros deste ano seria o suficiente para pagar outra vez a todos os professores do país, e ainda sobravam 52 milhões de euros. As contas resultam das previsões do Governo e demonstram o quão importante é que o leilão de Obrigações do Tesouro agendado para as 10h30 de hoje corra bem.

O endividamento excessivo do Estado tem um preço. De acordo com o Programa de Estabilidade e Crescimento, o serviço da dívida portuguesa deverá custar 5.314 milhões de euros aos cofres do Estado, só este ano. Este valor já ultrapassa a verba que o Ministério da Educação tem para pagar a todos os professores e representa mais de metade do orçamento da Saúde.

A mim parece-me uma notícia em forma de vazio, com um título a modos que parvo.

Mas é só a minha opinião.

Não me multem.

Com jeitinho, é melhor começar a fazer a conta em séculos…

Portugal a caminho de mais de uma década perdida

Se nada de fundamental entretanto mudar, a economia portuguesa prepara-se para viver mais uma década perdida: endividada, com crescimento residual e elevado desemprego. É para este cenário sombrio que apontam as projecções da OCDE que tentam antecipar como estarão as economias desenvolvidas dentro de cinco e de quinze anos.

Plenário de Contratados e Desempregados do SPGL de 22 de Maio de 2010 reafirma por unanimidade censura ao Acordo de Princípios,  à demora da publicação ds Actas Negociais, reafirma princípio Referendário (MOÇÃO D)  e…, ainda, apela à Greve Geral (MOÇÕES G e H):

http://www.saladosprofessores.com/index.php?option=com_smf&Itemid=62&topic=18645.msg157241#msg157241

Breve relato do plenário de 22 de Maio de 2010

Com cerca de 22 colegas presentes, deu-se início ao Plenário supracitado, segundo a O.T. previamente aprovada.

Na mesa, Deolinda Martin (coordenadora desta Frente de Trabalho e membro do CN da FENPROF), Vítor Miranda, professor contratado e membro da Coordenação desta frente  e também membro do CN da FENPROF, e, ainda, uma representante da Comissão de Contratados.

As informações prestadas, intervenções e contributos foram de elevada qualidade. Mas a participação deixou a desejar, até pelo quadro político que vivemos, de enorme ataque aos trabalhadores, à administração pública e aos professores em particular..

Assistiu-se a um vivo debate e várias moções foram aprovadas, com forte disposição manifestada em continuar a mobilização nas escolas, já para a próxima jornada nacional de luta, de 29 de Maio.

Brevemente serão publicadas no site do SPGL as fotos, um relato oficial do plenário, bem como as moções lá aprovadas – algumas com pequenas alterações.
 
MOÇÕES APROVADAS – Plenário de Contratados e Desempregados de hoje, 22 de Maio de 2010:

“Se não houver ‘Magalhães’ em Setembro é desastroso”

Olhem, a minha petiza lá está a acabar o primeiro ano sem a maravilhosa ferramenta pedagógica e é inegável que lhe frustraram as expectativas.

Mas já consegue ler e faz umas belas contas de cabeça, pelo que antes isso do que andar a brincar com pinguins…

Eu expliquei-lhe: filha, não é ano de eleições…no momento da tua sagrada concepção não fizemos bem o cálculo e acabaste na geração entalada…

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