De Andreia Lobo no Educare:
CIF: “No mínimo é preciso fazer-se uma reflexão”
“O uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde em educação causa mais danos aos alunos com Necessidades Educativas Especiais do que lhes traz benefícios”, esta é a conclusão do primeiro estudo sobre a matéria.
Maio 31, 2010 at 8:22 pm
Descobriram a pólvora!!!!
Maio 31, 2010 at 8:31 pm
Toda a gente sabe que os produtos CIF são bons mas este é um que não compro!
Maio 31, 2010 at 8:33 pm
E mais uma vez descobriram uma coisa que os professores dizem há tanto tempo!
Maio 31, 2010 at 8:44 pm
O Encontro foi este que eu dedico ao Valter Lemos – O Sábio…ai que irónico…
I Encontro Internacional Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especiais
Complexo Pedagógico 2, Campus de Gualtar, Braga, entre sexta-feira, 28-05-2010 e sábado, 29-05-2010
Realiza-se a 28 e 29 de Maio, na Universidade do Minho, o I Encontro Internacional Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especiais na Universidade do Minho. É organizado pelo Instituto de Educação, com parceria da Porto Editora.
À medida que os princípios inerentes ao movimento da inclusão fazem com que, cada vez mais, os alunos com necessidades educativas especiais (NEE) sejam inseridos nas escolas regulares das suas residências, torna-se premente um maior esclarecimento quanto à forma de responder com eficácia às suas necessidades. E se, por um lado, os professores são determinantes no sucesso escolar dos alunos, por outro, é sabido que a resposta à diversidade de necessidades dos alunos requer informação e apoios adicionais, num clima de constante colaboração entre todos os agentes educativos e os pais.
Assim, o objectivo primeiro desta conferência internacional é promover um debate profícuo sobre as melhores práticas de prevenção e/ou de identificação/programação para os alunos, cuja vulnerabilidade académica e socioemocional pode levar a insucessos continuados. Neste contexto, a variedade de temas que o Encontro pretende abordar, quer através da oferta de workshops quer através de conferências, destina-se não só aos professores e a todos os agentes educativos, mas também aos pais, cujo contributo para a educação dos seus filhos é, hoje mais do que nunca, imprescindível.
Presidente
Luís de Miranda Correia – Professor Catedrático, Universidade do Minho
Comissão científica
Luís de Miranda Correia – Professor Catedrático, Universidade do Minho
Sharon Vaughn – Professora Catedrática, Universidade do Texas
Ana Maria Serrano – Professora Associada, Universidade do Minho
Comissão organizadora
Ana Paula Loução Martins – Professora Auxiliar, Universidade do Minho
Anabela Cruz dos Santos – Professora Auxiliar, Universidade do Minho
Ana Paula Pereira – Professora Auxiliar, Universidade do Minho
http://www.ie.uminho.pt/ModuleLeft.aspx?mdl=~/Modules/UMEventos/EventoView.ascx&ItemID=2849&Mid=171&lang=pt-PT&pageid=3&tabid=0
Maio 31, 2010 at 8:46 pm
Ó Valter podias ter aparecido…não te preocupes que tu e a tua amiga Lurdes irão ser julgados pela História…que parelha.
O folheto do Encontro em PDF está disponível aqui:
http://www.ie.uminho.pt/uploads/eventos/EV_2849/20100521509670360000.pdf
Maio 31, 2010 at 8:47 pm
CIF vs Miranda Correia e sus pupilas!
Venha o diabo e escolha!!!!
Velhos problemas das Necessidades Educativas Especiais!!!! Todos a precisar de reforma!!!
Nem f_dem nem saem de cima! Ops…
Maio 31, 2010 at 8:50 pm
#6. Não sabes o que dizes nem do que falas…
Necessidades Educativas Especiais: Entrevista com Luís de Miranda Correia
(…)
http://livresco.wordpress.com/2008/06/12/necessidades-educativas-especiais-entrevista-com-luis-de-miranda-correia/
Não te preocupes que fomos bem f*didos pelo trio cabeçudo constituído por uma anarquista, um ex-sindicalista e o outro era mesmo o quê?
Maio 31, 2010 at 8:53 pm
#6. A razão querido foi só esta:
“(…) Com mais de 20 anos de trabalho na área da Educação Especial, Maria Leitão não tem dúvidas: “A CIF teve como objectivo arranjar uma maneira de muitos alunos saírem da Educação Especial.” (…)”
http://www.educare.pt/educare/Imprimir.aspx?contentid=7803CEAC5A373686E0400A0AB8002553&channel=1EE474ED3B3E054C8DCFD48A24FF0E1B&schema=
Maio 31, 2010 at 8:57 pm
Esse “funil” chamado CIF não é senão uma forma de encurtar os recursos humanos especializados por uma questão economicista.
Qualquer pessoa (mesmo leiga nisto da educação)sabe que quanto mais precoce for a intervenção em certas situações menos graves maiores serão as hipóteses de recuperação.
Só o ME não vê isso porque assim lhe dá jeito.
Maio 31, 2010 at 8:58 pm
Como implica a colocação de mais professores de educação especial, o ME vai ignorar ou dizer que não há dinheiro para dar apoio a todas as crianças com NEEs…
Maio 31, 2010 at 9:09 pm
Muitos disparates e nenhuma racionalidade.
Como é dito na peça, e muito bem, a CIF é uma mera formalidade.
Tanto dá para incluir como excluir o aluno em avaliação das NEE.
Logo a decisão passa noutro plano.
Com isto não quero dizer que a CIF sirva para alguma coisa de útil, muito pelo contrário, é uma nulidade e um aborto como instrumento educativo, mas o Luís Miranda Correia também não ajuda a perceber o que está em causa, porque é burro e passa ao lado do essencial.
Maio 31, 2010 at 9:14 pm
Em muitas escolas os “recursos humanos” aumentaram independentemente da CIF, se incluirmos os terapeutas e os psicólogos a actuar dentro das escolas.
Outra coisa diz respeito ao número de alunos abrangidos pelo 3/2008 e aos professores de EE.
Não podemos apontar estupidamente a CIF com a causa de todos os males, como se ela tivesse vida própria para além de quem a utiliza.
Maio 31, 2010 at 9:16 pm
#11. “porque é burro e passa ao lado do essencial”:
Pois… tu és o Sábio…o essencial meu caro é quando o 3/2008 entrou em vigor o ME deu ordens às equipas de apoio às escolas para diminuírem os alunos abrangidos para 2 a 3% – os alunos saíram a olho…
Já agora:
O que é que percebes de Educação Especial? Eu não chamo burro a uma pessoa dá lá aquela palha…mas enfim existe pessoal que domina bola, sexo, fumo, culinária, engenharia, história de marte e arredores de baixo, geografia do penico mais velho, corte de bigodes…
Maio 31, 2010 at 9:20 pm
“Em muitas escolas os “recursos humanos” aumentaram independentemente da CIF, se incluirmos os terapeutas e os psicólogos a actuar dentro das escolas.”
Terapeutas? Paletes a onde? Os estritamente necessários nas Unidades?
Volto a afirmar:
O que é percebes da realidade da Educação Especial e da entrada e como entrou em vigor o 3/2008?
Conheces os meandros?
Maio 31, 2010 at 9:24 pm
Não, limito-me a consultar os astros.
Por acaso não são 2 ou 3%, mas sim 1,8% de alunos com NEE que a DGIDC preconiza e defende, em termos de inclusão no âmbito do 3/2008.
Geralmente quando faço uma afirmação sei do que falo.
Rigor precisa-se…
Maio 31, 2010 at 9:25 pm
O CIF foi implementado somente para e livrarem dos deficientes nada mais…
Maio 31, 2010 at 9:25 pm
digo: se…
Maio 31, 2010 at 9:27 pm
Na minha escola até uma psicóloga se precisa, qto mais do resto de pessoal profissional que nem existe.
Os NEES deixaram de o ser quase na sua totalidade, agora são alunos normais.
Maio 31, 2010 at 9:34 pm
Vá – dou esta de barato para quem a quiser agarrar – a nomenklatura “ex-”comunista trata-se bem…já se tratava quando não eram “ex”:
La crisis no va con el Kremlin
Ingresos fabulosos, coches de lujo y viviendas inmensas aparecen en la declaración de la renta de los políticos rusos
PILAR BONET | Moscú 28/05/2010
Mientras los dirigentes de Europa Occidental se recortan los sueldos y se aprietan el cinturón, la crisis económica no existe para los funcionarios y políticos rusos, que nadan en la abundancia, tienen fabulosos coches e inmensas viviendas. Es lo que se deduce de las declaraciones de ingresos y patrimonio (correspondientes a 2009) que los distintos departamentos de la administración han ido presentando a Hacienda. La publicación de estas declaraciones “crea una nueva situación político-moral”, ha dicho Viacheslav Kóstikov, el secretario de prensa del fallecido presidente Borís Yeltsin. En un artículo en Argumenti i Fakti, Kóstikov ha acusado a la elite de “glotonería” y de comportarse de forma “provocativa” y temeraria en un país donde faltan de una forma catastrófica las carreteras, las clínicas y las escuelas, donde las viviendas se desmoronan y el campo se degrada.
(…)
http://www.elpais.com/articulo/internacional/crisis/va/Kremlin/elpepuint/20100528elpepuint_5/Tes
Maio 31, 2010 at 9:36 pm
#18:
“(…) Os NEES deixaram de o ser quase na sua totalidade, agora são alunos normais. (…)”
É o milagre Valteriano da Nossa Senhora das Lurdes…
Maio 31, 2010 at 9:39 pm
#20 livresco
mais um milagre da IURD e dos Manás.
Maio 31, 2010 at 9:42 pm
#21
Onde é que que eu já li isso…
Maio 31, 2010 at 9:44 pm
Estou a pensar em “gamar” a banda desenhada do Paulo (desculpa lá mas é a crise…”nã”..sabes que não…dava a camisa se fosse preciso):
Una subasta sobre Tintín recauda en París más de un millón de euros
PARÍS
Lunes , 31-05-10
Objetos relacionados con Tintín han recaudado más de un millón de euros en una subasta celebrada en París en torno a creaciones de Hergé (1907-1983).
(…)
http://www.abc.es/20100531/cultura-comic/subasta-sobre-tintin-recauda-20100531.html
Maio 31, 2010 at 9:45 pm
*Tan-tan-taaammmm*
Funcionária de limpeza à secção de artigos seXuais…
…funcionária da limpeza…
http://educar.wordpress.com/2006/08/29/memorias-literarias/
Maio 31, 2010 at 9:46 pm
O abc é de direita?
WHO CARES?
Leio tudo…
Maio 31, 2010 at 9:47 pm
#22 Shue
Tb li isso por aqui, cujo autor é conhecido.
Maio 31, 2010 at 9:49 pm
Dois autores, sff.
Maio 31, 2010 at 9:49 pm
#27 Shue
correcto.
Maio 31, 2010 at 9:51 pm
Finalmente debruçam-se sobre isto. Já não era sem tempo!
Para que serviu o CIF?
Para excluir muitos miúdos que não se enquadram, para demorar o processo de inclusão de outros. Primeiro que se arranje um médico que preencha aquela treta, vai pelo menos um ano lectivo.
Mas, como neste país estamos habituados a desenrascar-nos perante a estupidez, já há, felizmente, alguns médicos que preenchem aquilo tudo a olho, para que os miúdos possam ter algum acompanhamento.
Maio 31, 2010 at 9:52 pm
…vai, pelo menos, um período lectivo…
Maio 31, 2010 at 9:56 pm
#29
Cá em casa usa-se para quasi tutti.
O creme para as loiças de porcelana fina, incluindo estatuetas em biscuit. O vinagre é óptimo para a banca e a campânula de inox. Mas o que mais gostamos mesmo é do Actifizz… que maravilha para limpar as crostas de sabão (ou outras)! Se tivesse um paladar agradável até o gel dos pratos dava um óptimo refresco, de tão bem que cheira.
Bem. Acho que já posso cobrar o cachet.
Maio 31, 2010 at 9:57 pm
#15. 1,8% é o que eu chamo precisão socrasta…de 1,8 para 2% digamos que são dois pés de um aluno com NEE.
Enfim…
Maio 31, 2010 at 10:03 pm
As CIF foram mais uma pinocada com fundamentação pseudo- cientifica, em que estes inúteis são hábeis para desafectar recursos. Assim, sempre há mais guito para estourar com os boys.
Maio 31, 2010 at 10:09 pm
Médicos a preencher a CIF?
Realmente há algo de absurdo em tudo isto, mas a CIF é apenas a ponta do iceberg num sistema anarquista que vai funcionando na base do improviso e do “acho que”…
Ao contrário do que se vende por aí, a CIF é sobretudo um instrumento de catalogação de deficientes e de criação de estigmas sociais.
Mas querer incluir as dificuldades de aprendizagem no pacote das NEE ultrapassa o razoável; é algo de inclassificável e reprovável.
Continua a faltar formação e reflexão à “classe” dos professores, mas os “cientistas” de referência também não ajudam.
Maio 31, 2010 at 10:14 pm
Se as fezes voltassem a entrar pelo anús de onde saíram, talvez quem as faz pensasse duas vezes antes de as lançar cá para fora!
Maio 31, 2010 at 10:18 pm
A minha escola irá ser alvo de uma monitorização por parte da DRE e de uma equipa que se diz de apoio às escolas pq temos uma % muito alta de alunos com NEE, e a bitola é mesmo 1,8%.
Este número desperta-me imensa curiosidade e não consigo entender como os nossos iluminados chegaram a ele.
Já me disseram que tem a ver com a incidência de deficiência na população portuguesa, mas qd pergunto em que estudo chegaram a essa conclusão e onde está isso escrito ninguém sabe…
Será que foi um acaso? Gostaram da precisão do número? Tem algum significado mitológico?
Será que podia ser um outro qualquer?
Se alguém daqui me conseguir ilucidar agradecia.
Maio 31, 2010 at 10:20 pm
#35. Eu acho que nem assim…
Maio 31, 2010 at 10:22 pm
#36. É…para os socialistas as escolas são todas iguais.
Maio 31, 2010 at 10:23 pm
Esta mata-me…:
FRASE DO DIA
“Eu normalmente faço um grande esforço para ter bom senso ”
Cavaco Silva, Presidente da República
Maio 31, 2010 at 10:26 pm
Esse índice de 1,8% é da mesma geração do outro, aquele do défice.
São o resultado de estudos de tecnocratas centrados na gestão empresarial de todo o tipo de organizações, micro e macro, da família ao Estado, passando pelas empresas e pelas escolas.
Tudo se resume a números e a estatísticas, na linha do mercado global e da escravização de todos os seres humanos ao Capital
Maio 31, 2010 at 10:28 pm
#36.:
http://inclusaoaquilino.blogspot.com/
Maio 31, 2010 at 10:30 pm
#34
A maioria dos médicos não preenche a CIF, porque dizem que esta apenas foi adoptada pelos serviços da educação, uma vez que os serviços da saúde não a adoptaram. Irónico, não?
Concordo com a sua opinião, que os professores não conseguem ter uma opinião consensual mas os cientistas cá do burgo tb não ajudam muito.
Fui uma das resistentes a esta classificação e na minha decisão apenas ponderei o melhor para o aluno. Mas para isso tive de colocar a cabeça no cepo, que me responsabilizava pelas consequências mas que não assinava nada que fosse contra aquilo em que acreditava…
Escusado será dizer que a outra colega fez tudo como lhe mandaram, tirou todos os alunos que pôde…
Infelizmente é assim que o sistema funciona!
Maio 31, 2010 at 10:30 pm
Os alunos com dislexia têm direito a essa meia hora e os com necessidades especiais têm provas adaptadas e uma das adaptações é também o tempo. Isso está na lei e lamento profundamente que alguns professores tenham este grau de desumanidade», Albino Almeida dixit
Suponho que os euritos que recebeu a este ano não foram suficientes para arranjar uma cópia da legislação/normas referentes às NEE e aos exames… Ou saberia que os alunos com dislexia não têm direito a mais tempo para a realização dos exames faz já uns tempinhos! Hum… ou será que sofre da “doença da moda”, a iliteracia?!
Maio 31, 2010 at 10:34 pm
Maio 31, 2010 at 10:37 pm
#36
“A nível nacional (Figura 2), após o somatório dos vários domínios, verifica-se que, em cada mil alunos matriculados, existe uma taxa de prevalência de 18.0/1000 alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado”
http://www.ferlei.pt/doc/servicos_nee.pdf
Maio 31, 2010 at 10:37 pm
Façam o favor de ler a página 10 do próximo documento – a questão é que para enterrar 200 milhões em Cagalhaes tiveram de cortar em diversos sítios – simples:
“Orçamento global para a educação especial”
http://www.ferlei.pt/doc/servicos_nee.pdf
Maio 31, 2010 at 10:38 pm
#45. Chiça!: Maio 31, 2010 at 10:37 pm
Ao mesmo tempo que eu! Já não vamos morrer hoje…
Maio 31, 2010 at 10:44 pm
Bruxedo tecnológico
Maio 31, 2010 at 10:45 pm
#45 e #46
Obrigada pela informação.
Maio 31, 2010 at 11:08 pm
#7
Sei do que digo e do que falo. Conheço o homem, já li a sua obra sobre o assunto e já escrevi alguns trabalhos sobre o assunto para ele e sus pupilas… Infelizmente, desde os idos de 90 que ele não evolui na matéria, o que é pena para os NEE’s. O Miranda sempre foi contra a CIF, mesmo antes de a perceber.
Sobre o tema ou ideia de a CIF ter retirado muitos alunos às NEE: claro que tirou, mas também colocou lá outros… e, lendo bem o 3/2008, não é preciso um ano para a preencher. Infelizmente, há imensos professores que preferem perguntar ao vizinho como são as coisas a ler o que de factos as coisas são. Por cá as variações não se devem à CIF. Essa relação directa não se prova! Se houve ordens para reduzir? Desconheço! Mas enfim…
Maio 31, 2010 at 11:17 pm
A mim o que me parece é que, em primeiro lugar os diagnósticos são imprecisos,depois os professores do EE também em geral não sabem do assunto (tal é a variedade dos supostos diagnósticos) e os professores curriculares ainda menos. Finalmente, o que se faz na sala de aula?
Em geral parte-se do princípio, quanto a mim errado, de que numa turma dita “normal”, tudo corre sobre rodas e portanto temos tempo para tratar dos meninos NEE . Todos sabemos que não é isso que acontece.
Maio 31, 2010 at 11:31 pm
#35-Pois, confundem saída com entrada.
Maio 31, 2010 at 11:40 pm
Não me apetecia pegar no tema, já que desde 1997 me embrenhei em grandes lutas e discussões que só me desgastaram e que ainda me agastam na minha prática quotidiana. Foi a data que fiz a incursão nesta área.
O problema da dita Educação Especial começa logo na própria designação que de todo, conceptualmente, não combina com Inclusão.
É paradoxal falar de Educação Especial e de Inclusão.
Miranda Correia sempre defendeu um modelo de intervenção clinicista, sem complexos.
Os seus opositores sempre defenderam o oposto mas, na prática, são tão ou mais clinicista que ele mas digamos numa fórmula “eduquesa”.
Veja-se a maior das IDIOTICES – CIF
IHIHIHIHHHHHHHHHHHHHH!
Junho 1, 2010 at 12:05 am
Quando alguém se titula de “professor de Educação Especial”, por regra, é pró idiota (desculpem o uso de palavra tão forte). Ou se é professor ou não se é professor. Ponto final. O mais que admito conceptualmente é a designação de Professor(a) de Apoio Educativo.
Os alunos sinalizados por problemas entendidos como mais graves em termos de aproveitamento escolar são alunos iguais aos outros com uma excepção – o ponto de onde se parte para intervir educativamente e o ponto de chegada que nunca se sabe ao certo porque depende de muitas variáveis é diferente a muito diferente do que é tipo como padrão normativo numa turma, escolas e escolas dum país.
Nestes últimos anos tenho sido convidada a ir aos seminários de fim de curso de educadores e professores na ESE. No final, aconselho sempre a comprar dum livro que chega e basta para perceberem tudo da tal EE e “fazerem um figurão” (…). Basta.
Junho 1, 2010 at 12:15 am
Com excepção de aspectos de pormenor (aprendizagem do braille ou da língua gestual no caso dos surdos), um bom professor disciplinar é um bom professor de Apoio Educativo. Tem é de ter muita experiência profissional. Muita “tarimba”. Muita paciência.
Junho 1, 2010 at 12:22 am
Na Finlândia, em turmas entre 16 a 20 alunos, por regra, estão sempre em sala de aula dois ou mais professores.
Tirem-se as devidas conclusões, por comparação com a nossa realidade quotidiana.
…
Junho 1, 2010 at 2:08 am
Portugal é pioneiro europeu na aplicação da CIF a crianças e jovens em idade escolar – nos países da Europa Desenvolvida deixam as “pioneirices” e “peneirices” e” pretensiosices” para os piolhosos que enfiam a carapuça e se babam com tanta auto-sabedoria e auto-criatividade)
Os professores (e não só os do Ens. Especial) sempre alertaram para as consequências…
Quanto ao pioneirismo de Sócrates; Mª de Lurdes e Valter coisinha… são só verdadeiros pioneiros no que toca à poupança com os filhos dos outros!
Junte-se a “pioneirada” toda servida Às Escolas e à Sociedade embevecida com ditosas lideranças… e têm a merd… de sociedade de hoje: ignorante, acrítica, servil, acomodada, oportunista, laxista, irresponsável e inimputável!
Junho 1, 2010 at 8:22 am
#54
“Os alunos sinalizados por problemas entendidos como mais graves em termos de aproveitamento escolar são alunos iguais aos outros com uma excepção – o ponto de onde se parte para intervir educativamente e o ponto de chegada…”
Isto só por si é mais medonho do que toda a CIF
Por amor de Deus não digam tanto disparate porque acabam por se parecer com os cientistas da educação que tanto parecem contestar.
Junho 1, 2010 at 12:20 pm
# 58
É?!
Quê dos argumentos …
Junho 1, 2010 at 1:52 pm
Os alunos “são iguais”?
O que é que isto quer dizer? Que são seres humanos? que têm os mesmos direitos?
A deslocação da matriz educativa e pedagógica para o terreno social e/ou ideológico é um dos principais pecados do eduquês, que a Ana retoma numa frase cheia de indeterminações e de palavras multicoloridas, para nada dizer.
Um aluno multideficiente que agride e se auto-agride, com uma capacidade cognitiva residual e sem comunicação, inscreve-se em que “ponto”, comparativamente com o “padrão normativo”?
Não percebo o que é aqui pode funcionar como “igual” em termos pedagógicos e educativos.
Junho 1, 2010 at 2:02 pm
O ano passado fiz parte do grupo de trabalho (psicóloga, professora dos apoios, DT e docentes de LP e Matemática) que teve de aplicar a CIF para que dois alunos ficassem ao abrigo da lei 3.
Nossassenhora…
Nem é bom comentar.
Junho 1, 2010 at 2:30 pm
A CIF não passa de um instrumento inútil e parasitário de um sistema de controlo do biopoder.
Depois surgem os palhaços e os coelhos e vão de TGV para o circo da aferição bio-psico-social…
Junho 1, 2010 at 2:46 pm
# 61
É algo do “outro mundo”. Surrealista.
Quando “aquilo” chegou às escolas combinei com a psicóloga do SPO tentarmos começar a olhar para aquilo, através de casos de alunos por mim acompanhados e por ela avaliados.
Foi quando me (nos) demos conta “daquilo” (!) …
Não consigo … comentar.
Creio que foi a 1ª e única vez que olhei para “aquilo” …
Junho 1, 2010 at 3:02 pm
# 60
Errado. O comentário a que se refere citado em # 58 é inquestionavelmente de matriz educativa e pedagógica.
Para que não restem dúvidas de interpretação. Um jovem “multideficiente que agride e se auto-agride, com uma capacidade cognitiva residual e sem comunicação” é para frequentar uma instituição de ensino especial.
Há dúvidas?!
Junho 1, 2010 at 3:11 pm
Sigo há cinco anos dois alunos, com os percursos escolares realizados na mesma escola, casos muito interessantes para avaliar dos limites de frequência do Ensino Regular (…) A seu tempo darei nota das minhas conclusões em texto de opinião.
Para debate.
Junho 1, 2010 at 3:22 pm
Defendo:
- uma carreira única de professores mas com diferenciação funcional.
- uma organização de escola na base de grupos de trabalho, e não reuniões burocráticas, obviamente com um único patamar hierárquico.
Junho 1, 2010 at 4:35 pm
Então mas o Miranda Correia e Cia partilham da opinião (dos eduqueses e restante camaradagem progressista) de que as instituições de educação especial são uma excrescência do fascismo e de que são todas para abater…
Mas que raio.
Junho 1, 2010 at 8:51 pm
# 67
Como afirmei em outro comentário não estou ao corrente do que se passa actualmente no debate nas “altas” esferas do poder sobre esta matéria. Desinteressei-me, totalmente.
Os dados nacionais datados a que tive acesso davam conta duma realidade que me era totalmente desconhecida. Existia um mundo imenso de colégios privados ditos de EE e de gabinetes devidamente subsdiados por avultadas verbas do Estado. Com raras excepções, os jovens que frequentavam esses colégios tinham dificuldades de aprendizagem ligeiras (!!!) Existia um conluio entre alguma segurança social e alguma EE. Por cada jovem destes os colégios recebiam 500 Euros da segurança social. O preço do atendimento/hora em gabinete dum professor de EE e de terapeuta da fala era um (autêntico) escândalo.
Realidade totalmente diferente da das cooperativas (CERCI) e outras instituições idóneas, sem fins lucrativos.
Junho 1, 2010 at 8:53 pm
Os donos dos tais colégios privados de EE eram os professores de EE que trabalhavam no sistema público (…)
Junho 1, 2010 at 8:56 pm
recebiam cerca de 500 Euros da segurança social (não me recordo dos montantes base).
Sobre o funcionamento dos tais colégios de EE nem é bom falar …