… à maneira do Teixeira dos Santos.
Este post provocou alguma comoção. Só alguma, nada excessivo.
Sobre a essência do caso fui claro:
Seja como for, os mil euros são capazes de fazer repensar algumas pessoas.
Se isto é uma desculpabilização ou relativização vou ali e já venho.
Quem não percebeu bem, é pena.
Porque agora vou ser curto e grosso em relação a algo que me incomoda muito mais.
Nas nossas escolas, não apenas à porta (e dentro das salas), existe um descontrole verbal enorme. Os palavrões, a agressividade, a expressão vocal, alto e bom som, de impropérios, preconceitos e ofensas das mais variadas são algo comum que TODOS NÓS ouvimos.
E muitos, em especial gente com pruridos, fingem que não ouvem.
Ao menos eu não finjo e, sempre que acho que os limites da civilidade são ultrapassados, interpelo os alunos sobre a sua conduta.
Provavelmente, quando os mando calar, estarei a ser intrusivo para alguns daniéisoliveiras. E, com quase toda a certeza, se fosse filmado a intervir dessa forma, seria condenado em praça pública e cozinhado a fogo lento por alguns comentadores anónimos sobre cujas práticas nada sabemos. Certamente e acusariam de estar a limitar a liberdade de expressão de alguém. Há umas semanas insurgi-me quando um aluno disse na TV que os alunos eram tratados nas escolas como animaizinhos e levei com uma revoada de protestos compreensivos para com a expressão do aluno.
Gostaria de saber se os inflamados comentadores que tanto desculpam uns, mas atacam outros, são dos que ficam surdos naqueles minutos em que vão a caminho a sala de aula pelo pátio ou corredores.
A verdade, minhas caras e meus caros, é que as escolas se tornaram num espaço onde o palavrão e a falta de educação cívica campeiam, onde a agressão verbal é a regra e muitos – para sobreviver – fingem que não ouvem.
Ao longo destes anos a dar aulas, por mais de uma vez, muito mais, assisti a alunos entrarem e saírem de aulas aos gritos e urros, em corrida e aos pontapés.
Em alguns casos nem vale a pena abrir a boca porque não adianta. Em outros, já me aconteceu que as pessoas que davam as aulas em causa aparecerem à porta e quando eu disse (sem fazer qualquer acusação) que assim não era possível dar aulas, dizerem-me que não tinham culpa nenhuma, nem queriam saber do que se passava fora das suas salas.
Portanto, minhas caras e meus caros, quando acharem por bem criticar, façam-no depois de olharem para o que fazem quando poderiam dar o exemplo de impedir o uso do calão mais vernáculo na vossa presença (podem não estar a olhar, mas certamente ouvem).
Pagar mil euros por amesquinhar um aluno pela sua etnia é um castigo cuja justiça não sei avaliar completamente.
Mas olhem que multaria com gosto – mesmo se apenas com 10 euros – todo(a)s aquele(a)s que fingem que não é com ele(a)s aquilo que o(a)s rodeia a cada intervalo.
E deixem-se de tretas.
A verdade é esta, salvo excepções.
Sim, os pátios e corredores sem palavrões frequentes e ofensas variadas são UMA EXCEPÇÃO.
E deveríamos agir contra isso e não estar sempre, nesses casos sim, a relativizar e a dizer que não vale a pena chatearmo-nos com isso se não nem chegamos ao fim do primeiro mês com sanidade mental.
Ou então mandem um danieloliveira para cada corredor.
Maio 23, 2010 at 8:33 pm
Filmem os corredores e verão que o Paulo está a ser muito soft.
Maio 23, 2010 at 8:33 pm
A regra é de tão forte por demais que algum do palavreado mais soft do vernáculo académico já infesta a sala dos professores. Não raras são as piadas sexistas, a hipocrisia contida e até um “c*aralho” ou um “f*dasse…” que se ouve entredentes.
Maio 23, 2010 at 8:35 pm
De surdina se fazem os moucos e toucos que agem como se nada fosse. Sim, porque a um professor certo palavreado não convém.
Maio 23, 2010 at 8:41 pm
#1
Hiper-soft!
O Daniel Oliveira e tantos danieisoliveiras que por aí se arrastam, primeiro, é demasiado apressado(leu mal o post em questão, ou então contaram-lhe, simplesmente); segundo, não sabe o que é uma escola. Literalmente.
Não é a primeira vez que ofereço aqui os meus préstimos: Convido o Sr. Daniel Oliveira a “viver” a minha escola por uns dias. Salas, corredores, pátios, refeitório. Depois escreva o que muito bem entender.
Trataremos das coisas com a Direcção. Aguardo.
Maio 23, 2010 at 8:43 pm
Paulo esqueceste-te escarradelas para o chão dos corredores…
Maio 23, 2010 at 8:44 pm
Das poucas vezes que fui insultado por alunos, 2 ou 3 vezes ocorreram este ano. A técnica foi sempre a mesma, e é simples: esperaram que passasse por eles, e quando já me encontrava de costas, largaram os insultos. Não se consegue castigar ninguém, pelo simples facto de que os valentes alunos estão ao molho, 7 ou 8, e insultam pelas costas.
Tudo o que escreveu é acertado e corresponde ao que se passa nas escolas.
Mas em relação à penúltima frase que começo a ter sérias dúvidas, pois ao longo de 14 anos tenho agido contra isso e não tem servido de nada. Ninguém nos liga nenhuma, todos nos desautorizam, e às vezes só se tem chatices quando se chama a atenção dos alunos.
Uma vez uns, num corredor, perturbaram a minha aula. Abri a porta para os repreender, e não só fizeram mais barulho, como ainda por cima me gozaram. Queixei-me a directora de turma dos alunos. Sabe o que me respondeu? “Se ainda gozaram mais, é porque a repreensão que lhes deu não foi eficaz!” Com colegas assim, quem é que precisa da Lurdes Rodrigues e do Valter Lemos…
Maio 23, 2010 at 8:45 pm
A Ira Nunca é Súbita
A ira nunca é súbita. Nasce de um longo roer precedente, que ulcerou o espírito e nele acumulou a força reactiva necessária para a explosão. Daqui resulta que um belo acesso de cólera não é, de forma alguma, sinal de uma índole franca e directa. É, pelo contrário, revelação involuntária de uma tendência para nutrir dentro de si o rancor – isto é, de um temperamento fechado, invejoso, e de um complexo de inferioridade.
O conselho de «estar em guarda contra quem nunca se irrita», significa, portanto, que – todos os homens, acumulando inevitavelmente ódio – convém ter especial cuidado com os que nunca se traem por acessos de ira. Quanto a ti, não fazes mal em ser insicero no teu remoer interior, mas em te traíres na explosão.
Cesare Pavese,
Maio 23, 2010 at 8:47 pm
#6
Estaria a sugerir (a DT) que os espancasses? “Mas que chatice… depois é processo em cima.”
Maio 23, 2010 at 8:48 pm
# 6
Mas não os consegue identificar?
Maio 23, 2010 at 8:53 pm
9 # Pedro
Não, porque não são meus alunos. Além disso só 2 ou 3 é que chamam nomes. Mesmo que me virasse para trás e tentasse os identificar, negariam todos. E mesmo que fossem identificados, e fosse feita uma participação disciplinar, ficaria no mesmo sitio onde estão todas as outras: no arquivo. Nada é feito quando se vê e se tem a certeza de quem é o prevaricador, quando mais quando não se vê e não se consegue provar…
Quando se está de fora é muito fácil dar palpites…
Maio 23, 2010 at 8:54 pm
Pois,o danielzinho foi o tal que disse que não havia arrastão, mais os seus amiguinhos que chamam racistas a alguns caucasianos que não gostam de ser assaltados…é uma gracinha.
Maio 23, 2010 at 8:57 pm
Completamente de acordo com o Paulo .Eu faço sempre a minha parte :quando ouço palavrões no corredor,chamo à atenção do aluno.Se há uma coisa que odeio é o barulho,os palavrões,a falta de civismo nos corredores.Para mim trata-se de uma forma de agressão,sinto-me agredida todos os dias.Mas o Paulo tem razão ,a maioria dos colegas não se intrometem,não querem chatices, dá muito trabalho !!!
Também acho que os alunos que chamam “nomes ” aos professores deveriam pagar uma multa de mil Euros. Então a justiça não é para todos ? Os alunos apanhados a dizer palavrões nos corredores mudariam o seu comportamento se tivessem de pager uma multa.Disso tenho a certeza absoluta !
Maio 23, 2010 at 8:58 pm
Desculpem o erro :” a maioria dos colegas não se intromete, não quer chatices…”
Maio 23, 2010 at 8:59 pm
Um protesto
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/protesto-naturista-contra-tropas-no-afeganistao
Maio 23, 2010 at 9:00 pm
10 #
Mas isso assim é um pesadelo… ainda bem que eu não fui para professor. Livra.
Maio 23, 2010 at 9:04 pm
É tudo verdade e mais ainda…
Mas as entidades responsáveis parecem não querer entender o que se passa. Quando alguém denuncia uma situação irregular leva um raspanete de todo o tamanho. Os superiores preferem ignorar e fazem de conta que não há problemas e que a sua escola é a maior, por isso não vale a pena. Mas não vale mesmo. Temos que chegar mais ao fundo…e quem sabe …um dia…
Maio 23, 2010 at 9:14 pm
Aqueles que tentam fazer cumprir as regras na escola são, de facto, uma minoria. Uma pessoa acaba por ficar notada por ser o que está sempre a chatear, a “implicar” com os incumpridores (por exemplo, fumar dentro da escola). O que fazer, continuar, ou deixar andar para não entrar em depressão e chegar em relativa boa forma ao fim?
Maio 23, 2010 at 9:19 pm
Campanha orquestrada, com casinhos e casórios, para mortificar os profs.
Entretanto em Inglaterra … dizem que é uma espécie de Freeport.
Maio 23, 2010 at 9:25 pm
#10 levy
Pois eu fui surprendido por um aluno meu que faltando á aula entrou pela sala dentro para ir buscar a sacola, e não deixei..
No final da aula fez-me uma espera e juntamente com um outro aluno meum queixou-se de mim por não ter deixado e os outros deixa, e perante a minha resposta entre dentes mandou porcaria para o ar….
Claro que na aula seguinte lhe disse que ali poderia ser rebelde ou refilão ou chefe de claque, mas que lá fora da escola qdo ele quisesse poderia escolher a hora , o dia e o local para me chamar os tais nomes ditos no corredor.
Maio 23, 2010 at 9:28 pm
Meu caro Paulo.
Mande o senhor Daniel Oliveira ir dar uma curva à praia do Arrastão (só o nome do blog diz tudo o que essa gente é). Personalidades como esse senhor é a grande responsável pelo estado calamitoso a que chegou a educação em Portugal, os seus valores e a sua identidade. Ele e todos os outros “Calhaus” de Esquerda.
Mas uma coisa é certa, essa gente não me faz lavagem cerebral por muito que queira.
Maio 23, 2010 at 9:28 pm
Se avaliarmos de uma forma séria a ideia de que a escola deve estar centrada no aluno, não estaremos muito longe do conceito de que o poder deve ser entregue ao “colectivo” discente.
Se atentarmos à ideia chave do eduquês, estamos perto de uma ideologia consistente com um único objectivo:
a produção de uma nova geração de seres humanos sem qualquer relação de dependência com a escola do “passado” e com os seus representantes mais temidos, os professores com carisma e autoridade.
Daí termos assistido a um consistente e sustentado cilindrar de tudo o que remetesse para a escola “reprodutora”, o pesadelo, o fetiche da sociologia imbecil e preguiçosa que colonizou o intelectuariado do regime pós 25A.
Maio 23, 2010 at 9:30 pm
Provado que existem muitos Danieis, porque não pô-los (em regime de voluntariado, sem pagamento) a dar aulas de substituição de professoras grávidas?
Maio 23, 2010 at 9:31 pm
“Pagar mil euros por amesquinhar um aluno pela sua etnia é um castigo cuja justiça não sei avaliar completamente.
Mas olhem que multaria com gosto – mesmo se apenas com 10 euros – todo(a)s aquele(a)s que não é com ele(a)s aquilo que o(a)s rodeia a cada intervalo.”
Quanto mais fala sobre este assunto mais se enterra. Já disse que a entrada polémica não foi uma das suas mais felizes, uma das raríssimas vezes que foi um pouco sensível às críticas que lhe dirigiram. Não alimente a polémica, comparando o incomparável. Uma coisa é a falta de civismo entre alunos que grassa nas nossas escolas, que alguns professores ignoram, por múltiplas razões, outra coisa completamente distinta, por ser muito mais censurável, é um insulto racista dirigido a um aluno por um professor. Se não compreende a diferença (e eu sei que compreende porque não é estúpido) está a tentar, repito, racionalizar o absurdo.
Deixe cair o assunto, não alimente a novela, porque sobre educação existe muita coisa a (não) acontecer que merece a sua análise.
Maio 23, 2010 at 9:33 pm
Proposta de alteração do título:
Post escurecedor
Maio 23, 2010 at 9:33 pm
Num país onde ministros fazem “chifres” em pela Assembleia da República e há deputados que furtam gravadores a jornalistas, esperamos o quê da nossa sociedade?
Esperamos respeito? Virtudes? Valores?
É o país que temos resultado de anos e anos de inalteradas ideologias. Porreiro pá!
Basta andar pela nossas ruas, entrar em cafés e outros espaços públicos, para ver a postura educacional desta nova gente.
Depois existem os arautos dos “Arrastões”.
Maio 23, 2010 at 9:35 pm
#23,
Discordo da sua análise.
Maio 23, 2010 at 9:35 pm
Na minha escola os pretos é que têm saída com as miúdas brancas. Tudo o bicho exótico gera curiosidade. Só que às vezes a curiosidade engravida as gatas.
Maio 23, 2010 at 9:37 pm
#24
Maio 23, 2010 at 9:39 pm
Maio 23, 2010 at 9:42 pm
brincalhão
Não arranjas a versão masculina do video ?
Maio 23, 2010 at 9:45 pm
Pois, mas não estavas juridicamente obrigado a explicitar o que quer que fosse, ao contrário de TSantos. Este (ou alguém que lhe presta assessoria) deveria saber que quando se pretende que uma lei só comece a produzir efeitos a partir de determinada data, a lei deve referi-lo explicitamente, de acordo com o princípio da aplicação da lei no tempo.
Mas haverá alguém que não tenha a percepção, mínima que seja, do regabofe que se vive nas escolas? Basta saber que as leis vêm sempre de cima… e que o relacionamento com os alunos também conta para a avaliação dos professores. Será que um(a) professor(a) que exija comportamentos correctos e adequados ao espaço escola não passa a ser tido(a) como quezilento(a)? Lá se vai o excelente e, até, o muito bom!
Mais umas hipocrisias! Se as hipocrisias pagassem dívidas, Portugal estava salvo!
Declaração de intenções: estou-me nas tintas para tais classificações, não dou de barato o que entendo ser o meu dever, em conformidade com a minha consciência profissional!
Maio 23, 2010 at 9:48 pm
Quanto a este assunto , acho que estão a
tentar descredibilizar quem incomoda .
É assim em todo o lado . Até nas escolas !
E o Paulo tanto incomoda a esquerda como a direita …
Maio 23, 2010 at 9:50 pm
19 # Tollwut
Só são uns heróis quando estão em grupo…
Maio 23, 2010 at 9:50 pm
Uma injustiça. Para si, Helena …
http://www.rightpundits.com/?pp_album=main&pp_cat=&pp_image=world_nude_day.jpg
Maio 23, 2010 at 9:50 pm
Não é fácil qualquer ser mortal, isto é, qualquer zeco, lidar com as situações que se passam à nossa volta, quando temos a percepção de que os que se consideram imortais não o sabem fazer e nem o conseguem, sob pena de perderem o tachito. Então o que fazer? Agradeço ajuda graciosa, porque a pagar, já em tempos comprei e li os livros do daniel e de outros pedos e chego à conclusão que foi um grande desperdício. Apenas que tinham alguma qualidade literária.
Maio 23, 2010 at 9:52 pm
Hoje em dia, nas escolas, os professores têm que estar mais preocupados com a indisciplina e participações disciplinares do que em ensinar alguma coisa, principalmente em turmas de cursos CEF e Profissionais.
Maio 23, 2010 at 9:54 pm
#34
O homem precisa de ir ao ginásio!
Mas obrigadinha na mesma
Maio 23, 2010 at 9:55 pm
Visitei pela primeira vez o Arrastão e pelo que li, comentários incluídos, no post sobre o epifenómeno engordante da multa de 1.000€ fiquei com a impressão que o Bloco se desvinculou dos professores. Há mesmo retórica idêntica a alguma direita que nos acha calões e pouco desenvolvidos mentais.
Estranho, nós somos o novo proletariado da futura luta de classes, nós e os enfermeiros. Liderados, claro, pelos intelectuais heróicos dos comités.
Agora um pouco mais a sério: ter-se-ão dado conta que a ideologia do “bom selvagem” que apenas comporta na pedagogia o território do eduquês afasta irredutivelmente os professores do partido? Será premeditado ou é um acto falhado?
Maio 23, 2010 at 9:56 pm
Há gente que não faz a mínima ideia do que se vive nas escolas, no dia a dia. Eu percebi a ironia no texto do Paulo Guinote, o tal texto da celeuma, já não percebi, porém, as reações descabeladas de alguns escribas de serviço.
Fica-se atordoado como, a partir de um post que não faz nenhuma apologia a nada esconso, se reproduzem posts pela blogosfera num ai-jesus-que-nos-acuda.
Anda tudo marado, ou estaremos numa de analfabetismo funcional? Isto traduz o ambiente de desnorte que varre o nosso país de lés a lés! A raiva, a frustação gerais irrompem sobre até uma pobre formiga que vai a passar. Tempos comezinhos fazem os homens comezinhos.
Sempre que me é possível, faço um périplo por alguns blogs e fico indignada com a POSTURA de um tal Francisco Santos, suposto delegado sindical e não menos suposto professor, pela verborreia, tal torneira lassa, que deixa aqui e além, na máxima de quem “não é por nós, é contra nós”. A criatura não tem perfil para ser representante de um sindicato. Se não andasse tão mergulhada em papéis, faria um levantamento exaustivo dos epítetos, isto é, dos INSULTOS que tem escrito sobre os que vão escrevendo no Umbigo. Mas que orgão lhe dói??
A um suposto sindicalista e que seja HOMEM, a ter algo a discutir com A ou B, que o faça de forma clara e directa, e não nesta forma de fazer de todos quantos aqui comentam uns acolitados, uns yesmen and yeswomen, uns aleijadinhos mentais que acorrem ao chamamento de forma pavloviana.
Que visão da profissão, da sociedade, do mundo, terá um fulano como este?!
Excedi-me, peço desculpa.
Maio 23, 2010 at 9:58 pm
#33 Levy
São é do mais ordinário e sem educação que já vi, com tendência a piorar.
A vaga que vem do 1º ciclo é de colocar qq prof do 2º~ciclo em estado de guerra.
Maio 23, 2010 at 9:59 pm
Para a Helena e a Caneta…
Maio 23, 2010 at 10:00 pm
Deixe cair o assunto, não alimente a novela, porque sobre educação existe muita coisa a (não) acontecer que merece a sua análise.
Foi assim que os judeus foram parar ao forno..deixaram cair o assunto no esquecimento….
Maio 23, 2010 at 10:04 pm
40 #
Eu tive uns este ano, de um 5º ano, que 1º dia de aulas entraram no dentro da sala como se aquilo fosse um parque de diversões. Uns até se rebolaram no chão. Nunca tinham estado na escola, nunca me tinham visto na vida. No 1º dia de aulas, sai de lá com os cabelos em pé. Já para não falar das “competências” que trazem a matemática e a língua portuguesa…
Maio 23, 2010 at 10:06 pm
#43
“Eles” bem tentaram nos primeiros dias. Valeu-lhes de pouco a tentativa.
Maio 23, 2010 at 10:06 pm
Bulimunda # 41
Manda esse video para a sede do Bloco de Esquerda! Lá é que têm uma secção que se dedica a esse sector.
Maio 23, 2010 at 10:07 pm
#45
Hehe… Conhecimento de causa, ei?!
Maio 23, 2010 at 10:13 pm
Brincalhão# 29
Afinal são todas bonitas!!!
O grande problema são os novos “adiantados mentais” que por aí andam…
Maio 23, 2010 at 10:14 pm
O “politicamente correto” policia a linguagem.
Daniel Oliveira, neste caso, foi um chui da linguagem.
Não foi a primeira vez que faz esse papel de chui, não será a última.
É um atavismo do berloque de esquerda caviar.
Maio 23, 2010 at 10:15 pm
Os escarros e escarradelas nos corredores… Vamos a isso ou é apenas mais um tuga a achar que é anormal???
Maio 23, 2010 at 10:23 pm
#39,
Achei no FBook um dislate tal dele que guardei, mesmo percebendo que o apagou depois de postar no blogue. Só que no FBook ficou a rasquice.
#49,
Que dizer mais?
Há anos, foi em plena aula, uma miúda de 12 anos, não teve mais nada, e vai disto.
Foi arejar e chamado o paizinho para lhe ensinar maneiras uns dias depois.
Maio 23, 2010 at 10:26 pm
# 48
Eu já assisti ao dito cujo Daniel Oliveira ficar todo inflamado no programa “Eixo do Mal” contra quem chama “Cigano” aos ciganos…
Dizia o douto paternalista das palavras que “Cigano” significa “Egípcio”, coisa que os ciganos não são! Obviamente esqueceu-se o “inteligente intelectual” que esse termo deriva da passagem do povo cigano por essa região.
Enfim…patacuadas para entreter modernaços!
Maio 23, 2010 at 10:28 pm
Paulo Guinote disse:
“#23,Discordo da sua análise.”
É o que se chama uma opinião fundamentada…
Maio 23, 2010 at 10:32 pm
Kafka fundamentar pode-se fundamentar tudo..os alemães fundamentaram o genocídio..e não é por isso que ele -sendo fundamentado-pode ser aceite não é?
Maio 23, 2010 at 10:34 pm
É o que se chama polícia de costumes. À espreita.
Maio 23, 2010 at 10:37 pm
há muitos policias de costumes, muitos deles nem sabemos a cor politica deles.
Maio 23, 2010 at 10:39 pm
A propósito de “educação” em Portugal.
Quem ainda se lembra disto?
Depois admiram-se, pois é.
Claro que os professores que aturam coisas destas todos os dias e “NÃO CONSEGUEM MOTIVAR” os alunos são uma “cambada de incompetentes”…ah-ah-ah-ah e mais ah-ah! Que dizer desta senhora?
Porreiro pá!
Maio 23, 2010 at 10:44 pm
Também sou das pessoas que considera o uso de palavrões absolutamente inaceitável e costumo intervir sempre, às vezes para espanto de outros colegas que passam sem se importar, ou pelo menos, fazerem de conta que não ouvem. Acho que é este tipo de atitude que tem permitido que os corredores e espaços escolares sejam a selva que se conhece. Rapazes e raparigas que cada frase que dizem começa com a palavra terminada em alho e termina em -se. É certo que, por vezes, levo respostas do tipo “eu estava a falar consigo, por acaso” ou “os meus pais não se importam, o que é que tem a ver com isso”, “meta-se na sua vida” e outras mais vernáculas…frequentemente se desculpa dizendo “se formos a sancionar isso não fazemos mais nada”. Na verdade acho que as escolas deviam estabelecer regras muito específicas neste domínio e agir…enquanto isto não for feito não há educação que resista.
Maio 23, 2010 at 10:45 pm
RECORDAÇÕES.
Para que nunca se esqueça isto! NUNCA!
Maio 23, 2010 at 10:48 pm
Lamento mas o kafkazul tem razão: quanto mais o Paulo Guinote escreve sobre isto mais se enterra.
E os comentários que se vão lendo por aqui também não ajudam.
“Nas nossas escolas, não apenas à porta (e dentro das salas), existe um descontrole verbal enorme. Os palavrões, a agressividade, a expressão vocal, alto e bom som, de impropérios, preconceitos e ofensas das mais variadas são algo comum que TODOS NÓS ouvimos.”.
Também é verdade que há professores que ignoram os impropérios que ouvem, assim como há pessoas que nem pestanejam quando ouvem impropérios pela rua, etc.,etc.
Mas de que maneira é que isto justifica que um professor insulte um aluno? Ou estará a sugerir que, devido à (quase) completa impunidade com que estas coisas se passam, os professores também devem aderir à “moda” e passar a insultar alunos, colegas, encarregados de educação e outros membros da comunidade educativa “alto e bom som” através de “impropérios, preconceitos”?
Com o “ódio patológico” que aquelas criaturas do Jugular e do Arrastão (e das Confaps e do ME e seus derivados, etc.) parecem nutrir pelos professores, não acha que apenas lhes está a fornecer munição para nos atacar a todos, com essa sua atitude de fera acuada? Não acha que está a deitar por terra tudo o que tem conseguido, por exemplo, com a sua prestação no “Plano Inclinado”?
Como diz o sensato kafkazul: “Deixe cair o assunto, não alimente a novela, porque sobre educação existe muita coisa a (não) acontecer que merece a sua análise.”.
Maio 23, 2010 at 10:56 pm
Viva o ódio!
Que se sublimem os idiotas, os mendigos d’existência, já os viram fazer algo?
Então, eles que receiem!
Maio 23, 2010 at 10:56 pm
Não será o alter ego kafka ? o seu heterónimo? Ou um clone feminino?
ADMIRO AS PESSOAS TÃO sábias e tão certas do que é certo..
Tem filhos? Nunca se descontrolou e deu um tabefe num deles?
Maio 23, 2010 at 11:01 pm
fui ler o post, até o li duas vezes, e acho que o Daniel Oliveira tem razão. O Paulo foi um grande corporativista. A sentença do tribunal foi insuficiente, o professor devia ter sido chicoteado, empalado, apredejado e cuspido. Assim sim, podíamos ficar descansados.
um pouco mais a sério
Daniel Oliveira confirma a ideia que tenho sobre o Bloco, e que me tem impedido de votar nesses senhores: sonsos e pavões.
Haverá certamente excepções…
Maio 23, 2010 at 11:02 pm
Sempre que confronto um aluno com os palavrões que proferiu (o que é raro, pois, apercebendo-se, eles atiram logo um “Ó professora, desculpe) percebo que estou a mandar parar o vento. Como os pais (na sua maioria) os dizem, eles sentem-se legitimados para o fazerem. É a velha questão do exemplo.
Maio 23, 2010 at 11:10 pm
Mvaz #62
Não nos esqueçamos que o actual “Bloco de Esquerda” é o resultado de uma estranha mistura entre: estalinistas, trotkistas, alguns maoistas, ex-pcs zangados com a vida de cassete, pseudo-anarcas, ocupas parasitas, fumadores de charros, gays e respectivas lésbicas, intelectuais das avenidas novas e filhos de burgueses à procura da absolvição de classe.
Que esperar desta caldeirada?
Maio 23, 2010 at 11:12 pm
Poupe-me Bulimunda. Ou é proibido concordar com o/a kafkazul em nome da unicidade sindical?
Tenha juízo…
Maio 23, 2010 at 11:26 pm
Maio 23, 2010 at 11:40 pm
As virgens de esquerda são, de facto, muuuuuito selectivamente sensíveis!
E não é o Daniel Oliveira que preocupa; o que deve preocupar mesmo, são as resmas de esquerdalhos que infestam o universo educacionês e que têm idêntico sentido do politicamente correcto e idêntica propensão para julgamentos morais (eles chamam-lhes éticos, mas não sabem o que dizem.
Pobre país, este!
Maio 23, 2010 at 11:42 pm
Kt eu nem sou sindicalizado..quanto à união nos dias que correm nem nas famílias existe isso de união..é mais cada um por si e ponto…
Maio 23, 2010 at 11:52 pm
Eu também não sou sindicalizadO, Bulimunda. E, para que não haja equívocos, também não sou clone (e muito menos feminino) de quem quer que seja.
Ou também devo depreender que Bulimunda “Não será o alter ego do Fafe ? o seu heterónimo? Ou um clone feminino?”
Maio 23, 2010 at 11:56 pm
Nos cafés, nos transportes públicos, na rua e nos locais de trabalho ninguém confessa que votou na coisa.
Maio 23, 2010 at 11:59 pm
Foram os mortos..e eles andam por aí..mas só esta criança os Vê…
Maio 24, 2010 at 12:29 am
Não conheço o contexto da situação referida no post de que tanto se falou.
De qualquer modo, o professor que se referiu ao aluno nesses termos não pode fazê-lo.
Arranjem as desculpas que quiserem, mas não pode acontecer.
Maio 24, 2010 at 12:35 am
#67,
E eu não me apetecia entrar nisto……mas ó tt, sabes 1 coisa?
Vê lá se de vez em quando dizes alguma coisa inteligente.
Maio 24, 2010 at 12:36 am
#72
Não conhece, mas coiso.
E assim vamos como ilhas, rodeados de.
Já durmo. Não, não é por receio, é por medo.
Maio 24, 2010 at 12:39 am
#74,
Olha outro!
Maio 24, 2010 at 12:47 am
#74,
O que fazias, caso tivesses um filho preto e alguém lhe dissesse: “Entra lá, ó preto!”?
Adormecias….?
Maio 24, 2010 at 12:48 am
#39
tocaste na ferida!
Maio 24, 2010 at 12:50 am
E se fosse Chinês?
“Entra, ó chinoca!”
Não ficavas com os olhos em bico?
Hum?
Em tempo?
Maio 24, 2010 at 12:52 am
Ó mãe vai prá cama e deixa-te disso.
Os pretos são mais sexys e têm su-sexo com as garinas todas.
Maio 24, 2010 at 1:02 am
#39,
Tocou na ferida?!????????????
Mas afinal estamos a comentar o quê?
Não é o caso de um professor que, tendo um aluno pedido para entrar na sala de aula, lhe respondeu: “Entra, ó preto!”?
Conclusão: se alguns alunos se tratam mal e dizem palavrões, fazemos o mesmo; se andam à naifada, fazemos o mesmo; se o outro fez um gesto de cornos na AR, vamos todos fazer o mesmo, e assim sucessivamente…..
O que é que andam a snifar?
Maio 24, 2010 at 1:04 am
380
Vejo que não me entendeu…
Maio 24, 2010 at 1:05 am
#80
é para o 80.
Maio 24, 2010 at 1:08 am
#79,
Com as garinas da tua família também?
)
(sorriso. na dúvida mantém o charme)
Maio 24, 2010 at 1:11 am
#81,
Não entendi o quê?
Maio 24, 2010 at 1:13 am
Vêm aí o verão e o futebol. A partir de 10 de Junho começa o “stand-by” Nacional; em meados de Agosto a legislação oculta verá a luz do dia. Em Setembro cá estaremos.
Maio 24, 2010 at 1:21 am
#85,
….para as presidenciais e assim sucessivamente.
Maio 24, 2010 at 1:22 am
#85
Isso é que é perspicácia! Pena que o Paulo não esteja interessado em tocar essa tecla. Últimamente parece mais interessado em louvaminhas androides.
Maio 24, 2010 at 1:27 am
Supondo que todos os alunos da turma eram pretos, o professor apenas teria dito: “entra”. O esquema está mais do que gasto. As manobras de diversão encomendadas pelos boys não param de atafulhar os media.
Maio 24, 2010 at 9:39 am
A propósito, é importante ver este filme:
http://www.arte.tv/fr/mouvement-de-cinema/La-journee-de-la-jupe/2454604.html
http://video.google.com/videoplay?docid=4354626240006675506#
Maio 24, 2010 at 12:49 pm
Os alunos são pessoas a crescer. Felizmente não nascemos adultos e vamos fazendo asneiras e aprendendo com as asneiras. Aprendemos mais se ao lado tivermos quem, de modo tranquilo, nos vá chamando a atenção. A chamada de atenção só tem sucesso se eles souberem que são respeitados. É como com os nossos filhos.
Devo dizer-lhes que intervenho sempre – nas brigas, nos palavrões, na cuspidela, no lixo para o chão – e nunca fui mal tratada. Pelo contrário.
Maio 24, 2010 at 4:00 pm
Acho muito bem que mande calar os alunos e, o que tenho defendido, é apenas que a disciplina exige o exemplo. O meu post foi sobre o que foi e o senhor, mesmo depois de vinte cambalhotas, escreveu o que escreveu. Foi apenas a isso que reagi. E o seu post, mesmo insistindo em atacar pessoalmente, dá razão ao que escrevi.
Maio 24, 2010 at 4:34 pm
Educação é muito mais do que apenas um conjunto de regras de etiqueta ou de listas de palavras permitidas e proibidas. Chamar preto a alguém não é necessariamente um acto de racismo. Depende do contexto e da relação que se tem com o visado. Racismo é uma forma de conduta, que pode ou não manifestar-se na linguagem mas que se manifesta sempre nos actos. É por isso que sem se conhecer o historial da relação do professor em questão com os seus alunos, é abusivo tecer comentários demasiado assertivos. É verdade que há uma decisão de um tribunal e isso deve ser tido em conta. Mas penso que foi na relatividade da linguagem face à importância dos actos e da conducta, para além da desproporção de meios de defesa ao dispor de alunos e professores que o post bem disposto e irónico do Paulo teve lugar.
Maio 25, 2010 at 12:39 am
Quando não se tem a intenção de ofender mas se ofende, o melhor que há a fazer é entender-se com o ofendido.
Maio 25, 2010 at 12:52 am
#87,
Antes de 10 de Junho muita coisa se passará.
Vá com calma e cada coisa a seu tempo.
Maio 25, 2010 at 12:54 am
#91,
Pronto, fique lá o senhor Daniel oliveira com a razão toda que eu já não tenho pachorra para esse peditório.
Juízos de valor apressados e com escassa substância e conhecimento de causa foi o que fez, falhando por completo o qu estava em causa.
Depois foi só despejar aquele discurso politicamente correcto que já sabemos.