Texto de Guilherme Valente que acaba de sair no jornal “Público”:1. Contra o silêncio e a indiferença, é preciso dizer que as duas mortes agora acontecidas são extremos dramáticos, picos na violência que cresce em muitas das escolas públicas. Mas nem estes casos extremos obrigaram o eduquês a mudar o discurso:No caso do docente de Sintra, a DREL terá colocado psicólogos na turma em causa «com medo de que haja um sentimento de culpa». E não deveria haver? Não é esse o único sentimento aceitável, o mínimo que na circunstância se deve esperar? Não deve esse sentimento ser mesmo suscitado em todos aqueles jovens e nos responsáveis da escola e do ministério? Ou a escola deixou de ser, de repente, a tão badalada «comunidade educativa»?«Trata-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar pela negativa», disseram.Nem mesmo a morte obriga o eduquês a pôr a mão na consciência. Ou será que estas mortes devem ser atribuídas à natureza?2. Também Daniel Sampaio (DS), escreveu o inimaginável sobre o assunto (Pública do dia 14 de Março).Apesar de conhecermos as suas ideias, lemos com perplexidade o que seguramente terá indignado a generalidade dos pais que diariamente são obrigados a deixar os filhos nas escolas públicas e dos professores que nelas resistem ao intolerável.«Querer uma escola controlada pela polícia [quem é que alguma vez defendeu isso?] em que ninguém possa desobedecer ou contestar as regras, é acabar de vez [pasme-se!] com esse território de liberdade segura que caracteriza o nosso sistema educativo (…)». (Sublinhados meus).Mas vale a pena continuar a citar DS:«É que há em todas as escolas comportamentos que podem ser considerados violentos, mas que não são bullying [cabe ao especialista, portanto, dizer se é dor a dor que deveras sinto – meu Deus!]: a escola reproduz a sociedade [a escola do eduquês sim, até agrava mesmo o pior da sociedade; a boa escola que queremos, pelo contrário, enfrentaria o que na sociedade não é desejável] e esta não é serena [serena?], por isso são frequentes as piadas, as troças e até um insulto passageiro ou um empurrão, sem que isso seja muito grave.»Passaria por humor, não fosse experiência de medo de tantos jovens, a preocupação de tantos pais, o receio de tantos professores, relatados todos os dias pela comunicação social. Gostaria de saber em que escola estudaram os filhos de DS.A mansa palavra de (omitir?) clínica não consegue esconder o gelado alheamento da realidade. E, a seguir, DS prescreve a receita fácil para o caos… que também ele próprio, porventura sem se aperceber, tem ajudado a instalar.Eu sei que o psicólogo é DS, mas desta vez sou eu a fazer o diagnóstico: continuamos perante uma estranha dificuldade do homem inteligente que é em ver a realidade. Quanto à cura, sinceramente, gostaria de não perder a esperança de boas notícias.4. Estes textos chocantes, nas circunstâncias quase pornográficos, são, como tantos outros do mesmo teor, exemplos reveladores: o eduquês gosta da indisciplina, e, assim, vai encorajando a sua manifestação.E assim vão fazendo o seu tricot teórico os mais ou menos discretos companheiros de jornada do eduquês, ajudando, voluntária ou ingenuamente, a impor a escola má que todos os dias atira para a ignorância, a desqualificação, o abandono e a exclusão gerações e gerações de crianças dos estratos sociais mais desfavorecidos, agravando assustadoramente as desigualdades, privando-as do ascensor cultural e social único que um bom ensino público – condição da sociedade civil – seria para elas.Quem disse ser preciso muito tempo para se verificar o resultado do que se faz na educação?Acolhidas e cultivadas na escola do eduquês, a ignorância e a violência explodem na sociedade. Mas não era isso o que o eduquês pretendia?Guilherme Valente
Estas opiniões são sempre refrescantes para agitarem consciências e não deixar “adormecer”. Venham mais.
“Soluções:
1ª os sindicalistas deveriam passar a ser obrigados a exercerem as suas profissões no mínimo de três em três anos… A três anos no sindicato seguia-se, pelo menos, um na escola. Para não se esquecerem…”
E digo mais, esta solução devia abranger todos os professores que estão há décadas e décadas noutras funções nas DRE, DRENs,Gaves,etc, etc, e os da AR e os que andam pim, por aqui e acolá em comissões de estudo e outsourcings e outras pós-pós graduações.
Já para não falar nos srs e sras directores de tudo e tudo , mais os sub disto e daquilo e os respectivos adjuntos, sub-adjuntos e assessores mais os assessores adjuntos e sub-assessores dos sub e não-sub adjuntos.
A bem dizer, a cada um o seu sindicato.
Um professor, um sindicato.
A cada um a sua Ordem.
Um professor, uma Ordem.
Alguém que informe os senhores anti-sindicalistas do seguinte, que eu já ando farto de repetir a mesma coisa:
QUASE TODOS OS SINDICALISTAS DÃO AULAS.
A grande maioria exerce as suas funções sem qualquer compensação, havendo alguns que têm reduções parciais da componente lectiva para desenvolver o trabalho sindical.
António o quase é muito; os tais de que falas são aqueles que ou representam os sindicatos na escola informalmente ou os representantes sindicais de um forma formal, mas mesmo assim têm parte do horário resuzido-os formais.
No que toca aos outros -eram mil e tal agora são cerca de 400- aulas népia.
Essa é a verdade não a quase verdade.
Mais os que estão no ME, nas DREs, nos CAEs e em muitos outros lugares de onde chegam a ministros alegando serem(?) professoras…
Vide exemplo da milú e da leopoldina.
#1 #6 e #7
Diria mais:
A tempo inteiro só devem estar os que espezinham os direitos e a dignidade dos professores;
Os que os defendem, só fora do horário completo a cumprir nas escolas.
Isso dos sindicatos é coisa do passado.
O que está agora a dar é a auto-regulação virtual.
Vão-se mas é catar…
Para não os mandar a outra parte.
E não distingo os idiotas úteis dos espertalhões inúteis.
Mas também é evidente, a quem quiser acompanhar o trabalho sindical que é feito, por exemplo, no SPGL, onde todos os dirigentes dão aulas, ou no SPRC, que mantém alguns dirigentes a tempo inteiro, a maior eficácia conseguida por este último.
Aliás, esta conversa dos sindicalistas que não dão aulas e estão há longos anos nas direcções sindicais é uma das teclas mais insistentemente batidas pelos avençados socratinos.
Num regime cada vez mais dominado por políticos que nunca foram outra coisa e que recorre a profissionais da comunicação e da propaganda para fazer passar todo o tipo de mentiras, demagogias e manipulações, daria imenso jeito que os sindicalistas fossem amadores inexperientes.
#15 A questão não é essa. Mas sim que quem está há tantos anos fora das escolas esquece o que é ser professor e de tal forma que deixa de o ser, passa a ser sindicalista…
Para esclarecer quaisquer dúvidas, aquela cena do Mário Nogueira dar aulas era uma caricatura.
Para para muitos que aqui comentam, não o é: eles PENSAM MESMO que os dirigentes sindicais deveriam dar aulas!!!!!!!!!!!!
Os privilegiados!
Claro que:
“Num regime cada vez mais dominado por políticos que nunca foram outra coisa e que recorre a profissionais da comunicação e da propaganda para fazer passar todo o tipo de mentiras, demagogias e manipulações, daria imenso jeito que os sindicalistas fossem amadores inexperientes.”
Pois eu conheço o Mário Nogueira como sindicalista há muitos anos, já estive em muitas reuniões sindicais dinamizadas por ele e posso dizer que, em geral, mostra ter uma percepção do “sentir” dos professores e das condições em que se trabalha nas escolas que não têm muitos dos que passam o dia na escola mas se concentram mais no seu umbigo do que em olhar para o que se passa à sua volta.
#2
Antes de mais, felicito-a pela lucidez corajosa de colocar à tona um tema específico da nossa função específica, e para mais importante, no meio desta porcela sindicalista que tudo arrasta, tudo afunda, tudo devora!
Só quero chamar a atenção para o seguinte: os alunos não são plasticina que se possa moldar num instante, segundo as regras do conceito de escola que temos; os alunos criados num ambiente em que os palavrões, a violência e a desorganização são o pão-nosso-de-cada-dia, de onde eles partem para a escola e aonde regressam depois da escola, todos os dias, não vão conseguir, de um momento para o outro, adataptarem-se.
Isto é um facto inelutável.
Discriminá-los positivamente, salvaguardando o direito e a diferença dos mais adaptados; dedicar-lhes o máximo da nossa competência e o máximo da nossa tolerância; dar-lhes o tempo, a confiança e a auto-estima; disponibilizar-lhes vias alternativas… é tudo o que podemos e devemos fazer.
Considerar a escola como via única, com regras e objectivos iguais para todos, é transformá-la, isso sim, numa guia-de-
marcha para a exclusão de muitos.
O que vou dizer pode soar mal, mas, pelo menos em contexto escolar, é uma grande verdade: justiça não é tratar todos da mesma maneira – é tratar cada um como cada qual. É esta a verdadeira diferença de paradigma entre a escola pública e a escola privada. O que nos deve encher de orgulho!
Alguém daqueles que aqui, na sala, se limitam a mandar bocas gratuitamente, sem questinar nem argumentar, chamou-me cérebro de bosta por eu defender este princípio. Mas por mais que me questione e me ponha em causa, não consigo ver a coisa de outra maneira. Por isso insisto. Por isso e
também porque é muito importante.
Por muito que me custe, tenho de concordar com uma boa parte do conteúdo deste texto
Apesar da mais que questionável assinatura do memorando de entendimento com Maria de Lurdes Rodrigues e das suas posições demasiado corporativistas, decidi este ano (primeiro ano de serviço) sindicalizar-me na FENPROF, pelo respeito e pela noçao histórica que tenho do papel do sindicato nas reivindicações dos professores e na sua mobilização (muitas vezes, perante uma classe conformada e pouco dinâmica)
No entanto, depois de mais um entendimento amistoso precipitado (mais do que o acto em si, a forma como foi concretizado – parece que não aprenderam nada com os erros do passado, se é que tinha intenção efectiva de o fazer), começo a ficar com a ideia que somos apenas marionetes de um sindicato, que mais do que nos mobilizar para a defesa das nossas causas, nos manipula para defender os seus interesses.
Para além de ameaçar guerra contra o ministério (com quem travaram uma amizade tão dedicada nos últimos meses) e denunciar a sua falta de palavra, o mínimo que a FENPROF deveria ter feito era deixar de olhar para o seu umbigo e assumir a sua mea culpa, a sua incompetência e o facto de, mais uma vez, ter atraiçoado a confiança dos professores. Não só não o fez, como continuou a defender os seus méritos na defesa dos professores e a disparar em várias direcções, nomeadamente daqueles (Movimentos de professores, blogues, etc) que, do mesmo lado da trincheira, lhe apontam críticas justas e adequadas.
Espero sinceramente que a FENPROF deixe de ter esta posição arrogante e de superioridade e consiga inverter esta injustiça incrível da interferência da avaliação NESTE CONCURSO (em geral, sou a favor). Senao, como dizia um comentário da “Reb” a um post anterior, “Com que cara vão enfrentar os colegas contratados que ficaram prejudicados e se viram ultrapassados por outros que não ligaram nenhuma aos apelos para a luta??” Senão, deixarão de ser 60.000 sindicalizados para, pelo menos, passarem a ser 59.999. I’m out
#30 Esse entendimento era um entendimento anunciado e assinado na calada da noite e com o secretismo próprio dos inefáveis pensadores que, mais uma vez, acabaram por deitar tudo a perder…
Qual era a pressa?
#30
Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.
Mas se for coxo e mentiroso, é imediatamente.
A Fenprof não é um sindicato.
Ninguém se sindicaliza na Fenprof.
O Torgal é um aldrabãozeco.
#43 Agora é que não compreendo mesmo… Então não eram 60 000? Estás out sem saberes Por isso é que eles não te reconhecem.
Olha vai a Montemor e arma lá uma peixeirada…
#44 e #44
A tua sorte é que não pagas imposto.
O sindicato tem mais de 30 anos. Ainda eras uns projecto de divisionista (a saltar de um para o outro).
O nº do Torgal corresponde ao nº de ordem e não ao número total de sócios.
O SPGL actualmente tem cerca de 19 mil associados.
A Fenprof cerca de 60 mil.
#43
Confirma-se o teu caso na base de dados. Estás referenciado.
As listas de sócios dos diferentes sindicatos deviam ser públicas.
Acredito, melhor, tenho a certeza, de que muitos professores não sindicalizados teriam uma grande surpresa!
É assim em todas as associações e federações. Quanto mais sócios, mais subsídios.
Assim ainda é mais bonito:
“Foi lançado nesta quinta-feira, o DVD “A Água Dorme de Noite” (GEFAC), de apoio à campanha da FENPROF, de solidariedade com o povo oprimido do Sahara Ocidental, e que estará à venda no 10º Congresso da Federação, nos dias 23 e 24 de Abril, em Montemor-o-Novo.”
Oh colegas tenham modos… se os senhores assessores estiverem a ler os comentários, vão dizer q os profs andam uns contra os outros, olha q feio…daqui a pouco estão a responder: “sonso é a tua tia, pá!”
15#”Se os sindicalistas fossem amadores inexperientes.”
Teriam desconfiado da fartura e pediriam tempo para consultar as bases.
Esta gente age como se fossem titulares vitalícios de um cargo porque têm as costas quentes. Os zecos cheios de reuniões, horários acrescidos nem tempo têm para a família quanto mais para a política.
Enquanto os Meninos Rabinos evocam o seu passado juvenil de Pintores de Paredes de que nunca se libertaram verdadeiramente (agora blogam), continua a haver quem sabe o que fazer no momento certo:
FENPROF reúne esta quarta-feira, dia 21, na Provedoria de Justiça
A FENPROF reúne esta quarta-feira, dia 21 de Abril, pelas 11.30 horas, na Provedoria de Justiça. Esta reunião destina-se a apresentar as preocupações que já foram publicamente manifestadas sobre as consequências da consideração da avaliação de desempenho atribuída aos docentes em 2009 para efeitos do concurso que agora decorre. Como a FENPROF já divulgou, caso a avaliação se mantenha como factor de graduação profissional, criar-se-ão situações de grande injustiça e algumas, até de legalidade e constitucionalidade duvidosa.
Também esta quarta-feira e na manhã de quinta-feira, a FENPROF entregará acções em tribunais. Em princípio, serão quatro acções que poderão assumir contornos diferentes de região para região.
Tanto a reunião com o Senhor Provedor de Justiça, como as acções que serão accionadas suportar-se-ão nas questões que a seguir se referem:
Esclarecimentos prévios
1. A avaliação qualitativa interfere directamente na graduação profissional dos docentes. Quem tiver Muito Bom ou Excelente acrescenta, respectivamente, 1 ou 2 valores (Artigo 14.º, número 1, alínea c) do Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro);
2. A avaliação quantitativa tem um peso relevante na ordenação dos candidatos por se tratar do primeiro factor de desempate, antes mesmo da classificação profissional e do tempo serviço docente (Artigo 16.º, número 3, alínea a) do Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro);
3. No concurso realizado há um ano, para os mesmos efeitos do actual, já se encontrava em vigor o actual quadro legal, mas o ME decidiu não aplicar a avaliação de desempenho como factor de graduação profissional (artigo 6.º, número 1 das disposições transitórias do Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro).
Problemas identificados
- Professor que teve avaliação qualitativa de Bom, mas quantitativa superior a 7,9 (o intervalo do Bom é entre 6,5 e 7,9) – porque a escola não atribuiu menção superior a Bom, pela imposição de quotas ou por não ter requerido observação de aulas – tem de concorrer com uma “nota” compreendida no intervalo, sob pena de a aplicação informática impedir que prossiga o preenchimento do formulário electrónico, inviabilizando a candidatura. O professor é, pois, obrigado a prestar uma declaração falsa num concurso público (que constitui crime), a qual, poderá ou não ser validada pela escola. Se for, significa que a escola corrobora a declaração falsa. Se a escola decidir não validar a candidatura, o docente será excluído do concurso
- Professor que teve avaliação qualitativa de Muito Bom, mas quantitativa superior a 8,9 (o intervalo do Muito Bom é entre 8 e 8,9) – A situação é rigorosamente igual à referida antes, só que referente a uma menção superior e uma avaliação quantitativa superior.
- Docentes avaliados na Região Autónoma dos Açores que apenas têm avaliação qualitativa. Para concorrerem terão de indicar uma classificação quantitativa compreendida no intervalo que corresponda à sua menção que, neste caso, foi apenas Bom. Ou seja, também neste caso o docente terá de fazer uma declaração falsa (que constitui crime) necessariamente ratificada pela escola ou, então, invalidada. É de salientar que estes docentes estarão impedidos de beneficiar de qualquer majoração na sua graduação profissional por não ter sido atribuída qualquer menção superior a Bom.
- Docentes avaliados na Região Autónoma da Madeira que não foram avaliados. Foi-lhes atribuída administrativamente, pela Secretaria Regional de Educação e Cultura, a menção de Bom. Agora, de novo administrativamente, foi atribuída a avaliação quantitativa de 7,2. Neste caso não houve qualquer processo avaliativo
- Docentes contratados para o Ensino Português no Estrangeiro que não são avaliados desde 2006. Os docentes provenientes do Ensino Particular e Cooperativo e de Escolas Profissionais também não têm qualquer avaliação. Nestes casos é o próprio Manual de Instruções do Concurso de Professores que refere no campo 4.5.1 «os docentes do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE), do Ensino Particular e Cooperativo e do Ensino Profissional (EPCP), que pretendam ser opositores ao Concurso de 2010/2011, concorrem sem avaliação.».
- Professores que, por motivos justificados, não tiveram avaliação em 2008/2009, mas, pela situação em que se encontraram, não poderiam ser penalizados profissionalmente (são disso exemplos, docentes em licença de maternidade, dirigentes sindicais com redução total de serviço docente, situações de doença devidamente protegida…). Estes docentes, se referirem no formulário que não foram avaliados não terão o seu tempo de serviço considerado. Por outro lado, se utilizarem a avaliação que lhes foi atribuída em 2007/20008 2007/20008, caso tivessem sido colocados nesse ano, apenas poderão utilizar avaliação qualitativa por não ter sido atribuída quantitativa.
- Docentes que trabalharam como técnicos nas AEC têm, por lei, direito a que seja contado o tempo de serviço. Contudo, para ser contado, terá de ser avaliado. Ora os docentes nas AEC não são docentes mas técnicos, logo não foram avaliados na qualidade de docentes. Se o tempo contar, é ilegal porque não foi avaliado nem prestado na qualidade de docente. Se não contar é ilegal porque existe legislação que refere que conta. Para que o docente refira uma avaliação que não teve, incorrerá em crime por prestação de declarações falsas. Entretanto, há direcções regionais de educação que informam que, para os avaliados pelo SIADAP, será divulgada uma tabela de correspondência. Acontece que grande número de docentes, eventualmente a maioria dos que foram contratados pelos municípios, não foi avaliado. Mas há ainda os que foram contratados por empresas para este efeito, como poderão ser avaliados?
- Os docentes que foram contratados por Escolas de Hotelaria e Turismo foram avaliados de acordo com as regras previstas no SIADAP, com uma classificação compreendida entre 1 e 5. Nem as menções qualitativas são compatíveis com as dos docentes, nem as classificações.
- Um docente com 4 meses de serviço seguido em regime de contratado pode ser avaliado. Há casos em que situações destas mereceram uma avaliação de Excelente ou Muito Bom. Com seis meses seguido é obrigatoriamente avaliado. Mas se esses seis meses forem prestados em 2 contratos de 3 meses já não é avaliado, perdendo-se o tempo de serviço prestado. Está ou não posto em causa o princípio da igualdade?
- Também nos parece ser posto em causa o princípio da igualdade quando dois docentes, em escolas diferentes, tiveram a mesma avaliação quantitativa (por exemplo, correspondente a Muito Bom), mas um não teve a menção que deveria por a escola ter apenas atribuído Bom, o que não aconteceu na outra escola.
- A aplicação informática usada pelas escolas para efeitos de atribuição da avaliação fez arredondamentos. Portanto há candidatos que tiveram uma avaliação quantitativa que deveria corresponder a Bom, mas devido ao arredondamento por excesso passaram para Muito Bom. Terão uma bonificação de 1 valor que outros, que não tiveram tal arredondamento, ou tiveram-no, mas por defeito. Exemplo, 7,5 = 8 e 7,4 = 7. Ambos seriam Bom, mas o primeiro, por passar os 7,9 corresponde a Muito Bom.
- Os docentes dos quadros que leccionam nas regiões autónomas estão a ser impedidos de se candidatarem a DCE, o que é ilegal. O SPM já avançou com providência cautelar que foi liminarmente aceite pelo TAF do Funchal, terminando hoje o prazo dado ao ME para responder. Na Região Autónoma dos Açores, o SPRA oficiou o Director Geral dos Recursos Humanos da Educação, em 13 de Abril, tendo reforça o contacto em 19 de Abril, contudo, até hoje, não obteve qualquer resposta.
Face a esta situação, a FENPROF considera que a avaliação de desempenho não deverá este ano ser considerada para efeitos de graduação dos candidatos ao concurso, bastando que seja prorrogada a norma prevista para o ano transacto. Nesta fase de candidatura, muitos professores, para poderem concorrer, são obrigados a considerar classificações que não lhes foi atribuída, sob pena de não poderem ser candidatos. Por outro lado, por colocarem essas classificações, poderão ser excluídos do concurso, caso as escolas não as validem.
Na fase de “aperfeiçoamento de candidaturas”, que decorrerá entre 3 e 6 de Maio, poderá este “campo” da avaliação ser eliminado. À FENPROF parece ser essa a solução justa, recordando-se que o próprio Governo (ou a Assembleia da República, pois é recente o consenso gerado entre os diferentes grupos parlamentares, em reunião realizada na Comissão de Educação e Cultura, no dia 15 de Abril) poderá tomar a iniciativa de a viabilizar.
A FENPROF convida os(as) senhores(as) jornalistas a acompanharem a delegação sindical que se deslocará à Provedoria de Justiça, pelas 11.30 horas
“Enquanto os Meninos Rabinos evocam o seu passado juvenil de Pintores de Paredes de que nunca se libertaram verdadeiramente (agora blogam), continua a haver quem sabe o que fazer no momento certo:”
Quem?
Ah!, os narcisos atrasados. Meti lá uns bolbos, nasceram muito envergonhados, sempre a olhar para baixo.
#74
Não sou juiz nem tenho que decidir esta acção, mas encontro algumas fragilidades em alguns pontos.
Curiosamente, a acção remete para o projecto de lei do PCP sobre a data para a anulação dos efeitos da ADD (entre 3 e 6 de Maio).
Parece-me mais lógico uma anulação automática desses efeitos sem necessidade de intervenção do candidato.
Estou em querer que o MAT não mudava coisa alguma.
Proponho dede já que todos os comentaristas acrescentem “Gundi” ao seu nick como forma de homenagem a mais uma vítima de bullying: o comentador Gundisalbus. E isto por tempo indeterminado. Se querem guerra …
À FENPROF parece ser essa a solução justa, recordando-se que o próprio Governo (ou a Assembleia da República, pois é recente o consenso gerado entre os diferentes grupos parlamentares, em reunião realizada na Comissão de Educação e Cultura, no dia 15 de Abril) poderá tomar a iniciativa de a viabilizar.
#79, pode ser eliminada na “fase de aperfeiçoamento”?
Haja esperança, então…
“Propomos que este concurso decorra e que na fase de aperfeiçoamento seja feita a eliminação dos critérios de avaliação na ponderação dos resultados da lista graduada. É perfeitamente exequível do ponto de vista informático”, explicou à agência Lusa o deputado comunista Miguel Tiago.”
Correndo embora o risco de me repetir pela enésima vez:
“É um erro comum pensar que só se pode negociar com quem é de confiança. Quem está informado pode negociar com qualquer aldrabão sem sair lesado.
Quanto às lutas também não é uma questão de confiança mas de imaginação. O que faz falta não são uniões mas soluções. Uma pessoa munida da solução pode bastar.”
Olha que lindo! E também servirão peixe balão a bordo? Ou jogarão à roleta russa?
«Aviões voltam aos céus esquivando-se entre a nuvem
É uma espécie de jogo do gato e do rato aquele que os aviões começaram a jogar com a nuvem de cinzas vulcânicas, mas a abertura de corredores aéreos permitiu realizar metade dos voos de um dia normal.»
Está tudo doido, o socrastas contagiou tudo por onde passou.
“o Mário Nogueira… mostra ter uma percepção do “sentir” dos professores”
Aí está uma expressão digna de uma Lili Caneças, uma vez que não diz realmente nada para além dos vapores ideológicos que só os grandes teólogos e adiantados mentais conseguem transmitir.
Dá gosto ver a candura com que estas pequeninas correias de transmissão cumprem o seu papel na bem oleada máquina de propaganda estalinista.
#100
Se o Mário Nogueira é estalinista e actua como tal, no total compromisso com a estratégia do PCP, o que é que quer que diga?
Quem despreza os trabalhadores em função dos interesses político mafiosos com contornos ideológicos claramente definidos pela ideologia marxista, como poderá ser designado, tendo em conta a memória histórica de gente abjecta como esta?
A sério que aprecio estes termos, às vezes até sinto a falta deles… Mas, confesso: nunca estive numa reunião dinamizada pelo mário nogueira e, se calhar, sou mesmo um divisionista…
Não se tratem não…
#82
Camarada Mao Ze Guin
Foi trágica a tua herança.
Numa rara imagem de arquivo, o “Bando dos Quatro” (Quhin-Quhink, Hanah-Hen, Haga-Sinq, Buhli- Imun): http://pixdaus.com/pics/1227646060mhYNH4z.jpg
#107 Será que este fenómeno é assim tão trágico? Só se for por vir de um zeco e não de um inefável, de alguém que é professor e ainda consegue tempo para esta tragédia de que falas e não de uma cadeia de comando que começa em tipos que há muitos anos não são professores,mas… isso e, o pior, pelos vistos, nem isso sabem fazer…
PG:
Fico-te eternamente agradecido pelo destaque que me concedeste e por se ter cumprido na minha “pessoa”(?) a profecia:
“In the future, everyone will be world-famous for 15 minutes.” (Andy Warhol, 1968)
Como sabes os estados anteriores são irrelevantes para a predição dos estados seguintes, desde que o estado atual seja conhecido.
Mesmo assim tive pena de não conseguir ver a foto. O link apresenta-se “expirado”. Vê lá tu a coincidência: tudo o que vem dessas bandas precisa de actualização urgente.
Afinal não é completamente inútil. Serviu para detectar um bug aqui numa coisa. A foto só a vejo no Snap. São simpáticos. Sabe que o ser humano é relativamente recente. É possível que os macaquinhos, que são mais antigos, já tenham percebido esta coisa da estocástica. Mas não desista já. Eu depois aviso quando for para desistir.
e para ajudar a sossegar um clássico da educação estalinista em Portugal:
qd se trata de dar porrada nos sindicatos (nos que, mal, bem ou assim-assim ainda se movem), aparecem sempre os mesmos
Para não ser exaustivo, nomeio o h5n1, dono de 1 acervo lexical invejável que destila nada mais do que um anti-comunismo primário.
O 2º nomeado é uma anahenriques, licenciada em altos estudos, que já passou por uma série de sindicatos (ainda é sócia de dois) e blogues. Para ela os sindicalistas têm um nível intelectual abaixo da média, não prestam e são uns burlões.
Para meu espanto, dei comigo a pensar (se é que tal pretensão me é permitida) que sou velho comó caraças; sou o sócio nº 3000 e tal do SPRC.
cumprimentos aos dois nomeados e abraço a que os aturou
Será que ainda não chegaram as notícias da queda do muro de Berlim a portugal??
Porque será que quem contraria a mafia no poder, ou é anti-comunista primário, ou é velho-do-restelo ou é fragilizado psicologicamente?
Quem é que inventou esta forma de destruir a credibilidade dos críticos e dos indivíduos incómodos, substituindo a argumentação lógica e racional pela exclusão social dos oponentes e dos hereges que não se encaixam na “colectividade”?
1.º Religião monoteísta
2.º Jacobinismo
3.º Marxismo-leninismo
4.º Nazismo (imitando e seguindo, em boa verdade, o bolchevismo).
Não aconselho bibliografia para não me armar em paternalista…
Quanto à vivência, quem andou pelas lutas contra o fascismo e pelo PREC, certamente tem alguma experiência do que constitui a prática estalinista.
Abril 20, 2010 at 2:58 pm
Abril 20, 2010 at 3:19 pm
A LEI DA ESCOLA SEGUNDO O EDUQUÊS
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/lei-da-escola.html
Texto de Guilherme Valente que acaba de sair no jornal “Público”:1. Contra o silêncio e a indiferença, é preciso dizer que as duas mortes agora acontecidas são extremos dramáticos, picos na violência que cresce em muitas das escolas públicas. Mas nem estes casos extremos obrigaram o eduquês a mudar o discurso:No caso do docente de Sintra, a DREL terá colocado psicólogos na turma em causa «com medo de que haja um sentimento de culpa». E não deveria haver? Não é esse o único sentimento aceitável, o mínimo que na circunstância se deve esperar? Não deve esse sentimento ser mesmo suscitado em todos aqueles jovens e nos responsáveis da escola e do ministério? Ou a escola deixou de ser, de repente, a tão badalada «comunidade educativa»?«Trata-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar pela negativa», disseram.Nem mesmo a morte obriga o eduquês a pôr a mão na consciência. Ou será que estas mortes devem ser atribuídas à natureza?2. Também Daniel Sampaio (DS), escreveu o inimaginável sobre o assunto (Pública do dia 14 de Março).Apesar de conhecermos as suas ideias, lemos com perplexidade o que seguramente terá indignado a generalidade dos pais que diariamente são obrigados a deixar os filhos nas escolas públicas e dos professores que nelas resistem ao intolerável.«Querer uma escola controlada pela polícia [quem é que alguma vez defendeu isso?] em que ninguém possa desobedecer ou contestar as regras, é acabar de vez [pasme-se!] com esse território de liberdade segura que caracteriza o nosso sistema educativo (…)». (Sublinhados meus).Mas vale a pena continuar a citar DS:«É que há em todas as escolas comportamentos que podem ser considerados violentos, mas que não são bullying [cabe ao especialista, portanto, dizer se é dor a dor que deveras sinto – meu Deus!]: a escola reproduz a sociedade [a escola do eduquês sim, até agrava mesmo o pior da sociedade; a boa escola que queremos, pelo contrário, enfrentaria o que na sociedade não é desejável] e esta não é serena [serena?], por isso são frequentes as piadas, as troças e até um insulto passageiro ou um empurrão, sem que isso seja muito grave.»Passaria por humor, não fosse experiência de medo de tantos jovens, a preocupação de tantos pais, o receio de tantos professores, relatados todos os dias pela comunicação social. Gostaria de saber em que escola estudaram os filhos de DS.A mansa palavra de (omitir?) clínica não consegue esconder o gelado alheamento da realidade. E, a seguir, DS prescreve a receita fácil para o caos… que também ele próprio, porventura sem se aperceber, tem ajudado a instalar.Eu sei que o psicólogo é DS, mas desta vez sou eu a fazer o diagnóstico: continuamos perante uma estranha dificuldade do homem inteligente que é em ver a realidade. Quanto à cura, sinceramente, gostaria de não perder a esperança de boas notícias.4. Estes textos chocantes, nas circunstâncias quase pornográficos, são, como tantos outros do mesmo teor, exemplos reveladores: o eduquês gosta da indisciplina, e, assim, vai encorajando a sua manifestação.E assim vão fazendo o seu tricot teórico os mais ou menos discretos companheiros de jornada do eduquês, ajudando, voluntária ou ingenuamente, a impor a escola má que todos os dias atira para a ignorância, a desqualificação, o abandono e a exclusão gerações e gerações de crianças dos estratos sociais mais desfavorecidos, agravando assustadoramente as desigualdades, privando-as do ascensor cultural e social único que um bom ensino público – condição da sociedade civil – seria para elas.Quem disse ser preciso muito tempo para se verificar o resultado do que se faz na educação?Acolhidas e cultivadas na escola do eduquês, a ignorância e a violência explodem na sociedade. Mas não era isso o que o eduquês pretendia?Guilherme Valente
Abril 20, 2010 at 3:33 pm
Estas opiniões são sempre refrescantes para agitarem consciências e não deixar “adormecer”. Venham mais.
“Soluções:
1ª os sindicalistas deveriam passar a ser obrigados a exercerem as suas profissões no mínimo de três em três anos… A três anos no sindicato seguia-se, pelo menos, um na escola. Para não se esquecerem…”
E digo mais, esta solução devia abranger todos os professores que estão há décadas e décadas noutras funções nas DRE, DRENs,Gaves,etc, etc, e os da AR e os que andam pim, por aqui e acolá em comissões de estudo e outsourcings e outras pós-pós graduações.
Já para não falar nos srs e sras directores de tudo e tudo , mais os sub disto e daquilo e os respectivos adjuntos, sub-adjuntos e assessores mais os assessores adjuntos e sub-assessores dos sub e não-sub adjuntos.
A bem dizer, a cada um o seu sindicato.
Um professor, um sindicato.
A cada um a sua Ordem.
Um professor, uma Ordem.
Regulemo-nos, pois.
Abril 20, 2010 at 3:37 pm
Alguém que informe os senhores anti-sindicalistas do seguinte, que eu já ando farto de repetir a mesma coisa:
QUASE TODOS OS SINDICALISTAS DÃO AULAS.
A grande maioria exerce as suas funções sem qualquer compensação, havendo alguns que têm reduções parciais da componente lectiva para desenvolver o trabalho sindical.
Abril 20, 2010 at 3:43 pm
hehe… isto deu-me algumas ideias do caneco!
Mi aguardem, gente!
Abril 20, 2010 at 3:44 pm
Gosto do QUASE
Abril 20, 2010 at 3:48 pm
#4,
Caro colega,
Eu iria mais longe.
Defendo que o Mário Nogueira volte a dar aulas, para saber como é a realidade nas escolas.
Que use a sua componente individual para trabalhar no Sindicato.
Aí iria ver como era.
Mais, ME e sub-secretários da educação também deviam acumular. Dar aulas e, no fim de semana, trabalhar no ME. Claro, sem receberem mais por isso.
Legisle-se.
Abril 20, 2010 at 3:52 pm
#7:
Fernanda, já pensou seriamente porque é que nenhum governo alguma vez legislaria uma coisa dessas?
Abril 20, 2010 at 3:55 pm
#8 Porque estariam a legislar contra eles próprios…
Abril 20, 2010 at 3:56 pm
E mais, em tempos de crise, ponham o “Manso é a tua tia, pá!” a implementar e acompanhar projectos de construção civil.
Três anos ainda se aguenta……
Abril 20, 2010 at 3:57 pm
António o quase é muito; os tais de que falas são aqueles que ou representam os sindicatos na escola informalmente ou os representantes sindicais de um forma formal, mas mesmo assim têm parte do horário resuzido-os formais.
No que toca aos outros -eram mil e tal agora são cerca de 400- aulas népia.
Essa é a verdade não a quase verdade.
Abril 20, 2010 at 4:00 pm
Mais os que estão no ME, nas DREs, nos CAEs e em muitos outros lugares de onde chegam a ministros alegando serem(?) professoras…
Vide exemplo da milú e da leopoldina.
Abril 20, 2010 at 4:01 pm
#9,
Pois, é chato.
Já agora, quem são “os eles próprios”?
Abril 20, 2010 at 4:03 pm
#1 #6 e #7
Diria mais:
A tempo inteiro só devem estar os que espezinham os direitos e a dignidade dos professores;
Os que os defendem, só fora do horário completo a cumprir nas escolas.
Isso dos sindicatos é coisa do passado.
O que está agora a dar é a auto-regulação virtual.
Vão-se mas é catar…
Para não os mandar a outra parte.
E não distingo os idiotas úteis dos espertalhões inúteis.
Abril 20, 2010 at 4:03 pm
#6:
É evidente que o Mário Nogueira não dá aulas.
Mas também é evidente, a quem quiser acompanhar o trabalho sindical que é feito, por exemplo, no SPGL, onde todos os dirigentes dão aulas, ou no SPRC, que mantém alguns dirigentes a tempo inteiro, a maior eficácia conseguida por este último.
Aliás, esta conversa dos sindicalistas que não dão aulas e estão há longos anos nas direcções sindicais é uma das teclas mais insistentemente batidas pelos avençados socratinos.
Num regime cada vez mais dominado por políticos que nunca foram outra coisa e que recorre a profissionais da comunicação e da propaganda para fazer passar todo o tipo de mentiras, demagogias e manipulações, daria imenso jeito que os sindicalistas fossem amadores inexperientes.
Abril 20, 2010 at 4:05 pm
#11,
Filosofia da treta.
Portugal no seu melhor.
Abril 20, 2010 at 4:12 pm
#15 A questão não é essa. Mas sim que quem está há tantos anos fora das escolas esquece o que é ser professor e de tal forma que deixa de o ser, passa a ser sindicalista…
Abril 20, 2010 at 4:15 pm
#15,
Caro colega,
É assim que eu penso.
Para esclarecer quaisquer dúvidas, aquela cena do Mário Nogueira dar aulas era uma caricatura.
Para para muitos que aqui comentam, não o é: eles PENSAM MESMO que os dirigentes sindicais deveriam dar aulas!!!!!!!!!!!!
Os privilegiados!
Claro que:
“Num regime cada vez mais dominado por políticos que nunca foram outra coisa e que recorre a profissionais da comunicação e da propaganda para fazer passar todo o tipo de mentiras, demagogias e manipulações, daria imenso jeito que os sindicalistas fossem amadores inexperientes.”
E é o que tentam fazer.
Mas depois aparecer os “népias” e os “quase”…………
Abril 20, 2010 at 4:18 pm
#17,
Tem a certeza?
Ou é um “eu tenho cá um feeling?
Abril 20, 2010 at 4:18 pm
#18,
aparecem
Abril 20, 2010 at 4:21 pm
#19 Tanto como o Jerónimo de Sousa ser metalúrgico
Abril 20, 2010 at 4:26 pm
Leio novamente o “texto” deste post. De surpresa em surpresa, até ao disparate total:
“Meus caros, claramente vos digo: não são meus colegas, eu sou professor e vocês são sindicalistas.”
MLR,VL e JP não diriam melhor!
Abril 20, 2010 at 4:26 pm
#17:
Pois eu conheço o Mário Nogueira como sindicalista há muitos anos, já estive em muitas reuniões sindicais dinamizadas por ele e posso dizer que, em geral, mostra ter uma percepção do “sentir” dos professores e das condições em que se trabalha nas escolas que não têm muitos dos que passam o dia na escola mas se concentram mais no seu umbigo do que em olhar para o que se passa à sua volta.
Abril 20, 2010 at 4:27 pm
#2
Antes de mais, felicito-a pela lucidez corajosa de colocar à tona um tema específico da nossa função específica, e para mais importante, no meio desta porcela sindicalista que tudo arrasta, tudo afunda, tudo devora!
Só quero chamar a atenção para o seguinte: os alunos não são plasticina que se possa moldar num instante, segundo as regras do conceito de escola que temos; os alunos criados num ambiente em que os palavrões, a violência e a desorganização são o pão-nosso-de-cada-dia, de onde eles partem para a escola e aonde regressam depois da escola, todos os dias, não vão conseguir, de um momento para o outro, adataptarem-se.
Isto é um facto inelutável.
Discriminá-los positivamente, salvaguardando o direito e a diferença dos mais adaptados; dedicar-lhes o máximo da nossa competência e o máximo da nossa tolerância; dar-lhes o tempo, a confiança e a auto-estima; disponibilizar-lhes vias alternativas… é tudo o que podemos e devemos fazer.
Considerar a escola como via única, com regras e objectivos iguais para todos, é transformá-la, isso sim, numa guia-de-
marcha para a exclusão de muitos.
O que vou dizer pode soar mal, mas, pelo menos em contexto escolar, é uma grande verdade: justiça não é tratar todos da mesma maneira – é tratar cada um como cada qual. É esta a verdadeira diferença de paradigma entre a escola pública e a escola privada. O que nos deve encher de orgulho!
Alguém daqueles que aqui, na sala, se limitam a mandar bocas gratuitamente, sem questinar nem argumentar, chamou-me cérebro de bosta por eu defender este princípio. Mas por mais que me questione e me ponha em causa, não consigo ver a coisa de outra maneira. Por isso insisto. Por isso e
também porque é muito importante.
Abril 20, 2010 at 4:30 pm
#21,
Caro colega,
O tio Jerónimo não é para aqui chamado.
Abril 20, 2010 at 4:32 pm
#22 esses também não são meus colegas
Abril 20, 2010 at 4:33 pm
#23 Eu não o conheço, manda-lhe o meu recado.
Abril 20, 2010 at 4:36 pm
#27,
Nota-se.
Abril 20, 2010 at 4:36 pm
#25 Apenas o chamei como exemplo pedagógico do que estava a afirmar.
Abril 20, 2010 at 4:38 pm
Por muito que me custe, tenho de concordar com uma boa parte do conteúdo deste texto
Apesar da mais que questionável assinatura do memorando de entendimento com Maria de Lurdes Rodrigues e das suas posições demasiado corporativistas, decidi este ano (primeiro ano de serviço) sindicalizar-me na FENPROF, pelo respeito e pela noçao histórica que tenho do papel do sindicato nas reivindicações dos professores e na sua mobilização (muitas vezes, perante uma classe conformada e pouco dinâmica)
No entanto, depois de mais um entendimento amistoso precipitado (mais do que o acto em si, a forma como foi concretizado – parece que não aprenderam nada com os erros do passado, se é que tinha intenção efectiva de o fazer), começo a ficar com a ideia que somos apenas marionetes de um sindicato, que mais do que nos mobilizar para a defesa das nossas causas, nos manipula para defender os seus interesses.
Para além de ameaçar guerra contra o ministério (com quem travaram uma amizade tão dedicada nos últimos meses) e denunciar a sua falta de palavra, o mínimo que a FENPROF deveria ter feito era deixar de olhar para o seu umbigo e assumir a sua mea culpa, a sua incompetência e o facto de, mais uma vez, ter atraiçoado a confiança dos professores. Não só não o fez, como continuou a defender os seus méritos na defesa dos professores e a disparar em várias direcções, nomeadamente daqueles (Movimentos de professores, blogues, etc) que, do mesmo lado da trincheira, lhe apontam críticas justas e adequadas.
Espero sinceramente que a FENPROF deixe de ter esta posição arrogante e de superioridade e consiga inverter esta injustiça incrível da interferência da avaliação NESTE CONCURSO (em geral, sou a favor). Senao, como dizia um comentário da “Reb” a um post anterior, “Com que cara vão enfrentar os colegas contratados que ficaram prejudicados e se viram ultrapassados por outros que não ligaram nenhuma aos apelos para a luta??” Senão, deixarão de ser 60.000 sindicalizados para, pelo menos, passarem a ser 59.999. I’m out
Abril 20, 2010 at 4:39 pm
#26,
Pois.
Tu és uma espécie de diz que és professor.
(Não te zangues. Olha o sorriso!)
Abril 20, 2010 at 4:42 pm
#29,
)
Não percebi que estavas a dar um exemplo pedagógico.
(olha o sorriso, outra vez.)
Abril 20, 2010 at 4:44 pm
#30 Esse entendimento era um entendimento anunciado e assinado na calada da noite e com o secretismo próprio dos inefáveis pensadores que, mais uma vez, acabaram por deitar tudo a perder…
Qual era a pressa?
Abril 20, 2010 at 4:45 pm
#30,
Bem vindo à profissão mais antiga de todos os tempos!
)
Percebo e entendo o que sente.
Mas já agora, recicle o cartão.
(Outro sorriso)
Abril 20, 2010 at 4:45 pm
#31 e #32 Já vi. É bonito. O que estraga tudo é o bigode
Abril 20, 2010 at 4:55 pm
#35,
)
O avatar é foleiro, sim senhora.
Pessoalmente sou muito gira.
(sorriso)
Abril 20, 2010 at 5:21 pm
Será esta a “saída da crise”?
PCP propõe lei para “desatar o nó” no concurso dos professores contratados
http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/pcp-propoe-lei-para-desatar-o-no-no-concurso-dos-professores-contratados_1433110
Abril 20, 2010 at 5:29 pm
Não creio…
Abril 20, 2010 at 5:41 pm
#30
Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.
Mas se for coxo e mentiroso, é imediatamente.
A Fenprof não é um sindicato.
Ninguém se sindicaliza na Fenprof.
O Torgal é um aldrabãozeco.
Abril 20, 2010 at 5:48 pm
#39 Então, não sejas assim, ninguém dizia que pertencia ao Spgl ou assim, mas sim à Fenprof…
Abril 20, 2010 at 6:26 pm
Uma boa achega…
http://profslusos.blogspot.com/2010/04/ausencia-de-compromisso.html
Abril 20, 2010 at 6:29 pm
E aqui…
http://movimentopromova.blogspot.com/2010/04/voz-grossa-na-guerra-mas-muito.html
Abril 20, 2010 at 6:37 pm
Veredicto:
João Torgal – sócio 072235 do SPGL
Não sei se é mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo (pela minha experiência actual, diria que não), mas quanto ao demagógico…
Abril 20, 2010 at 6:41 pm
#43 Agora é que não compreendo mesmo… Então não eram 60 000? Estás out sem saberes
Por isso é que eles não te reconhecem.
Olha vai a Montemor e arma lá uma peixeirada…
Abril 20, 2010 at 6:43 pm
#37
que venha o PC! já tou por tudo…
Abril 20, 2010 at 6:50 pm
#45 tens que engordar como os números da Fenprof… repara em #43
Abril 20, 2010 at 7:00 pm
Concordo.
Já aqui tinha escrito que defendo a limitação de mandatos para sindicalistas, como a defendo para qualquer outro cargo de representação.
À cause des mouches, claro!
Abril 20, 2010 at 7:01 pm
#44 e #44
A tua sorte é que não pagas imposto.
O sindicato tem mais de 30 anos. Ainda eras uns projecto de divisionista (a saltar de um para o outro).
O nº do Torgal corresponde ao nº de ordem e não ao número total de sócios.
O SPGL actualmente tem cerca de 19 mil associados.
A Fenprof cerca de 60 mil.
#43
Confirma-se o teu caso na base de dados. Estás referenciado.
Abril 20, 2010 at 7:06 pm
As listas de sócios dos diferentes sindicatos deviam ser públicas.
Acredito, melhor, tenho a certeza, de que muitos professores não sindicalizados teriam uma grande surpresa!
É assim em todas as associações e federações. Quanto mais sócios, mais subsídios.
Abril 20, 2010 at 7:12 pm
Já descobri como é que vai ser a guerra.
http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=393&doc=4659
Abril 20, 2010 at 7:13 pm
#48 Por acaso até pago impostos e bastantes.
João já estás marcado… Podes ir a Montemor, tens é que mudar o discurso…
Abril 20, 2010 at 7:13 pm
#50 Fafe… Sublime!
Abril 20, 2010 at 7:15 pm
Assim ainda é mais bonito:
“Foi lançado nesta quinta-feira, o DVD “A Água Dorme de Noite” (GEFAC), de apoio à campanha da FENPROF, de solidariedade com o povo oprimido do Sahara Ocidental, e que estará à venda no 10º Congresso da Federação, nos dias 23 e 24 de Abril, em Montemor-o-Novo.”
Abril 20, 2010 at 7:18 pm
O ME meteu a Fenprof num bolso. E coube. Aliás, ficou um rabito de fora.
Abril 20, 2010 at 7:23 pm
#43 João vais comprar o DVD?
Abril 20, 2010 at 7:23 pm
#53
A fenprof tem muitos filiados no Saara Setentrional, depreende-se.
Abril 20, 2010 at 7:25 pm
#56 Fafe estás a dar cabo de mim… Já me doi a barriga…
Abril 20, 2010 at 7:27 pm
Oh colegas tenham modos… se os senhores assessores estiverem a ler os comentários, vão dizer q os profs andam uns contra os outros, olha q feio…daqui a pouco estão a responder: “sonso é a tua tia, pá!”
Abril 20, 2010 at 7:31 pm
Caneta quando é que achas que o vinho dorme?
Abril 20, 2010 at 7:32 pm
15#”Se os sindicalistas fossem amadores inexperientes.”
Teriam desconfiado da fartura e pediriam tempo para consultar as bases.
Esta gente age como se fossem titulares vitalícios de um cargo porque têm as costas quentes. Os zecos cheios de reuniões, horários acrescidos nem tempo têm para a família quanto mais para a política.
Abril 20, 2010 at 7:32 pm
Estão a ler, sim, apesar da sua genética cef – foram agora tentar decifrar aquela coisa do setentrional.
Abril 20, 2010 at 7:32 pm
Longa vida ao camarada Mao. Veja aqui porquê.
http://www.imf.org/external/datamapper/index.php?db=BOP
Abril 20, 2010 at 7:35 pm
#62
Como se chama um elevador na China?
Abril 20, 2010 at 7:40 pm
Estão todos a embarcar no “ship of fools” preparado pelos assessores.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a2/Jheronimus_Bosch_011.jpg
Abril 20, 2010 at 7:41 pm
#63 Não sei, mas no Sahara Ocidental alguns deverão ser patrocinados pela venda do DVD “A Água Dorme de Noite”…
Abril 20, 2010 at 7:44 pm
Alguns diriam que seria carragando no botão.
Mas é descensor, tal como aqui.
Abril 20, 2010 at 7:45 pm
carregando
Abril 20, 2010 at 7:50 pm
Soh Bupao
Abril 20, 2010 at 7:50 pm
Abril 20, 2010 at 7:51 pm
falhei
Abril 20, 2010 at 7:57 pm
Olha o meu primo Mao Zé Gundi!
Estás manso, pá?
Abril 20, 2010 at 7:59 pm
Tché!, onde há primos há filhos de tios.
Abril 20, 2010 at 8:02 pm
E esta?, ia agora apanhar um lixo e apareceu-me um sócras debaixo da pá.
Lixívia!!
Abril 20, 2010 at 8:03 pm
Enquanto os Meninos Rabinos evocam o seu passado juvenil de Pintores de Paredes de que nunca se libertaram verdadeiramente (agora blogam), continua a haver quem sabe o que fazer no momento certo:
FENPROF reúne esta quarta-feira, dia 21, na Provedoria de Justiça
A FENPROF reúne esta quarta-feira, dia 21 de Abril, pelas 11.30 horas, na Provedoria de Justiça. Esta reunião destina-se a apresentar as preocupações que já foram publicamente manifestadas sobre as consequências da consideração da avaliação de desempenho atribuída aos docentes em 2009 para efeitos do concurso que agora decorre. Como a FENPROF já divulgou, caso a avaliação se mantenha como factor de graduação profissional, criar-se-ão situações de grande injustiça e algumas, até de legalidade e constitucionalidade duvidosa.
Também esta quarta-feira e na manhã de quinta-feira, a FENPROF entregará acções em tribunais. Em princípio, serão quatro acções que poderão assumir contornos diferentes de região para região.
Tanto a reunião com o Senhor Provedor de Justiça, como as acções que serão accionadas suportar-se-ão nas questões que a seguir se referem:
Esclarecimentos prévios
1. A avaliação qualitativa interfere directamente na graduação profissional dos docentes. Quem tiver Muito Bom ou Excelente acrescenta, respectivamente, 1 ou 2 valores (Artigo 14.º, número 1, alínea c) do Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro);
2. A avaliação quantitativa tem um peso relevante na ordenação dos candidatos por se tratar do primeiro factor de desempate, antes mesmo da classificação profissional e do tempo serviço docente (Artigo 16.º, número 3, alínea a) do Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro);
3. No concurso realizado há um ano, para os mesmos efeitos do actual, já se encontrava em vigor o actual quadro legal, mas o ME decidiu não aplicar a avaliação de desempenho como factor de graduação profissional (artigo 6.º, número 1 das disposições transitórias do Decreto-Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro).
Problemas identificados
- Professor que teve avaliação qualitativa de Bom, mas quantitativa superior a 7,9 (o intervalo do Bom é entre 6,5 e 7,9) – porque a escola não atribuiu menção superior a Bom, pela imposição de quotas ou por não ter requerido observação de aulas – tem de concorrer com uma “nota” compreendida no intervalo, sob pena de a aplicação informática impedir que prossiga o preenchimento do formulário electrónico, inviabilizando a candidatura. O professor é, pois, obrigado a prestar uma declaração falsa num concurso público (que constitui crime), a qual, poderá ou não ser validada pela escola. Se for, significa que a escola corrobora a declaração falsa. Se a escola decidir não validar a candidatura, o docente será excluído do concurso
- Professor que teve avaliação qualitativa de Muito Bom, mas quantitativa superior a 8,9 (o intervalo do Muito Bom é entre 8 e 8,9) – A situação é rigorosamente igual à referida antes, só que referente a uma menção superior e uma avaliação quantitativa superior.
- Docentes avaliados na Região Autónoma dos Açores que apenas têm avaliação qualitativa. Para concorrerem terão de indicar uma classificação quantitativa compreendida no intervalo que corresponda à sua menção que, neste caso, foi apenas Bom. Ou seja, também neste caso o docente terá de fazer uma declaração falsa (que constitui crime) necessariamente ratificada pela escola ou, então, invalidada. É de salientar que estes docentes estarão impedidos de beneficiar de qualquer majoração na sua graduação profissional por não ter sido atribuída qualquer menção superior a Bom.
- Docentes avaliados na Região Autónoma da Madeira que não foram avaliados. Foi-lhes atribuída administrativamente, pela Secretaria Regional de Educação e Cultura, a menção de Bom. Agora, de novo administrativamente, foi atribuída a avaliação quantitativa de 7,2. Neste caso não houve qualquer processo avaliativo
- Docentes contratados para o Ensino Português no Estrangeiro que não são avaliados desde 2006. Os docentes provenientes do Ensino Particular e Cooperativo e de Escolas Profissionais também não têm qualquer avaliação. Nestes casos é o próprio Manual de Instruções do Concurso de Professores que refere no campo 4.5.1 «os docentes do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE), do Ensino Particular e Cooperativo e do Ensino Profissional (EPCP), que pretendam ser opositores ao Concurso de 2010/2011, concorrem sem avaliação.».
- Professores que, por motivos justificados, não tiveram avaliação em 2008/2009, mas, pela situação em que se encontraram, não poderiam ser penalizados profissionalmente (são disso exemplos, docentes em licença de maternidade, dirigentes sindicais com redução total de serviço docente, situações de doença devidamente protegida…). Estes docentes, se referirem no formulário que não foram avaliados não terão o seu tempo de serviço considerado. Por outro lado, se utilizarem a avaliação que lhes foi atribuída em 2007/20008 2007/20008, caso tivessem sido colocados nesse ano, apenas poderão utilizar avaliação qualitativa por não ter sido atribuída quantitativa.
- Docentes que trabalharam como técnicos nas AEC têm, por lei, direito a que seja contado o tempo de serviço. Contudo, para ser contado, terá de ser avaliado. Ora os docentes nas AEC não são docentes mas técnicos, logo não foram avaliados na qualidade de docentes. Se o tempo contar, é ilegal porque não foi avaliado nem prestado na qualidade de docente. Se não contar é ilegal porque existe legislação que refere que conta. Para que o docente refira uma avaliação que não teve, incorrerá em crime por prestação de declarações falsas. Entretanto, há direcções regionais de educação que informam que, para os avaliados pelo SIADAP, será divulgada uma tabela de correspondência. Acontece que grande número de docentes, eventualmente a maioria dos que foram contratados pelos municípios, não foi avaliado. Mas há ainda os que foram contratados por empresas para este efeito, como poderão ser avaliados?
- Os docentes que foram contratados por Escolas de Hotelaria e Turismo foram avaliados de acordo com as regras previstas no SIADAP, com uma classificação compreendida entre 1 e 5. Nem as menções qualitativas são compatíveis com as dos docentes, nem as classificações.
- Um docente com 4 meses de serviço seguido em regime de contratado pode ser avaliado. Há casos em que situações destas mereceram uma avaliação de Excelente ou Muito Bom. Com seis meses seguido é obrigatoriamente avaliado. Mas se esses seis meses forem prestados em 2 contratos de 3 meses já não é avaliado, perdendo-se o tempo de serviço prestado. Está ou não posto em causa o princípio da igualdade?
- Também nos parece ser posto em causa o princípio da igualdade quando dois docentes, em escolas diferentes, tiveram a mesma avaliação quantitativa (por exemplo, correspondente a Muito Bom), mas um não teve a menção que deveria por a escola ter apenas atribuído Bom, o que não aconteceu na outra escola.
- A aplicação informática usada pelas escolas para efeitos de atribuição da avaliação fez arredondamentos. Portanto há candidatos que tiveram uma avaliação quantitativa que deveria corresponder a Bom, mas devido ao arredondamento por excesso passaram para Muito Bom. Terão uma bonificação de 1 valor que outros, que não tiveram tal arredondamento, ou tiveram-no, mas por defeito. Exemplo, 7,5 = 8 e 7,4 = 7. Ambos seriam Bom, mas o primeiro, por passar os 7,9 corresponde a Muito Bom.
- Os docentes dos quadros que leccionam nas regiões autónomas estão a ser impedidos de se candidatarem a DCE, o que é ilegal. O SPM já avançou com providência cautelar que foi liminarmente aceite pelo TAF do Funchal, terminando hoje o prazo dado ao ME para responder. Na Região Autónoma dos Açores, o SPRA oficiou o Director Geral dos Recursos Humanos da Educação, em 13 de Abril, tendo reforça o contacto em 19 de Abril, contudo, até hoje, não obteve qualquer resposta.
Face a esta situação, a FENPROF considera que a avaliação de desempenho não deverá este ano ser considerada para efeitos de graduação dos candidatos ao concurso, bastando que seja prorrogada a norma prevista para o ano transacto. Nesta fase de candidatura, muitos professores, para poderem concorrer, são obrigados a considerar classificações que não lhes foi atribuída, sob pena de não poderem ser candidatos. Por outro lado, por colocarem essas classificações, poderão ser excluídos do concurso, caso as escolas não as validem.
Na fase de “aperfeiçoamento de candidaturas”, que decorrerá entre 3 e 6 de Maio, poderá este “campo” da avaliação ser eliminado. À FENPROF parece ser essa a solução justa, recordando-se que o próprio Governo (ou a Assembleia da República, pois é recente o consenso gerado entre os diferentes grupos parlamentares, em reunião realizada na Comissão de Educação e Cultura, no dia 15 de Abril) poderá tomar a iniciativa de a viabilizar.
A FENPROF convida os(as) senhores(as) jornalistas a acompanharem a delegação sindical que se deslocará à Provedoria de Justiça, pelas 11.30 horas
O Secretariado Nacional da FENPROF
Abril 20, 2010 at 8:05 pm
Apelo à greve de 3 dias em Maio e em Junho!
Abril 20, 2010 at 8:10 pm
“Enquanto os Meninos Rabinos evocam o seu passado juvenil de Pintores de Paredes de que nunca se libertaram verdadeiramente (agora blogam), continua a haver quem sabe o que fazer no momento certo:”
Quem?
Ah!, os narcisos atrasados. Meti lá uns bolbos, nasceram muito envergonhados, sempre a olhar para baixo.
É genético, disse-me o jardineiro.
Abril 20, 2010 at 8:12 pm
#74
Não sou juiz nem tenho que decidir esta acção, mas encontro algumas fragilidades em alguns pontos.
Curiosamente, a acção remete para o projecto de lei do PCP sobre a data para a anulação dos efeitos da ADD (entre 3 e 6 de Maio).
Parece-me mais lógico uma anulação automática desses efeitos sem necessidade de intervenção do candidato.
Estou em querer que o MAT não mudava coisa alguma.
Abril 20, 2010 at 8:13 pm
Solidariedade com os bolbos oprimidos do quintal do Fafe…
Abril 20, 2010 at 8:15 pm
Reli o projecto de Lei e é automática essa anulação.
Acho que tem pés para andar se o “PC” quiser.
Abril 20, 2010 at 8:16 pm
Boa tarde caro Narciso
Apreciei o esforço:
— reunião para apresentar preocupações que já foram publicamente manifestadas;
— entregar acções em tribunais;
Quando os professores vos “espicaçam” vocês até apresentam uns comunicados!
Receio no entanto que não haja capital de confiança que suporte a contratualização disto:
” Na fase de “aperfeiçoamento de candidaturas”, que decorrerá entre 3 e 6 de Maio, poderá este “campo” da avaliação ser eliminado”.
Aperfeiçoamento de candidaturas … ai, ai …
Abril 20, 2010 at 8:16 pm
Abril 20, 2010 at 8:18 pm
Proponho dede já que todos os comentaristas acrescentem “Gundi” ao seu nick como forma de homenagem a mais uma vítima de bullying: o comentador Gundisalbus. E isto por tempo indeterminado. Se querem guerra …
Abril 20, 2010 at 8:19 pm
#80 podem, também, contestar a perfeição e autenticidade da assinatura do acordo nocturno… Não sei, é mais uma ideia…
Abril 20, 2010 at 8:23 pm
#74, havia consenso? E isso está escrito?
À FENPROF parece ser essa a solução justa, recordando-se que o próprio Governo (ou a Assembleia da República, pois é recente o consenso gerado entre os diferentes grupos parlamentares, em reunião realizada na Comissão de Educação e Cultura, no dia 15 de Abril) poderá tomar a iniciativa de a viabilizar.
Abril 20, 2010 at 8:25 pm
A quem encontrar sócras no quintal pode mandar-me que eu comprei uma coisa daquelas da compostagem.
Evita contaminar os terrenos com lixívia e aproveita-se o estrume resultante.
Abril 20, 2010 at 8:25 pm
#84 Não deve estar, foi tudo tão à pressa…
Abril 20, 2010 at 8:26 pm
#79, pode ser eliminada na “fase de aperfeiçoamento”?
Haja esperança, então…
“Propomos que este concurso decorra e que na fase de aperfeiçoamento seja feita a eliminação dos critérios de avaliação na ponderação dos resultados da lista graduada. É perfeitamente exequível do ponto de vista informático”, explicou à agência Lusa o deputado comunista Miguel Tiago.”
Abril 20, 2010 at 8:26 pm
#85 Se calhar foi por causa disso que os narcisos…
Abril 20, 2010 at 8:28 pm
Correndo embora o risco de me repetir pela enésima vez:
“É um erro comum pensar que só se pode negociar com quem é de confiança. Quem está informado pode negociar com qualquer aldrabão sem sair lesado.
Quanto às lutas também não é uma questão de confiança mas de imaginação. O que faz falta não são uniões mas soluções. Uma pessoa munida da solução pode bastar.”
Abril 20, 2010 at 8:30 pm
Olha que lindo! E também servirão peixe balão a bordo? Ou jogarão à roleta russa?
«Aviões voltam aos céus esquivando-se entre a nuvem
É uma espécie de jogo do gato e do rato aquele que os aviões começaram a jogar com a nuvem de cinzas vulcânicas, mas a abertura de corredores aéreos permitiu realizar metade dos voos de um dia normal.»
Está tudo doido, o socrastas contagiou tudo por onde passou.
http://www.publico.pt/Mundo/avioes-voltam-aos-ceus-esquivandose-entre-a-nuvem_1433178
Abril 20, 2010 at 8:31 pm
“É perfeitamente exequível do ponto de vista informático”, explicou à agência Lusa o deputado comunista Miguel Tiago.”
Assim voltamos à coreografia. É exequível, já todos sabemos desde o dia 8. É preciso é convencer o Passos Coelho.
É essa a chave final.
Abril 20, 2010 at 8:32 pm
#90
devem ser aviões a hélice: vão andando e empurrando a nuvem ou afastando para os lados.
Abril 20, 2010 at 8:36 pm
#91 Se for necessário pede-se um estudo técnico ao joão pedroso… Por ajuste directo, claro.
Abril 20, 2010 at 8:37 pm
#91
para ele tanto faz: é para privatizar.
Abril 20, 2010 at 8:40 pm
Não se esqueçam que quem teve EXCELENTE e MBom e vai concorrer, não vai aceitar que se altere a lei a meio do jogo e vai impugnar!
Meteram-se numa embrulhada, essaéquéessa!
Abril 20, 2010 at 8:43 pm
#95 Está tudo encravado… Bem fez o casal cavaco que se meteu à estrada de táxi e autocarros… Ao que consta com a D. maria a organizar o pique-nique.
Abril 20, 2010 at 9:12 pm
#23 António Duarte
“o Mário Nogueira… mostra ter uma percepção do “sentir” dos professores”
Aí está uma expressão digna de uma Lili Caneças, uma vez que não diz realmente nada para além dos vapores ideológicos que só os grandes teólogos e adiantados mentais conseguem transmitir.
Dá gosto ver a candura com que estas pequeninas correias de transmissão cumprem o seu papel na bem oleada máquina de propaganda estalinista.
Abril 20, 2010 at 9:12 pm
Gostei muito de ler o texto acima postado.
O autor deve continuar a esforçar-se.
Abril 20, 2010 at 9:14 pm
O texto em #98 é o “para quando o sindicato dos sindicalistas?”
Abril 20, 2010 at 9:17 pm
#97,
Só cá faltava esta do estalinismo, estava a ver que não!
lol…lol….
Abril 20, 2010 at 9:29 pm
Boa Quink!
Abril 20, 2010 at 9:33 pm
#100
Se o Mário Nogueira é estalinista e actua como tal, no total compromisso com a estratégia do PCP, o que é que quer que diga?
Quem despreza os trabalhadores em função dos interesses político mafiosos com contornos ideológicos claramente definidos pela ideologia marxista, como poderá ser designado, tendo em conta a memória histórica de gente abjecta como esta?
Abril 20, 2010 at 9:35 pm
Tenho “pena” de o dizer, mas cada sindicalista “activo” com quem me cruzo profissionalmente é um oportunista.
Abril 20, 2010 at 9:46 pm
#102 e #103
Nota-se disparidade nas duas descrições, embora o objecto seja o mesmo. Dá p’ra entender? Dificuldades epistemológicas?
Abril 20, 2010 at 9:47 pm
Existem pessoas por aqui que venderiam os filhos só para terem um excelente…acreditem…
Abril 20, 2010 at 9:52 pm
A sério que aprecio estes termos, às vezes até sinto a falta deles… Mas, confesso: nunca estive numa reunião dinamizada pelo mário nogueira e, se calhar, sou mesmo um divisionista…
Não se tratem não…
Abril 20, 2010 at 9:58 pm
#82
Camarada Mao Ze Guin
Foi trágica a tua herança.
Numa rara imagem de arquivo, o “Bando dos Quatro” (Quhin-Quhink, Hanah-Hen, Haga-Sinq, Buhli- Imun):
http://pixdaus.com/pics/1227646060mhYNH4z.jpg
Abril 20, 2010 at 10:06 pm
#107 Será que este fenómeno é assim tão trágico? Só se for por vir de um zeco e não de um inefável, de alguém que é professor e ainda consegue tempo para esta tragédia de que falas e não de uma cadeia de comando que começa em tipos que há muitos anos não são professores,mas… isso e, o pior, pelos vistos, nem isso sabem fazer…
Abril 20, 2010 at 10:11 pm
#108
Seja que post for, o 644 sempre ao serviço:
http://3.bp.blogspot.com/_2iIo30Tj3bw/SXmWXGQLs8I/AAAAAAAAFHE/tsH0a7MDTos/s320/Portuguese%2520Water%2520Dog_caution_640.jpg
Abril 20, 2010 at 10:17 pm
Onde me sentir bem fico de boa vontade, vivo bem com isso e tu?
Abril 20, 2010 at 10:24 pm
PG:
Fico-te eternamente agradecido pelo destaque que me concedeste e por se ter cumprido na minha “pessoa”(?) a profecia:
“In the future, everyone will be world-famous for 15 minutes.” (Andy Warhol, 1968)
Abril 20, 2010 at 10:32 pm
Béu, Béu! (em linguagem canina significa até amanhã ou um dia destes)
Abril 20, 2010 at 10:42 pm
#102,
MN é dirigente da Fenprof.Mas a Fenprof é mais do que o MN. Certo ou errado?
Dúvida 1: marxismo é = a estalinismo?
Dúvida 2: “gente abjecta como esta?” Quem?
Abril 20, 2010 at 10:47 pm
#103,
Ó anah,´
A parte da Lógica é sempre a mais fácil em Filosofia.
Ainda hei-de começar a contar as vezes que leio “tenho pena”, “lamento”, “infelizmente”…..
Abril 20, 2010 at 10:51 pm
# 113
Tentativa de contacto inter-galáctico?
Boa sorte
Abril 20, 2010 at 10:59 pm
Caro Markov
Como sabes os estados anteriores são irrelevantes para a predição dos estados seguintes, desde que o estado atual seja conhecido.
Mesmo assim tive pena de não conseguir ver a foto. O link apresenta-se “expirado”. Vê lá tu a coincidência: tudo o que vem dessas bandas precisa de actualização urgente.
Abril 20, 2010 at 11:00 pm
#115,
Carl Sagan dizia: If we are alone in the Universe, then it’s a great waste of space.
É uma tentativa de CONTACT.
Pena não ser a Jodie Foster ou trabalhar para o SETI.
)
(sorriso)
Abril 20, 2010 at 11:00 pm
actual
Abril 20, 2010 at 11:04 pm
#118,
Não.O filme já é bastante antigo.
Abril 20, 2010 at 11:10 pm
#116
Fui experimentar o link e ainda funciona:
http://pixdaus.com/pics/1227646060mhYNH4z.jpg
Não percebo é o que ele quer dizer.
Não pode ser tão envidente.
Abril 20, 2010 at 11:19 pm
#120
Afinal não é completamente inútil. Serviu para detectar um bug aqui numa coisa. A foto só a vejo no Snap. São simpáticos. Sabe que o ser humano é relativamente recente. É possível que os macaquinhos, que são mais antigos, já tenham percebido esta coisa da estocástica. Mas não desista já. Eu depois aviso quando for para desistir.
e para ajudar a sossegar um clássico da educação estalinista em Portugal:
Abril 20, 2010 at 11:24 pm
#121,
Não será antes esta?
Abril 20, 2010 at 11:28 pm
Nã…é mais esta…Carpe dIEM…
Abril 20, 2010 at 11:30 pm
I found it. It’s a bug…
Abril 20, 2010 at 11:54 pm
poisé…
qd se trata de dar porrada nos sindicatos (nos que, mal, bem ou assim-assim ainda se movem), aparecem sempre os mesmos
Para não ser exaustivo, nomeio o h5n1, dono de 1 acervo lexical invejável que destila nada mais do que um anti-comunismo primário.
O 2º nomeado é uma anahenriques, licenciada em altos estudos, que já passou por uma série de sindicatos (ainda é sócia de dois) e blogues. Para ela os sindicalistas têm um nível intelectual abaixo da média, não prestam e são uns burlões.
Para meu espanto, dei comigo a pensar (se é que tal pretensão me é permitida) que sou velho comó caraças; sou o sócio nº 3000 e tal do SPRC.
cumprimentos aos dois nomeados e abraço a que os aturou
Abril 21, 2010 at 12:33 am
Uma perigosa canção tánalista:
Abril 21, 2010 at 9:11 am
Será que ainda não chegaram as notícias da queda do muro de Berlim a portugal??
Porque será que quem contraria a mafia no poder, ou é anti-comunista primário, ou é velho-do-restelo ou é fragilizado psicologicamente?
Quem é que inventou esta forma de destruir a credibilidade dos críticos e dos indivíduos incómodos, substituindo a argumentação lógica e racional pela exclusão social dos oponentes e dos hereges que não se encaixam na “colectividade”?
1.º Religião monoteísta
2.º Jacobinismo
3.º Marxismo-leninismo
4.º Nazismo (imitando e seguindo, em boa verdade, o bolchevismo).
Não aconselho bibliografia para não me armar em paternalista…
Quanto à vivência, quem andou pelas lutas contra o fascismo e pelo PREC, certamente tem alguma experiência do que constitui a prática estalinista.
Abril 21, 2010 at 9:51 am
Teste:
Abril 21, 2010 at 9:53 am
Doesn’t work.
http://docs.google.com/present/view?id=dfhs9bpr_92jzvz9zds