A Irlanda começou a reduzir o gasto deficitário em 2008, quando a sua crise bancária começou a propagar-se e o seu défice orçamental em percentagem do PIB era de 7,3 por cento. A economia imediatamente contraiu-se em 10 por cento e, surpresa, surpresa, o défice explodiu para 14,3 por cento do PIB MARSHALL AUERBACK
As exigências de Merkel/Sarkosy para Portugal não se destinam ao relançamento da economia, mas apenas a aprofundar a dependência de Portugal.
Os estímulos “contribuíram pouco para aumentos na dívida pública”. Por outras palavras, os défices gigantes não são o resultado de estímulo (ou do chamado gasto público “perdulário”) e sim da “queda de receita” devida ao facto de a economia ainda estar num nível raso. A mensagem é simples: coloque o povo de volta ao trabalho, aumente a procura, restaure a confiança pública e gaste mais dinheiro. Agora. Mike Whitney
Pois é, Paulo Portas. Com que então a brincar aos submarinos com os alemães? E agora apertar o cinto, não é?
A tentação de focar as atenções nas dívidas e atirar as culpas para o endividamento que os gregos apresentavam quando aderiram à UE e à moeda única é uma grande mistificação. O facto de a Alemanha e os EUA terem vendido milhões de dólares/euros de armamento às forças militares gregas ao mesmo tempo que exigiam o cancelamento de todas as obrigações sociais para o seu povo é apenas mais uma prova de como somos enganados. A Europa está encharcada de corporações ajudadas por necrófagos como George Soros e de criptobancos como a Goldman Sachs cuja única razão de existir é roubar o mais possível e voltar a pôr-nos na penúria, no endividamento e na escravatura que levaram os franceses a revoltar-se e a decapitar os corpos dos parasitas que afirmavam governá-los. Thomas Patrick Wilkinson
(Lição de inglês). Hoje, a ignorância paga-se muito caro…
Hello! My name is Martin Wolf, I’m the chief economic commentator of the Financial Times, and I’m here today to talk about this extraordinary economic and financial mess. Some peaople think that this is just a financial panic, originated very recently…
a União Europeia tardou em dar-se conta de que o ataque dos especuladores contra a Grécia era apenas uma etapa antes do ataque a outros países e de ameaçar inclusivamente a estabilidade da zona euro.
Espanha e Portugal não estavam assim tão mal, e foram vítimas do histerismo.
[Na Grécia] havia favores políticos, grandes cortes de impostos para os ricos, evasão de impostos e corrupção também.
A combinação destes factores fez com que o sistema, o sistema económico, não fosse viável. George Papandreou, primeiro-ministro da Grécia
Ao Francisco os meus parabéns. Pela cor, pela composição e pela arte com que nos habituou. Se me permites, irei republicar no meu blogue este “cartaz”.
Com dificuldades em percber como chegámos à situação actual? Há respostas que estão mesmo à frente do nariz…
Portugal é o país da UE que mais recorreu a contratos de Parcerias Público-Privadas No final de 2009, as estimativas globais de investimento nos projectos contratados ascendiam, em termos acumulados, a 28 mil milhões de euros. E num horizonte até 2017, caso avançassem todos os investimentos que foram sendo anunciados, rapidamente se ultrapassaria a fronteira dos 50 mil milhões. Seria o equivalente a contratar todo um projecto de alta velocidade por ano. Luísa Pinto
Palavras pouco lisonjeiras para a administração Durão Barroso…
The EU needs more honesty.
People in the EU will no longer accept Europe as a collective project if they can no longer identify the point or aims of such cooperation. They will lose interest if they are not adequately informed about the results of political decisions taken at the EU level.
Now is the time to change that. It is time to transform Europe from a project of the elite back into a project of the people. Manfred Weber, em Der Spiegel
Toda a gente já percebeu que o primeiro-ministro sabia [da PT/TVI]. Ele já confessou que sabia informalmente. Ora, um primeiro-ministro não pode saber informalmente. (¿) Agora, daqui decorre a demissão do primeiro-ministro? Eu acho uma irresponsabilidade. Marcelo rebelo de Sousa
Vamos lá, portanto, ser realistas: se cada vez que Sócrates tivesse faltado à verdade ao povo português sofresse uma moção de censura… Jerónimo de Sousa
Si le gouvernement repoussait au-delà de 60 ans l’âge de départ, le rétabliriez-vous en cas de victoire [du Parti Socialiste] en 2012 ? Absolument. Martine Aubry
Não sejamos ingénuos. Pelas vias normais, não vamos lá nunca. Por uma razão muito simples: as maiorias votantes (repito, votantes) sempre, mas sempre, se venderão por um prato de lentilhas; nunca trocarão a humilhante esmola do rendimento mínimo, de agora, pela promessa de uma vida mais digna, no futuro, mas que implique mudanças de mentalidade; de revoluções culturais só conheço a da China (e foi o que foi), a do cristianismo/islamismo (e foi o que foi)…
Só resta uma esperança, que será também uma tragédia: a sublevação, pelo desespero, de todos esses milhões de vítimas do sistema, que pululam pelas favelas de todo o mundo, em aliança com os fanáticos do mundo muçulmano…
Só uma questão, que parece deslocada, mas talvez não seja: já repararam que o que o Hitler não conseguiu pelas armas nem pelo holocausto, está Merkel a conseguir por esta economia de mercado?!… Menos cruento, mas muito mais eficaz!
Não é por gosto, que estou tão pessimista.
Nota: Escrevi este comentário no BOM DIA do pasado 21. Estranhamente, ficou gravado no meu mail, mas não na Sala. Porque vem a propósito, copiei-o para aqui.
But the knife-edge psychology currently governing global markets has put the future of the U.S. economic recovery in the hands of politicians in an assortment of European capitals. If one or more fail to make the expected progress on cutting budgets, restructuring economies or boosting growth, it could drain confidence in a broad and unsettling way. Credit markets worldwide could lock up and throw the global economy back into recession. Howard Schneider and Neil Irwin
If you really want to know what’s going on, watch the corporations.
How can you do that? Follow the money — donations by corporate political action committees.
Look, for example, at the campaign contributions of commercial banks — traditionally Republican-leaning, but only mildly so. So far this year, according to The Washington Post, 63 percent of spending by banks’ corporate PACs has gone to Republicans, up from 53 percent last year. Securities and investment firms, traditionally Democratic-leaning, are now giving more money to Republicans. And oil and gas companies, always Republican-leaning, have gone all out, bestowing 76 percent of their largess on the G.O.P. Paul Krugman
olá viva shue
bom dia
muito obrigado pelo elogioso
gosto muito do seu blogue e mais uma vez muito obrigado pela colocação do cartaz
um grande abraço
francisco goulão
Creio que, neste caso, não se deverá seguir a teoria de Darwin para justificar a evolução da criatura, mas sim a de Lamarck: os sapinhos “Pinóquio” estão a preparar-se para dar o salto para Portugal!
Marta
Aguardamos a tua síntese da actual situação, com conhecimento de causa, conhecimento da audiência, palavras próprias, em bom português, lá para o final do dia. Só consigo ser mensageiro.
Estarão os gregos a viver acima das suas possibilidades? Eis a resposta: O salário médio da Grécia é 73% do salário médio da eurozona.
Segundo o Eurostat e o Geniki Synomospondia Ergaton Ellados, 60% dos pensionistas gregos recebem menos de 600 euros por mês; 85% recebem menos de 1050 euros por mês. As pensões gregas são 55% das pensões médias na Eurozona.
Será que os proprietários de residências na Grécia gastam mais do que ganham e assumem muitos empréstimos? Não. De facto, os proprietários alemães devem mais do que os gregos. Confirmar aqui. Polyvios Petropoulos
olá viva alcatrão
boa tarde
muito obrigado
estamos atrasados no mundo da cultura por causa da mentalidade à portuguesa
que tristeza!!!
um grande abraço
francisco goulão
Se olharmos para a forma como se está a organizar o mundo sob a perspectiva das grandes multinacionais, talvez tenhamos uma ideia aproximada do que o futuro nos reserva.
Muito embora sejam pessoas que trabalham nas empresas, estas não têm qualquer característica humana, têm uma personalidade jurídica, apenas! E, já agora, convém realçar que o Direito tem por principal escopo a regulação dos interesses económicos dominantes, validando-os, legitimando-os e tutelando-os. Assim, podemos depreender que o modo de actuação destas empresas é de índole absolutamente economicista, baseia-se na racionalização dos custos e na maximização de lucros, não tem nada a ver com ética ou moral.
Claro que há “gente” que mexe os cordelinhos, “gente” que está por detrás das grandes corporações económicas, e foi por ela que surgiu a liberalização da economia a nível mundial, tendo sido a criação da ONU e da OMC (organização mundial do comércio) uma estratégia fundamental neste processo de abertura das fronteiras ao capital, uma forma inteligente de implantar o regime totalitário tão ambicionado durante todo o período da “guerra fria”.
A liberalização do comércio não tem trazido o desenvolvimento económico, pelo contrário, tem feito aumentar a miséria e, quando se fala em miséria deve ter-se em linha de conta as várias dimensões que compõem a condição humana e não apenas a material. Tem havido uma destruição, sistemática e em massa, de empregos e o que realmente tem aumentado é o sentimento de insegurança.
O aumento da riqueza criada durante o processo produtivo tem tendência a ser atraído para um número cada vez mais reduzido de pessoas; a alteração quanto à forma como se reparte a riqueza criada é cada vez mais desfavorável para a grande maioria da população que vê, muito naturalmente, o número de desfavorecidos e de excluídos a aumentar.
A questão do aumento da idade para se atingir a reforma é um exemplo da desumanidade e dos níveis de exploração em que estamos a cair. Com índices de desemprego a atingirem valores tão elevados, desemprego que afecta sobretudo a faixa etária constituída por jovens adultos – muitos andam anos e anos à procura do primeiro emprego -, e as regras a imporem que as pessoas mais velhas sejam exploradas até ao tutano. Pessoas estas que já descontaram para a sua reforma durante anos e que se vêem agora na contingência de serem esbulhadas das suas prórias poupanças (os descontos para a CGA é uma poupança forçada, mas nem por isso deixa de ser uma poupança).
Mesmo correndo o risco de me tornar maçadora, pois o comentário vai ficar muito extenso, não gostaria de deixar de partilhar convosco algumas palavras de Ernest Mandel, «o estado, em estreita simbiose com os monopólios, cujos dirigentes conseguem cada vez com maior frequência a união pessoal com os que exercem as funções-chave do aparelho de estado, garante o lucro dos monopólios, não só por meio de uma política de subsídios ou de seguros contra perdas, como também (e sobretudo), assegurando-lhes saídas estáveis e permanentes: as encomendas públicas que são, na sua grande maioria, encomendas para a “defesa nacional”. O lugar cada vez maior – e estável! – das despesas de armamento no rendimento nacional de todas as nações capitalistas é o principal factor que determina o aumento das “despesas públicas” nos orçamentos nacionais».
E, acrescenta, ainda: «a sociedade capitalista que, com os seus fabricos em série, cria milhões de seres humanos prisioneiros de um mesmo destino medíocre, fechados no mesmo horizonte, limitado pelo mesmo salário, vestidos com os mesmos fatos confeccionados em série, que lêem a mesma imprensa sensacionalista, que se distraem nos mesmos estádios, ou em frente dos mesmos programas de televisão. Assim, uma grande parte do “tempo livre” não é realmente “tempo de ócio” mas sim “tempo de fim de fadiga física e nervosa”. A comercialização dos ócios está adaptada a este fenómeno e parte da constatação de que, depois de um dia de trabalho normal, o proletário dos nossos dias é incapaz de fazer um esforço intelectual ou físico. Mas, sob o pretexto de se lhe oferecer um “relaxamento” ou uma “distracção”, provoca-se um atrofiamento da capacidade crítica, ou uma excitação doentia e permanente, que acabam por degradar e desintegrar parcialmente a personalidade».
E, para concluir, devíamos seguir o exemplo da Islândia: patifes de alta craveira para a prisão e nacionalização da sua riqueza!
N’Gundi Tata (não sei o que quer significar, mas deve ser algo menos mau, presumo!),
“patifes de alta craveira para a prisão e nacionalização da sua riqueza!”
Na Islândia, tanto quanto eu saiba, não foi preciso nenhum golpe de estado para punir, ao abrigo da lei vigente, os vigaristas e/ou corruptos que andaram a sabutar e a pilhar o sistema económico-financeiro.
Se este exmplo se tornasse numa prática comum a muitos países, garanto que a crise desaparecia como se de um passe de mágica se tratasse.
A mudança nos EUA, com as medidas do presidente Obama, pode ter influência no curto prazo na Europa ou são duas “realidades” muito distintas ?
Existe a Alemanha e tal …
Quando estou a escrever escorregam-se-me os erros por entre os neurónios, nem dou por eles… Só quando venho reler o que deixei escrito é que os detecto (pelo menos, alguns). Isto anda mesmo muito mal em termos de escrita, deve ser o reflexo de ler tantos e tantos erros nos testes e trabalhos dos aluninhos… Tenho de voltar à leitura “compulsiva” como forma de me penitenciar!
A realidade está velada, a informação que passa pelos meios de comunicação de massas é devidamente filtrada. Obama só pode fazer o que “deve” ser feito… Olha o que aconteceu a J. Kennedy!
Maio 24, 2010 at 8:08 am
Bom dia!
Bom dia em especial para Francisco Goulão e a sua escola.
Que iremos fazer com esta República quase centenária?
Maio 24, 2010 at 8:14 am
Bom dia!
Maio 24, 2010 at 8:32 am
A Irlanda começou a reduzir o gasto deficitário em 2008, quando a sua crise bancária começou a propagar-se e o seu défice orçamental em percentagem do PIB era de 7,3 por cento. A economia imediatamente contraiu-se em 10 por cento e, surpresa, surpresa, o défice explodiu para 14,3 por cento do PIB
MARSHALL AUERBACK
Maio 24, 2010 at 8:42 am
As exigências de Merkel/Sarkosy para Portugal não se destinam ao relançamento da economia, mas apenas a aprofundar a dependência de Portugal.
Os estímulos “contribuíram pouco para aumentos na dívida pública”. Por outras palavras, os défices gigantes não são o resultado de estímulo (ou do chamado gasto público “perdulário”) e sim da “queda de receita” devida ao facto de a economia ainda estar num nível raso. A mensagem é simples: coloque o povo de volta ao trabalho, aumente a procura, restaure a confiança pública e gaste mais dinheiro. Agora.
Mike Whitney
Maio 24, 2010 at 8:57 am
Pois é, Paulo Portas. Com que então a brincar aos submarinos com os alemães? E agora apertar o cinto, não é?
A tentação de focar as atenções nas dívidas e atirar as culpas para o endividamento que os gregos apresentavam quando aderiram à UE e à moeda única é uma grande mistificação. O facto de a Alemanha e os EUA terem vendido milhões de dólares/euros de armamento às forças militares gregas ao mesmo tempo que exigiam o cancelamento de todas as obrigações sociais para o seu povo é apenas mais uma prova de como somos enganados. A Europa está encharcada de corporações ajudadas por necrófagos como George Soros e de criptobancos como a Goldman Sachs cuja única razão de existir é roubar o mais possível e voltar a pôr-nos na penúria, no endividamento e na escravatura que levaram os franceses a revoltar-se e a decapitar os corpos dos parasitas que afirmavam governá-los.
Thomas Patrick Wilkinson
Maio 24, 2010 at 9:07 am
(Lição de inglês). Hoje, a ignorância paga-se muito caro…
Hello! My name is Martin Wolf, I’m the chief economic commentator of the Financial Times, and I’m here today to talk about this extraordinary economic and financial mess. Some peaople think that this is just a financial panic, originated very recently…
Maio 24, 2010 at 9:31 am
a União Europeia tardou em dar-se conta de que o ataque dos especuladores contra a Grécia era apenas uma etapa antes do ataque a outros países e de ameaçar inclusivamente a estabilidade da zona euro.
Espanha e Portugal não estavam assim tão mal, e foram vítimas do histerismo.
[Na Grécia] havia favores políticos, grandes cortes de impostos para os ricos, evasão de impostos e corrupção também.
A combinação destes factores fez com que o sistema, o sistema económico, não fosse viável.
George Papandreou, primeiro-ministro da Grécia
Maio 24, 2010 at 9:39 am
>Bom dia!
Ao Francisco os meus parabéns. Pela cor, pela composição e pela arte com que nos habituou. Se me permites, irei republicar no meu blogue este “cartaz”.
Maio 24, 2010 at 9:42 am
Com dificuldades em percber como chegámos à situação actual? Há respostas que estão mesmo à frente do nariz…
Portugal é o país da UE que mais recorreu a contratos de Parcerias Público-Privadas
No final de 2009, as estimativas globais de investimento nos projectos contratados ascendiam, em termos acumulados, a 28 mil milhões de euros. E num horizonte até 2017, caso avançassem todos os investimentos que foram sendo anunciados, rapidamente se ultrapassaria a fronteira dos 50 mil milhões. Seria o equivalente a contratar todo um projecto de alta velocidade por ano.
Luísa Pinto
Maio 24, 2010 at 9:50 am
A ré impúdica está com boas cores mas, de facto, já conheceu melhores dias. Daqui por 10 anos se saberá.
As perguntas foram feitas em 2000, mas só agora o trabalho foi publicado.
Maio 24, 2010 at 9:51 am
Palavras pouco lisonjeiras para a administração Durão Barroso…
The EU needs more honesty.
People in the EU will no longer accept Europe as a collective project if they can no longer identify the point or aims of such cooperation. They will lose interest if they are not adequately informed about the results of political decisions taken at the EU level.
Now is the time to change that. It is time to transform Europe from a project of the elite back into a project of the people.
Manfred Weber, em Der Spiegel
Maio 24, 2010 at 9:56 am
Bom dia
Maio 24, 2010 at 9:59 am
Ninguém sabe onde param os gravadores tirados à “Sábado” mas já há certezas sobre a desilusão de quem beijou o Pinóquio: em vez do esperado príncipe ficou com a braços com um sapo.
Maio 24, 2010 at 10:22 am
Toda a gente já percebeu que o primeiro-ministro sabia [da PT/TVI]. Ele já confessou que sabia informalmente. Ora, um primeiro-ministro não pode saber informalmente. (¿) Agora, daqui decorre a demissão do primeiro-ministro? Eu acho uma irresponsabilidade.
Marcelo rebelo de Sousa
Vamos lá, portanto, ser realistas: se cada vez que Sócrates tivesse faltado à verdade ao povo português sofresse uma moção de censura…
Jerónimo de Sousa
Maio 24, 2010 at 10:33 am
Idade da reforma:
Si le gouvernement repoussait au-delà de 60 ans l’âge de départ, le rétabliriez-vous en cas de victoire [du Parti Socialiste] en 2012 ? Absolument.
Martine Aubry
Maio 24, 2010 at 10:45 am
Bom dia e bom trabalho Goulão…
http://bulimunda.wordpress.com/2010/05/23/uma-exposicao-a-visitar-1000-familias-o-mundo-que-nos-somos-todos-diferentes-todos-iguais/
Maio 24, 2010 at 10:45 am
http://bulimunda.wordpress.com/2010/05/24/maradona-exigiu-wc-personalizado-olha-se-a-moda-pega-por-ca-imaginem-os-deputados-a-pedir-tal-coisa-sanita-do-deputado-x-sanita-do-deputado-y-e-bem-precisam-tanta-e-a-bosta-que-fazem-mas-des/
Maio 24, 2010 at 10:46 am
http://bulimunda.wordpress.com/2010/05/24/robert-frost-the-road-not-taken-poem-animation-movie-e-nos-tomamos-a-estrada-errada-a-long-time-ago/
Maio 24, 2010 at 10:46 am
http://bulimunda.wordpress.com/2010/05/24/nirvana-the-man-who-sold-the-world-diria-mais-os-homens-que-andam-a-vender-o-mundo/
Maio 24, 2010 at 10:47 am
http://bulimunda.wordpress.com/2010/05/24/uma-discussao-nesta-santa-terra-portuguesa-acaba-sempre-aos-berros-ou-o-porque-de-nunca-chegarmos-a-nenhuma-conclusao-sobre-qualquer-coisa/
Maio 24, 2010 at 10:48 am
http://bulimunda.wordpress.com/2010/05/24/o-portugal-real-aquele-que-anda-escondido-mas-vai-ficando-cada-vez-mais-visivel-com-a-crise/
Maio 24, 2010 at 10:48 am
Bom dia a todos!
Desculpem a insistência…
Não sejamos ingénuos. Pelas vias normais, não vamos lá nunca. Por uma razão muito simples: as maiorias votantes (repito, votantes) sempre, mas sempre, se venderão por um prato de lentilhas; nunca trocarão a humilhante esmola do rendimento mínimo, de agora, pela promessa de uma vida mais digna, no futuro, mas que implique mudanças de mentalidade; de revoluções culturais só conheço a da China (e foi o que foi), a do cristianismo/islamismo (e foi o que foi)…
Só resta uma esperança, que será também uma tragédia: a sublevação, pelo desespero, de todos esses milhões de vítimas do sistema, que pululam pelas favelas de todo o mundo, em aliança com os fanáticos do mundo muçulmano…
Só uma questão, que parece deslocada, mas talvez não seja: já repararam que o que o Hitler não conseguiu pelas armas nem pelo holocausto, está Merkel a conseguir por esta economia de mercado?!… Menos cruento, mas muito mais eficaz!
Não é por gosto, que estou tão pessimista.
Nota: Escrevi este comentário no BOM DIA do pasado 21. Estranhamente, ficou gravado no meu mail, mas não na Sala. Porque vem a propósito, copiei-o para aqui.
Maio 24, 2010 at 10:49 am
BOM DIA E ATÉ LOGO..DEIXO AQUI DOIS VÍDEOS SOBRE A REPÚBLICA…
Maio 24, 2010 at 10:50 am
Maio 24, 2010 at 10:56 am
But the knife-edge psychology currently governing global markets has put the future of the U.S. economic recovery in the hands of politicians in an assortment of European capitals. If one or more fail to make the expected progress on cutting budgets, restructuring economies or boosting growth, it could drain confidence in a broad and unsettling way. Credit markets worldwide could lock up and throw the global economy back into recession.
Howard Schneider and Neil Irwin
Maio 24, 2010 at 11:06 am
If you really want to know what’s going on, watch the corporations.
How can you do that? Follow the money — donations by corporate political action committees.
Look, for example, at the campaign contributions of commercial banks — traditionally Republican-leaning, but only mildly so. So far this year, according to The Washington Post, 63 percent of spending by banks’ corporate PACs has gone to Republicans, up from 53 percent last year. Securities and investment firms, traditionally Democratic-leaning, are now giving more money to Republicans. And oil and gas companies, always Republican-leaning, have gone all out, bestowing 76 percent of their largess on the G.O.P.
Paul Krugman
Maio 24, 2010 at 11:30 am
olá bom dia e viva amigo e colega paulo
muito obrigado pela colocação
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 11:31 am
olá viva antónio ferrão
bom dia
muito obrigado pelo elogio
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 11:32 am
olá rosa medina
bom dia
um abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 11:34 am
olá viva shue
bom dia
muito obrigado pelo elogioso
gosto muito do seu blogue e mais uma vez muito obrigado pela colocação do cartaz
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 11:36 am
olá viva n´gundi tata
bom dia
muito obrigado
um abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 11:36 am
Bom dia e um abraço especial para o Goulão!
Maio 24, 2010 at 11:37 am
olá viva bulimunda
bom dia
muito obrigado pelo elogio
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 11:38 am
António,
Estás imparável. Dás um excelente contributo ao Umbigo: sempre em busca de assuntos que revelem os enredos que a política globalizante engendra.
Maio 24, 2010 at 11:38 am
olá viva donatien alphonse françois
bom dia
muito obrigado pelo elogio
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 11:41 am
#13
N’Gundi Tata,
Creio que, neste caso, não se deverá seguir a teoria de Darwin para justificar a evolução da criatura, mas sim a de Lamarck: os sapinhos “Pinóquio” estão a preparar-se para dar o salto para Portugal!
Maio 24, 2010 at 11:50 am
Bom dia e parabéns Francisco Goulão.
Maio 24, 2010 at 11:57 am
#0
Francisco,
Obrigada pelos desenhos com que nos mimoseias. Mas cuidado com a censura!…
Maio 24, 2010 at 12:00 pm
28 dias de greve…
Patients to nurse ratio…
U.S. nurses is rising up
Maio 24, 2010 at 12:02 pm
olá viva zinha
bom dia
muito obrigado
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 12:03 pm
olá viva marta
muito obrigado pelo elogio
risos
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 12:05 pm
Marta
Aguardamos a tua síntese da actual situação, com conhecimento de causa, conhecimento da audiência, palavras próprias, em bom português, lá para o final do dia. Só consigo ser mensageiro.
Maio 24, 2010 at 12:10 pm
#42
António,
Estás a solicitar-me uma tarefa hercúlea e, ainda, em bom português!?
Hoje tenho o tempo bastante ocupado mas, quem sabe, lá mais para a noite…
Maio 24, 2010 at 12:34 pm
Maio 24, 2010 at 1:12 pm
Boa tarde!
Maio 24, 2010 at 1:31 pm
Boa tarde!
Um abraço para o amigo Goulão e para os seus alunos.
Maio 24, 2010 at 2:25 pm
Boa tarde!
Parabéns ao professor Francisco Goulão e a todos os seus alunos !!!!
Maio 24, 2010 at 4:45 pm
Viva colega Goulão.Um abraço amigo para todos.Parabéns!
Maio 24, 2010 at 4:55 pm
Retraites : Fuck “the marché” : sortie le 27 mai dans toutes les rues françaises
Maio 24, 2010 at 5:12 pm
Ouçam lá, vocês não acham que já era altura de se tratar de tapar a mama à República!!!
Que é lá isto?
Que exemplos são estes para as crianças e adolescentes?
Ai, ai, ai, ai ,ai!
Mande-se já A República para um Arquivo e não se lhe renove o contrato!
Essa porca badalhoca! De mama ao léu! Despudorada!
Maio 24, 2010 at 5:57 pm
Eis uma bela e pouco dispendiosa forma de homenagear a República!
Parabéns!
Maio 24, 2010 at 6:06 pm
olá viva ana henriques
boa tarde
obrigado
um abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 6:07 pm
olá viva brincalhão
boa tarde
muito obrigado
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 6:07 pm
olá viva margarida s. franco
boa tarde
muito obrigado
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 6:08 pm
Estarão os gregos a viver acima das suas possibilidades? Eis a resposta:

O salário médio da Grécia é 73% do salário médio da eurozona.
Segundo o Eurostat e o Geniki Synomospondia Ergaton Ellados, 60% dos pensionistas gregos recebem menos de 600 euros por mês; 85% recebem menos de 1050 euros por mês. As pensões gregas são 55% das pensões médias na Eurozona.
Será que os proprietários de residências na Grécia gastam mais do que ganham e assumem muitos empréstimos? Não. De facto, os proprietários alemães devem mais do que os gregos. Confirmar aqui.
Polyvios Petropoulos
Maio 24, 2010 at 6:09 pm
olá viva olha o magalhães fresquinho
boa tarde
muito obrigado
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 6:10 pm
olá viva alcatrão
boa tarde
muito obrigado
estamos atrasados no mundo da cultura por causa da mentalidade à portuguesa
que tristeza!!!
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 6:11 pm
olá viva deolinda
boa tarde
muito obrigado
um grande abraço
francisco goulão
Maio 24, 2010 at 7:49 pm
Se olharmos para a forma como se está a organizar o mundo sob a perspectiva das grandes multinacionais, talvez tenhamos uma ideia aproximada do que o futuro nos reserva.
Muito embora sejam pessoas que trabalham nas empresas, estas não têm qualquer característica humana, têm uma personalidade jurídica, apenas! E, já agora, convém realçar que o Direito tem por principal escopo a regulação dos interesses económicos dominantes, validando-os, legitimando-os e tutelando-os. Assim, podemos depreender que o modo de actuação destas empresas é de índole absolutamente economicista, baseia-se na racionalização dos custos e na maximização de lucros, não tem nada a ver com ética ou moral.
Claro que há “gente” que mexe os cordelinhos, “gente” que está por detrás das grandes corporações económicas, e foi por ela que surgiu a liberalização da economia a nível mundial, tendo sido a criação da ONU e da OMC (organização mundial do comércio) uma estratégia fundamental neste processo de abertura das fronteiras ao capital, uma forma inteligente de implantar o regime totalitário tão ambicionado durante todo o período da “guerra fria”.
A liberalização do comércio não tem trazido o desenvolvimento económico, pelo contrário, tem feito aumentar a miséria e, quando se fala em miséria deve ter-se em linha de conta as várias dimensões que compõem a condição humana e não apenas a material. Tem havido uma destruição, sistemática e em massa, de empregos e o que realmente tem aumentado é o sentimento de insegurança.
O aumento da riqueza criada durante o processo produtivo tem tendência a ser atraído para um número cada vez mais reduzido de pessoas; a alteração quanto à forma como se reparte a riqueza criada é cada vez mais desfavorável para a grande maioria da população que vê, muito naturalmente, o número de desfavorecidos e de excluídos a aumentar.
A questão do aumento da idade para se atingir a reforma é um exemplo da desumanidade e dos níveis de exploração em que estamos a cair. Com índices de desemprego a atingirem valores tão elevados, desemprego que afecta sobretudo a faixa etária constituída por jovens adultos – muitos andam anos e anos à procura do primeiro emprego -, e as regras a imporem que as pessoas mais velhas sejam exploradas até ao tutano. Pessoas estas que já descontaram para a sua reforma durante anos e que se vêem agora na contingência de serem esbulhadas das suas prórias poupanças (os descontos para a CGA é uma poupança forçada, mas nem por isso deixa de ser uma poupança).
Mesmo correndo o risco de me tornar maçadora, pois o comentário vai ficar muito extenso, não gostaria de deixar de partilhar convosco algumas palavras de Ernest Mandel, «o estado, em estreita simbiose com os monopólios, cujos dirigentes conseguem cada vez com maior frequência a união pessoal com os que exercem as funções-chave do aparelho de estado, garante o lucro dos monopólios, não só por meio de uma política de subsídios ou de seguros contra perdas, como também (e sobretudo), assegurando-lhes saídas estáveis e permanentes: as encomendas públicas que são, na sua grande maioria, encomendas para a “defesa nacional”. O lugar cada vez maior – e estável! – das despesas de armamento no rendimento nacional de todas as nações capitalistas é o principal factor que determina o aumento das “despesas públicas” nos orçamentos nacionais».
E, acrescenta, ainda: «a sociedade capitalista que, com os seus fabricos em série, cria milhões de seres humanos prisioneiros de um mesmo destino medíocre, fechados no mesmo horizonte, limitado pelo mesmo salário, vestidos com os mesmos fatos confeccionados em série, que lêem a mesma imprensa sensacionalista, que se distraem nos mesmos estádios, ou em frente dos mesmos programas de televisão. Assim, uma grande parte do “tempo livre” não é realmente “tempo de ócio” mas sim “tempo de fim de fadiga física e nervosa”. A comercialização dos ócios está adaptada a este fenómeno e parte da constatação de que, depois de um dia de trabalho normal, o proletário dos nossos dias é incapaz de fazer um esforço intelectual ou físico. Mas, sob o pretexto de se lhe oferecer um “relaxamento” ou uma “distracção”, provoca-se um atrofiamento da capacidade crítica, ou uma excitação doentia e permanente, que acabam por degradar e desintegrar parcialmente a personalidade».
E, para concluir, devíamos seguir o exemplo da Islândia: patifes de alta craveira para a prisão e nacionalização da sua riqueza!
Maio 24, 2010 at 7:56 pm
Bem, parece que o “bom português” anda a falhar:
Em vez de “os descontos para a CGA é uma poupança forçada”, leia-se “os descontos para a CGA são uma poupança forçada”!
Maio 24, 2010 at 9:49 pm
“patifes de alta craveira para a prisão e nacionalização da sua riqueza!”
Se fosse assim tão simples … até já foi experimentado … com os resultados que se conhecem.
Maio 24, 2010 at 9:53 pm
#30
Não tens que agradecer. Eu é que agradeço.
Folgo em saber que gostas do meu blogue.
Sei assim que pelo menos dois leitores gostam.
Maio 25, 2010 at 12:05 am
#61
N’Gundi Tata (não sei o que quer significar, mas deve ser algo menos mau, presumo!),
“patifes de alta craveira para a prisão e nacionalização da sua riqueza!”
Na Islândia, tanto quanto eu saiba, não foi preciso nenhum golpe de estado para punir, ao abrigo da lei vigente, os vigaristas e/ou corruptos que andaram a sabutar e a pilhar o sistema económico-financeiro.
Se este exmplo se tornasse numa prática comum a muitos países, garanto que a crise desaparecia como se de um passe de mágica se tratasse.
Maio 25, 2010 at 12:39 am
Duvido que tenha algum significado.
Maio 25, 2010 at 12:42 am
# 59
Marta,
A mudança nos EUA, com as medidas do presidente Obama, pode ter influência no curto prazo na Europa ou são duas “realidades” muito distintas ?
Existe a Alemanha e tal …
Maio 25, 2010 at 12:56 am
#64,
Nesse caso, deve ser neutro, como o melhoral!
Quando estou a escrever escorregam-se-me os erros por entre os neurónios, nem dou por eles… Só quando venho reler o que deixei escrito é que os detecto (pelo menos, alguns). Isto anda mesmo muito mal em termos de escrita, deve ser o reflexo de ler tantos e tantos erros nos testes e trabalhos dos aluninhos… Tenho de voltar à leitura “compulsiva” como forma de me penitenciar!
Maio 25, 2010 at 1:01 am
#65
Ana,
A realidade está velada, a informação que passa pelos meios de comunicação de massas é devidamente filtrada. Obama só pode fazer o que “deve” ser feito… Olha o que aconteceu a J. Kennedy!