Santana Castilho no Público de hoje:
Conhecemos o texto do acordo. Mas não conhecemos as actas, que se presumem feitas, das discussões havidas na maratona de 14 horas de negociações que o antecederam. A consideração da classificação do desempenho para efeitos de graduação dos professores foi ou não objecto dessa discussão? Se foi, em que termos? Se não foi, por que não foi? Se não foi, que atenção mereceu nos três meses seguintes de reuniões sem fim?
Como se explica, considerado o traquejo da Fenprof e o profissionalismo dos seus assessores jurídicos, que não tenham visto que os resultados da contestada classificação do desempenho eram considerados para efeitos de graduação profissional, em sede de concurso? Estando lá e resultando da leitura cruzada de vários diplomas que se aplicavam, como foi possível cantarem de galo, de manhã, para engolirem o sapo, à tarde?
Já peço isso há demasiado tempo, muitos meses, mas é sempre bom que se junte mais uma voz e um dia o coro os obrigue a desistir do culto da opacidade.
Abril 28, 2010 at 10:23 am
‘tás a ver? É preciso pessoal de “peso” e com voz, mesmo que sejam balofos.
Abril 28, 2010 at 11:21 am
OS “zecos” ainda têm que penar muito para serem ouvidos. Nem que sejam doutores com as letras todas.
Abril 28, 2010 at 11:52 am
Mas ainda haverá lugar para dúvidas?
Abril 28, 2010 at 11:53 am
Há dias ouvi um elemento dirigente responsável do meu sindicato (o maior da FENPROF) dizer em off que “As actas das reuniões negociais são o segredo do sindicato mais guardado a sete chaves” e que “Fiz tudo para as ler mas até agora não consegui, porque só foi distribuída uma cópia a cada presidente”.
Bom – digo eu – realmente o que lá estará escrito não deve ser inócuo, porque segredos destes assim só mesmo os dos mistérios de Fátima guardados pela irmã Lúcia.
Realmente, os quadros sindicais e a Classe mereciam mais transparência…
Abril 28, 2010 at 12:05 pm
A esperança nunca deve morrer, mas se um coro de 100.000 não os moveu…
Abril 28, 2010 at 12:06 pm
#4
Claro… contrapartidas, contrapartidas…
Abril 28, 2010 at 12:34 pm
#4
Estou a ver que já está a mudar o seu discurso. Sente-se traido pelos seus, não é?
Abril 28, 2010 at 2:47 pm
Olhem, eu imaginava que nem actas haveria.
Ou então, que nunca sairiam do segredo dos deuses, a menos que haja um assalto aos cofres de actas.
Abril 28, 2010 at 3:03 pm
#8
Nem sequer a localização se sabe… caso contrário, já tinha havido fugas. Um cano roto e velho acaba sempre por rebentar por algum lado!
Abril 28, 2010 at 3:06 pm
39, Nem umas escutazinhas?
Abril 28, 2010 at 3:08 pm
#10
Se existem, não tenho conhecimento delas…
Abril 28, 2010 at 3:08 pm
Que tal uma petição a favor da divulgação “dajáctas”?
Abril 28, 2010 at 3:09 pm
#11
Se tenho conhecimento delas, nunca confirmaria a sua existência.
A typical Moebius loop!
Abril 28, 2010 at 5:38 pm
#4,
Eu tenho uma ideia relativamente próxima do que estará na acta feita numa das salas.
Porque não me parece que exista só uma.
Os pequenitotes que não assinaram estiveram reféns mas com escasso conhecimento.
Interessar mesmo, é uma delas.
Disseram-me que era prática ficarem públicas mas que, ora lá, era preciso os juristas do ME validarem juridicamente o conteúdo.
Só espero que não sejam reescritas à revelia.
Seria chato.
È que querer as actas dos submarinos (essas sim potencialemte delicadas para o conhecimento público) e não quererem as do “acordo” tem água no bico.
Mas aposto que anda por aí um comentador que as conhece e que, para desviar atenções, anda a atirar com nuvens de fumo paleográficas e outras tentativas de difamação para ocultar…
Abril 28, 2010 at 5:57 pm
Não existe por aí um ditado que diz qualquer coisa do tipo “quem não deve não teme”?
…
Abril 28, 2010 at 7:04 pm
Há um comentador que conhece as actas?
Que tal pôr-lhe uma escuta
Abril 28, 2010 at 7:10 pm
Quem?
Abril 28, 2010 at 7:55 pm
Tenho a informação que a acta está a ser redigida e será lida e aprovada numa próxima reunião a realizar…expressamente para o efeito!!!!
Maio 4, 2010 at 5:02 pm
O Mário Nogueira (MN) leu o meu anterior comentário aqui. E vai daí, ontem na concentração de 50 quadros sindicais e uns 5 ou 6 professores contratados, chamou-me e deu a sua versão dos factos pedindo para a divulgar aqui: Que o projecto de acta de dia 7 de Janeiro ainda não tinha sido enviado á FENPROF que, portanto, o desconhecia.
Bom, o dirigente do meu sindicato – que citei em discurso directo no comentário anterior – não se referiu a “acta” (no singular) mas sim a “actas” negociais (no plural).
Portanto, resta-me concluir que ele e MN falam de documentos distintos.
E o mistério permanece…
Maio 4, 2010 at 5:22 pm
Ex-acta-mente!