A forma como, progreessivamente, Mário Nogueira vai demonstrando uma parte do que se (não) trerá passado em três meses de negociações faz lembrar uma novela daquelas com muitos, mas muitos episódios.
Vai deixando cair de migalha em migalha, não apareça alguém a acusá-lo de ter uma teoria da conspiração.
Agora explicitou com alguma clareza que a questão dos concursos foi objecto de conversas, negociações e quiçá algum acordozinho implícito:
Dedicou igualmente uma parte do discurso à ministra da Educação, Isabel Alçada, que, segundo Nogueira, terá afirmado que “em reunião nenhuma, a Fenprof ou outro sindicato colocaram a questão da avaliação nos concursos como algo que tinha que ser alterado”. “Senhora ministra, já que é uma pessoa conhecida da juventude, que escreve para os jovens, não dê maus exemplos. Não minta, que é feio”, disse, perante os congressistas.
Mas enquanto é a palavra de um contra a de outra, as coisas ficam empatadas.
Eu sugeriria uma de duas vias para desempatar: ou que Alexandre Ventura dissesse qualquer coisa ou que aparecessem os documentos que certamente suportarão uma das duas versões…
Ou o acordo também passou por ocultar a informação aos interessados?
Porque, ao contrário do que escrevia Helena Matos há pouco tempo no Público, não são os alunos que são a carne para canhão dos negociadores, são os professores!
Abril 24, 2010 at 9:19 am
“Ou o acordo também passou por ocultar a informação aos interessados?”
O segredo é a alma do negócio.
Abril 24, 2010 at 9:25 am
É o que eu digo, isto é o “Lost” sem tirar nem pôr!
Abril 24, 2010 at 10:31 am
É feio! É feio! É feio!
Abril 24, 2010 at 10:58 am
O Nogueira só tem que divulgar as actas, ou outros documentos, das reuniões senão é a palavra de um contra a palavra de outra.
Se não for assim bem se pode dizer: Sr Mário Nogueira, já que é uma pessoa conhecida dos professores, que os defende intransigentemete, não dê mais exemplos de inabilidade negocial. Não minta, que é feio.
Abril 24, 2010 at 12:38 pm
Nunca aparecerá nada. O interesse não resolver os problemas dos professores, é mantê-los na ignorância e para os calarem conseguirem umas migalhas.
Todo o capital que tínhamos como consequência da luta foi esvaziado, pelos sindicatos, por delegados e dirigentes sindicais que entregaram os OIS e pelas cúpulas dos sindicatos amarrados a interesses partidários, a uma agenda de luta que não está nem esteve verdadeiramente interessada em resolver estes problemas.
Abril 24, 2010 at 12:39 pm
*O interesse é…
Abril 24, 2010 at 11:52 pm
Foi você que pediu?…
http://protestografico.wordpress.com/2009/03/12/foi-voce-que-pediu-e-que-eu-nao/
É que eu não!