… e alguém que tenha a noção de que o amadurecimento das coisas é indispensável para que a colheita valha a pena.
CGTP deixa greve geral para depois das férias
Maio 26, 2010
… e alguém que tenha a noção de que o amadurecimento das coisas é indispensável para que a colheita valha a pena.
CGTP deixa greve geral para depois das férias
Maio 26, 2010 at 10:05 am
Cautelas e caldos de galinha? Não, em uma coisa nem outra apenas estratégia partidária do PCP.
Maio 26, 2010 at 11:08 am
Uma greve geral não se prepara em cima dos joelhos.
Uma pergunta a nós mesmos: Quantos estaríamos dispostos a boicotar as avaliações do 3º período e os exames?
Maio 26, 2010 at 11:10 am
#2
Se fosse só a variável “adesão” até nem estávamos muito mal.
Maio 26, 2010 at 11:11 am
Já foi o tempo em que se recomedava aos revolucionários que deveriam dormir pouco pois a revolução poderia apanha-los na cama.
Agora uma simples greve têm honras de longo prazo.
Podem planear as férias a luta segue dentro de momentos.
Maio 26, 2010 at 11:40 am
Para quê?
Entre Agosto de 2010 e Janeiro de 2011 o governo não pode cair.
Maio 26, 2010 at 11:54 am
#5
Não pode mas devia. Estourar com todo o sistema de vez.
Maio 26, 2010 at 2:22 pm
In «Diário de Notícias»:
Ministério
Conclusões finais sobre suicídio de professor esperadas esta semana
por PEDRO SOUSA TAVARES18 Maio 2010
Averiguação “urgente” a morte de professor de Sintra começou a 12 de Março
As conclusões do inquérito da Inspecção-Geral de Educação (IGE) ao suicídio de um professor de música da EB 2,3 de Fitares, Sintra, deverão chegar ao Ministério “em princípio até ao final desta semana”, disse ao DN fonte oficial do gabinete da ministra Isabel Alçada.
A investigação “urgente” às circunstâncias que antecederam a morte de Luís Carmo – que se suicidou a 9 de Fevereiro, saltando do tabuleiro da Ponte 25 de Abril – foi iniciada a 12 de Março, há mais de dois meses.
Em declarações à TSF, antigos colegas do professor criticaram a indefinição do processo, revelando que este deveria ter ficado concluído em 45 dias. Uma professora, Teresa Luz, foi ainda mais longe, acusando a direcção da escola de alegadas “ameaças” sobre pessoas suspeitas de terem denunciado o caso à imprensa. Alegações que o Ministério da Educação não quis comentar.
Também os familiares do professor – com os quais o DN tentou ontem, sem sucesso, entrar em contacto – confessaram à TSF sentir estranheza com a demora do processo de inquérito.
Após a morte de Luís Carmo foi encontrado um diário em que este relacionou o seu desespero com uma das suas turmas – o 9.º B -, da qual seria alvo de maus tratos e frequentes actos de indisciplina.
Posteriormente, a própria irmã do docente, a também professora Maria Filomena Carmo, disse ao DN, a 13 de Março, não ter dúvidas de que “o motivo próximo” para a morte do irmão foi a escola e a situação de indisciplina com que este foi confrontado, acusando a EB 2,3 de Fitares de ter ignorado sucessivas denúncias do irmão e de “não ter feito nada” para punir os “três ou quatro alunos” com os quais este teria problemas.
Na altura, o director regional de Educação de Lisboa (DREL), Joaquim Leitão, prometeu uma averiguação urgente ao caso, mas pediu cautela nas reacções, nomeadamente sobre a eventual culpa de alunos, defendendo ser “do conhecimento público” que o docente “tinha uma fragilidade psicológica desde há algum tempo”.
Entretanto, têm surgido novos relatos dando conta de que os problemas disciplinares graves não seriam propriamente inéditos na escola. Segundo foi notificado recentemente, só a turma do 9.º B, que era acompanhada por Luís Carmo, terá sido alvo de 12 queixas, incluindo de outros professores da escola, quase todas centradas num grupo de três alunos.
A família de Luís Carmo afastou inicialmente a hipótese de recurso aos tribunais, preferindo esperar pelo resultado do inquérito.
Tags: Portugal, Sul
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Maio 26, 2010 at 2:25 pm
CARTA A QUE TIVEMOS ACESSO ESCONDIDA PELA DIRECTORA DE FITARES
Ao Conselho Pedagógico do
Agrupamento de Escolas de Fitares
com conhecimento ao Conselho Geral
Sou irmã do Luís Vaz do Carmo, que foi professor da EB 2,3 de Fitares até ao dia 9 deste mês de Fevereiro, data em que se suicidou.
Nos últimos dias encontrava-se de baixa médica, a conselho do psicólogo que, em relatório enviado ao médico assistente, justificava assim: “Recentemente e em consequência do stress inerente à sua actividade profissional, nomeadamente questões de indisciplina e mesmo ocorrências sentidas como actos de desrespeito por parte de alguns alunos em relação à sua pessoa, verifica-se um claro agravamento do seu quadro clínico. Dada a precariedade actual do estado psicológico, o paciente tem de ver desagravadas, pelo menos durante um período, as fontes externas de stress a que está sujeito, sob pena de desestabilização e agravamento progressivos da sua saúde mental”.
De facto, o 9ºB foi a causa próxima da sua atitude. Em vésperas das aulas com aquela turma, à qual leccionava Música e Área de Projecto, num total de 5 tempos semanais, atormentava-se antecipando o que iria acontecer.
Ele não era um professor negligente. Preparava as suas aulas e tentava aplicar as instruções superiores. Procurava a todo o custo fazer cumprir as regras estabelecidas, nunca maltratou ou desrespeitou alguém. Mas havia alunos que se recusavam a obedecer-lhe, provocavam-no, gozavam-no, ofendiam-no, com o único propósito de se divertir e desestabilizar a aula.
Desses comportamentos reiterados queixou-se inúmeras vezes, pedindo que fossem aplicadas medidas aos alunos em causa. Mas o caso foi tratado secamente, diziam-lhe que não podia mandar tantas vezes alunos para a rua, aconselhavam-no a assistir a aulas de colegas para aprender a reagir às provocações. Faziam-no sentir-se incompetente.
Com o objectivo de cativar os alunos, ele adquiriu e aplicou novos conhecimentos na área das TIC, comprou e usou novos materiais e equipamentos, experimentou diferentes estratégias. Que mais podia fazer? Continuou a sentir-se humilhado pelos alunos e deixou escrito: “Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimentos, a única solução apaziguadora será o suicídio”.
Conforme o Regulamento Interno, tinha “o direito a ser tratado com respeito e correcção, a ver respeitada a sua integridade física, psíquica e moral e a usufruir de um bom ambiente de trabalho”. Tudo isto lhe foi negado.
O Luís era uma pessoa solitária, sensível e psicologicamente frágil. Tinha dificuldade em se impor aos alunos. Mas será que um professor tem que ser um super-homem? Qualquer um, independentemente das suas características pessoais, não tem o direito a ser respeitado?
Os alunos que provocam e ofendem professores não devem ser castigados? Terá de ser o professor a sujeitar-se a conviver com esse tipo de comportamentos? Não estaremos a demitir-nos do papel de educadores?
Porque não foram aplicadas medidas disciplinares sancionatórias? Que fez a escola para poupar o sofrimento do meu irmão?… É certo que poucos, perante o mesmo problema, reagiriam desta forma tão dramática e irreversível. Mas quantos professores não se encontram neste momento de atestado médico ou a leccionar no limite das suas forças, por situações semelhantes, que se somam ao excesso de trabalho que lhes é exigido?
Desejaria que a morte prematura do meu irmão tivesse o dom de sensibilizar para uma reflexão profunda sobre os procedimentos nas escolas e as condições de trabalho dos professores. Que os órgãos pedagógicos se dediquem a questões importantes em vez de outras banais! E que as direcções dêem a devida atenção aos colegas que tanto se esforçam, sem apoio nem reconhecimento!
17 de Fevereiro de 2010
Maio 26, 2010 at 4:17 pm
#5
Entre Agosto de 2010 e Janeiro de 2011 sempre pode haver alguém a levar um tiro nos cornos.
Maio 26, 2010 at 4:23 pm
#9
E se não tiver cornos para servir de mira?
Maio 26, 2010 at 4:58 pm
Entre Agosto de 2010 e Janeiro de 2011 não pode ser dissolvida a deputação. Só pela via da sublevação popular.
Maio 26, 2010 at 7:06 pm
11
Diz o ditado: “Água mole em pedra dura tanto dá até que fura”… Contemporaneamente tem sido mais do tipo: água dura em pedra mole tanto dá até que explode … e espero, ansiosa e angustiosamente, que esteja para ontem…
Chega de passividade, chega de apatia, chega de inércia!
Tudo isto é PROFUNDAMENTE VERGONHOSO E VISCERALMENTE REVOLTANTE!
Maio 26, 2010 at 7:50 pm
# 12
Começava por Belém!
Umas bombas (para assustar …!)
Maio 26, 2010 at 8:35 pm
13
Para assustar metia-lhes umas “turminhas” catitas lá do burgo… vai de pistola, vai de faca, vai de matraca… vai de tudo e vai com os gangs…
pelo menos, o ricardinho devolvia logo os gravadores, a inêzinha apanhava o TGV caia-poceirão e corria para a casinha en Paris, outros devolviam os 25% de aumento com as suas despesas e os mais cobardes entregavam-lhes de imediato os portáteis da assembleia com a oferta do canudo da licenciatura+ garantia de que nunca seriam presos+carro com motorista…
Todavia não chegam sustos… passam sempre incólumes sobre eles!