Só ontem vi, na internet, o “plano Inclinado” com o Paulo.
Em geral, a qualidade foi a que se esperava.
Aqui saliento apenas dois pontos, um positivo e outro negativo.
Começo pelo que eu considero o mais positivo de todo o programa: a explicação dada logo no início. Nem sempre os professores, interpelados pela comunicação social de forma intempestiva, sob a pressão de acontecimentos extremos nas escolas (por exemplo, suicídios), encontram as melhores condições para passar a mensagem necessária para que o público se aperceba dos contornos essenciais de uma situação que é aflitiva em imensos aspectos. Neste sentido, o programa ofereceu uma oportunidade muito rara e eu, como cidadão, estou grato ao Paulo por não a ter enjeitado. Mesmo correndo o risco, que Paulo certamente também não desconhece, de “compactuar” com a agenda política de Pinto Balsemão.
Um aspecto negativo que revela a complexidade da discussão nestas matérias. Não foi uma nem duas, mas três vezes que os convidados residentes do programa, Nuno Crato e Medina Carreira colocaram sobre os sindicatos – por estes se oporem à prova de ingresso – a responsabilidade de alguma falta de qualidade dos cursos superiores da educação. Paulo Guinote decidiu não desenvolver o tema, abrindo imediatamente a polémica e arriscando-se a consumir nela um recurso demasiado escasso, o seu tempo de antena. Eu apoio o Paulo nessa sua decisão, pois acho que o mais importante é manter a “janela aberta”, para que mais aspectos de grande gravidade se tornem conhecidos. Mas ainda alimento a esperança de que algum dia o público se aperceba de que, também na supervisão dos cursos superiores, o Ministério (que antes era comum, agora está fatiado) se comporta como uma nulidade.
* Os indivíduos estabelecem um conjunto de comportamentos chamados papéis
* Estes papéis fixam as expectativas que governam as relações entre os indivíduos
* A definição dos papéis é fonte de confusão
Equipa
* Os membros tem um entendimento comum sobre como devem desempenhar os seus papéis
Identidade:
Grupo
* Não há, porque falta a coesão
Equipa
* Há uma compreensão clara sobre qual é o trabalho da Equipa e porque é importante
* Os membros são capazes de descrever os propósitos da Equipa, assim como as normas e valores por que se rege
Coesão
Grupo
* O grupo não é capaz de gerar coesão
* Pertencer ao grupo deixa espaço para que cada um permaneça sozinho enquanto indivíduo
Equipa
* Há ligações estreitas de camaradagem
* Os membros sentem-se parte da Equipa
* Os membros geram factores de unidade
* Os membros expressam-se mais em termos de nós que em eu ou mim
Dinamizadores
Grupo
* O grupo tende a desanimar com questões triviais
Equipa
* As equipas usam dinamizadores para manterem o rumo face às adversidades
Comunicação
Grupo
* A expressão dentro do grupo centra-se no indivíduo
* Prevalece a posição individual
* A defesa de posições pessoais transforma-se num objectivo em si próprio
Equipa
* Os membros sentem-se vinculadas a expressar-se abertamente
* Os membros sentem que podem expressar-se sem receios
* As diferenças de opinião são valorizadas e os métodos de resolução dos conflitos compreendidos
* Cada um tem consciência das forças e fraquezas próprias e alheias
Flexibilidade
Grupo
* A maior parte dos grupos é rígida
* A rigidez tem várias causas:
o Defesa de posições pessoais
o Sistema retributivo individual
* É difícil capitalizar as forças de todas as pessoas, porque alguém tem que ceder o seu campo de acção para que outro tome o lugar
Equipa
* Os membros encontram-se disponíveis para tarefas de natureza diversa em função das necessidades do momento
* As responsabilidades da acção e da liderança são partilhadas
* As capacidades de cada membro são reveladas e utilizadas
Por uma daquelas coincidências em que só os distraídos profissionais não reparam, o DN publica hoje (dois dias depois do Congresso da Fenprof) mais uma entrevista de branqueamento da sorridente “ministra” da Educação: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1553963
O excerto escolhido, para chamada na primeira página para as três de bla-bla, foi: “Não me parece que a linguagem de guerra dos sindicatos resolva”.
Vai dar um nutrido post, a colocar na hora do telejornal umbiguista, com adequados comentários editoriais, na linha de isenção e objectividade a que estamos habituados.
Digo eu que não sou profeta.
O ingresso na carreira é uma questão que, mais tarde ou mais cedo, tem de ser seriamente abordada.
Todos sabemos que a qualidade dos cursos de formação de professores e respectivos critérios de avaliação variam imenso de escola para escola. Deixar que isto se repercuta, sem mais, nos concursos de ingresso na profissão é tão ou mais injusto do que a bonificação das classificações de mérito que o ME pretende fazer.
Mas também não faz sentido andar 5 anos a estudar e fazer estágio num curso que só dá para aquilo – ser professor – e no final vir um exame determinar quem serve e quem não serve para a profissão. Ou quem só servirá no dia em que houver mesmo muita falta de professores.
Penso que a selecção dos futuros professores terá de existir, mas deverá ser integrada no próprio processo de formação, o que implicará um conjunto de medidas que eventualmente não serão fáceis de implantar nem populares:
1. Redução do número de vagas nos cursos de professores – algo que os privados teriam também de cumprir, como condição para poderem proporcionar estágios aos seus alunos;
2. Um processo de selecção ao longo destes cursos que permitisse identificar casos de manifesta incapacidade científica e/ou pedagógica para desempenhar bem a profissão, permitindo encaminhar essas pessoas para outros cursos e formações mais adequadas ao seu perfil.
3. Responsabilização do ME neste processo, que deveria promover um acompanhamento dos futuros professores, no contexto do estágio obrigatório numa escola, destinado a assegurar a qualidade da formação e uma uniformização dos critérios da sua avaliação.
«Eu gosto muito de portos. Os portos dão-nos o leite, o queijo, a carne, o peixe e a pele para a gente fazermos casacos. E também nos dão os estivadores que estivam que a gente estêjamos bem.
Além disso, os portos também servem para levar algumas pessoas para o raio que as parta e deixá-las por lá “ad aeternum” (não sei o que isto quer dizer, mas foi a professora das “Nobas” que me ensinou).
Eu gosto muito de portos.
Quando for grande quero ser um porto (ou lisboa ou abragão ou coreixas, também serve)».
#17
o autor do blogue defende uma prova de admissão e provas públicas para progressão na carreira que permitam aos “bons” professores, i.e. com doutoramento em Ciências da Educação se possam distinguir dos professorzecos que só ensinam e ajudam a aprender.
Apesar de compreender e reconhecer a barbáride que mencionas, por ter já visto esse “filme” algumas vezes, também é certo que ter um doutoramento não é condição sine qua none para que se seja “bom”.
«Das últimas vezes em que vimos os professores reunidos foi em 8 de Novembro de 2009. Juntaram-se 120.000 em Lisboa que, na falta de outro a jeito, viram o sindicalista Mário Nogueira em bicos-de-pés e fizeram-no prometer, ali mesmo, que a “luta” só parava quando o modelo de ADD fosse suspenso.
O Mário Nogueira depressa esqueceu o prometido e, num abrir e fechar de olhos, intrujou os professores. Não os sindicalistas. Em 8 de Janeiro assinou com a Isabel Alçada o”acordo” que mantém o mesmo modelo de avaliação.»
Com o clima de total javardice (oportunismo, vigarices, … ) instalado nas escolas, provas públicas (porque são públicas) dão muito maiores garantias de justiça.
#8,
António,
Essa ideia de qualquer aparição poder estar dependente de agenda alheia seria muito complicada de levar a sério pois, nesse caso, também uma recente aparição do MNogueira no “expresso da meia-Noite” padeceria do mesmo mal.
Para mim o mais importante foi que não me colocaram qualquer limitação ao que eu iria dizer ou quando disse.
E não vale a pena virem aqui outros (que não o António) acenar com “fantasmas”.
Eu colocaria ainda uma questão: porque é que – repesentando dezenas de milhares de associados – os sindiocatos são sempre representados pelos mesmos rostos? Maioritariamente o MN e secundariamente o Dias da Silva, que toda a gente sbe que não conhecem o quotidiano dário da sala de aula há anos e anos?
Porque não deixam falar outros dirigentes que até dão aulas?
Só eles sabem o que dizer?
A Fenprof, a FNE e todos os sindicatos nãop têm mais quadros capazes de falar em prime-time?
Alguém me explica essa concentração personalizada do discurso em nome dos docentes?
#27
Eu concordo que se assuma o risco, porque penso que aquilo que está em causa é mais valioso que o preço que é pedido. Nem sequer disse que tais contas de deve-haver tenham sido feitas por outrem que não eu próprio.
Há quem não se lembre e há quem diostorça as coisas.
A Fernanda sei que se deve ter esquecido e não quis pesquisar textos no Blogue.
O observador sei que distorce voluntariamente a análise.
1) Defendi e defendo a existência de provas públicas para progressão na carreira, sem quotas adjacentes.
2) Não defendo a prova de ingresso mas sim uma clara fiscalização do funcionamento dos cursos de formação de professores.
3) Nunca defendi tratamento diferenciado com base na habilitação académica dos docentes e acho de extremo mau gosto que mestrandos recentes se tentem elevar acima do próprio chinelo.
Isto está escrito de forma abundante, talvez o calor faça esquecer o distorcer, por conveni~encia ocasional.
Outra coisa que defendo: que ninguém que se queira chamar professor – tirando por razões de saúde – possa estar de forma indefinida sem dar aulas. Sejam, directores, coordenadores, sindicalistas, o que for.
Professor que se orgulha de o ser deve dar aulas.
Talvez seja mais por aqui a minha divergência com alguns representantes vitalícios da classe operária”.
António,
Há uma tentação enorme para o afunilamento da opinião.
Critica-se isso aos “outros”, mas depois há quem defenda com unhas e dentes o monopólio da “voz” dos professores.
Eu não me arrogo do direito ou pretensão de representar mais do que a mim mesmo.
Se eu digo o que se passa nas escolas, enquanto outros debitam fórmulas gastas e repassadas é um problema que me transcende.
Digo we repito: falarei ou escreverei quando mo pedirem, ou quando consiga (aqui no blogue), seguindo apenas a minha consciência e nenhuma “agenda” alheia.
Se andasse em busca de “algo” tinha aceite certas sugestões…
Será que por as ter afastado, por não me deixar “enquadrar” e diluir, há queme steja aborrecido?
#27
Paulo, ambas as coisas são necessárias. A agenda sindical, por virtude da gravidade da ofensiva de Sócrates (na verdade, até penso que foi a OCDE, Sócrates é apenas quem põe a minhoca na coisa), tem sido dominada pela carreira docente e pela avaliação. Mas ainda que outros temas de índole sindical tivessem actualidade candente, nunca esgotariam a multiplicidade de relações que enformam a vida dos professores na escola. Não vejo é porque se assacam aos sindicatos – genericamente falando – as consequências das opções editoriais dos órgãos de comunicação. Também ficava confrangido com o facto de as oportunidades de expressão oferecidas aos professores – fora das agendas sindicais – serem tão minguadas que tornavam impossível escoar a razão da revolta, o que começou a ser feito no último programa do plano Inclinado.
Não me parece que uma organização, qualquer que seja, consiga preencher exaustivamente as necessidades de relacionamento de quem quer que seja. Haja espaço para tudo.
Usando uma fórmula narrativa muitas vezes próxima do cinema de animação o canadiano Delisle retrata a sua experiência por terras da ideologia Juche. Soubesse ele como os seus conterrâneos tão prontamente se adaptariam aos preceitos da versão coreana do comunismo e teria poupado uma longa viagem. Mas a compaixão é mais forte e o repórter acidental acaba por justificar a deslocação pela forma como se deixa impregnar pelo ambiente e pelas pessoas que o rodeiam. Assim nasce uma obra de arte.
A servidão é pronta a instalar-se porque se suporta na lei mais forte, a do menor esforço. Não é contra a tirania que é preciso lutar: é contra a preguiça. Não é contra a fome que é preciso guerrear: é contra a ignorância. Não é a maldade que é preciso vencer: é o medo.
Se acho que deve servir para mudar de escalão, acho que deve ser baseada nyum relatório do trabalho feito, defendido publicamente e não de forma confidencial.
Acho estranhjo, repito, muito estranho, que um(a) professor8a) hesite em apresentar publicamente uma aula sobre o seu trabalho.
Longa vida ao camarada Kim Yong Il, criador das mais altas montanhas e de todas as outras, e filho do imortal Kim Il-Sung, libertador da Coreia e grande pai da nação.
#45
Muito consumo de posts umbiguistas pode levar, de facto, a faltas de rigor. Como terá sucedido com a afirmação de que o PG defenderia a prova de admissão. Pelos vistos, tem sobre o assunto uma posição igual à da Fenprof. Comprova-se assim que mesmo no pensamento mais maniqueísta é possível encontrar excepções.
“…acho que deve ser baseada nyum relatório do trabalho feito, defendido publicamente e não de forma confidencial.
“Acho estranhjo, repito, muito estranho, que um(a) professor8a) hesite em apresentar publicamente uma aula sobre o seu trabalho.”
Já não estou a entender nada.
Afinal o que defende? Uma prova pública sobre o trabalho realizado ou dar uma aula pública sobre o trabalho realizado (a quem?)
Ou é a mesma coisa?
Ou é ainda dar 1 aula aberta ao público aos alunos?
Discordo, seja qual for a hipótese.
“A justiça e transparência” não são resolvidas com estas provas/aulas, etc.
#51
Não me referi à paisagem, dado o contexto.
Noutras circunstâncias, poderemos comparar as posições da província com as da capital.
Sobre o modelo de gestão, por exemplo.
#54
Lá no fundo a Fenprof queria um modelo de Gestão onde os seus dirigentes pudessem ocupar o lugar de chefia nas escolas. Como isso não é possível, nem desejável arranjaram-lhe outra roupagem.
Aulas públicas já eu dou a diário, e se nelas algo ocorre (de bom ou mau) que fuja à norma de certo será veiculado pelos alunos, auxiliares do bloco, alguns colegas meus e num ápice chegará ao muro das lamentações que é o gabinete da Direcção.
Mais transparentes e públicas do que estas aulas, impossível. Quando a temperatura sobe, como hoje, até são dadas de porta aberta.
Estar perante uma plateia a defender o que faço ou não fiz, para quem como eu tem facilidade de comunicação não passa de uma mera feira de vaidades, para os outros pode tornar-se um momento traumatizante que nada revela do seu desempenho profissional em contexto sala de aula.
Será meu o defeito, certamente, mas não estou a ver exactamente o que se pretende com a tal aula pública…
Será uma coisa parecida com umas provas, salvo erro de aptidão pedagógica, que havia nos anos 80, nas universidades, para assistentes que não tinham mestrado?
Ou será uma aula igual às outras, com uns adultos a assistir lá atrás?
Ou antes uma aula especial, tipo um “best of” com muito “show off”, onde o professor demonstra as habilidades todas que sabe fazer?
… sobre a prova, as provas, a qualidade do ensino superior , o exame de estado para admissão à carreira …
Ao contrário do que a maioria possa pensar essas coisas existiram ou existem no nosso sistema de ensino. Não consta que tivessem dado pior resultado do que qualquer outro método. O exame para a admissão à carreira de professor existe em França por exemplo. E é puxadinho.
O método era simples (no meu tempo): o júri dá 2 temas e a malta tem umas horas para preparar as aulas e os materiais. Depois dá a aula pública. Há também provas práticas.
Boa tarde!
Hoje a minha tutoranda (retida pela 2ª vez no 6º ano, com 14 anos) pergunta:
- A professora ganha bem?
- Se não ganhasse, não andava aqui a aturar-vos…
- Mas não fazem nada…
não tenho tempo nem para pôr virgulas por isso agradeço que releia o S. por mim de qualquer modo não tenho conhecimentos de russo suficientes para ler a edição que uma amiga me ofereceu em Moscovo e a tradução amaricada é como se sabe manhosa e errónea embora tenha deixado escola oh se deixou mas enfim
#70
Responda-me só se tiver tempo, num dos intervalos da sua vida múltipla e atarefada:
A amiga russa era ainda da era soviética?
Se afirmativo, antes ou depois de Krutchev?
É importante para mim essa resposta.
“ao princípio é simples fala-se sózinho bebem-se certezas num copo de vinho” logo a seguir são os elefantes que como não podia deixar de ser são rosados
A mim, pessoalmente, tanto se me dá como se me deu a forma da tal aula.
Acho que como sistema a aula deveria incidir em parte na defesa do trabalho desenvolvido e num projecto para o escalão seguinte, em particular se isso significasse- como defendo – a possibilidade de diferenciação funcional na carreira (dando sempre aulas).
Mas se querem uma aula com assistência, por mim…
Volto a dizer que nem sempre se distingue com clareza aquilo que eu considero mais correcto como “regra” e o que me convém (ou não) a mim.
#78
Não vale a pena falar nisso agora. Se calhar daqui a uns 20 anos volta-se a pensar no assunto.
É mais fácil uma carreirinha simples do que algo mais complicado.
Critiquei quem tinha construído um modelo semelhante a esse e no fim optou pelo que aí vem.
#76
Fica registado:
“Conheço a técnica de lançar o boato, o rumor, querendo passá-lo por verdade, visando desacreditar…”
Pela minha parte, não conheço, não divulgo, nem pratico.
Fui mesmo induzido em erro, ou traído pela memória (no entanto, com vagar, verei comentários antigos…), por julgar que uma posição a favor da prova pública pressupunha também a prova de admissão, tal como o Nuno Crato defende e os arautos do “anti-eduquês” (seja lá o que isso for) proclamam.
#86,
Repito o que afirmei pois, conhecendo eu o “rigor” das pesquisas aqui no blogue, dificilmente algo aconteceria por “distracção”
Mas pesquise, se desconfia.
peça a algum camarada, daqueles que alinhavam citações minhas quando dava jeito, por vezes sem as perceber.
A confusão que alega entre prova pública e prova de admissão é equivalente a confundir um exame para passar de ano na Faculdade com um exame para entrar na Faculdade.
O que o Nuno Crato defende, ele escreve e defende.
O que eu defendo, escrevo e defendo.
Não me parece que partilhar algumas ideias nos torne siameses em tudo.
Já vi muita gente em programas televisivos, em comunhão de intuitos (era madrugada de dia 8 de Janeiro) que agora parecem ter uma ideia muito diversa do que se passou…
Se seguir o link que colocaram lá mais para cima, poupa-me uma trabalheira de (d)escrita.
O “confidencial” é o que resulta da actual confidencialidade do processo de ADD, em que o relatório ou FAA pode conter qualquer coisa, que ninguém sabe de anda, a menos que o próprio deixe.
Vou chegar à conclusão que o público, neste processo e operacionalização da coisa na escola que temos, com a gestão escolar que temos, “já não pode conter qualquer coisa”.
(Mas agora fiquei a pensar naquela ideia da “carreirinha fácil vs carreirona mais complicada…..pano para mangas, meus caros….e de alpaca.)
#96,
Eu concordo com o Arlindovsky.
Há muita gente que se rendeu à vidinha, achando que bastam as aulas para a vida ser complicada.
Até têm razão, mas em termos 2estratégicos” é um erro grave, demasiado grave.
Abril 27, 2010 at 7:44 am
Infinitas reflexões/ projecções de um estadista!
Abril 27, 2010 at 8:12 am
Bom dia!
Abril 27, 2010 at 8:15 am
Bom dia!
Abril 27, 2010 at 8:20 am
Bom dia! Cá estou eu, já dentro da escola, pois, com as greves, às 5:45 já cá estava à estacionado junto ao portão… Vai ser um dia looooongoooo!
Abril 27, 2010 at 9:03 am
http://mairdenuboske.blogspot.com/2010/04/profblog-encerra-servico-amanha.html
3-0 para os ácaros…
Abril 27, 2010 at 9:05 am
Bom dia.
João Francisco, toma mais um cafézinho…
Abril 27, 2010 at 9:11 am
Visto ao microscópio, é um gigante, o Kim deles.
O nosso, em tamanho natural já dava uma estátua jeitosa.
Abril 27, 2010 at 9:14 am
Só ontem vi, na internet, o “plano Inclinado” com o Paulo.
Em geral, a qualidade foi a que se esperava.
Aqui saliento apenas dois pontos, um positivo e outro negativo.
Começo pelo que eu considero o mais positivo de todo o programa: a explicação dada logo no início. Nem sempre os professores, interpelados pela comunicação social de forma intempestiva, sob a pressão de acontecimentos extremos nas escolas (por exemplo, suicídios), encontram as melhores condições para passar a mensagem necessária para que o público se aperceba dos contornos essenciais de uma situação que é aflitiva em imensos aspectos. Neste sentido, o programa ofereceu uma oportunidade muito rara e eu, como cidadão, estou grato ao Paulo por não a ter enjeitado. Mesmo correndo o risco, que Paulo certamente também não desconhece, de “compactuar” com a agenda política de Pinto Balsemão.
Um aspecto negativo que revela a complexidade da discussão nestas matérias. Não foi uma nem duas, mas três vezes que os convidados residentes do programa, Nuno Crato e Medina Carreira colocaram sobre os sindicatos – por estes se oporem à prova de ingresso – a responsabilidade de alguma falta de qualidade dos cursos superiores da educação. Paulo Guinote decidiu não desenvolver o tema, abrindo imediatamente a polémica e arriscando-se a consumir nela um recurso demasiado escasso, o seu tempo de antena. Eu apoio o Paulo nessa sua decisão, pois acho que o mais importante é manter a “janela aberta”, para que mais aspectos de grande gravidade se tornem conhecidos. Mas ainda alimento a esperança de que algum dia o público se aperceba de que, também na supervisão dos cursos superiores, o Ministério (que antes era comum, agora está fatiado) se comporta como uma nulidade.
Abril 27, 2010 at 9:37 am
Papéis e responsabilidades:
Grupo
* Os indivíduos estabelecem um conjunto de comportamentos chamados papéis
* Estes papéis fixam as expectativas que governam as relações entre os indivíduos
* A definição dos papéis é fonte de confusão
Equipa
* Os membros tem um entendimento comum sobre como devem desempenhar os seus papéis
Identidade:
Grupo
* Não há, porque falta a coesão
Equipa
* Há uma compreensão clara sobre qual é o trabalho da Equipa e porque é importante
* Os membros são capazes de descrever os propósitos da Equipa, assim como as normas e valores por que se rege
Coesão
Grupo
* O grupo não é capaz de gerar coesão
* Pertencer ao grupo deixa espaço para que cada um permaneça sozinho enquanto indivíduo
Equipa
* Há ligações estreitas de camaradagem
* Os membros sentem-se parte da Equipa
* Os membros geram factores de unidade
* Os membros expressam-se mais em termos de nós que em eu ou mim
Dinamizadores
Grupo
* O grupo tende a desanimar com questões triviais
Equipa
* As equipas usam dinamizadores para manterem o rumo face às adversidades
Comunicação
Grupo
* A expressão dentro do grupo centra-se no indivíduo
* Prevalece a posição individual
* A defesa de posições pessoais transforma-se num objectivo em si próprio
Equipa
* Os membros sentem-se vinculadas a expressar-se abertamente
* Os membros sentem que podem expressar-se sem receios
* As diferenças de opinião são valorizadas e os métodos de resolução dos conflitos compreendidos
* Cada um tem consciência das forças e fraquezas próprias e alheias
Flexibilidade
Grupo
* A maior parte dos grupos é rígida
* A rigidez tem várias causas:
o Defesa de posições pessoais
o Sistema retributivo individual
* É difícil capitalizar as forças de todas as pessoas, porque alguém tem que ceder o seu campo de acção para que outro tome o lugar
Equipa
* Os membros encontram-se disponíveis para tarefas de natureza diversa em função das necessidades do momento
* As responsabilidades da acção e da liderança são partilhadas
* As capacidades de cada membro são reveladas e utilizadas
Glen Alleman, Grupo versus Equipa
Abril 27, 2010 at 9:41 am
Por uma daquelas coincidências em que só os distraídos profissionais não reparam, o DN publica hoje (dois dias depois do Congresso da Fenprof) mais uma entrevista de branqueamento da sorridente “ministra” da Educação:
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1553963
O excerto escolhido, para chamada na primeira página para as três de bla-bla, foi: “Não me parece que a linguagem de guerra dos sindicatos resolva”.
Vai dar um nutrido post, a colocar na hora do telejornal umbiguista, com adequados comentários editoriais, na linha de isenção e objectividade a que estamos habituados.
Digo eu que não sou profeta.
Abril 27, 2010 at 9:57 am
#8:
O ingresso na carreira é uma questão que, mais tarde ou mais cedo, tem de ser seriamente abordada.
Todos sabemos que a qualidade dos cursos de formação de professores e respectivos critérios de avaliação variam imenso de escola para escola. Deixar que isto se repercuta, sem mais, nos concursos de ingresso na profissão é tão ou mais injusto do que a bonificação das classificações de mérito que o ME pretende fazer.
Mas também não faz sentido andar 5 anos a estudar e fazer estágio num curso que só dá para aquilo – ser professor – e no final vir um exame determinar quem serve e quem não serve para a profissão. Ou quem só servirá no dia em que houver mesmo muita falta de professores.
Penso que a selecção dos futuros professores terá de existir, mas deverá ser integrada no próprio processo de formação, o que implicará um conjunto de medidas que eventualmente não serão fáceis de implantar nem populares:
1. Redução do número de vagas nos cursos de professores – algo que os privados teriam também de cumprir, como condição para poderem proporcionar estágios aos seus alunos;
2. Um processo de selecção ao longo destes cursos que permitisse identificar casos de manifesta incapacidade científica e/ou pedagógica para desempenhar bem a profissão, permitindo encaminhar essas pessoas para outros cursos e formações mais adequadas ao seu perfil.
3. Responsabilização do ME neste processo, que deveria promover um acompanhamento dos futuros professores, no contexto do estágio obrigatório numa escola, destinado a assegurar a qualidade da formação e uma uniformização dos critérios da sua avaliação.
Abril 27, 2010 at 10:41 am
http://mairdenuboske.blogspot.com/2010/04/al-sada-been-qualquer-coisa.html
Abril 27, 2010 at 10:48 am
Bom dia.
Abril 27, 2010 at 11:36 am
Uma sociedade educada para a solidariedade:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1554383
Abril 27, 2010 at 11:57 am
Redacção – Os portos
«Eu gosto muito de portos. Os portos dão-nos o leite, o queijo, a carne, o peixe e a pele para a gente fazermos casacos. E também nos dão os estivadores que estivam que a gente estêjamos bem.
Além disso, os portos também servem para levar algumas pessoas para o raio que as parta e deixá-las por lá “ad aeternum” (não sei o que isto quer dizer, mas foi a professora das “Nobas” que me ensinou).
Eu gosto muito de portos.
Quando for grande quero ser um porto (ou lisboa ou abragão ou coreixas, também serve)».
Li
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/consola.html?mul_id=13249788
Abril 27, 2010 at 12:32 pm
#10,
Passaram do beijinho para o arrufo?
Não me meto nisso. Combinem um cházinho e reconciliem-se.
Abril 27, 2010 at 12:39 pm
Bom dia.
#8,
Também reparei que o Paulo não foi por aí.
Pelas razões que apontou, ou então porque o Paulo não vê grande problema nessas provas de ingresso.
Não me lembro já da opinião do autor do blog sobre isto.
Abril 27, 2010 at 1:07 pm
A lovely sunny afternoon.
Abril 27, 2010 at 1:18 pm
#17
o autor do blogue defende uma prova de admissão e provas públicas para progressão na carreira que permitam aos “bons” professores, i.e. com doutoramento em Ciências da Educação se possam distinguir dos professorzecos que só ensinam e ajudam a aprender.
Abril 27, 2010 at 1:26 pm
Bom dia!
Abril 27, 2010 at 1:26 pm
#17
Ver detalhadamente em:
http://www.opiniaosocialista.org/02dossie04.htm
Abril 27, 2010 at 2:12 pm
BD sobre um “ganda e kerido líder” ou clones dum “ganda e kerido líder”?!
Abril 27, 2010 at 2:14 pm
#21,
A das provas públicas já conhecia. Na altura(e agora) fui contra esta ideia.
Abril 27, 2010 at 2:17 pm
#19
Apesar de compreender e reconhecer a barbáride que mencionas, por ter já visto esse “filme” algumas vezes, também é certo que ter um doutoramento não é condição sine qua none para que se seja “bom”.
Abril 27, 2010 at 2:25 pm
«Das últimas vezes em que vimos os professores reunidos foi em 8 de Novembro de 2009. Juntaram-se 120.000 em Lisboa que, na falta de outro a jeito, viram o sindicalista Mário Nogueira em bicos-de-pés e fizeram-no prometer, ali mesmo, que a “luta” só parava quando o modelo de ADD fosse suspenso.
O Mário Nogueira depressa esqueceu o prometido e, num abrir e fechar de olhos, intrujou os professores. Não os sindicalistas. Em 8 de Janeiro assinou com a Isabel Alçada o”acordo” que mantém o mesmo modelo de avaliação.»
Abril 27, 2010 at 2:29 pm
Com o clima de total javardice (oportunismo, vigarices, … ) instalado nas escolas, provas públicas (porque são públicas) dão muito maiores garantias de justiça.
Abril 27, 2010 at 2:38 pm
#8,
António,
Essa ideia de qualquer aparição poder estar dependente de agenda alheia seria muito complicada de levar a sério pois, nesse caso, também uma recente aparição do MNogueira no “expresso da meia-Noite” padeceria do mesmo mal.
Para mim o mais importante foi que não me colocaram qualquer limitação ao que eu iria dizer ou quando disse.
E não vale a pena virem aqui outros (que não o António) acenar com “fantasmas”.
Eu colocaria ainda uma questão: porque é que – repesentando dezenas de milhares de associados – os sindiocatos são sempre representados pelos mesmos rostos? Maioritariamente o MN e secundariamente o Dias da Silva, que toda a gente sbe que não conhecem o quotidiano dário da sala de aula há anos e anos?
Porque não deixam falar outros dirigentes que até dão aulas?
Só eles sabem o que dizer?
A Fenprof, a FNE e todos os sindicatos nãop têm mais quadros capazes de falar em prime-time?
Alguém me explica essa concentração personalizada do discurso em nome dos docentes?
Abril 27, 2010 at 2:43 pm
#27
Eu concordo que se assuma o risco, porque penso que aquilo que está em causa é mais valioso que o preço que é pedido. Nem sequer disse que tais contas de deve-haver tenham sido feitas por outrem que não eu próprio.
Abril 27, 2010 at 2:43 pm
#17 e #19,
Há quem não se lembre e há quem diostorça as coisas.
A Fernanda sei que se deve ter esquecido e não quis pesquisar textos no Blogue.
O observador sei que distorce voluntariamente a análise.
1) Defendi e defendo a existência de provas públicas para progressão na carreira, sem quotas adjacentes.
2) Não defendo a prova de ingresso mas sim uma clara fiscalização do funcionamento dos cursos de formação de professores.
3) Nunca defendi tratamento diferenciado com base na habilitação académica dos docentes e acho de extremo mau gosto que mestrandos recentes se tentem elevar acima do próprio chinelo.
Isto está escrito de forma abundante, talvez o calor faça esquecer o distorcer, por conveni~encia ocasional.
Outra coisa que defendo: que ninguém que se queira chamar professor – tirando por razões de saúde – possa estar de forma indefinida sem dar aulas. Sejam, directores, coordenadores, sindicalistas, o que for.
Professor que se orgulha de o ser deve dar aulas.
Talvez seja mais por aqui a minha divergência com alguns representantes vitalícios da classe operária”.
Abril 27, 2010 at 2:44 pm
#26,
“…provas públicas (porque são públicas) dão muito maiores garantias de justiça.”
Ahhhhhhhh……….vícios privaos, públicas virtudes!!!!!!!
Então não eras tu, ana, que costumavas fazer copies/pastes de sistemas de avaliação da estranja?
Não estamos ainda preparados para isso, é?
Daí que tenhamos de ir às públicas porque dão mais garantias de justiça?
Ai, tenho de ir trabalhar. Mas abro as caixas de comentários e não resisto.
)
(um sorriso)
Abril 27, 2010 at 2:46 pm
#28,
António,
Há uma tentação enorme para o afunilamento da opinião.
Critica-se isso aos “outros”, mas depois há quem defenda com unhas e dentes o monopólio da “voz” dos professores.
Eu não me arrogo do direito ou pretensão de representar mais do que a mim mesmo.
Se eu digo o que se passa nas escolas, enquanto outros debitam fórmulas gastas e repassadas é um problema que me transcende.
Digo we repito: falarei ou escreverei quando mo pedirem, ou quando consiga (aqui no blogue), seguindo apenas a minha consciência e nenhuma “agenda” alheia.
Se andasse em busca de “algo” tinha aceite certas sugestões…
Será que por as ter afastado, por não me deixar “enquadrar” e diluir, há queme steja aborrecido?
Abril 27, 2010 at 2:47 pm
# 30
Eu defendo o modelo finlandês.
Não é o melhor sistema de ensino do mundo para os “notáveis” da praça? Copiem-no.
Abril 27, 2010 at 2:47 pm
#30,
fernanda, pode dizer-me que sistema se está a copiar com as provas públicas?
Ou apenas lhe parece que sim?
O que tem contra um professor que dê publicamente uma aula em defesa do seu trabalho?
Não entendo esse preconceito…
Abril 27, 2010 at 2:50 pm
http://mairdenuboske.blogspot.com/2010/04/profblog-ja-nao-encerra-servico-mas.html
Abril 27, 2010 at 2:51 pm
#29,
É o avô Alzheimer.
Mas, Paulo, essa das provas púdlicas é mesmo controversa. Em desacordo total.
Não acrescentada nada de novo e não assegura qualquer “justiça”.
Lembro-me das provas d ingresso ao 8º escalão e imagine-se o tempo gasto e as flores com estas provas…..
Abril 27, 2010 at 2:52 pm
Queria escrever: provas públicas e não púdicas…..
Abril 27, 2010 at 2:53 pm
#27
Paulo, ambas as coisas são necessárias. A agenda sindical, por virtude da gravidade da ofensiva de Sócrates (na verdade, até penso que foi a OCDE, Sócrates é apenas quem põe a minhoca na coisa), tem sido dominada pela carreira docente e pela avaliação. Mas ainda que outros temas de índole sindical tivessem actualidade candente, nunca esgotariam a multiplicidade de relações que enformam a vida dos professores na escola. Não vejo é porque se assacam aos sindicatos – genericamente falando – as consequências das opções editoriais dos órgãos de comunicação. Também ficava confrangido com o facto de as oportunidades de expressão oferecidas aos professores – fora das agendas sindicais – serem tão minguadas que tornavam impossível escoar a razão da revolta, o que começou a ser feito no último programa do plano Inclinado.
Não me parece que uma organização, qualquer que seja, consiga preencher exaustivamente as necessidades de relacionamento de quem quer que seja. Haja espaço para tudo.
Abril 27, 2010 at 2:53 pm
Queria escrever: provas públicas e não púdlicas…..
Andam aqui a meter o gás natural e o barulho é naturalmente imenso, o que me afecta mais do que é costume.
Abril 27, 2010 at 3:08 pm
#33,
Eu acho é que não se está a copiar nenhum, ou então, muito poucos.
O problema é precisamente o contrário: querer complicar, justificando com a “justiça e transparência” defendendo 1 prova pública.
“O que tem contra um professor que dê publicamente uma aula em defesa do seu trabalho?”
Desculpe, tinha-me também esquecido que esta é a prova pública que defende: o professor dar 1 aula publicamente.
O que tenho contra?
Não me diz nada sobre o mérito do professor, por razões que vou evitar enumerar.
E o Paulo, na sua linha de pensamento, tem algum preconceito em que essa aula pública não seja pré-definida no tempo?
Abril 27, 2010 at 4:02 pm
Usando uma fórmula narrativa muitas vezes próxima do cinema de animação o canadiano Delisle retrata a sua experiência por terras da ideologia Juche. Soubesse ele como os seus conterrâneos tão prontamente se adaptariam aos preceitos da versão coreana do comunismo e teria poupado uma longa viagem. Mas a compaixão é mais forte e o repórter acidental acaba por justificar a deslocação pela forma como se deixa impregnar pelo ambiente e pelas pessoas que o rodeiam. Assim nasce uma obra de arte.
A servidão é pronta a instalar-se porque se suporta na lei mais forte, a do menor esforço. Não é contra a tirania que é preciso lutar: é contra a preguiça. Não é contra a fome que é preciso guerrear: é contra a ignorância. Não é a maldade que é preciso vencer: é o medo.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/74/North_Korea_coa.gif
Abril 27, 2010 at 4:03 pm
de animação, vírgula
Abril 27, 2010 at 4:09 pm
Abril 27, 2010 at 4:12 pm
O regime treme: a guarda avançada da decadência capitalista (a música pop) já penetrou na couraça da ideologia Juche.
Abril 27, 2010 at 4:52 pm
Fernanda,
Se acho que deve servir para mudar de escalão, acho que deve ser baseada nyum relatório do trabalho feito, defendido publicamente e não de forma confidencial.
Acho estranhjo, repito, muito estranho, que um(a) professor8a) hesite em apresentar publicamente uma aula sobre o seu trabalho.
Será preconceito meu, quiçá…
Abril 27, 2010 at 4:54 pm
#21,
Se sabe onde está o que escrevi, então a sua observação, pela falta de rigor, é apenas desonesta.
Abril 27, 2010 at 5:05 pm
Longa vida ao camarada Kim Yong Il, criador das mais altas montanhas e de todas as outras, e filho do imortal Kim Il-Sung, libertador da Coreia e grande pai da nação.
Abril 27, 2010 at 5:08 pm
Cantemos.Seguir-te-emos para sempre.
http://studweb.euv-frankfurt-o.de/~eu…
Abril 27, 2010 at 5:16 pm
The Great Juche Idea is Our Victory !!!
Apoiado!
Abril 27, 2010 at 5:18 pm
O Nuno Crato é desde há muito, defensor da prova de ingresso.
Consigo compreender a razão desse seu pensamento, embora não a considero fundamental nem considero que cumpra os requisitos que ele advoga.
É tudo uma questão de politiquice.
Abril 27, 2010 at 5:27 pm
#45
Muito consumo de posts umbiguistas pode levar, de facto, a faltas de rigor. Como terá sucedido com a afirmação de que o PG defenderia a prova de admissão. Pelos vistos, tem sobre o assunto uma posição igual à da Fenprof. Comprova-se assim que mesmo no pensamento mais maniqueísta é possível encontrar excepções.
Abril 27, 2010 at 5:32 pm
De certeza que a Fenprof é a única organização sindical a defender essa posição.
Admiro a sua perspicácia de observador atento.
Abril 27, 2010 at 5:40 pm
Paulo,
“…acho que deve ser baseada nyum relatório do trabalho feito, defendido publicamente e não de forma confidencial.
“Acho estranhjo, repito, muito estranho, que um(a) professor8a) hesite em apresentar publicamente uma aula sobre o seu trabalho.”
Já não estou a entender nada.
Afinal o que defende? Uma prova pública sobre o trabalho realizado ou dar uma aula pública sobre o trabalho realizado (a quem?)
Ou é a mesma coisa?
Ou é ainda dar 1 aula aberta ao público aos alunos?
Discordo, seja qual for a hipótese.
“A justiça e transparência” não são resolvidas com estas provas/aulas, etc.
Abril 27, 2010 at 5:47 pm
Mas se a maioria considerar que estas provas/aulas são necessárias e que as “evidências” serão melhor comprovadas deste modo, estamos nessa!
Já agora, quais os actores/intervenientes/clientes que fazem parte do “publicamente”?
Abril 27, 2010 at 5:50 pm
#51
Não me referi à paisagem, dado o contexto.
Noutras circunstâncias, poderemos comparar as posições da província com as da capital.
Sobre o modelo de gestão, por exemplo.
Abril 27, 2010 at 5:54 pm
#54
Lá no fundo a Fenprof queria um modelo de Gestão onde os seus dirigentes pudessem ocupar o lugar de chefia nas escolas. Como isso não é possível, nem desejável arranjaram-lhe outra roupagem.
Abril 27, 2010 at 5:56 pm
#52,
Quero dizer, até prefiro entrarem todos porta adentro, sentarem-se e observarem a aula.
Depois, caso o público solicite, mostrarei evidências adicionais sobre o meu trabalho.
Têm é de bater à porta e não perturbarem a aula.
Também acho estranho, muito estranho, que alguém hesite numa solução destas.
Será preconceito meu, também, quiçá.
Abril 27, 2010 at 5:56 pm
?
Abril 27, 2010 at 6:02 pm
Aulas públicas já eu dou a diário, e se nelas algo ocorre (de bom ou mau) que fuja à norma de certo será veiculado pelos alunos, auxiliares do bloco, alguns colegas meus e num ápice chegará ao muro das lamentações que é o gabinete da Direcção.
Mais transparentes e públicas do que estas aulas, impossível. Quando a temperatura sobe, como hoje, até são dadas de porta aberta.
Estar perante uma plateia a defender o que faço ou não fiz, para quem como eu tem facilidade de comunicação não passa de uma mera feira de vaidades, para os outros pode tornar-se um momento traumatizante que nada revela do seu desempenho profissional em contexto sala de aula.
Abril 27, 2010 at 6:04 pm
Será meu o defeito, certamente, mas não estou a ver exactamente o que se pretende com a tal aula pública…
Será uma coisa parecida com umas provas, salvo erro de aptidão pedagógica, que havia nos anos 80, nas universidades, para assistentes que não tinham mestrado?
Ou será uma aula igual às outras, com uns adultos a assistir lá atrás?
Ou antes uma aula especial, tipo um “best of” com muito “show off”, onde o professor demonstra as habilidades todas que sabe fazer?
Abril 27, 2010 at 6:07 pm
Opus 0:
Fractal fracturante.
E Pim!
Abril 27, 2010 at 6:22 pm
… sobre a prova, as provas, a qualidade do ensino superior , o exame de estado para admissão à carreira …
Ao contrário do que a maioria possa pensar essas coisas existiram ou existem no nosso sistema de ensino. Não consta que tivessem dado pior resultado do que qualquer outro método. O exame para a admissão à carreira de professor existe em França por exemplo. E é puxadinho.
Abril 27, 2010 at 6:24 pm
O método era simples (no meu tempo): o júri dá 2 temas e a malta tem umas horas para preparar as aulas e os materiais. Depois dá a aula pública. Há também provas práticas.
Abril 27, 2010 at 6:26 pm
Creio que no ensino vocacional especializado tais provas existiram até à bem pouco tempo. E segundo creio faziam concursos a nível de escola.
Abril 27, 2010 at 6:39 pm
#63
Tché!, do verbo aver?
Abril 27, 2010 at 6:40 pm
E, quanto às vírgulas, cada um respira como pode.
Abril 27, 2010 at 6:59 pm
agradeçoquemepasseacorrigirostextostodosporque naotenhovagar
Abril 27, 2010 at 7:37 pm
#61 a #63
Caríssimo Gong Di, admirador do querido líder, crítico de BD, duplo de movies, contorcionista, e o mais que necessário for:
Ler imediatamente “A Construção da Personagem”, de Constantin Stanislavski, para não ser apanhado a falar do que não pode…
Abril 27, 2010 at 7:57 pm
Boa tarde!
Hoje a minha tutoranda (retida pela 2ª vez no 6º ano, com 14 anos) pergunta:
- A professora ganha bem?
- Se não ganhasse, não andava aqui a aturar-vos…
- Mas não fazem nada…
Abril 27, 2010 at 7:58 pm
#66
Não corrijo. E porquê? Porque não tens tempo para te emendares.
Não ter tempo é morte antecipada, é engraçado eu estar aqui a falar com cadáveres. Cadáveres idiotas.
Abril 27, 2010 at 8:00 pm
caro Zaratustra
não tenho tempo nem para pôr virgulas por isso agradeço que releia o S. por mim de qualquer modo não tenho conhecimentos de russo suficientes para ler a edição que uma amiga me ofereceu em Moscovo e a tradução amaricada é como se sabe manhosa e errónea embora tenha deixado escola oh se deixou mas enfim
Penhorado
Di
Abril 27, 2010 at 8:05 pm
#70
Responda-me só se tiver tempo, num dos intervalos da sua vida múltipla e atarefada:
A amiga russa era ainda da era soviética?
Se afirmativo, antes ou depois de Krutchev?
É importante para mim essa resposta.
Abril 27, 2010 at 8:07 pm
#96
é engraçado mas é simples
“ao princípio é simples fala-se sózinho bebem-se certezas num copo de vinho” logo a seguir são os elefantes que como não podia deixar de ser são rosados
Abril 27, 2010 at 8:10 pm
a amiga já passou os 70 mas a edição é muito anterior uma relíquia herdada do avô que não venderei nem quando estiver a morrer à fome.
Abril 27, 2010 at 8:23 pm
#69
E depois chamam a um gajo maluco quando diz que vê gente morta.
Abril 27, 2010 at 8:24 pm
#72
Para #96?
Porra que nem eu sou assim tão bom bruxo. Livra!
Abril 27, 2010 at 8:24 pm
#50,
Sobre certos “erros” tenho a minha opinião.
Conheço a técnica de lançar o boato, o rumor, querendo passá-lo por verdade, visando desacreditar…
Não atinge quem quer…
Abril 27, 2010 at 8:27 pm
mister Shue
pelo vistos não conhece
o 96 é um 69 em que os parceiros estão de relações cortadas
Abril 27, 2010 at 8:28 pm
Fernanda,
A mim, pessoalmente, tanto se me dá como se me deu a forma da tal aula.
Acho que como sistema a aula deveria incidir em parte na defesa do trabalho desenvolvido e num projecto para o escalão seguinte, em particular se isso significasse- como defendo – a possibilidade de diferenciação funcional na carreira (dando sempre aulas).
Mas se querem uma aula com assistência, por mim…
Volto a dizer que nem sempre se distingue com clareza aquilo que eu considero mais correcto como “regra” e o que me convém (ou não) a mim.
Abril 27, 2010 at 8:30 pm
96 não conheço, não senhor. A não a colheita de Douro que até não foi má.
69 é o falta a muita gente que anda por aqui a lambê-las…
Abril 27, 2010 at 8:31 pm
#71
E eu ralado!
Abril 27, 2010 at 8:31 pm
* A não ser a colheita…
**69 é o que falta…
Foi da excitação. Perturba o tampo da mesa….
Abril 27, 2010 at 8:32 pm
O.80
Flamengo? Mozzarela é melhor, olha o que te digo.
Abril 27, 2010 at 8:35 pm
#74
Eu não vejo, eles é que cheiram um pedaço de bocado.
Abril 27, 2010 at 8:37 pm
#78
Não vale a pena falar nisso agora. Se calhar daqui a uns 20 anos volta-se a pensar no assunto.
É mais fácil uma carreirinha simples do que algo mais complicado.
Critiquei quem tinha construído um modelo semelhante a esse e no fim optou pelo que aí vem.
Abril 27, 2010 at 8:38 pm
#81
A melhor colheita foi a de 69, ok?
Abril 27, 2010 at 8:42 pm
#76
Fica registado:
“Conheço a técnica de lançar o boato, o rumor, querendo passá-lo por verdade, visando desacreditar…”
Pela minha parte, não conheço, não divulgo, nem pratico.
Fui mesmo induzido em erro, ou traído pela memória (no entanto, com vagar, verei comentários antigos…), por julgar que uma posição a favor da prova pública pressupunha também a prova de admissão, tal como o Nuno Crato defende e os arautos do “anti-eduquês” (seja lá o que isso for) proclamam.
Abril 27, 2010 at 8:49 pm
#86,
Repito o que afirmei pois, conhecendo eu o “rigor” das pesquisas aqui no blogue, dificilmente algo aconteceria por “distracção”
Mas pesquise, se desconfia.
peça a algum camarada, daqueles que alinhavam citações minhas quando dava jeito, por vezes sem as perceber.
A confusão que alega entre prova pública e prova de admissão é equivalente a confundir um exame para passar de ano na Faculdade com um exame para entrar na Faculdade.
O que o Nuno Crato defende, ele escreve e defende.
O que eu defendo, escrevo e defendo.
Não me parece que partilhar algumas ideias nos torne siameses em tudo.
Já vi muita gente em programas televisivos, em comunhão de intuitos (era madrugada de dia 8 de Janeiro) que agora parecem ter uma ideia muito diversa do que se passou…
Abril 27, 2010 at 8:57 pm
lol
Abril 27, 2010 at 10:33 pm
#84,
“É mais fácil uma carreirinha simples do que algo mais complicado.”
Uma carreirinha simples é o quê?
Algo mais complicado é o quê?
Esta faz-me lembrar a anedota sobre a teoria da relatividade. Não conto porque devem conhecê-la.
)
(sorriso)
Paulo,
Quer parecer-me que aqui o problema está nos conceitos:
- aula/prova;
- público/confidencial
(se público, quem é o júri? O confidencial é o quê?)
OK, já chega!
)
(para si também)
- o confecional é o quê?
Abril 27, 2010 at 10:34 pm
a última pergunta é uma clonagem.
Abril 27, 2010 at 10:37 pm
La clonage avant de la culture.
Abril 27, 2010 at 10:41 pm
Le fromage, s’il vous plait. Pas la clonage.
Abril 27, 2010 at 10:42 pm
#89,
Se seguir o link que colocaram lá mais para cima, poupa-me uma trabalheira de (d)escrita.
O “confidencial” é o que resulta da actual confidencialidade do processo de ADD, em que o relatório ou FAA pode conter qualquer coisa, que ninguém sabe de anda, a menos que o próprio deixe.
Abril 27, 2010 at 10:45 pm
Le fromage, ah, bon, boff et patapouf.
Queijinho fresco!
Abril 27, 2010 at 10:46 pm
Je suis plus pain, pain, fromage, fromage.
Abril 27, 2010 at 10:55 pm
#93,
OK, Paulo. Vou ler com atençaõ.
Vou chegar à conclusão que o público, neste processo e operacionalização da coisa na escola que temos, com a gestão escolar que temos, “já não pode conter qualquer coisa”.
(Mas agora fiquei a pensar naquela ideia da “carreirinha fácil vs carreirona mais complicada…..pano para mangas, meus caros….e de alpaca.)
Um
)
para o arlinkovsky
Abril 27, 2010 at 11:00 pm
Um gosta de bó.
Nos terra, bô terra.
Portugal, nô stress.
Lá vamos que o sonho é lindo,
Levados, levados, sim….
Viva o Benfica!
Abril 27, 2010 at 11:04 pm
#96,
Eu concordo com o Arlindovsky.
Há muita gente que se rendeu à vidinha, achando que bastam as aulas para a vida ser complicada.
Até têm razão, mas em termos 2estratégicos” é um erro grave, demasiado grave.
Abril 27, 2010 at 11:23 pm
#99,
Não foi isso que o Arlinkovsky quis fazer passar no comentário.
Não bastam as aulas para a vidinha ser complicada.
Calhando, a vida nem é assim tão complicada.
Nós é que a complicamos.
´Qual é a letra da série para hoje?
(Alto! Eu vou conferir)
Abril 27, 2010 at 11:27 pm
É a letra “R”.