Não é o caso de faltarem leis anti-monopolistas. Os liberais (os neo ou os clássicos, como Ron Paul) fartam-se de reclamar contra essas leis. O problema é que não são aplicadas, ou têm demasiadas brechas.
__________
JAY: O Senado aprovou a lei de regulação das finanças. O grande desafio que esta lei enfrenta é o de saber será capaz de parar a chantagem que a Wall Street exerce sobre o país. Pensa que vai ao encontro deste desafio?
BLACK: Não! Penso que esta lei não foi concebida para lidar com as questões fundamentais que determinam o aparecimento cíclico das crises, cada vez mais intensas.
Ministério
Conclusões finais sobre suicídio de professor esperadas esta semana
por PEDRO SOUSA TAVARES18 Maio 2010
Averiguação “urgente” a morte de professor de Sintra começou a 12 de Março
As conclusões do inquérito da Inspecção-Geral de Educação (IGE) ao suicídio de um professor de música da EB 2,3 de Fitares, Sintra, deverão chegar ao Ministério “em princípio até ao final desta semana”, disse ao DN fonte oficial do gabinete da ministra Isabel Alçada.
A investigação “urgente” às circunstâncias que antecederam a morte de Luís Carmo – que se suicidou a 9 de Fevereiro, saltando do tabuleiro da Ponte 25 de Abril – foi iniciada a 12 de Março, há mais de dois meses.
Em declarações à TSF, antigos colegas do professor criticaram a indefinição do processo, revelando que este deveria ter ficado concluído em 45 dias. Uma professora, Teresa Luz, foi ainda mais longe, acusando a direcção da escola de alegadas “ameaças” sobre pessoas suspeitas de terem denunciado o caso à imprensa. Alegações que o Ministério da Educação não quis comentar.
Também os familiares do professor – com os quais o DN tentou ontem, sem sucesso, entrar em contacto – confessaram à TSF sentir estranheza com a demora do processo de inquérito.
Após a morte de Luís Carmo foi encontrado um diário em que este relacionou o seu desespero com uma das suas turmas – o 9.º B -, da qual seria alvo de maus tratos e frequentes actos de indisciplina.
Posteriormente, a própria irmã do docente, a também professora Maria Filomena Carmo, disse ao DN, a 13 de Março, não ter dúvidas de que “o motivo próximo” para a morte do irmão foi a escola e a situação de indisciplina com que este foi confrontado, acusando a EB 2,3 de Fitares de ter ignorado sucessivas denúncias do irmão e de “não ter feito nada” para punir os “três ou quatro alunos” com os quais este teria problemas.
Na altura, o director regional de Educação de Lisboa (DREL), Joaquim Leitão, prometeu uma averiguação urgente ao caso, mas pediu cautela nas reacções, nomeadamente sobre a eventual culpa de alunos, defendendo ser “do conhecimento público” que o docente “tinha uma fragilidade psicológica desde há algum tempo”.
Entretanto, têm surgido novos relatos dando conta de que os problemas disciplinares graves não seriam propriamente inéditos na escola. Segundo foi notificado recentemente, só a turma do 9.º B, que era acompanhada por Luís Carmo, terá sido alvo de 12 queixas, incluindo de outros professores da escola, quase todas centradas num grupo de três alunos.
A família de Luís Carmo afastou inicialmente a hipótese de recurso aos tribunais, preferindo esperar pelo resultado do inquérito.
CARTA A QUE TIVEMOS ACESSO ESCONDIDA PELA DIRECTORA DE FITARES
Ao Conselho Pedagógico do
Agrupamento de Escolas de Fitares
com conhecimento ao Conselho Geral
Sou irmã do Luís Vaz do Carmo, que foi professor da EB 2,3 de Fitares até ao dia 9 deste mês de Fevereiro, data em que se suicidou.
Nos últimos dias encontrava-se de baixa médica, a conselho do psicólogo que, em relatório enviado ao médico assistente, justificava assim: “Recentemente e em consequência do stress inerente à sua actividade profissional, nomeadamente questões de indisciplina e mesmo ocorrências sentidas como actos de desrespeito por parte de alguns alunos em relação à sua pessoa, verifica-se um claro agravamento do seu quadro clínico. Dada a precariedade actual do estado psicológico, o paciente tem de ver desagravadas, pelo menos durante um período, as fontes externas de stress a que está sujeito, sob pena de desestabilização e agravamento progressivos da sua saúde mental”.
De facto, o 9ºB foi a causa próxima da sua atitude. Em vésperas das aulas com aquela turma, à qual leccionava Música e Área de Projecto, num total de 5 tempos semanais, atormentava-se antecipando o que iria acontecer.
Ele não era um professor negligente. Preparava as suas aulas e tentava aplicar as instruções superiores. Procurava a todo o custo fazer cumprir as regras estabelecidas, nunca maltratou ou desrespeitou alguém. Mas havia alunos que se recusavam a obedecer-lhe, provocavam-no, gozavam-no, ofendiam-no, com o único propósito de se divertir e desestabilizar a aula.
Desses comportamentos reiterados queixou-se inúmeras vezes, pedindo que fossem aplicadas medidas aos alunos em causa. Mas o caso foi tratado secamente, diziam-lhe que não podia mandar tantas vezes alunos para a rua, aconselhavam-no a assistir a aulas de colegas para aprender a reagir às provocações. Faziam-no sentir-se incompetente.
Com o objectivo de cativar os alunos, ele adquiriu e aplicou novos conhecimentos na área das TIC, comprou e usou novos materiais e equipamentos, experimentou diferentes estratégias. Que mais podia fazer? Continuou a sentir-se humilhado pelos alunos e deixou escrito: “Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimentos, a única solução apaziguadora será o suicídio”.
Conforme o Regulamento Interno, tinha “o direito a ser tratado com respeito e correcção, a ver respeitada a sua integridade física, psíquica e moral e a usufruir de um bom ambiente de trabalho”. Tudo isto lhe foi negado.
O Luís era uma pessoa solitária, sensível e psicologicamente frágil. Tinha dificuldade em se impor aos alunos. Mas será que um professor tem que ser um super-homem? Qualquer um, independentemente das suas características pessoais, não tem o direito a ser respeitado?
Os alunos que provocam e ofendem professores não devem ser castigados? Terá de ser o professor a sujeitar-se a conviver com esse tipo de comportamentos? Não estaremos a demitir-nos do papel de educadores?
Porque não foram aplicadas medidas disciplinares sancionatórias? Que fez a escola para poupar o sofrimento do meu irmão?… É certo que poucos, perante o mesmo problema, reagiriam desta forma tão dramática e irreversível. Mas quantos professores não se encontram neste momento de atestado médico ou a leccionar no limite das suas forças, por situações semelhantes, que se somam ao excesso de trabalho que lhes é exigido?
Desejaria que a morte prematura do meu irmão tivesse o dom de sensibilizar para uma reflexão profunda sobre os procedimentos nas escolas e as condições de trabalho dos professores. Que os órgãos pedagógicos se dediquem a questões importantes em vez de outras banais! E que as direcções dêem a devida atenção aos colegas que tanto se esforçam, sem apoio nem reconhecimento!
«Muitos disparates se têm ouvido sobre nós [Portugal] na imprensa internacional» Miguel Athayde Marques, tentando acalmar os ingénuos e assustadiços animadores dos mercados da Wall Street…
E o burro sou eu?
Revolucionar os serviços públicos, reformar o sistema político e dar mais poderes aos cidadãos – são as traves mestras da ambiciosa agenda legislativa do Governo britânico, apresentada hoje pela rainha ao Parlamento.
Conclusões:
1) Sua Majestade é revolucionária, assim, uma espécie de Lenine
2) Já não há vassalos, digo, súbditos de Sua Majestade. Há cidadãos.
3) Viva a República Unida…
Os mercados de capitais não dão tréguas, vão continuar a pressionar os governos. O aumento da tensão entre as Coreias, e a possibilidade de um conflito armado, veio ajudar a compor o cenário!
Os bancos acusam descapitalização e a impossibilidade de conseguirem financiamento no mercado interbancário. A solução para alguns já passa pela fusão: a de quatro Caixas em Espanha e La Caixa já mostrou interesse em comprar mais uma fracção do BCI. Piano, piano se va lontano…
Prioridades do governo … hum … socialista?… qualquer coisa:
«O Governo discutirá novas medidas para continuar a apoiar aquilo que é ainda um ponto frágil na recuperação económica, que é o acesso ao crédito, em particular das PME». Vieira da Silva, Ministro da Economia
Certamente por esquecimento, Vieira da Silva não se referiu ao papel dinamizador da economia do BPN/BPP que, precisamente por desempenharem esse papel social, tiveram que ser salvos no ano passado. Aguardemos algum refrescamento da memória num destes dias
Queres aprender mandarim? No stress: China will facilitate 100,000 US nationals studying Chinese over the coming four years, a Chinese education ministry official said here Wednesday. Xinhua
A sorte dos big loosers, segundo pitoresco linguajar de Durão Burroso (ler com pronúncia british):
Hoje muitos mais mitos se desfazem. É óbvio que não «estamos a sair da crise».
Quem acreditava que a «Europa connosco» e o Euro eram um «porto seguro» em nome do qual se devia sacrificar a soberania nacional, tem aí a realidade dos mercados-especuladores.
Para os que acreditavam no «modelo social europeu» ou na «solidariedade dos nossos parceiros europeus», aí está a Comissão Europeia a impor a descida de salários, o corte nas pensões, o despedimento de milhares de funcionários públicos, o abate dos serviços sociais. Não para «ajudar» países com dificuldades em pagar as dívidas, mas para ajudar os bancos credores, que são sobretudo franceses e alemães. Jorge Cadima
A propósito da imagem: nunca simpatizei com este gosto “amaricano” por “airbags” desproporcionadamente avantajados. E que já se manifestava mesmo antes da invenção do silicone!
Haverá algo, no inconsciente profundo daquelas mentes puritanas, vindo talvez do tempo dos pais fundadores, que explique esta fixação?…
- As três empresas distribuíram 8.243 milhões € de lucros aos accionistas
- Depois obtiveram 25.589 milhões € de crédito junto à banca
- O crédito obtido foi maior do que o concedido à agricultura + pesca + indústria
- Um imposto extraordinario a aplicar aos lucros distribuidos durante esta crise daria ao Estado uma receita fiscal muito superior à que se prevê obter com o adicional de IRC de 2,5% agora aprovado pelo governo Eugénio Rosa
Boa tarde
Paulo Guinote
Eu tornei-me uma visitante assídua do seu blogue nos últimos tempos. Mas , desculpe a pergunta, posts como este, têm algum significado especial, são uma alusão a qualquer acontecimento que eu desconheça ou apenas traduzem um cumprimento, apenas uma imagem de que gosta e que quer partilhar?
Ministério
Conclusões finais sobre suicídio de professor esperadas esta semana
por PEDRO SOUSA TAVARES18 Maio 2010
Averiguação “urgente” a morte de professor de Sintra começou a 12 de Março
As conclusões do inquérito da Inspecção-Geral de Educação (IGE) ao suicídio de um professor de música da EB 2,3 de Fitares, Sintra, deverão chegar ao Ministério “em princípio até ao final desta semana”, disse ao DN fonte oficial do gabinete da ministra Isabel Alçada.
A investigação “urgente” às circunstâncias que antecederam a morte de Luís Carmo – que se suicidou a 9 de Fevereiro, saltando do tabuleiro da Ponte 25 de Abril – foi iniciada a 12 de Março, há mais de dois meses.
Em declarações à TSF, antigos colegas do professor criticaram a indefinição do processo, revelando que este deveria ter ficado concluído em 45 dias. Uma professora, Teresa Luz, foi ainda mais longe, acusando a direcção da escola de alegadas “ameaças” sobre pessoas suspeitas de terem denunciado o caso à imprensa. Alegações que o Ministério da Educação não quis comentar.
Também os familiares do professor – com os quais o DN tentou ontem, sem sucesso, entrar em contacto – confessaram à TSF sentir estranheza com a demora do processo de inquérito.
Após a morte de Luís Carmo foi encontrado um diário em que este relacionou o seu desespero com uma das suas turmas – o 9.º B -, da qual seria alvo de maus tratos e frequentes actos de indisciplina.
Posteriormente, a própria irmã do docente, a também professora Maria Filomena Carmo, disse ao DN, a 13 de Março, não ter dúvidas de que “o motivo próximo” para a morte do irmão foi a escola e a situação de indisciplina com que este foi confrontado, acusando a EB 2,3 de Fitares de ter ignorado sucessivas denúncias do irmão e de “não ter feito nada” para punir os “três ou quatro alunos” com os quais este teria problemas.
Na altura, o director regional de Educação de Lisboa (DREL), Joaquim Leitão, prometeu uma averiguação urgente ao caso, mas pediu cautela nas reacções, nomeadamente sobre a eventual culpa de alunos, defendendo ser “do conhecimento público” que o docente “tinha uma fragilidade psicológica desde há algum tempo”.
Entretanto, têm surgido novos relatos dando conta de que os problemas disciplinares graves não seriam propriamente inéditos na escola. Segundo foi notificado recentemente, só a turma do 9.º B, que era acompanhada por Luís Carmo, terá sido alvo de 12 queixas, incluindo de outros professores da escola, quase todas centradas num grupo de três alunos.
A família de Luís Carmo afastou inicialmente a hipótese de recurso aos tribunais, preferindo esperar pelo resultado do inquérito.
Maio 26, 2010 at 8:03 am
Bom dia!
Mais um com gostos antiquados, que não mudou desde o século passado?
I’ll stay with that…
Maio 26, 2010 at 8:27 am
O(A) pantera é do Boavista? Por isso se tornou manso(a).
Maio 26, 2010 at 8:27 am
Não é o caso de faltarem leis anti-monopolistas. Os liberais (os neo ou os clássicos, como Ron Paul) fartam-se de reclamar contra essas leis. O problema é que não são aplicadas, ou têm demasiadas brechas.
__________
JAY: O Senado aprovou a lei de regulação das finanças. O grande desafio que esta lei enfrenta é o de saber será capaz de parar a chantagem que a Wall Street exerce sobre o país. Pensa que vai ao encontro deste desafio?
BLACK: Não! Penso que esta lei não foi concebida para lidar com as questões fundamentais que determinam o aparecimento cíclico das crises, cada vez mais intensas.
Video da entrevista e transcrição completa aqui.
Maio 26, 2010 at 8:37 am
In «Diário de Notícias»:
Ministério
Conclusões finais sobre suicídio de professor esperadas esta semana
por PEDRO SOUSA TAVARES18 Maio 2010
Averiguação “urgente” a morte de professor de Sintra começou a 12 de Março
As conclusões do inquérito da Inspecção-Geral de Educação (IGE) ao suicídio de um professor de música da EB 2,3 de Fitares, Sintra, deverão chegar ao Ministério “em princípio até ao final desta semana”, disse ao DN fonte oficial do gabinete da ministra Isabel Alçada.
A investigação “urgente” às circunstâncias que antecederam a morte de Luís Carmo – que se suicidou a 9 de Fevereiro, saltando do tabuleiro da Ponte 25 de Abril – foi iniciada a 12 de Março, há mais de dois meses.
Em declarações à TSF, antigos colegas do professor criticaram a indefinição do processo, revelando que este deveria ter ficado concluído em 45 dias. Uma professora, Teresa Luz, foi ainda mais longe, acusando a direcção da escola de alegadas “ameaças” sobre pessoas suspeitas de terem denunciado o caso à imprensa. Alegações que o Ministério da Educação não quis comentar.
Também os familiares do professor – com os quais o DN tentou ontem, sem sucesso, entrar em contacto – confessaram à TSF sentir estranheza com a demora do processo de inquérito.
Após a morte de Luís Carmo foi encontrado um diário em que este relacionou o seu desespero com uma das suas turmas – o 9.º B -, da qual seria alvo de maus tratos e frequentes actos de indisciplina.
Posteriormente, a própria irmã do docente, a também professora Maria Filomena Carmo, disse ao DN, a 13 de Março, não ter dúvidas de que “o motivo próximo” para a morte do irmão foi a escola e a situação de indisciplina com que este foi confrontado, acusando a EB 2,3 de Fitares de ter ignorado sucessivas denúncias do irmão e de “não ter feito nada” para punir os “três ou quatro alunos” com os quais este teria problemas.
Na altura, o director regional de Educação de Lisboa (DREL), Joaquim Leitão, prometeu uma averiguação urgente ao caso, mas pediu cautela nas reacções, nomeadamente sobre a eventual culpa de alunos, defendendo ser “do conhecimento público” que o docente “tinha uma fragilidade psicológica desde há algum tempo”.
Entretanto, têm surgido novos relatos dando conta de que os problemas disciplinares graves não seriam propriamente inéditos na escola. Segundo foi notificado recentemente, só a turma do 9.º B, que era acompanhada por Luís Carmo, terá sido alvo de 12 queixas, incluindo de outros professores da escola, quase todas centradas num grupo de três alunos.
A família de Luís Carmo afastou inicialmente a hipótese de recurso aos tribunais, preferindo esperar pelo resultado do inquérito.
Tags: Portugal, Sul
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Maio 26, 2010 at 8:39 am
CARTA A QUE TIVEMOS ACESSO ESCONDIDA PELA DIRECTORA DE FITARES
Ao Conselho Pedagógico do
Agrupamento de Escolas de Fitares
com conhecimento ao Conselho Geral
Sou irmã do Luís Vaz do Carmo, que foi professor da EB 2,3 de Fitares até ao dia 9 deste mês de Fevereiro, data em que se suicidou.
Nos últimos dias encontrava-se de baixa médica, a conselho do psicólogo que, em relatório enviado ao médico assistente, justificava assim: “Recentemente e em consequência do stress inerente à sua actividade profissional, nomeadamente questões de indisciplina e mesmo ocorrências sentidas como actos de desrespeito por parte de alguns alunos em relação à sua pessoa, verifica-se um claro agravamento do seu quadro clínico. Dada a precariedade actual do estado psicológico, o paciente tem de ver desagravadas, pelo menos durante um período, as fontes externas de stress a que está sujeito, sob pena de desestabilização e agravamento progressivos da sua saúde mental”.
De facto, o 9ºB foi a causa próxima da sua atitude. Em vésperas das aulas com aquela turma, à qual leccionava Música e Área de Projecto, num total de 5 tempos semanais, atormentava-se antecipando o que iria acontecer.
Ele não era um professor negligente. Preparava as suas aulas e tentava aplicar as instruções superiores. Procurava a todo o custo fazer cumprir as regras estabelecidas, nunca maltratou ou desrespeitou alguém. Mas havia alunos que se recusavam a obedecer-lhe, provocavam-no, gozavam-no, ofendiam-no, com o único propósito de se divertir e desestabilizar a aula.
Desses comportamentos reiterados queixou-se inúmeras vezes, pedindo que fossem aplicadas medidas aos alunos em causa. Mas o caso foi tratado secamente, diziam-lhe que não podia mandar tantas vezes alunos para a rua, aconselhavam-no a assistir a aulas de colegas para aprender a reagir às provocações. Faziam-no sentir-se incompetente.
Com o objectivo de cativar os alunos, ele adquiriu e aplicou novos conhecimentos na área das TIC, comprou e usou novos materiais e equipamentos, experimentou diferentes estratégias. Que mais podia fazer? Continuou a sentir-se humilhado pelos alunos e deixou escrito: “Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimentos, a única solução apaziguadora será o suicídio”.
Conforme o Regulamento Interno, tinha “o direito a ser tratado com respeito e correcção, a ver respeitada a sua integridade física, psíquica e moral e a usufruir de um bom ambiente de trabalho”. Tudo isto lhe foi negado.
O Luís era uma pessoa solitária, sensível e psicologicamente frágil. Tinha dificuldade em se impor aos alunos. Mas será que um professor tem que ser um super-homem? Qualquer um, independentemente das suas características pessoais, não tem o direito a ser respeitado?
Os alunos que provocam e ofendem professores não devem ser castigados? Terá de ser o professor a sujeitar-se a conviver com esse tipo de comportamentos? Não estaremos a demitir-nos do papel de educadores?
Porque não foram aplicadas medidas disciplinares sancionatórias? Que fez a escola para poupar o sofrimento do meu irmão?… É certo que poucos, perante o mesmo problema, reagiriam desta forma tão dramática e irreversível. Mas quantos professores não se encontram neste momento de atestado médico ou a leccionar no limite das suas forças, por situações semelhantes, que se somam ao excesso de trabalho que lhes é exigido?
Desejaria que a morte prematura do meu irmão tivesse o dom de sensibilizar para uma reflexão profunda sobre os procedimentos nas escolas e as condições de trabalho dos professores. Que os órgãos pedagógicos se dediquem a questões importantes em vez de outras banais! E que as direcções dêem a devida atenção aos colegas que tanto se esforçam, sem apoio nem reconhecimento!
17 de Fevereiro de 2010
Maio 26, 2010 at 9:03 am
«Muitos disparates se têm ouvido sobre nós [Portugal] na imprensa internacional»
Miguel Athayde Marques, tentando acalmar os ingénuos e assustadiços animadores dos mercados da Wall Street…
E o burro sou eu?
Maio 26, 2010 at 9:12 am
Bom dia!
Que a morte do Luís acorde os adormecidos! Nada é irreversível… apenas a morte.
Maio 26, 2010 at 9:19 am
Amargos de boca de governos minoritários…
Uma boa decisão e uma má notícia para Jorge Coelho.
Parlamento chumba negócio do terminal de Alcântara
Maio 26, 2010 at 9:30 am
#8,
Ilusão.
Já “dispararam” os mecanismos compensatórios.
A boa notícia também é para Jorge Coelho.
Maio 26, 2010 at 9:34 am
Revolucionar os serviços públicos, reformar o sistema político e dar mais poderes aos cidadãos – são as traves mestras da ambiciosa agenda legislativa do Governo britânico, apresentada hoje pela rainha ao Parlamento.
Conclusões:
1) Sua Majestade é revolucionária, assim, uma espécie de Lenine
2) Já não há
vassalos, digo, súbditos de Sua Majestade. Há cidadãos.3) Viva a República Unida…
Maio 26, 2010 at 9:36 am
#8
Paulo, tenho feito um esforço para ser contido no falar…
Maio 26, 2010 at 9:37 am
Bom neodia.
Maio 26, 2010 at 9:38 am
Treze.
Maio 26, 2010 at 9:42 am
#11,
Não te esforces…
Eu cada vez tenho menos força para isso.
Maio 26, 2010 at 9:54 am
Os mercados de capitais não dão tréguas, vão continuar a pressionar os governos. O aumento da tensão entre as Coreias, e a possibilidade de um conflito armado, veio ajudar a compor o cenário!
Os bancos acusam descapitalização e a impossibilidade de conseguirem financiamento no mercado interbancário. A solução para alguns já passa pela fusão: a de quatro Caixas em Espanha e La Caixa já mostrou interesse em comprar mais uma fracção do BCI.
Piano, piano se va lontano…
Maio 26, 2010 at 9:55 am
Se ele diz, quem sou eu para desmenti-lo…
«Germany was until now a big winner from the euro. I feel that more politicians in Germany should make that clear,» said [Durão] Barroso.
E nós, aqui em Portugal?
Maio 26, 2010 at 10:00 am
Bem, hoje começo logo pela manhã: BPI, o tal do Fernando Ulrich! Irra!
Maio 26, 2010 at 10:06 am
Prioridades do governo … hum … socialista?… qualquer coisa:
«O Governo discutirá novas medidas para continuar a apoiar aquilo que é ainda um ponto frágil na recuperação económica, que é o acesso ao crédito, em particular das PME».
Vieira da Silva, Ministro da Economia
Certamente por esquecimento, Vieira da Silva não se referiu ao papel dinamizador da economia do BPN/BPP que, precisamente por desempenharem esse papel social, tiveram que ser salvos no ano passado. Aguardemos algum refrescamento da memória num destes dias
Maio 26, 2010 at 10:07 am
Maio 26, 2010 at 10:19 am
Bom dia!
Maio 26, 2010 at 11:02 am
«Au collège, la journée ne doit pas dépasser six heures d’enseignement»
Recueilli par Marie Piquemal
Maio 26, 2010 at 11:08 am
Queres aprender mandarim? No stress:
China will facilitate 100,000 US nationals studying Chinese over the coming four years, a Chinese education ministry official said here Wednesday.
Xinhua
Maio 26, 2010 at 11:18 am
Também tu, Brutus? Ou o respeitável Washington Post rendido aos encantos da
livre iniciativaresponsabilização social das empresas. Ao que chegámos…It’s time for the business community to give up its jihad against regulation.
Steven Pearlstein
Maio 26, 2010 at 11:22 am
E agora, para desanuviar um pouco da Economia, vamos apreciar os feitos da Tecnologia nesta aterragem do Space Shuttle vista do cockpit:
Maio 26, 2010 at 11:25 am
A sorte dos big loosers, segundo pitoresco linguajar de Durão Burroso (ler com pronúncia british):
Hoje muitos mais mitos se desfazem. É óbvio que não «estamos a sair da crise».
Quem acreditava que a «Europa connosco» e o Euro eram um «porto seguro» em nome do qual se devia sacrificar a soberania nacional, tem aí a realidade dos mercados-especuladores.
Para os que acreditavam no «modelo social europeu» ou na «solidariedade dos nossos parceiros europeus», aí está a Comissão Europeia a impor a descida de salários, o corte nas pensões, o despedimento de milhares de funcionários públicos, o abate dos serviços sociais. Não para «ajudar» países com dificuldades em pagar as dívidas, mas para ajudar os bancos credores, que são sobretudo franceses e alemães.
Jorge Cadima
Maio 26, 2010 at 11:28 am
Bom pseudodia.
Maio 26, 2010 at 11:32 am
A propósito da imagem: nunca simpatizei com este gosto “amaricano” por “airbags” desproporcionadamente avantajados. E que já se manifestava mesmo antes da invenção do silicone!
Haverá algo, no inconsciente profundo daquelas mentes puritanas, vindo talvez do tempo dos pais fundadores, que explique esta fixação?…
Maio 26, 2010 at 11:34 am
#27
Desejos latentes do subconsciente estar constantemente na “mamadeira”.
Maio 26, 2010 at 11:36 am
EDP, PT e GALP secam o crédito bancário
- As três empresas distribuíram 8.243 milhões € de lucros aos accionistas
- Depois obtiveram 25.589 milhões € de crédito junto à banca
- O crédito obtido foi maior do que o concedido à agricultura + pesca + indústria
- Um imposto extraordinario a aplicar aos lucros distribuidos durante esta crise daria ao Estado uma receita fiscal muito superior à que se prevê obter com o adicional de IRC de 2,5% agora aprovado pelo governo
Eugénio Rosa
Maio 26, 2010 at 1:39 pm
Boa tarde
Paulo Guinote
Eu tornei-me uma visitante assídua do seu blogue nos últimos tempos. Mas , desculpe a pergunta, posts como este, têm algum significado especial, são uma alusão a qualquer acontecimento que eu desconheça ou apenas traduzem um cumprimento, apenas uma imagem de que gosta e que quer partilhar?
Maio 26, 2010 at 2:23 pm
,,,,,,,,,In «Diário de Notícias»:
Ministério
Conclusões finais sobre suicídio de professor esperadas esta semana
por PEDRO SOUSA TAVARES18 Maio 2010
Averiguação “urgente” a morte de professor de Sintra começou a 12 de Março
As conclusões do inquérito da Inspecção-Geral de Educação (IGE) ao suicídio de um professor de música da EB 2,3 de Fitares, Sintra, deverão chegar ao Ministério “em princípio até ao final desta semana”, disse ao DN fonte oficial do gabinete da ministra Isabel Alçada.
A investigação “urgente” às circunstâncias que antecederam a morte de Luís Carmo – que se suicidou a 9 de Fevereiro, saltando do tabuleiro da Ponte 25 de Abril – foi iniciada a 12 de Março, há mais de dois meses.
Em declarações à TSF, antigos colegas do professor criticaram a indefinição do processo, revelando que este deveria ter ficado concluído em 45 dias. Uma professora, Teresa Luz, foi ainda mais longe, acusando a direcção da escola de alegadas “ameaças” sobre pessoas suspeitas de terem denunciado o caso à imprensa. Alegações que o Ministério da Educação não quis comentar.
Também os familiares do professor – com os quais o DN tentou ontem, sem sucesso, entrar em contacto – confessaram à TSF sentir estranheza com a demora do processo de inquérito.
Após a morte de Luís Carmo foi encontrado um diário em que este relacionou o seu desespero com uma das suas turmas – o 9.º B -, da qual seria alvo de maus tratos e frequentes actos de indisciplina.
Posteriormente, a própria irmã do docente, a também professora Maria Filomena Carmo, disse ao DN, a 13 de Março, não ter dúvidas de que “o motivo próximo” para a morte do irmão foi a escola e a situação de indisciplina com que este foi confrontado, acusando a EB 2,3 de Fitares de ter ignorado sucessivas denúncias do irmão e de “não ter feito nada” para punir os “três ou quatro alunos” com os quais este teria problemas.
Na altura, o director regional de Educação de Lisboa (DREL), Joaquim Leitão, prometeu uma averiguação urgente ao caso, mas pediu cautela nas reacções, nomeadamente sobre a eventual culpa de alunos, defendendo ser “do conhecimento público” que o docente “tinha uma fragilidade psicológica desde há algum tempo”.
Entretanto, têm surgido novos relatos dando conta de que os problemas disciplinares graves não seriam propriamente inéditos na escola. Segundo foi notificado recentemente, só a turma do 9.º B, que era acompanhada por Luís Carmo, terá sido alvo de 12 queixas, incluindo de outros professores da escola, quase todas centradas num grupo de três alunos.
A família de Luís Carmo afastou inicialmente a hipótese de recurso aos tribunais, preferindo esperar pelo resultado do inquérito.
Tags: Portugal, Sul
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,,,,,,,,,,
Maio 26, 2010 at 5:05 pm
É a nossa colega tarefeira de Mirandela ?
Maio 26, 2010 at 6:11 pm
Acho muito “natureza morta” e que devem sempre ser tidas em conta as ideais proporções.
Assim, sugere-se este como patamar mínimo de qualidade.
Para efeitos de supervisão, consulte-se Fafe, Consultores. Pode ser que, por esta vez, esteja de acordo.