A forma como, progreessivamente, Mário Nogueira vai demonstrando uma parte do que se (não) trerá passado em três meses de negociações faz lembrar uma novela daquelas com muitos, mas muitos episódios.

Vai deixando cair de migalha em migalha, não apareça alguém a acusá-lo de ter uma teoria da conspiração.

Agora explicitou com alguma clareza que a questão dos concursos foi objecto de conversas, negociações e quiçá algum acordozinho implícito:

Dedicou igualmente uma parte do discurso à ministra da Educação, Isabel Alçada, que, segundo Nogueira, terá afirmado que “em reunião nenhuma, a Fenprof ou outro sindicato colocaram a questão da avaliação nos concursos como algo que tinha que ser alterado”. “Senhora ministra, já que é uma pessoa conhecida da juventude, que escreve para os jovens, não dê maus exemplos. Não minta, que é feio”, disse, perante os congressistas.

Mas enquanto é a palavra de um contra a de outra, as coisas ficam empatadas.

Eu sugeriria uma de duas vias para desempatar: ou que Alexandre Ventura dissesse qualquer coisa ou que aparecessem os documentos que certamente suportarão uma das duas versões…

Ou o acordo também passou por ocultar a informação aos interessados?

Porque, ao contrário do que escrevia Helena Matos há pouco tempo no Público, não são os alunos que são a carne para canhão dos negociadores, são os professores!