Sexta-feira, 9 de Abril, 2010


Boston Legal

Podia ter sido o Bonanza, mas era demasiado óbvio…

Como ontem poderia ter sido a Ally McBeal, do mesmo produtor da de hoje… afortunado consorte da Michelle Pfeiffer…

A sério? Finalmente consumaram?

No dia em que sabemos que a avaliação conta para o concurso deste ano?

Preocupações da Fenprof sobre avaliação satisfeitas pelo ministério – Mário Nogueira

O secretário geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) afirmou esta sexta-feira que todas as preocupações que os professores levaram à reunião com o ministério foram positivamente respondidas e terão consequência no próximo regulamento sobre avaliação de desempenho, noticia a Lusa.

«Todas as preocupações que a Fenprof trouxe a esta negociação foram positivamente respondidas, o que quer dizer que terão consequência no próximo regulamento que vai sair, o que para nós é positivo», afirmou Mário Nogueira, à saída de uma reunião com o secretário de Estado Adjunto e da Educação.

A reunião entre a delegação da Fenprof e Alexandre Ventura durou mais de três horas, com o Governo a responder positivamente às preocupações dos professores.

Entre os principais pontos negociados, Mário Nogueira destacou que a apreciação intercalar «vai manter-se para todos os professores até final de 2010» e que a partir de 2011 os professores que reúnam o tempo de serviço terão a progressão garantida apesar da apreciação intercalar já não estar em vigor.

Mas esta da apreciação intercalar já não era assim?

Não é como anunciar que os dias, afinal, vão ter 24 horas até final do ano?

reformas e remédios (1)

Eu um dia levei uma bela reguada na 3ª classe por ter estado a medir o meu lápis (o lápis!!! não o que medem agora…) com um colega e não fiquei traumatizado para o resto da vida…

Dêem-lhes mais autoridade!

Uma das memórias que retenho dos meus tempos de escola foi o dia em que um professor me pôs na rua pelo facto de eu ter dado um beijo na face à minha colega de carteira. «Não admito essa falta de respeito», disse ele com autoridade, mandando-me, de seguida, sair da sala, com falta. Nem sequer ousei protestar, pois sabia que qualquer coisa que eu dissesse podia levar o professor a agravar a sanção, ou seja, a dar-me a famosa “falta a vermelho”. Uma falta disciplinar que dava direito a uma comunicação para os pais.
Alguém acredita que isso seria possível hoje? Pois a resposta é claramente um não. Hoje, o professor já não tem autoridade na sala de aula. Em nome das famosas boas práticas pedagógicas, retirou-se a autoridade do professor, levando a que os alunos possam fazer o que lhes dá na real gana dentro da sala de aula. Os vídeos que vão sendo colocados na internet demonstram-no bem. Os alunos, que reclamam mais e melhores direitos no seu estatuto, esquecem-se que também têm deveres. Dá-lhes prazer e estatuto gozar com os professores e vangloriarem-se desses feitos. Aos docentes, por sua vez, nada mais lhes resta do que deixarem que os abusos ocorram. Pois, caso tenham a infelicidade de mandar um grito mais forte para se impor, ou então colocar alguém de castigo, arriscam-se a que o aluno fique profundamente chateado e vá fazer queixinhas aos pais. Estes, por sua vez, também não gostam e depois vão manifestar-se às portas da escola exigindo a expulsão do professor, insultando-o do piorio, de preferência, com as televisões presentes.
É engraçado ver o Ministério da Educação a tentar resolver estes problemas. A solução mais comum é a criação de uma comissão. Depois, surgem umas directivas superficiais que, umas vezes atenuam os problemas, outras agravam-nas. Confesso que não sou nenhum especialista em pedagogia. Não domino as grandes teorias sobre as técnicas pedagógicas a levar a cabo dentro de uma sala de aulas. Mas há uma coisa que eu vejo. O professor está sem autoridade. E todos gozam com ele. Que tal voltar a dar-lhe os instrumentos necessários que lhe permita impor o respeito, não só na sala de aulas, como em toda a escola? Parece simples e talvez assim se resolvam alguns problemas que se verificam hoje nos estabelecimentos de ensino… não sei… digo eu.

Funcionário da escola vai ser ouvido no inquérito

Apenas um funcionário vai ser ouvido no âmbito do inquérito de averiguações sobre o controlo das entradas e saídas da Escola Luciano Cordeiro, em Mirandela, para esclarecer o que falhou no dia da morte de Leandro.

Amílcar Martins Pinheiro, o porteiro que estava de serviço na manhã em que a criança saiu a correr em direcção ao rio Tua, vai dar explicações sobre as circunstâncias em que os alunos saíram sem impedimento da escola. O presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, quer apurar as responsabilidades sobre ‘a situação específica do portão da escola e do controlo das entradas e saídas’.

O autarca quer especificar se o funcionário infringiu as regras ou se era normal os miúdos entrarem e saírem sem impedimento. O funcionário arrisca a expulsão.

Detalhes no Ad Duo, que escuso duplicar:

A ADD 2007-2009 é contabilizada para efeitos de graduação ao concurso de 2010/2011

E é capaz de ser por aqui que as coisas vão começar, de novo, a descambar e olhem que não será apenas para o lado da 5 de Outubro…

Ah, pois…

Sócrates e Soares empatam apoio à candidatura de Alegre

A proximidade entre José Sócrates e Mário Soares está a travar o apoio imediato do PS à candidatura presidencial de Manuel Alegre, avança a edição do SOL desta sexta-feira.

Hoje sinto-me um pouco tablóide, mas… é o triunfo daquela cultura do nacional-porreirismo compreensivo que também produz, a outro nível, certas passagens dos sucessivos estatutos do aluno.

Presos podem sair em liberdade após cumprir um quarto da pena

Novo Código de Execução de Penas entra em vigor na segunda, mas CDS apresenta esta sexta um projecto de lei para alteração do diploma.

A partir de esta segunda-feira, dia 12 de Abril, qualquer recluso que tenha cumprido um quarto da pena pode ser libertado desde que faça um requerimento ao director-geral dos Serviços Prisionais e sem ficar sujeito a vigilância. Qualquer crime, qualquer medida de pena. Do assassino ao burlão. Do pedófilo ao assaltante. Quer seja 25 anos ou 25 meses.

A lei, sabe-se, é geral e abstracta, mas, quando aplicada ao caso concreto leva à conclusão que criminosos como o homicida de dois polícias em 2005, na Amadora, condenado a 25 anos de prisão, pode sair em liberdade já no início de 2011, cumpridos 6 anos de três meses apenas.

Aviso n.º 7173/2010
Concurso anual com vista ao suprimento das necessidades transitórias de pessoal docente, para o ano escolar de 2010 -2011.

«Professores vão cada vez mais ao psiquiatra»

Paulo Guinote diz que stress da avaliação e perda de companheirismo causam «cocktail explosivo nas escolas»

Paulo Guinote, professor e autor do blogue «A Educação do Meu Umbigo» link externo, conta que há cada vez mais professores a recorrerem a psicólogos e psiquiatras. Ao tvi24.pt explica que os casos extremos dos professores que se suicidaram, Luís, de Sintra, e José António Martins, de Vouzela, se aproximam de milhentos casos que existem no país. Paulo Guinote tem tomado conhecimento de alguns desses casos através de situações descritas no blogue, de e-mails que lhe enviam ou no contacto interpessoal.

«Há muitos colegas meus mais novos, na casa dos 30, 40 anos, a entrar numa espiral de depressão e tristeza porque se sentem pressionados a todos os níveis, não só ao nível da escola, como da tutela», refere.

Professora relata drama «escondido» do mobbing

Paulo Guinote sublinha que os casos de indisciplina e violência dos alunos, as pressões por parte da tutela e das direcções das escolas, o stress da avaliação de desempenho e a perda de companheirismo «causam um cocktail explosivo dentro das escolas» e «o que disse esse professor [José António] na mensagem que deixou pode ser dito por qualquer um, mesmo não chegando a esse extremo [suicídio]», defende.

«Foi lançada uma espécie de ofensa geral de que os professores não faziam nada e há pessoas que reagem de forma visceral, umas refugiam-se nos comprimidos receitados pelos psiquiatras, outras no suicídio», acrescenta. «Os professores não sabem para onde se virar, sentem-se sem apoio, encurralados», constata.

O que leva um professor a suicidar-se

«Não consigo mais ser um bom professor»

«Escolas são ilhas de tirania»

Sobre a medida da FENPROF apresentada ao Ministério da Educação de que o stress dos professores seja considerado doença profissional, Paulo Guinote entende que «é uma espécie de evidência». Mas Paulo Guinote entende também que não seria fácil de implementar: «poderia gerar uma espécie de desconfiança, não sei como conseguiríamos que fosse aceite pela tutela».

Ainda assim, Paulo Guinote acredita que a medida teria grande adesão por parte dos docentes caso viesse a ser implementada. «De observação, e com base no número de pedidos de reforma que tem sido apresentado anualmente, acho que com esse motivo os pedidos de aposentação duplicariam», vaticina. Paulo Guinote calcula que «entre 10 e 20% dos professores estão em situações limite neste momento».

Estes seis ficaram por cerca de 25 êrus. Porreiro, pá! Até me deixarem reformar deve dar tempo para ler tudo.

Mas é José, para sermos mais rigorosos:

Público, 9 de Abril de 2010 (link)

Com que então, há que informá-los? Mas é porque eles não sabem ou porque não tem havido consequências?

Oliveira Martins: Corruptos têm que saber que há consequências

De: <DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt>
Data: 8 de Abril de 2010 14:54
Assunto: Divulgação do Workshop em Liderança Escolar: “School Leadership for the 21st Century” – Exclusivo para Directores de Escola ou Directores de Agrupamentos do ME
Para:

Exmo. Sr. ou Sr.ª Director(a) de Escola

O Ministério da Educação, no sentido de promover a liderança no contexto da melhoria da qualidade do ensino e do desenvolvimento organizacional da escola enquanto comunidade de aprendizagem multicultural, vai realizar entre os dias 27 de Abril e 7 de Maio/2010, três Workshops, de dois dias cada (27/28 Abril; 03/04 Maio; 06/07 Maio), destinados a directores de escolas/agrupamentos do ME, subordinado ao tema da Liderança Escolar: “School Leadership for the 21st Century”.

O Workshop será orientado pelo formador Fred Brown, Sénior Associate Executive Director for Leadership Development, especialista e consultor internacional em direcção educativa.

Convidamos V. Exa. a candidatar-se ao Workshop, em epígrafe, através do link www.dgrhe.min-edu.pt, mediante o preenchimento do formulário de candidatura que estará disponível entre o dia 13 e 15 de Abril de 2010.

A participação neste Workshop está sujeita a inscrição prévia e processo de selecção conforme critérios pré definidos.
Com os melhores cumprimentos.

A Direcção.
Mário Pereira

Guido Crepax, Valentina

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