… pois alguém que entra directamente para a vice-presidência da bancada parlamentar só pode ser alguém com imensa dedicação á causa pública e por isso merece ser compensada.
Inês de Medeiros vai ter viagens pagas pelo Parlamento
Quando sou chamado a classificar provas de aferição a minha morada oficial é a escola, que é para não me pagarem nada pelas deslocações, mesmo que nos dias em que vou à Unidade de aferição venha directamente de casa. Já neste caso, é uma voltinha semanal por Paris. Mas certamente tudo serã compensado pelo valoroso trabalho parlamentar da excelentísima senhora deputada.
Já agora, o que é feito do deputado Vale de Almeida?
Abril 21, 2010 at 7:37 pm
Vale o que vale…talvez esteja nalguma valeta em La valeta…
Quando se vende a alma…o resto também é vendável…a prostituição moral deste país continua…a saque por alguns….na bancarrota para tod0os ou quase todos dentro de poucos anos…Pode ser que o avião caía..nunca se sabe…
Abril 21, 2010 at 7:38 pm
Digo caia…
Abril 21, 2010 at 7:42 pm
Para esta não há PEC?
O boi manso…
Abril 21, 2010 at 7:43 pm
Voos baratos. É muito mais caro ir para o Porto do que para Paris.
Abril 21, 2010 at 7:44 pm
Acho que vou morar para o Japão.
Abril 21, 2010 at 7:46 pm
#3
Manso era atua tia, pá!!!!!
Abril 21, 2010 at 7:48 pm
Lisboa/Porto não tem concorrência.
Abril 21, 2010 at 7:48 pm
#6-Esta era para o outro, da terra do bravo, mas é manso…
Abril 21, 2010 at 7:50 pm
O PSD acusou hoje o PS de ter “criado um problema” ao colocar Inês de Medeiros nas listas de candidata a deputada por Lisboa, sublinhando que os documentos referem que esta residia na capital portuguesa “à data da eleição”.
Lusa
Abril 21, 2010 at 7:50 pm
Porque não fica por Paris? No trottoir…
Abril 21, 2010 at 7:51 pm
Podem recordar-me de alguma coisinha q a IM tenha feito em proveito dos eleitores, de todos nós? Sei lá, u discurso, u ideia…
Abril 21, 2010 at 7:53 pm
Estes senhores e senhoras gozam com o Zé porque o Zé só quer saber de futebol, do seu Benfica, ou do Porto e/ou do Sporting e a Maria deleita-se a ver telenovelas e a ler a revista “Caras”.
Eles, políticos, abusam e voltam a abusar porque de facto somos “mansos” e não temos a coragem de marchar sobre a capital como fizeram os gregos ou os quirguises, sendo que estes, enfrentando tropas armadas até aos dentes, correram com um dos mais corruptos presidentes.
Quando isto acontecer os Pedros Soares, os Mexias pensarão duas vezes e talvez comecem a controlar a ganância.
No fundo eles conhecem o povo que governam. Chegará um dia que fugirão do País deixando os cofres vazios.
Aí, a malta acordará, tal como acordaram os argentinos quando sentiram que o seu dinheiro tinha desaparecido.
Portanto Inês continua… aproveita enquanto podes.
Abril 21, 2010 at 7:57 pm
#11
Caneta, népia !!!!!
Abril 21, 2010 at 7:59 pm
Uma vergonha!!!!!!!!11
Abril 21, 2010 at 8:04 pm
A raça que acredita nos chefes sempre me pareceu a mais estúpida de entre todas as espécies humanas» Jean Guéhenno
Abril 21, 2010 at 8:04 pm
http://silenteduck.wordpress.com/2010/04/21/jacques-brel-le-dernier-repas-depois-os-ossos-e-nos-a-roer-os-mesmos/
Abril 21, 2010 at 8:05 pm
Que me seja desculpada a ignorância. E as passagens continuam a ser pagas em classe executiva? Acho muito bem: as viagens em mala-posta de Lisboa a Paris levam longas horas e come-se muita poeira pelo caminho, passa-se muita fominha e ainda há o risco dos assaltos de barbudos sem a gentileza de um Zorro de capa e espada sempre pronto a defender donzelas em perigo!
Ao menos que lhe sejam pagas as refeições em terra em restaurantes 5 estrelas. Que diacho, “noblesse oblige” e os serviços pagos em benefício da Pátria com longas horas sentada no hemiciclo (ainda que com os computadores a ajudarem a passar o tempo) mais que justificam esta migalha do Orçamento do Estado.
Força Inês de Medeiros: “o povo está contigo” mesmo que os invejosos burgueses o não estejam.E o povo deve dar-se por muito satisfeito por esta deputada não ter residência na China: gastavam-se mais uns tostões em moeda antiga em tempo de crise em que se congelam os ordenados e as pensões dos professores e da arraia-miúda!
Abril 21, 2010 at 8:06 pm
O estranho é que na votação realizada hoje a este respeito houve um empate causado pela abstenção do CDS e falta (pasme-se!!!) dos deputados do PCP e PEV.
Perante o empate, o sempre ético José Lello teve voto de qualidade
Absolutamente indecorosa a decisão e a ausência.
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/empate-na-votacao-do-despacho-sobre-pagamento-de-viagens-a-paris-de-ines-de-medeiros_1433346
Abril 21, 2010 at 8:07 pm
#12
Pedro, vamos acordar sem nada e eles a rirem-se de nós. Gostava de ver as contas que esta gentinha tem no estrangeiro, mas infelizmente não posso.
Abril 21, 2010 at 8:08 pm
“CDS acusa IEFP de ter comprado 400 novos carros”
Aproveitem enquanto o dinheirinho der para esta “vidita”.
Estando o pobre patego preocupado com a lesão do Ruben Michael e a patega com a gravidez da “Várvara” Guimarães não desperdicem. “Gamai” até 2013…
Abril 21, 2010 at 8:11 pm
Só mais uma coisinha: esta medida não é vinculativa. Pior a emenda que o cimento. Como diria George Orwell, os homens são todos iguais, só que há uns mais iguais do que outros. E, pelos vistos, as mulheres também…
Abril 21, 2010 at 8:11 pm
Talvez a IM faça um forcinha para que paguem as aulas de substituição.
Abril 21, 2010 at 8:12 pm
Pessoal,
Alguém quer apostar no risco da dívida…
É que os “swaps” estão a dar lucros gingantescos com a nossa vida.
Logo apostai na dívida… eh eh
Abril 21, 2010 at 8:12 pm
Paulo, e depois… os professores é que faltam muito !!!!
Abril 21, 2010 at 8:13 pm
Cimento não, soneto. Ou, é pior a amêndoa que o cimento!
Abril 21, 2010 at 8:16 pm
A Inês está muito feliz. Pensa que os deputados também decretam princípios e valores. Sente-se descansada com a decisão.
Mas poderá haver um precedente bom: pode ser que a moda pegue e vão viver todos para…
Abril 21, 2010 at 8:17 pm
A esta hora os maquiavélicos George Soros e Warren Buffett estão tendo lucros gigantescos com a nossa dívida.
Portugal, Portugal o que está a dar é especular.
Especulemos pois- dirão os que podem.
Abril 21, 2010 at 8:18 pm
Alguém se lembra do MAGALHÃES?
Abril 21, 2010 at 8:21 pm
O Zé só gosta cá disto:
“Prostituta conta tudo sobre Ribéry, Govou e Benzema”
http://www.ionline.pt/conteudo/56319-prostituta-conta-tudo-ribery-govou-e-benzema-
Abril 21, 2010 at 8:27 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/04/21/nick-cave-and-no-more-shall-we-part/
Abril 21, 2010 at 8:27 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/04/21/quitoso-publicidade-hoje-nao-sao-os-piolhos-o-problema-transformaram-se-em-chuchalistas-e-afins/
Abril 21, 2010 at 8:28 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/04/21/so-palavroes-aquilo-que-cada-vez-mais-nos-apetece-dizer/
Abril 21, 2010 at 8:28 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2010/04/21/frase-do-momento/
Abril 21, 2010 at 8:29 pm
http://silenteduck.wordpress.com/2010/04/21/jacques-brel-le-dernier-repas-depois-os-ossos-e-nos-a-roer-os-mesmos/
Podem crer…
Abril 21, 2010 at 8:29 pm
Só este nos pode salvar…
http://silenteduck.wordpress.com/2010/04/21/qual-nogueira-qual-alcada-qual-ventura-vejam-o-novo-heroi-do-momento/
Abril 21, 2010 at 8:30 pm
Todos (absolutamente todos) dizem que Portugal tem uma grande dívida, que os Portugueses vivem acima das suas posses etc.
Onde estão os credores concretos? A quem é que os Portugueses devem dinheiro? Convém explicar.
Abril 21, 2010 at 8:32 pm
Os cus não falam fedem..daí o silêncio João..bem vou á janta..Inté…
Abril 21, 2010 at 8:37 pm
Granda Inês de Medeiros, isto é que é viver à grande e à francesa!
Eu é que fui mesmo parvo em ter saído do PS assim que entrou o Sócrates, agora podia ser deputado, ia viver no Brasil e todas as semanas vinha cá com as viagens pagas pelo estado!
O pior era o “time gap”, bolas já estou influenciado pelo “PortugueZeinalBavaiano”, quero dizer a diferença de tempo, entre o Brasil e Portugal.
L+G
Abril 21, 2010 at 8:54 pm
“… só pode ser alguém com imensa dedicação á causa pública …”
Eu diria mais “imeeeeennnnnnnnnnsa dedicação”
Ando enojada com este país!!!
Abril 21, 2010 at 9:00 pm
o sr deputado deve estar a preparar o casamento
(comentário foleiro e homofóbico)
Abril 21, 2010 at 9:04 pm
Revoltante!!!!!
Abril 21, 2010 at 9:06 pm
Sabem verdadeiramente o que eu queria, para este Portugal?
A BANCARROTA. Isso mesmo, só indo ao fundo o povo poderá responder com força.
Queria ver esses vadios a fugir.
Abril 21, 2010 at 9:12 pm
Já foi ao fundo emm 2001.
A IM ainda vai pensar que é um fármaco.
Abril 21, 2010 at 9:24 pm
eu escrevi um mail para o PS a pedir que me expliquem como tal coisa é possível. é uma sugestão.
Abril 21, 2010 at 9:24 pm
Então se deu a morada de Lisboa na altura, deu informações falsas. Por isso devia de ser excumungada de tal tarefa árdua.
A minha questão era saber,se esta senhora com tanto amor ao seu partido, tinha aceite o lugar que desempenha, se tivesse que pagar as viagens à sua custa,tal como fazem muitos professores que atravessam
o país de Norte a Sul e ainda têm que pagar do seu bolso,o quarto ou casa, restando-lhe pouco e vivendo miseravelmente para as funções que desempenham, e o investimento que fizeram, pois não foi nas novas oportunidades.
Por alguma razão já estamos a ser falados
pelos piores motivos,nos jornais internacionais.
O desgoverno, o esbanjar de um país que não tem para mandar cantar um cego..
Uma autêntica anedota nacional!..
Abril 21, 2010 at 9:38 pm
Quer dizer… o senhor anónimo contribuinte. Este lá estará sempre pronto para pagar todos os caprichos e todas as vaidades. São estes golpes que contribuem para o défice.
Abril 21, 2010 at 9:41 pm
Bom, a verdade é que as viagens de Lisboa para Paris, onde há muita concorrência, são mais baratas do que, por exemplo, para os Açores. Se a serigaita tivesse dito que morava nas Flores ou no Corvo, ainda nos saía mais cara…
Abril 21, 2010 at 9:43 pm
Qual a diferença entre a deputada-actriz Inês de Medeiros e a actriz-deputada Cicciolina?
Francamente a segunda é muito mais interessante do que a primeira, quer como mulher quer como performer, já que em relação à política são ambas um sinal dos tempos:
a dominação do espaço público pela prostituição-espectáculo
Abril 21, 2010 at 9:57 pm
Não seja ingrato, Paulo. Que seria do nosso parlamento – o mesmo é dizer, da qualidade da democracia da República Portuguesa – se a sra. D. Inês, por birra, deixasse de fazer o favor de se deslocar da Cidade Luz ao Magrebe europeu?!…
Abril 21, 2010 at 9:59 pm
Isto é completamente imoral!!!
A senhora não vive em Lisboa mas é deputada pelo círculo de Lisboa. Então, os deputados não devem representar a região onde vivem??
É eleita deputada, porquê???
O que sabe ela de política, por exemplo ( já que da cidade de Lisboa não sabe nada).
Uma colega hoje dizia-me: Tenho uma filha a estudar Ciência Política que vai para o desemprego se não se filiar no PS ou no PSD.
Esta Inês foi escolhida por causa das “quotas de género”? Ou por ser filha do Vitorino? Ou por ser irmã da Maria??
E ainda se mudou a lei para que possa viajar de Lisboa a Paris uma vez por semana??
Para fazer o quê??
O que faz ela na Assembleia???
Que se pague viagens dos Açores e Madeira, ainda compreendo. Aquilo é Portugal.
Mas de Paris??? Acaso ela é representante dos emigrantes portugueses em Paris??
E os professores que são colocados a dar aulas a 200 Km de casa? Alguém lhes paga alguma coisa?? A sua profissão é menos nobre que a da deputada cuja única função é levantar-se do lugar qdo vota pelo PS??
Abril 21, 2010 at 10:00 pm
Sim Reb mas nós não somos putas nem chulos..a diferença está aí..literalmente sem metáforas…
Abril 21, 2010 at 10:02 pm
Reb vê isto..vais rir..e nos dias que correm bem precisamos…
http://silenteduck.wordpress.com/2010/04/21/qual-nogueira-qual-alcada-qual-ventura-vejam-o-novo-heroi-do-momento/
Abril 21, 2010 at 10:06 pm
Que caturrice a vossa!
Então com o marido e os piquenos à Paris, havia de cá passar aos fins de semana?
Não vêem que eu sou uma mulher moderna, viajada, chiquérrima, sei lá… Preciso de viajar, arejar as ideias, andar sempre cá e lá, que só assim, a gastar o que não é meu, é que eu me sinto bem!
Abril 21, 2010 at 10:07 pm
Caturreira Medeiros…caturreira…!
Abril 21, 2010 at 10:16 pm
Strawberry fields forever
O homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres.
Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-seno local da selecção.
Inscrevem-se, são chamadas e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas,
dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência. São escolhidas a dedo, porque
são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil.
A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de alívio, as recusadas choram e arrepelam-se
e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.
São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são
demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são
embarcadas e descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos. É uma
actividade pesada, muitas horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e
comida, e trabalham de sol a sol.
É assim durante meses, seis meses máximo, ao abrigo do que a Europa farta e saciada que vimos
reunida em Lisboa chama Programa de Trabalhadores Convidados. São convidadas apenas as mulheres
novas com filhos pequenos, porque essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na
Europa. As estufas de morangos de Huelva e Almería, em Espanha, escolheram-nas porque elas são
prisioneiras e reféns da família que deixaram para trás. Na Espanha socialista, este programa de
recrutamento tão imaginativo, que faz lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos físicos dos
escravos africanos no tempo da escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar, quem dá
mais, é considerado pioneiro e chamam-lhe programa de “emigração ética”.
Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um
modelo. Emigração ética, dizem eles.
Os homens são os empregadores. Dantes, os homens eram contratados para este trabalho. Eram tão
poucos os que regressavam a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa que alguém se
lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 anos e filhos
pequenos.
As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam por terem sido
recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça. Nas famílias alargadas
dos marroquinos, a sogra e a mãe e as irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação
constitui uma crueldade. E para as mães também. O recrutamento fez deslizar a responsabilidade de
ganhar a vida e o pão dos ombros dos homens, desempregados perenes, para os das mulheres,
impondo-lhes uma humilhação e uma privação.
Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em
silêncio. Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. A separação faz com que
muitas mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido.
Que esta história se passe no século XXI e que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco
saudável. A Europa, ou os burocratas europeus que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo,
com os seus carrões de vidros fumados, os seus motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e
assessores, as suas legiões de servos, mais os banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de
crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, perderam, a vergonha e a ética. Quem trata assim
as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.
Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de
ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb “emigração
ética”. Damos às mulheres “uma oportunidade”, dizem eles. E quem se preocupa com os filhos?
Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses? Recrutariam os
europeus mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas ou espanholas, para irem
durante seis meses apanhar morango? Não. O método de recrutamento seria considerado vil, uma
infâmia social. Psicólogos e institutos, organizações e ministérios levantar-se-iam contra a prática
desumana e vozes e comunicados levantariam a questão da separação das mães dos filhos numa fase
crucial da infância. Blá, blá, blá. O processo de selecção seria considerado indigno de uma democracia
ocidental. O pior é que as democracias ocidentais tratam muito bem de si mesmas e muito mal dos
outros, apesar de querem exportar o modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos.
Como é possível fazermos isto às mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras
válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e inválidas?
Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ão.
Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.
Esta Europa que presume de humana e humanista com o sr. Barroso à frente, às vezes mete nojo.
Um excelente texto da Clara Ferreira Alves sobre a Europa.
Dá que pensar sobre o rumo que a sociedade vem tomando.
Abril 21, 2010 at 10:16 pm
AS viagens da sinhora serão pagas de acordo com a quantia dipendida de Lisboa à Madeira. Percebi isso; o tecto é a Madeira. Ridículo.
Abril 21, 2010 at 10:22 pm
Se tivesse dito que morava em Luanda íam o couro e o cabelo.
Abril 21, 2010 at 10:27 pm
#56, inventaram essa para não parecer demasiado escandaloso.
O que tem Paris a ver com a Madeira??
É tudo Portugal?
Abril 21, 2010 at 10:28 pm
#52, Buli, já conhecia isso com outras fotos.
Só nunca percebi que língua fala aquela senhora.
Abril 21, 2010 at 10:31 pm
Imaginem o precedente que se abriu ( a lei era omissa, até aqui).
Este será o artigo “Inês Medeiros” que pode vir a pagar viagens a deputados que vivam em qualquer país ( pelo menos, o preço equivalente ao voo Madeira-Lisboa têm garantido)!!!
Abril 21, 2010 at 10:33 pm
SUECO…
Abril 21, 2010 at 10:34 pm
É muito mais caro, mas mesmo muito mais caro, viajar para a Madeira do que para Paris.
Abril 21, 2010 at 10:38 pm
#62, então podemos ter deputados de Bragança ( por exemplo) que vivam na Suécia.
Somos um país rico, já se sabe.
Abril 21, 2010 at 10:38 pm
#61, Ah, obrigada,
Abril 21, 2010 at 10:51 pm
Bragança não faz parte dos voos internacionais.
Em Lisboa, a Bragaparques é muito conhecida por ter acabado com a feira popular.
Abril 21, 2010 at 11:01 pm
OPS! Os deputados do PC faltaram á votação ?!
Abril 21, 2010 at 11:04 pm
Estirpe de de(puta)dos.
Decisões de semestre novo
Vale de Almeida
Cara Universidade (…)
http://www.jugular.blogs.sapo.pt/702482.html
Abril 21, 2010 at 11:15 pm
Esta roubalheira a céu aberto só pára quando nos recusarmos todos a entregar as declarações de IRS….TODOS OS QUE PAGAM.Os que roubam não entregam, têm lapsos. Sempre queria ver os fiscais das finanças e o governo a levantarem autos e contraordenações ao pessoal todo. Por mim posso passar uns dias no torel, sempre descanso. Mas recuso-me a sustentar infelizes de espírito armadas em jet-set e deputadas de meia tijela. Com intelejumências destas é que o País se afunda e, com lamentos de sofá não vamos lá.
Abril 21, 2010 at 11:20 pm
Hoje faltaram os do PC, antes os do PSD e do CDS…gozam à vez com a nossa vida e o nosso futuro…porque deixamos. Resta sabermos a natureza dos acordos de bastidores. Porque a bosta que temos na Assembleia conhecemos bem.
Abril 21, 2010 at 11:24 pm
“A partir deste momento, qualquer deputado poderá dizer que vive num país qualquer, pedindo à Assembleia – a todos nós – que lhe pague uma viagem semanal para casa. Onde? Sei lá! Olhem, no Brasil, por exemplo, onde as putas são muito baratas. Não há problema: nós pagamos. As viagens e as putas.
Suprema ironia, a tipa exige viajar em Classe Executiva. Sim, que em Económica não se senta um cu tão importante. Pelo menos em viagens pagas por nós, claro. A crise quando nasce é só para os otários. E de otária, ela não tem nada. Avisou em devido tempo que não pagava as viagens e não vai pagar mesmo.
No meio disto tudo, não esquecer que a votação partiu de um despacho favorável de Jaime Gama (esse mesmo, o que também gostava de dar umas voltas ao fim-de-semana) e foi desempatada por esse exemplo de rectidão que se chama José Lello.
Os professores, neste momento, devem sentir-se indignados. Milhares deles vivem a centenas de quilómetros de casa, só vêem a família ao fim-de-semana e, no final, não há ninguém que lhes pague a puta da viagem semanal. Pois não, ser chulo não está ao alcance de todos. Só dos predestinados: os políticos.”
http://www.aventar.eu/2010/04/21/a-chulice-tem-um-nome-ines-de-medeiros/
Abril 21, 2010 at 11:25 pm
” Informa um leitor (via JN) que a dita actriz fazia parte de um “mostruário” de alegados famosos que podiam ser úteis a uma empresa (a PT) e a um partido (o PS) em campanhas publicitárias. Para além dela, o “estudo” incluia Figo, a menina Patrocínio e Mourinho, aparentemente o único que demonstrou algum tino. Isto tudo foi revelado pelo sr. Penedos júnior ao parlamento a quem o camarada não-sei-quê Soares, da PT, encomendou a “parte” jurídica da coisa. Que asco que esta gentinha latino-americana do mais rasca que há desperta”
http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2010/04/uma-mancha.html
Abril 21, 2010 at 11:26 pm
Já assinei:
Pela renúncia de Inês de Medeiros do cargo de deputada
http://www.petitiononline.com/medeiros/petition.html
Abril 21, 2010 at 11:33 pm
Nada mais fácil de explicar.
Queijo tem menos letras que fromage e soa muito menos chique.
O mesmo se passa com Putain e P*ta, em que o francês até sugere um ligeiro aroma a rosas apanhadas numa manhãzinha de orvalho, enquanto em português soa ao mais rasca e reles que possa haver.
C’est la vie, e vi-la toda!
Abril 21, 2010 at 11:37 pm
http://gataescondida.wordpress.com/2010/04/21/oui-jhabite-a-paris/
Abril 21, 2010 at 11:57 pm
Paulo,
parece que há aqui um bocadinho da demagogia e populismo que costumo ouvir no café onde bebo a bica…
Já agora conviria dizer que estas ajudas de custo não podem ser em montantes superiores às viagens para a Madeira (viagem mais cara dentro do território nacional)…
Abril 22, 2010 at 12:05 am
#74 (adenda)
A bem da verdade é completamente falso que a AR tenha decidido pagar viagens a Paris à deputada Inês de Medeiros. O que foi decidido foi atribuir à deputada um subsídio de transporte equivalente ao da maior distância dentro do território nacional, o que faz toda a diferença.
Ou não?
p.s. Já disse que detesto conversa de café?
Abril 22, 2010 at 12:37 am
#75 (outra adenda)
e mais… A srª deputada em causa apenas recebe ajudas de custo pelas viagens que faz… enquanto outros… recebem ajudas de custo para deslocações quer as façam ou não…
pois…
Abril 22, 2010 at 12:56 am
Este subsídio, ou como queiram chamar-lhe representa falta não só de bom senso, mas também de vergonha.
A Assembleia da República a pagar todas essas viagens, somos nós todos que estamos a pagá-las. A eleição de Inês de Medeiros foi um negócio do PS para dar caras de gente Bon Chic Bon Genre às suas listas. Veja-se o caso de Miguel Vale de Almeida, etc. Portanto, se o PS convidou, então que se responsabilize pela “Deslocalização” da Sra. Deputada e lhe financie as deslocações.
Isto abre um péssimo precedente – a ver vamos.
Abril 22, 2010 at 1:40 am
# 77 (MAT)
Lamento informar-vos, mas o sr. ou sra. MAT (ou menino ou menina MAT, dependendo do seu eventual/oficial estado de conjugalidade) tem toda a razão. Isto é um blogue de gentinha do povo, invejosa, mal-intencionada, pobre e mal agradecida, liderados por esse génio do mal, que é o Paulo Guinote.
Então não é que depois de todos os “enxovalhos e humilhações” que a sra. Medeiros, tem suportado
estoicamente (http://www.tvi24.iiol.pt/politica/ines-medeiros-viagens-paris-satisfeita-pagamento-tvi24/1156908-4072.html), esta ainda nos faz o grande favor de continuar pela AR?
Deviam dar-se por muito felizes por a sra. Medeiros (que reside em Paris) não exigir que lhe paguem a estadia em Lisboa (em T2 com sala de 40 m2 e vista de rio).
Deviam dar-se por muito felizes porque “A srª deputada em causa apenas recebe ajudas de custo pelas viagens que faz… enquanto outros… recebem ajudas de custo para deslocações quer as façam ou não…”. Como se uma imoralidade maior justificasse outra mais pequena…
De facto, este país não merece os enormes vultos culturais (ou coisa que o valha) que possui. Pérolas a porcos, é o que isto é.
É claro que, por exemplo, há professores a ranger os dentes, porque todos os fins de semana têm de se deslocar do Alentejo (onde leccionam) para o Porto (onde residem) e ninguém se lembra de lhes dar ajudas de custo, como dão aos deputados. Mas há que lembrar que os professores são uma espécie de lixo social, que nada faz pelo país e que deveria estar muito agradecido por ainda ser remunerado, enquanto sumidades, como a sra. Medeiros e o sr. Almeida, são tão indispensáveis e fazem tanto pelo país – lá naquele mundo encantado que é a AR – que nem sequer se vê o que eles fazem.
É claro que há gente a perguntar se ninguém sabia de antemão que a sra. Medeiros tinha necessidade de ir a Paris todos os fins de semana e se não seria possível arranjar outra pessoa para deputada, que residisse em Lisboa, de modo a evitar mais este imbróglio. Mais a mais tendo em conta, tudo o que já se sabe por aí sobre Sócrates e seus muchachos.
Com esta sua defesa da sra. Medeiros, o sr. ou sra. MAT (ou menino ou menina MAT, dependendo do seu eventual/oficial estado de conjugalidade) já começa a parecer um daqueles “Madres Teresas” do Ensino, sempre prontos a defender os delinquentes.
E triste país este, com tantos “Madres Teresas” que só sabem defender os fortes e achincalhar os fracos.
Abril 22, 2010 at 1:54 am
Trocava o termo “lixo social” por “lixo tóxico”. E gostaria de saber a quem devo dinheiro. Quando se liga a caixa mágica da PT, estão sempre a dizer que os Portugueses estão endividados. A quem?
Abril 22, 2010 at 7:18 am
Bem, para começar, à sra Medeiros pois alguém vai ter que pagar as despesas pelo seu indispensável e inequívoco contributo para o país.
Abril 22, 2010 at 8:10 am
CM, 22 Abril 2010 – 00h30
Parlamento: Deslocações de Inês de Medeiros entre Lisboa e Paris
Viagens custam 6 mil euros/mês
As viagens da socialista Inês de Medeiros entre Lisboa e Paris vão custar ao Parlamento mais de seis mil euros por mês.
(…)Inês de Medeiros terá direito a uma viagem de avião de ida e volta, na classe mais elevada, uma vez por semana entre Paris e Lisboa, que ronda os 1160 euros. Ao fim do mês, são 4640 euros, acrescidos de despesas com as ajudas de custo pagas aos deputados que residem fora da grande Lisboa (69, 19 euros por cada dia de presença em trabalho parlamentar), o que, multiplicado por 22 dias úteis, representa 1522,18 euros. Ou seja, estão em causa 6162, 18 euros, a que se juntam ainda as despesas com a deslocação entre o aeroporto e a residência da deputada.
Inês de Medeiros congratulou-se com a decisão. “A minha satisfação é isto estar resolvido e acabar com esta campanha de enxovalhos e de informação pouco rigorosa.”
Abril 22, 2010 at 8:34 am
#66 anahenriques
…os do PC faltaram à tal sessão do Conselho de Administração da Assembleia da República – coisa que eu associo mais facilmente a uma empresa que a uma instituição do estado – é verdade. Mas estavam empenhados noutra iniciativa:
…projecto de lei do PCP para impedir que os resultados da avaliação de desempenho sejam considerados no concurso de colocação de professores a decorrer.
A respeito desta outra iniciativa, que fez o PSD?
…o PSD esperava pela posição do PS para se definir
Registo as “faltas” do PSD e os espantos da professora.
Abril 22, 2010 at 9:56 am
#82
Esses cálculos são uma barbaridade. As ajudas de custa não podem superar um subsídio de transporte equivalente ao da maior distância dentro do território nacional.
Um bocadinho de seriedade não ficava mal…
Abril 22, 2010 at 12:08 pm
E porque não pedir seriedade aos tais deputados que recebem ajudas de custo por deslocações, quer as façam ou não?
Pois… São srs deputados e tal, não convém mexer muito com eles…
Além do mais parece-me que só as ajudas de custo para deslocações é que não podem ultrapassar um subsidio de transporte equivalente ao da maior distância em território nacional e a essas ajudas ainda se podem acrescentar outras como as acima referidas.
Para quem tanto se queixou da “campanha negra” estranho que não se tenham lembrado de evitar situações, como a da sra. Medeiros, que só vêm acrescentar mais achas para a fogueira.
Ou a sra. Medeiros é assim tão indispensável ao país, que justifique tamanha polémica?