Da última vez foi o que se viu. O ME propôs asneira e o grupo parlamentar maioritário do PS, em especial pela pena da deputada Odete João, reforçou o tom e criou aquela coisa que temos por aí.

O que era mau, ficou pior.

Desta vez temos uma proposta do ME que não é grande coisa e uma casa de doidos à espera para fazer o cozinhado.

Resta saber se o PS vai virar à esquerda ou à direita nos acordos para aprovar o novo Estatuto do Aluno.

À esquerda temos o lirismo habitual de se pensar que vamos lá só com palmadinhas e beijinhos nas bochechas rosadas. À direita alguma boa retórica, mas alguma dificuldade em concretizar certas ideias. Leia-se o final da peça do Público:

Para já, os deputados fazem análises opostas: José Manuel Rodrigues, do PP, considera a proposta do Governo promotora do facilitismo, enquanto Ana Drago, do Bloco de Esquerda, e Rita Rato, do PCP, lamentam o sentido punitivo das alterações. Outros deputados, sindicalistas e professores contactados ainda não tinham lido a proposta.

Receio que a opção pelo acordo à esquerda acabe numa aliança eduquesa que deixe tudo na mesma, cheia de paninhos quentes e água de malvas.

A Ana Drago e a Rita Rato podem ter as melhores intenções, mas faz-lhes falta uma abordagem menos ideologizada das coisas. A realidade tem, infelizmente, todas as cores, não apenas tons suaves e primaveris.