Os aposentados (e os contratados) não podem ser sindicalizados?
É que as explicações de Luís Lobo nesta peça parecem-me curtas…
Abril 24, 2010
Os aposentados (e os contratados) não podem ser sindicalizados?
É que as explicações de Luís Lobo nesta peça parecem-me curtas…
Abril 24, 2010 at 9:22 am
Só acredita quem quer…
Abril 24, 2010 at 9:24 am
Aposto que os que entregaram o cartãozinho depois do memorando (e não foram assim tão poucos) ainda constam na lista de efectivos.
Abril 24, 2010 at 10:17 am
As contas não estão certas. Há, talvez pelos arredondamentos, 4300 professores que se esfumam no ar. Vejamos.
A) são 59679
B)perderam 10000
C)continuam a representar 50%
Então em 2006 eram os de hoje A+B (10000)= 69679
Como eram 50% quer dizer que o número total de professores era 69679X2=139358
Ora a peça diz que em 2006 eram 135000.
Isto dá uma diferença de 4358. É muita gente.
Não gosto quando se arredondam números e percentagens,sai sempre uma salada
Abril 24, 2010 at 10:20 am
Porque será?
“Os números mostram, no entanto, que os últimos anos de acesa luta dos professores contra a equipa ministerial de Maria de Lurdes Rodrigues – nos quais a Fenprof foi o motor da Plataforma que reuniu as 13 estruturas sindicais do País e trouxe duas vezes para a rua cem mil docentes em protesto – não se traduziram numa subida do número de filiados que compensasse a perda”
Abril 24, 2010 at 10:33 am
Pode-se falar disto de duas maneiras. Efectivamente a percentagem de filiados mantém-se a mesma. Também é verdade que o número de filiados desceu mas o número de professores diminuiu.
Parece-me que a conclusão a tirar é que as “entregas de cartão” foram irrelevantes em número mas também poucas novas adesões houve, ou seja, manteve-se tudo como estava.
Nota MUITO IMPORTANTE: o meu raciocínio está a partir da premissa de que os reformados, na sua esmagadora maioria, deixam de ser sócios.
Se isto não for verdade, se o número dos que se reformam e continuam sócios for grande, aí, meus caros, a FENPROF diminuiu imenso o número de professores no activo sindicalizados.
Abril 24, 2010 at 11:08 am
Segunda-feira vou pedir a reforma!
Abril 24, 2010 at 12:14 pm
as resposta vêm no artigo
reformados
“muitos pediram a reforma antecipada, perdendo parte significativa dos vencimento, o que levou alguns a optarem por desfiliar-se”
contratados
“precariedade” da sua situação salarial e “o receio” de que a sindicalização “possa afectar” as hipóteses de colocação.”
quanto a estes últimos, eu acrescentaria: falta de consciência de classe e , consequentemente, de capacidade de luta.
Abril 24, 2010 at 1:33 pm
Que tal medir a representatividade com umas eleições nas escolas?
Abril 24, 2010 at 4:16 pm
Essa de os aposentados terem deixado de ser sócios não cola!
Há uns anos os professores aposentados filiados no SPGL não pagavam quotas, agora não sei.
Abril 24, 2010 at 4:17 pm
#7-Concordo contigo, embora não seja mais sindicalizado. Sabes é que o SPGL cheira-me a amarelo…
Abril 24, 2010 at 5:00 pm
Há umas semanas estive numa iniciativa do SPGL na qual participou um representante da Fundação Friederich Ebert (Rainhard Naumann) que adiantou alguns dados sobre a sindialização docente em Portugal.
Apontei os eguintes (incongruentes entre si).
Nível de sindicalização: superior a 40%
Sindicalizados:
Fenprof: 55000
FNE: 26000
Outros: 35000
Mesmo que o universo de docentes fosse de 150.000, os números não batem certo.
Abril 24, 2010 at 5:01 pm
#9/10
não sei o que se passa no SPGL.
No SPRC conheço ex-colegas que, por solidariedade ou interesse (eg seguros) continuam a pagar quotas. Entre os que, recentemente, se aposentaram com penalização (estou a pensar em alistar-me neste pelotão) é compreensível que muitos optem pelo não pagamento.
Quanto ao amarelo, vermelho e outra cores:
os sindicatos devem reflectir APENAS as opiniões dos sócios. Se não as reflectirem é por que há sócios que não cumprem com as suas obrigações.
Abril 24, 2010 at 5:08 pm
#12_pois…mas nem sempre reflectem…e amarelo não é cor…
Abril 24, 2010 at 5:10 pm
#11
na FENPROF tb estão representados os do superior
a FNE representa tb trabalhadores não docentes da educação (estou a vender o peixe ao preço de compra)
tb deverão ser contabilizados alguns profes aposentados
creio que os número de filiados em “Outros” está inflacionado
Abril 24, 2010 at 5:15 pm
#13
é uma cor prefurante
Abril 24, 2010 at 5:25 pm
Poder, podem, mas não são a mesma coisa.
O texto está de acordo com a realidade: para a fenprof, como para a inefável milú, contratados não são professores.
Quem prestar atenção a ‘pormenores’ como este, verificará que assim é.
O grande problema é que, não tarda, vão estar em maioria nas escolas…
Abril 24, 2010 at 5:28 pm
#11
As contas são simples de fazer. Basta comparar com situação análoga passada nos clubes de futebol. Acho que Portugal deve ter à volta de 25 milhões de habitantes…
Abril 24, 2010 at 5:57 pm
#16
“para a FENPROF contratados não são professores”?
“Ouvimos com demasiada frequência colegas nossos contratados lamentarem que ninguém quer saber dos problemas deles; chegam a acusar os sindicatos/FENPROF de não lutarem “por eles” (o que, já por si, é um singular conceito da luta pelos seus próprios interesses)…
Na verdade a FENPROF nunca deixou de se preocupar e, mais do que isso, de agir com as condições que teve para resolver problemas como o da crescente precariedade de emprego na profissão docente. O que tem limitado fortemente a acção da FENPROF neste domínio é que temos contado muito pouco ou mesmo nada com a intervenção e a movimentação de, pelo menos, alguns desses colegas. São muitos milhares de contratados que trabalham nas escolas sem perspectivas de futuro, sendo que alguns vão expressando o seu descontentamento, mal dirigido, enquanto declinam as responsabilidades que têm de assumir, de uma vez por todas, na luta político-sindical que mais directamente lhes diz respeito.
(…)
é necessário perceber que temos de quebrar um confrangedor ciclo de anomia e de afastamento da luta sindical que muitos jovens reproduzem, convencidos de falsas fatalidades e desconhecedores da natureza das organizações e da luta sindicais. Quem lutará hoje pelos interesses, condições de trabalho e estabilidade de emprego dos colegas contratados? Quem lutará, amanhã, por uma profissão valorizada, por uma escola pública de qualidade e por um país melhor?”
João Louceiro
(Dir. Distrital SPRC-Coimbra)
Obs.: recebido por email
Abril 25, 2010 at 4:23 pm
Caro citizen, ou interposta pessoa,
Repito, com ainda maior veemência:
Para a fenprof, como para a inefável milú, contratados não são professores.
Não foi a fenprof, e a fne, passe o pleonasmo, que negociaram, ao longo dos tempos, os vários ECD?
Ora bem:
Onde ou em que situação uma das duas agremiações se insurgiu publicamente sobre a escandalosa diferença salarial entre contratados e professores de carreia?
Onde ou em que situação elevaram a voz contra a não abrangência dos contratados pela redução da componente lectiva por via de um normativo menor iníquo?
Onde e em que situação se fizeram ouvir sobre a definição das tarefas que devem ser ou não atribuídas aos contratados?
Onde e em que situação quiseram clarificar em que parte da componente laboral os contratados são abrangidos pelo Código do Trabalho e em que parte estão submetidos ao ECD?
Onde e em que situação quiseram esclarecer a legalidade de lhes ser aplicado o estatuto de uma carreira que não integram?
Onde e em que situação erguram a voz sobre a avaliação dos contratados?
Em contrapartida, não foram estas agremiações que se empenharam para que os contratados fossem impedidos de concorrer a cargos de representação na escola, quando os havia efectivamente? Acaso se recordam que por via do vosso empenho, competia aos contratados o dever de votar, mas era-lhes vedado o direito de ser eleito? Neste particular, tiveram algum pejo em borrifar-se de alto para a CRP?
Mais recentemente, o que fizeram ou disseram sobre a aplicação de parâmetros de avaliação exactamente iguais para professores dos quadros e contratados? Ocorreu-lhes reflectir sobre o desgaste que sofrem contratados ao ser avaliados anualmente nos exactos moldes que os professores de carreira o são de dois em dois anos?
Disseram alguma coisa no primeiro ano de implementação dessa fraude que é o sistema de avaliação ainda em curso?
Disseram alguma coisa sobre a avaliação em curso no presente ano lectivo?
Pois é, caros sindicalistas, o vosso papel social está a afundar-se com a rapidez dos fundamentos ideológicos que lhe dão corpo.
Mas a vossa acção está a assumir contornos de perversidade e de prejuízo claro para todos os professores. É que, ignorando os contratados, legitimaram a aplicação de medidas similares a todos os professores, que só agora começam a tomar consciência do logro em que form enlameados.
Nenhum contratado consciente do seu papel pode, em circunstância nenhuma, confiar na fenprof ou na fne.
A hora, caros senhores, não é de ‘luta’, essa palavrinha mágica que tresanda a passadismo. A hora é, sim, de lobbying, de esclarecimento da opinião pública e de mostrar ao ME que as medidas avulsas e inadequadas que atiram sobre crianças e jovens, divulgadas naquela linguagem cifrada que só os mui iluminados eduqueses descodificam, trouxe não mais do que analfabetismo. Um analfabetismo que nos remete para os confins dos países de terceiro mundo.
Tudo com a habitual complacência dos que se dizem representar os professores. Muito poucos, direi eu!